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A firmeza e segurança em suas palavras, por vezes intimidava as pessoas com quem falava, principalmente os homens. Sonea estava se esforçando para manter a conversa em um tom leve ali e para seu alívio Jakcson parecia uma pessoa tranquila e mente aberta, o que facilitava, já que se portar na defensiva era bem usual e com o jeito do rapaz, não precisava agir assim.
Os olhos azuis estavam fixos no moreno, observando com curiosidade e atenção suas expressões e comportamento, um pequeno sorriso de canto surgiu nos lábios dela, apreciando o leve envergonhar dele, achando graça por ter conseguido tal feito, mesmo que não houvesse sido proposital. – Eu realmente gosto e aprecio sua falta de pré-conceitos, afinal também não considero a arte uma profissão de vagabundos. Muito pelo contrário, acredito que todas as profissões tem seu valor. – Afirmou alargando um pouco o sorriso e um leve balançar de cabeça, a profissão não importava especificamente para a mulher, no entanto ela era exigente e seria difícil se relacionar com alguém que fosse muito “livre”. Ser músico não era um problema, tão pouco ser sonhador, mas ela realmente preferia homens mais sérios, por mais que apreciasse o bom humor e a capacidade de conseguir arrancar alguns risos dela. Estava ali para se arriscar, porém não sabia até que ponto estaria disposta a isso. A demora a deixou em expectativa, o sentimento a intrigou, não imaginou que consideraria importante a opinião de alguém sobre si importante. – Seria injusto porque você tem um fraco pelas minhas características físicas? – Se fosse qualquer outra pessoa, a pergunta seria uma clara provocação e possivelmente um flerte, mas com Sonea era apenas uma pergunta curiosa, por estar intrigada com as afirmações do rapaz. – Então meu charme está baseado em seu gosto? Interessante isso, acho que faz sentido. – Havia uma leve dúvida em suas palavras, enquanto sua expressão se tornava pensativa. – Definitivamente academia e festa não combinam em nada comigo. Até vou à festas, mas não é essa coisa bagunçada que a maioria vai. Acho que passo essa impressão meio fútil mesmo, mas não é por mal. É o meio onde fui criada, estou acostumada com coisas de qualidade e até de luxo, porém isso não significa que eu menospreze coisas que as pessoas intitulam inferiores ou baratas. – Deu de ombros. – Vou te dar a vodca barata da festa como exemplo, eu sou apaixonada por vinhos e gosto de bebidas de qualidade, isso não significa que uma vodca barata não tenha qualidade, no entanto o número de vodca barata e sem qualidade é bem maior. Estou tentando dizer que não ligo para o valor das coisas em si, não sei se estou sendo clara. Ás eu me perco nas palavras. – Sorriu levemente sem graça e logo riu baixo. – Acho que você está encantado com meu sorriso mesmo e tudo isso é só desculpa. – Provocou em tom divertido, mas logo sua expressão se tornou avaliativa, afinal ele havia jogado a situação para ela. – Hum… vejamos. Fisicamente você é muito atraente, por mais que não faça exatamente o meu estilo. – Mordeu o lábio inferior o olhando com certa diversão. – Não me leve a mal, mas você parece “jovem”, eu prefiro uma aparência mais velha ou mais madura, por assim dizer. De qualquer forma, você também possui um belo sorriso, geralmente olhares e sorriso me encantam. Seu senso de humor é ótimo, diria que seus sorrisos de canto são bem sedutores também. Você me parece ter uma personalidade fácil de lidar, alguém que a gente se sente bem em estar perto, além de ser músico. Quase todas as mulheres piram com um cara tocando violão. – Sorriu ao concluir com uma nova provocação, ela estava sendo muito sincera, por mais que a maior parte das coisas que tinha dito não a afetasse.
As palavras de Sonea causavam efeitos engraçados e diferentes em Jack. Diferente das muitas meninas, a morena parecia falar exatamente o que pensava, muitas vezes de forma mal pensada, que poderia gerar interpretações erradas e ofensas graves, mas surpreendentemente não afetavam Jackson. O rapaz, por uma infelicidade do destino, possuía muita honestidade dentro de si e isso era algo negativo, uma vez que ele também era um pouco desenfreado com sua língua em certos momentos, falando mais do que deveria. Logo, era mais divertido do que ofensivo encontrar alguém semelhante.
Assentiu algumas vezes enquanto ouvia as palavras de Sonea, pensando em como deveria ser conviver no dia-a-dia com a mulher. - É, existem muitos músicos vagabundos, mas eu não pretendo ser assim. Música é uma arte e exige mente aberta sim, mas se eu aceito como profissão, preciso encarar como profissão. Tenho hora pra chegar, hora pra sair, objetivos a cumprir. Não é farra como muitos músicos pensam! - afirmou, lembrando-se de seus tempos no estúdio e de todas suas obrigações que precisava fazer, porém que cumpria com alegria por se tratar de um tema que ele se divertia muito. Talvez Sonea não tivesse muito a ver com o rapaz, realmente, mas ela tinha pontos que ele nunca pensou que gostaria em uma mulher e estava passando a considerar, como a honestidade e a confiança. - Sim, quer dizer, eu me atraio pelo que eu gosto, não? Se eu preferisse loiras de olhos escuros, você não teria esses diferenciais, certo? - perguntou, intrigado com o que a mulher queria dizer com aquele questionamentos, uma vez que havia sido uma simples explicação do que o atraía nela. Aliás, tais características eram muito fortes. Jackson já havia afirmado que não se importaria com a aparência da companheira se a mesma cumprisse seus outros requisitos de personalidade, porém se a mesma pudesse ter tudo aquilo mais as características físicas como a de Sonea, ele acharia excelente. - Por favor. Eu nunca te acharia fútil. Com certeza, você é a que eu menos acharia que falaria desse tipo de assunto. E eu entendi o que você quis dizer. Achei muito legal, na verdade. - se explicou, mas sendo honesto em sua apreciação pela característica da mulher. - Existem algumas mulheres que são meio inatingíveis, sabe? Como se fossem boas demais para que nós conseguíssemos alcançar as expectativas. Saber que você, apesar de decente e refinada, esta aberta a novas possibilidades não tão chiques assim, é uma informação de ouro. Qual homem não se sentiria motivado a tentar algo? - falou a segunda parte de forma aberta, se referindo a si próprio, mas evitando de pressionar a mulher, encarando-a apenas em momentos da frase, mas completamente confiante do que dizia. - Mas tudo bem, talvez seja só o sorriso mesmo. - entrou na brincadeira, rindo, apesar de saber que não se tratava apenas daquilo. - Se quiser, posso pintar meu cabelo de branco e cumprir suas exigências. - brincou com a necessidade dela de um homem mais velho. - Resumindo, sou um palhaço bonitinho? - perguntou de forma séria, como se tivesse se ofendido com os comentários de Sonea, mas rindo antes que a mulher pudesse se assustar de forma real, mostrando que era uma brincadeira. - É complicado elogiar alguém que você não conhece. Eu entendo. Mas que bom que gosta da minha “personalidade fácil de lidar”. Já tive muitos problemas com garotas que não sabem a diferença de uma piada e de uma conversa séria e levavam minhas piadas em consideração na hora de uma discussão e vice versa. Não é tão fácil ser positivo hoje em dia. -
[ F L A S H B A C K ]
Ah, mas não é sempre que eu fico elogiando um cara assim, então não se acostume. Foi criado assim como? Tipo que aprendeu a não ser mulherengo e desejar mais de uma mulher? Com certeza, exatamente o que penso. E tô torcendo pra eu não ser o match duplo, não quero ser responsável por ninguém deixando o programa antes da hora. Eu sou formada em biologia, e agora vou fazer pós em neurociência. Não se assuste, eu juro que não sou chata e monótona como muitos dizem do meu curso. Mas então, se música é o seu trabalho, qual o seu hobby?
“Tudo bem. Vou me lembrar disso. É, mais ou menos isso. Não sou um cara de sair pegando várias na mesma noite. É mais o estilo “uma por várias noites” sabe? Mas eu também quero distância desse match duplo. Espero que todos ganhem no final. Uma bióloga? Que genial! Uma das matérias que mais gostei no ensino médio. Não se preocupe, nem se eu quisesse te acharia monótona. Eu gosto de ver filmes, ir no cinema, as vezes saio pra dar uma volta, mas raramente em festas como a daqui ou coisas do tipo. E você, Sra. Biology?”
“Só porque estou concordando com você não quer dizer que estará certo sempre, então baixa a bola aí, gato. Nada rápido ou cheio de compromissos, parece bom pra mim. Acho até muito promissor. Por conta própria? Isso é um desafio, Jack? Porque se for… Não sabe a noção do perigo em me desafiar”.
“Eu só disse que a segunda tentativa é a melhor, gata. Não estou certo sempre, por exemplo, achava que você nunca cairia no meu charme e olha só você aqui. Eu estava errado. Que bom que pensa assim, já temos muito para conversar então. E você pode encarar como um desafio, se quiser. Eu adoro desafios e perigo, já que mencionou.”
Sabonete me parece bem sugestivo, mas todas opções são boas. Está melhorando cada vez mais em meu conceito, Jack. Oh meu Deus, que habilidade incrível! Se disser que não quer uma família, somos um match! Porque não é possível! Acho que nenhuma das pessoas legais que eu conheço consegue fazer isso e você não deveria falar da sua língua, por mais que eu aprecie, me faz pensar em outras habilidades que você deve ter com ela e pensar nisso deixa as coisas bem quentes por aqui.
“Eu disse que a segunda tentativa é a melhor. Bom, eu não posso dizer isso, mas de fato não quero nada rápido e cheio de compromissos logo de cara. Acho que podemos chegar em um acordo. Tudo bem, não toco mais no assunto. Qualquer informação que você quiser saber, a partir de agora, terá que descobrir por conta própria. Azar o seu...”
oiginny:
[ F L A S H B A C K ]
Ah, eu devo admitir que realmente estou. Quer dizer, com esse seu jeito cativante e uma gramática excepcional, eu não ficaria surpresa se você saísse daqui com mais de um match. Então você está aqui para arranjar alguém especial? Isso é fofo, na verdade, não acho que seja o objetivo de muitos homens por aí. Eu tô tentando não criar muita expectativa, mas é meio que inevitável para uma garota. Mas meu maior objetivo aqui é o convívio, aprender com essas pessoas tão diferentes de mim. E me divertir, é claro. Quando o programa terminar, quero fazer minha pós, e aí lá se vão muitos meses estudando, e eu precisava de umas férias.
“Olha, com tantos elogios assim, já estou começando a escolher qual vai ser um desses matches. Ter mais de um seria legal, mas não sei se é bem o que vim arranjar aqui. What can i say? Fui criado assim... Eu também não to com muitas expectativas, no final das contas. Se eu conseguir boas experiências, pra mim basta, mas se conseguir o Match e o dinheiro também, melhor ainda. Você estuda o que?”
homemade paradise || Jackson&Open
Durante aquele pouco tempo de conversa, Sarah conseguia ver diversas qualidades em Jackson que considerava como ideais para si mesma, em questão de relacionamentos. Não apenas o fato de terem o mesmo problema quando se tratava de ciúmes alheio, mas também, por terem a paixão pela arte em comum, um ponto que, na visão da dançarina, seria interessante, por sempre querer alguém que aceitasse seu trabalho sem grandes julgamentos, e também por ele ser divertido, um ponto que era importante em um relacionamento, para ela. Apesar de ter prometido para si mesma que não tiraria conclusões precipitadas sobre o assunto até poder conhecer de forma mais profunda todos os participantes e possíveis matches, era impossível para ela negar que ele se tornava mais atraente conforma a conversa fluía e que sentia cada vez mais vontade de conhecê-lo melhor.
O sorriso da garota se transformou uma risada baixa com aquilo, os olhos saindo do mar para voltar para ele, antes da risada se transformar mais sonora com as novas palavras proferidas por Jack. – Tem razão. – Concordou, mantendo a expressão séria por alguns instantes apenas para conseguir dar continuidade à brincadeira. – Cuidado com as coisas que você faz. Elas podem dar um jeito de usar contra você depois. – Alertou, voltando a rir logo em seguida.
Sarah ouvia atentamente o que Jackson dizia, abrindo um sorriso quando ele afirmava ainda morar com os pais. Não que acreditasse que fosse algo vergonhoso, longe disso, na realidade, achava até adorável, pelo fato de sempre ter visto as pessoas próximas de si loucas para viverem sozinhas. – Não se sinta tão animado de viver sozinho. Ás vezes, eu esqueço que não tenho quem lave minhas roupas e acabo abrindo um armário vazio. – Afirmou, dando uma risada.. Já havia ocorrido algumas vezes, principalmente nos primeiros meses em que tivera casa própria. Voltou a ouvir atentamente o que ele dizia, um sorriso surgindo em seus lábios, mas dessa vez, não por conta de uma brincadeira entre os dois. Na realidade, os motivos de Jack eram muito nobres. – Isso é muito bonito, Jack. Acho que agora torço ainda mais para ganharmos, você merece esse dinheiro, especialmente para usá-lo dessa forma. – O sorriso se estendeu enquanto pronunciava as palavras de forma sincera. Os planos do rapaz eram realmente muito bonitos e mereciam dar certo, de uma maneira ou de outra. – As cidades são uma loucura, devo dizer, mas nada que você não se acostume. Na realidade, acredito que você vá adorar quando puder se mudar. – Comentou, assentindo lentamente. Sabia que, para ela, havia sido mais fácil, por ter ficado no local desde pequena e ter uma preferência especial por aquele tipo de ambiente, mas também sabia que, se sua família, composta pelos maiores amantes de campo que ela já conhecera, havia se adaptado, não havia motivos para ele também não conseguir. – E é para levar a sério mesmo. Qualquer coisa, é só me ligar, prometo não deixar você se perder. E essa oportunidade você pode até ter aqui, se pedir com carinho, mas duvido que seja a mesma coisa, já que não vai ter toda a produção e maquiagem. De qualquer forma, é sempre bem vindo.
O rapaz não pode evitar de soltar uma risada alta e espontânea, fazendo com que a mesma desaparecesse logo em seguida para das espaço para sua atuação. Encarou uma parte da casa, como se acreditasse haver uma câmera ali, e encorporou o personagem. “O que vão fazer, Kardashians? Me chamar de vadia? Falar que eu sou interesseiro e que devo minha estadia aqui no programa graças ao meu rostinho?” começou a gritar, desafiando a família de socialite que conversavam a respeito. “Eu só tenho algo a dizer pra vocês: Por favor, não me ataquem. Foi tudo ideia dela!” apontou para Sarah. “Ela me convenceu. Rostinho bonito, papo de dançarina, ela é a gênia do crime aqui. Não eu!” concluiu mostrando as mãos como inocente e se afastando de Sarah na rede, antes de cair na risada.
De fato o rapaz lembrava-se desses detalhes. Louça que não se lava mais sozinha. Cama que não se arruma por conta própria. Roupas que precisam de atenção. Eram trabalhos que Jackson não sabia, ao certo, se daria conta. “Sim, isso me assusta muito as vezes. Cuidado de mãe é algo que eu não quero perder, mas fazer o que, tenho que encarar a vida né?” afirmou dando os ombros, aceitando o inevitável. “Além do mais, não preciso morar sozinho. Room Mates existem para isso. Compartilhar contas, tarefas... essas coisas.” concluiu, considerando a possibilidade de morar com mais alguém caso muda-se, o que era um plano futuro porém concreto. Sorriu em resposta ao elogio da garota, olhando-a nos olhos, como se o sentimento fosse reciproco uma vez que a mulher também possuía planos muito dignos para sua parte do dinheiro. “O que eu mais gosto é a comida. Tem uma lanchonete em cada esquina. É genial. E ainda que reclamem muito, tem muita parte bonita pra se apreciar. Quando fui em São Francisco, subi em um prédio a noite que permitia eu ver as estrelas do céu de forma tão clara quanto lá na minha casa. Acho que da pra aproveitar sim.” explicou, realmente criando expectativas sobre Nova York. Ainda que não fosse a capital mundial da música, Nova York sem dúvida era a capital nacional das oportunidades e o moreno mataria por uma oportunidade em um estúdio daquela cidade. “Dependendo do desenrolar do programa, nem precisarei ligar, não é mesmo? Quer dizer, se conseguirmos o dinheiro é capaz de que meus planos de me mudar se tornem mais próximos. Mas ainda aceito você como guia de turismo!” sorriu, piscando rapidamente para a garota, como se aceitasse o acordo. “Eu não sou muito do tipo que pede com carinho, mas podemos negociar.” afirmou com suas pernas pendendo em direção ao chão mas seu corpo deitado na rede, fazendo o mesmo virar-se de lado e encarar a menina fixamente. “Diga-me, Sra. Sarah, qual seu preço?”
Começaríamos uma guerra se tivesse agarrado uma batata, mas talvez fosse até divertido e não reclame das batatas, já te dei todas, querer que estivessem no ponto é pedir demais. Mas vamos voltar ao seu charme, pode continuar com segunda tentativa e eu vou dizendo se está funcionando. Você é bem atraente e isso já conta pontos ao seu favor.
“Podemos começar uma guerra se quiser. Temos a opção dos travesseiros, no quarto, de macarrões na piscina, de sabonetes no banheiro... tantas opções boas, não acha? Ah, qual é, eu tenho mais conteúdo que isso. Quer dizer, eu sei dar nó no cabo de cereja com a língua. Quantas pessoas que você conhecem fazem isso e ainda são legais ao mesmo tempo?”
O ursinho foi sua melhor ideia? Estou decepcionada, duas tentativas bem fracas. Mas… Gostei de me dever uma, pode ficar com todas as batatas. E agora está tudo ótimo comigo, apesar de poder melhorar ainda mais. E com você, Jakcson?
“Foi minha melhor ideia educada. Eu poderia simplesmente ter agarrado uma batata. E quem disse que minha segunda tentativa já acabou? Ainda nem cheguei na parte que você se apaixona pelo meu charme... Estou excelente Lyra. Poderia estar melhor se as batatas não estivessem murchas, porém não vou reclamar pra alguém tão generosa quanto você.”
Que?
Ah, o ursinho quer batata? Será que é pra ele mesmo ou pra algum amigo? - empurrou o prato para ele com um sorriso no rosto.
“Achei que seria mais educado do que enfiar a mão no seu prato.” comentou agarrando uma e empurrando o prato de volta para ela. “Gosta de cozinhar, é?”
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Aquele momento estava sendo verdadeiramente apreciado pela garota. Apesar de sempre ter preferido algo movimentado, por vezes um pouco de calmaria, como encontrava ali, também era bem vindo. Além disso, a companhia de Jackson era agradável. Querendo ou não, ele também possuía um bom senso de humor e aparentava estar se divertindo ali tanto quanto ela, algo que ela apreciava. Por vezes, algumas pessoas não gostavam daquela parte de Sarah, o senso de humor presente sempre e sempre energética, e estar na companhia de alguém que não parecia se importar, pelo menos, não de uma maneira ruim, era ótimo. Apenas aquilo fazia com que a mulher sentisse vontade de conhecê-lo mais profundamente, pareciam estar se dando bem o suficiente para algum tipo de interesse nascer. – Ótimo. – Brincou, logo depois, revirando os olhos dramaticamente, sem poder conter o riso que veio no momento seguinte.
As primeiras palavras de Jackson fizeram-na assentir lentamente, absorvendo-as enquanto ouvia o resto. Quando a conclusão do pensamento chegou, a dançarina não pôde deixar de abrir um sorriso um tanto bobo enquanto voltava os olhos para as meias que cobriam seus pés, antes de olhar novamente para ele, surpreendida pelo que ele havia falado. Não que fosse tímida, longe disso, porém, quando não esperava elogios, não sabia muito bem como reagir a eles. – Sei. – Murmurou, rindo baixinho em seguida. – Boatos que existe uma dançarina por aqui, que se interessa bastante por músicos que gostam de tocar country. Você deveria dar uma olhada. – Afirmou no mesmo ar inocente que ele, acompanhando a vista do rapaz para o mar, o sorriso ainda presente em seus lábios. – Estamos ferrados com as Kardashians, você sabe disso, não? – Falou, rindo baixinho.
– E quais são os seus planos para o dinheiro, Jack? – Perguntou, cerrando os olhos enquanto perguntava, porém, um sorriso ainda presente em seu rosto. A pergunta era de cunho totalmente curioso, e fez com que Sarah observasse-o antes de conseguir sua resposta, apenas para tentar descobrir em sua mente, o que, obviamente, falhara. – Sim, eu sei, chocante. Mas eu não sou tão caipira assim, eu me mudei cedo para a cidade grande. – Explicou, rindo baixo. Aquela era a reação normal quando Barrow contava às pessoas que nascera no campo, provavelmente por exalar uma aura que era clara de cidade grande. – Eu me dou melhor em Nova York, na verdade. Nunca fui muito chegada ao campo, mas não é algo que eu passe para trás sem pensar, já que a maioria da minha família é de lá. Mas sim, a cidade é maravilhosa, especialmente para se morar. Se um dia quiser conhecer depois daqui, serei sua guia. E ainda te descolo uns ingressos de graça para uma peça. – Ofereceu, piscando com apenas um olho para ele.
Sarah era esperta. Uma garota como ela provavelmente não era facilmente enganada por um rapaz numa festa ou tinha seu coração partido com facilidade. Provavelmente todos seus términos envolveram questões muito mais complexas do que isso. Ela já havia dito a questão do espaço pessoal e de apoiar a profissão dela, características as quais que ela compartilhava com Jackson, porém ele acreditava que ele e a garota possuíam muito mais em comum além de puramente “problemas de relacionamentos”. O músico procurava uma garota que fosse amiga dele, do estilo divertida e, digamos, meio louca em relação à ideias e atitudes, uma pessoa que não quisesse ir rápido demais mas também tivesse interesse em ficar firme com ele um dia, entre outros pontos quais o moreno poderia apostar que Sarah possuía.
- Vou ficar de olho nela. Pode deixar. - comentou voltando os olhos para Sarah rapidamente, soltando um riso cômico, achando a situação divertida. O riso intensificou com o comentário seguinte da menina, fazendo com que Jackson chegasse até mesmo balançasse um pouco seu corpo na rede. - Quem não está ferrado com as Kardashians? Eu só acelerei o processo... - comentou ainda em meio aos risos.
Por alguns instantes Jackson pausou, pensando novamente em seus planos e em como utilizaria o dinheiro. - Eu tenho muito trabalho pela frente. A ideia é eu me mudar para outro estado, aonde eu tenha mais chance na carreira musical e também para liberar meus pais, que não me aguentam mais em casa. - comentou soltando uma risada rápida, lembrando-se da situação constrangedora que poderia ser ter a idade que possuía e não morar sozinho ainda. - Além disso, com esse dinheirinho extra vou conseguir começar a dar aulas de música. A minha ideia com a música é “fazer a diferença de alguma forma”. Existem crianças que querem aprender, existem aulas de musicoterapia para idosos e deficientes. Tem tanta coisa que eu posso ajudar mas não consigo agora, então esse dinheiro vai dar um impulso. - explicou, agora mais sério, lembrando-se das condições que teve que arranjar para aprender, assistindo aulas sem ter um violão e de forma bem precária, uma vez que na região rural são poucas as zonas de ensino de temas tão específicos como música. - Eu acho que vou me adaptar bem com a cidade grande, caso eu vá pra lá. Eu moro bem no campo, mas passo tempos em cidades grandes frequentemente e, apesar de ser mais movimentado, é bem divertido e ativo. Quem sabe um dia. - permaneceu pensativo, imaginando se um dia viria a ficar fixo em uma cidade como Nova York. - Olha, eu sou daquele tipo que leva convites a sério, ok? Principalmente para ter a oportunidade de te ver dançar, então conte comigo. Juro que serei um turista agradável. -
Se você me mandasse beijos seria melhor, mas o ursinho ate que é fofinho… Você consegue algo melhor para conseguir minhas batatas, vamos lá, tenho fé em você.
“Qual é. O ursinho foi minha melhor ideia. Tudo bem que ele esta fedido e sujo e, bem, eu não sei de quem ele é, mas c’mon, foi uma boa jogada.”
“Tudo bem. Vamos tentar de novo. Oi Lyra, tudo bem com você? Sabe, eu adoro batatas. Se você me der uma eu fico de devendo uma. E eu sempre pago minhas dívidas.”
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Em todos os relacionamentos que teve, faltou vontade e envolvimento da parte de Sonea, justamente por isso queria conhecer melhor os participantes do programa. Quando se inscreveu, assumiu um compromisso consigo, o de tentar se envolver, de se esforçar, de se abrir mais com as pessoas e de se tornar mais sociável. Claro que ainda haviam diversas dificuldades a serem superadas, mas precisava começar de alguma forma e já que estava ali tento uma conversa agradável com Jackson, porque não continuar tentando? Seria um desperdício não permanecer ali ou tentar estabelecer um diálogo, e se por acaso o rapaz fosse seu match? Ou até mesmo alguém com quem ela se envolveria? Seria mais sensato estar aberta as possibilidades e não se fechar por completo.
- Todos que fazem o que amam são realmente sortudos. - Comentou com um pequeno sorriso, o olhando, prestando atenção em cada palavra. Fez uma breve careta e deixou escapar uma baixa risada, afinal ela exercia uma profissão que ele acabava de criticar um pouco. - Trabalho com o que você não gosta. - Respondeu meio risonha, afinal achava graça de trabalhar justamente com o que ele não gostava para si. - Sou executiva financeira, adoro meu escritório e elaborar estratégias financeiras para os meus clientes. Aprecio a arte e… até sonhei em ser cantora quando era criança, mas a música funciona mais como um hobby ou uma terapia pra mim. - Havia uma simplicidade em suas palavras que a fazia deixar de lado sua seriedade e mostrar mais seus sentimentos, Sonea amava o que fazia e não menosprezava qualquer outra profissão, afinal o que a levou a trabalhar com finanças não foi exatamente sua paixão por números. - Acho que não foi só você. - Mordeu os lábios um pouco sem jeito, reconhecia que havia sido um tanto quanto rude com alguns dos rapazes no primeiro dia. - Meu charme? - O olhou intrigada, mas achou graça. - Não sou do tipo de flerta ou que se insinua, mas agora estou realmente curiosa sobre esse tal charme efetivo que você diz que eu possuo. Pode explicar? Afinal isso pode me ajudar a encontrar o tão esperado par ideal. - Tinha a leve impressão que o rapaz estava brincando, principalmente por causa de seu riso, mas ainda assim queria ouvir o que ele tinha a dizer, geralmente a visão que as pessoas tinham dela eram bem equivocadas, e Sonea sabia que tinha sua parcela de culpa, dificilmente ela mostrava quem realmente era. - Acho que nós dois estamos nos saindo muito bem, porque também estou bastante desse Jakcson. - Imitou o gesto dele com um pequeno sorriso.
De fato, se Jackson tivesse alguma insegurança ou medo em sua personalidade, aquela situação bastava para faze-lo desistir de falar com a mulher. A pouco o rapaz havia falado que não serviria para profissões sérias e de repente Sonea era daquele ramo. Ainda assim, por sorte, o músico tinha a cabeça aberta. O fato dele não aprovar para si trabalhos como executivo ou contador, se era o que agradava as pessoas, como Sonea, por exemplo, para ele estava mais que excelente. Aliás, era exatamente esse o principio que o músico seguia: Faça aquilo que te faz feliz, independente do que seja.
Soltou um riso envergonhado com aquilo que ela havia dito, balançando a cabeça de forma negativa como se aquela situação fosse constrangedora. - É, eu realmente não gosto. - concordou em meio aos risos. - Mas se você adora isso, eu apoio totalmente. Como você mesma disse: Todos que fazem o que amam são realmente sortudos. - concluiu de forma positiva, se divertindo com aquela situação no geral. O rapaz nunca havia considerado a possibilidade de namorar com uma pessoa de carreira séria e importante, como Sonea provavelmente era, mas isso não passava de um total preconceito próprio do músico e ele estava disposto a mudar aquilo com o programa. Colocou sua mão sobre o queixo de forma pensativa, refletindo a respeito das características da garota que ele considerava um charme. Na realidade estava mais atuando do que pensando, para criar uma expectativa na morena que o ouvia. - Bom, vamos relevar as características físicas ok? O fato de você ser morena e de olhos claros já seria o suficiente, porque, bem, digamos que eu tenho um fraco por isso, além de sorriso, voz... essas coisas. É muito injusto considerar essas coisas. - comentou gesticulando no ar enquanto comentava, encarando o horizonte. - Então vamos para a personalidade. Hum... acho que o principal pode ser sua confiança. Acho bem charmoso pessoas que não ficam mudando de acordo com a pessoa que falam ou se abalam facilmente em uma conversa. Além de gostar muito de garotas que são diferentes do padrão patricinha de ser, que falam de assuntos diferentes como profissão ou personalidade e não só “academia” e “festa”.- fez uma pausa. - Ou talvez seja só seu sorriso mesmo, sei lá. - brincou na expectativa de quebrar o possível gelo que a conversa gerava, uma vez que era um assunto bem íntimo. - Sua vez. - empurrou a situação para a morena, uma vez que ela havia o elogiado também.
homemade paradise || Jackson&Open
Chegava a ser engraçada a quantidade de coisas em comum que Sarah conseguia encontrar no rapaz à sua frente. Isso, em alguns casos, poderia significar que sim, eram um par, porém, diversas vezes havia visto casais que tinham exatamente tudo igual e, no final das contas, tinham o pior relacionamento de todos. Assim, não podia tirar conclusões precipitadas, e deixaria que o tempo dissesse. Bom, o tempo e as cerimônias semanais, que haviam se mostrado um caos, pelo menos, da última vez. – Deve ser característico desse ramo. A maioria dos meus colegas de turma reclamavam disso. – Afirmou, acenando com a cabeça para dar mais ênfase no que dizia. Não podia deixar que apenas um palpite como aquele a guiasse naquele jogo que se mostrava mais complexo do que ela imaginava.
As palavras de Jack foram suficientes para arrancar mais uma risada audível da garota. Querendo ou não, ele era divertido, algo que sempre buscava em outras pessoas. Se não fossem um par, gostaria de mantê-lo como um amigo após saírem dali. Precisou de alguns segundos para parar de rir o suficiente para manter uma expressão séria. – Se algum dia você me disser que eu estou gorda em uma roupa, eu juro que te mato. – A garota lutava para manter a voz e a expressão passíveis de humor, algo que não durou muito tempo, pois logo já estava rindo novamente.
Já livre dos pensamentos sobre serem ou não um par, Barrow começou a rir novamente com a imagem de Jackson sendo parte da famosa família, especialmente quando complementou com a imagem dele vestido como uma delas. – Todos gostaríamos de ser uma Kardashian. Mas com cérebro. – Falou, baixando a voz, com medo de que as câmeras pudessem ter pego aquilo. Era estranho ter de se lembrar a todo instante de que tudo o que falavam era transmitido ao público. – De qualquer forma, você ainda pode se casar com uma delas, se nada der certo aqui. Eu não, nenhuma assumidamente gosta de garotas, mas a esperança é a última que morre. – Seu tom ainda era brincalhão, algo usual na maioria de suas conversas. Era estranho para Sarah realmente ter uma conversa séria, especialmente com alguém que não conhecia há muito tempo, não por ter dificuldades com a confiança, longe disso, mas por o senso de humor estar quase sempre presente na dançarina. Mesmo assim, parecia completamente natural para ela falar sobre o que pretendia fazer no futuro para o músico. – Obrigada. – Um sorriso se formou em seu rosto, repleto de sincera gratidão. Era sempre bom receber o apoio para algo que realmente queria. – Na pior das hipóteses, sairemos de mãos vazias e eu terei de trabalhar mais alguns anos antes de realmente fazer. Mas eu vou fazer. Não sou do tipo que desiste fácil do que quer. – Admitiu, assentindo com o que falava. A ambição era clara nela, por vezes, se tornando até pouco saudável, como havia presenciado nos primeiros anos de faculdade, na tentativa de conseguir equilibrar todas as atividades de uma rotina pesada. A risada voltou a surgir com o tom que ele usara, mas logo se foi com o que ele dizia. Assentiu devagar com aquilo, rindo nasalmente pela coincidência. – Country. Admire-se, eu também nasci no interior, em uma fazenda no Texas, cresci lá antes de ir para Nova York com minha família. – Explicou, olhando a vista antes de voltar os olhos para o rapaz. – Eu sempre preferi a cidade, mas não podemos negar as raízes por inteiro, certo? Eu ouvia muito country quando era menor.
Por alguns momentos Jackson não conteve seu riso. A principio ria da situação, do fato da morena ameaça-lo com a palavra “gorda”, como ele havia mencionado a pouco, mas depois a risada era por outro motivo. Ria, simplesmente pelo fato de Sarah rir também. A garota era divertida e isso ele não podia negar desde o momento que a conhecera, mas além disso, o rapaz estava começando a desenvolver um real interesse em conhece-la melhor. Eram poucas aquelas que conseguiam fazer com que Jackson se distraísse do que acontecia ao redor e despertavam no garoto uma curiosidade como a que começava a brotar nele. - Você está em ótima forma. Eu nunca diria isso Sarah. - comentou sério. - Só pensaria. - concluiu rindo.
O rapaz não pode evitar de assentir com o comentário de Sarah, mas sem falar nenhuma palavra por notar que possivelmente aquilo poderia ser mal interpretado por qualquer pessoa que assiste o programa, podendo gerar tumulto até mesmo com as próprias Kardashians. - Bom, eu acho que primeiro eu tenho que ganhar o programa para que algumas delas tenha interesse em mim. Mas, de qualquer forma, não fazem muito meu tipo. - explicou dando os ombros, como se de fato não se importasse com o status que as garotas daquela família poderiam agregar a ele. - Sou mais do tipo de garotas que não se fazem de gostosas e superiores a todos, mas que são assim de forma involuntária e acabam sendo mais atraentes por isso. - fez uma pausa, rindo do que falariam em seguida. - Como dançarinas profissionais da Broadway, sabe? - questionou inocente, encarando a praia imaginando como que estava a expressão da mulher com aquilo e rindo, mentalmente, com a ideia.
- Sim, eu concordo. O programa serve apenas como um auxílio pra conseguirmos isso mais rápido, mas se não der certo, acho que não devemos desistir de nosso objetivo de qualquer jeito. - concordou confiante, acreditando que conseguiria seu plano de vida no final das contas de qualquer jeito. O rapaz não esperava pelo comentário seguinte da morena, se surpreendendo com a possibilidade de ela ser “caipira” como ele, falando de forma positiva.- Sério? Uma texana? Sempre quis conhecer o Texas. Dizem ser extremamente animado e eu me daria super bem lá, provavelmente. - balançou a rede com os pés levemente, fazendo com que ambos fossem para frente e para trás algumas vezes. - De qualquer forma, eu também acho que me daria super bem na cidade, quer dizer, eles não desprezam completamente o estilo country lá mas eu poderia me adaptar as músicas da região sem problemas. Sem contar que estamos falando de New York né. Quem não gostaria de conhecer? -
Down where it's wetter || jack&may
Não ter sido escolhida para ir ao passeio, como recompensa do desafio, havia até sido bom para Mayflower. Ela gostava da casa, gostava das pessoas ali, do modo como estavam vivendo. Gostava, na verdade, da casa cheia. Vinte e três pessoas, contando com ela, morando junto a lembrava da infância, e até da sua vida atual na comunidade. Não precisava, necessariamente, estar conversando com todos ou junto deles, mas saber que a casa estava cheia, todo mundo alegre e animado, já era o suficiente para seu bom-humor ser contínuo. Era comum para ela viver rodada de gente. Alguns chamavam isso de dependência, e ela até entende o argumento de quem acredita nisso, mas ninguém entendia o que era para ela ficar sozinha. Na época da faculdade, seu dormitório ficava vazio nos fins de semana, e quando ela ficava por lá, sua vontade de viver era mínima, passava seu tempo todo na cama. Porém, quando voltava para Carson City, não fiacava nenhum segundo em casa, aproveitando todo momento.
Como sempre, ela se encontrava vestida com um conjunto de biquíni estampado; não era fã de biquínis, mas no lugar e na situação, ela suportava mostrar tanto seu corpo. Junto com ele, um vestido azul claro, que a fazia se sentir muito melhor. Com os pés descalços, May caminhou até a sacada, para ter uma ampla visão do que estava acontecendo por ali. Avistou Jack deitado em uma das espreguiçadeiras e, ali sozinho, a professora de literatura decidiu ir fazer uma companhia, já que a dele era uma das que mais gostava na casa, pela facilidade dos dois em conversar sobre qualquer coisa.
Desceu para a área da piscina sem pressa alguma, carregando consigo sua toalha e protetor solar. Caminhou até a espreguiçadeira ao lado da dele, agora sim rapidamente, pois seus pés, toda vez que tocavam o chão quente, pareciam estar a queimar. Deixou suas coisas ali e aproximou-se do homem, cutucando seu braço. “Você vai virar um camarão se dormir aí.” Disse Mayflower, com um sorriso no rosto, cutucando-o novamente para ter certeza que ele acordaria. “Quando você ficar todo queimado e vir reclamar que está tudo ardendo, eu vou rir da sua cara.” Comentou, já rindo, indo para a piscina. Sentou-se na beirada dela, colocando seus pés na água.
As cenas sonolentas começavam a passar pela mente do rapaz. Flashes dos últimos dias e das últimas noites mostravam que o cérebro do rapaz ainda precisava de tempo para processar tudo que vinha acontecendo com eles. Sentia em sua pele o calor dos raios solares o esquentando e o frescor da brisa tropical o esfriando. De fato havia sido uma boa escolha de lugar para descansar.
Subitamente um cutucão, dois cutucões, tiraram Jackson de seu paraíso de descanso. O garoto só teve tempo de abrir seus olhos assustados e ver May de costas, indo em direção a piscina para se sentar na mesma. O moreno, por outro lado, apenas ergueu seu corpo na espreguiçadeira e ficou com um olhar vazio ao horizonte por alguns momentos, como um zumbi que acabara de acordar, soltando um rápido bocejo que expressava mais alívio do que cansaço. “Um cutucão May? Jura? Não passou pela sua cabeça a possibilidade de um beijinho de bom dia?” provocou rindo, antes de se levantar.
Rapidamente o músico esticou suas costas, estralando alguns músculos e ossos de seu corpo, antes de encarar a piscina. Contou mentalmente até 3, correndo em direção a piscina no fim da contagem, pulando dentro da mesma sem nenhum receio, molhando tudo e todos ao redor. Ficou alguns instantes submerso, aproveitando a temperatura da água, antes de sair com seu rosto para fora, com um sorriso besta nem lábios, encarando a morena. “E ai madame. Não vai entrar?”
homemade paradise || Jackson&Open
Lançou para Jackson um olhar de desaprovação, abrindo seus lábios em surpresa por sua frase – Você é o vilão sim, está me magoando com essas suas palavras cortantes – colocou a mão em seu peito dramatizando, logo vindo a rir de toda a situação que estava tendo com Jackson desde o encontro por acaso na praia. Os dois pareciam não ter a idade que aparentavam, pelo menos Summer pensava assim, tinha vinte e nove anos, correndo pela encosta da praia, agindo como se fosse uma criança, ou até mesmo uma adolescente, contudo, o que realmente importava para ela era sua diversão. Pensava que talvez Jackson pudesse ser seu pai ideal. Poderia ser tudo encarado por seus colegas ou pelo público, como algo forçado ou infantil, porém, Summer nunca foi de ligar para o que pensavam sobre si.
– Eu usei mesmo o meu melhor personagem com você, pra me tratar assim? I cant deal – balançou sua cabeça em um gesto de desapontamento, apertando seus olhos ao ouvir a contagem em que a jogaria no mar. Summer caíra no mar com suas costas para a água e ao afundar por inteiro, virou seu corpo para baixo, nadando um pouco mais pra longe, querendo aproveitar um pouco do momento na água tão cristalina, abrira seus olhos algumas vezes, podendo ver longe por debaixo da superfície, logo, emergindo a alguns metros de distancia de onde estava anteriormente com Jackson, passando as mãos por seus cabelos, exibindo seu melhor sorriso – Essa é de longe uma das melhores praias que eu já vim – abriu seus braços, jogando seu corpo lentamente para trás, tentando boiar sobre a superfície cristalina, fechando seus olhos por um tempo.
Por alguns instantes, aquela cena conquistou Jackson. Inicialmente via-se aquela praia maravilhosa, digna de Hollywood e de apreciação pública, com águas tão claras quando vidro e um sol tão forte quanto fogo. Somado a isso tínhamos Summer. Até então ela era, de longe, a garota que mas agradava Jackson na casa. Ela possui diversas características físicas que chamavam sua atenção, nisso não havia dúvida. Ele conseguia ver melhor o corpo da mulher agora na água, um detalhe que ele não conseguia relevar nem se tentasse arduamente, mas além disso tinha um sorriso claro e chamativo tão único que o músico gostava de faze-la rir só para vê-lo. Entretanto, a garota não se resumia a aparência. Já havia algum tempo que Jackson não conhecia uma mulher que estava disposta a se divertir daquela forma sem passar vergonha, semelhantemente ao rapaz, e que tinha princípios e sonhos tão convictos que estava disposta a lutar para consegui-los, igual ao músico com sua profissão. No final das contas, talvez Summer fosse realmente o par perfeito de Jackson.
O rapaz não pode conter sua risada ao vê-la afundar da água e sair alguns segundos depois, um pouco mais a frente, após aproveitar as ondas fracas que se formavam. “Jura que era seu melhor personagem? Eu acreditaria mais da garota patricinha e irritante que grita por qualquer coisa.” provocou o rapaz enquanto se aproximava da mulher boiando, deixando-se levar pelo momento também, afundando seu corpo até o peito dentro da água, sentindo o frescor do mar californiano o abraçar. “Nem me fale. Eu nunca saí muito da Carolina do Norte. Mas as praias que fui perderiam de longe para essa.” comentou passando a mão em sua cabeça, como se secasse a água de sua testa e de seu cabelo. “Sabe o que eu gostaria de tentar aqui? Surfar! Nunca consegui fazer isso mas parece ser muito legal.”
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Queime, não me importo com o vai fazer com ele.
Normalmente, eu fazia isso com o dos caras que me envolvi, o meu, eu apenas não nasci com um, só o que bombeia sangue, claro.
“Caramba. Você é um pouco drástica, não acha?”
“Acho que nem preciso mais perguntar o motivo de você estar aqui. Apesar de achar que esta exagerando, é claro...”