Jack, I'm scared, afraid and I need you!
Callie abriu o teste logo que fechou a porta do banheiro. Não aguentou e desabou em lágrimas. Não poderia ser forte, não naquele momento. Com receio sentou no vaso sanitário, ainda sem fazer o teste. Toda a vontade de fazer xixi sumira e ela só queria chorar. E depois que ele falara, a morena se sentia muito mais como uma garotinha burra com a pergunta dele. “Caralho, Jack. Não sabia, me deixa em paz, ok?” Estava na casa dele, ia ter de o encarar hora ou outra. Segurou os joelhos contra o peito, os deixando molhados e sujos de maquiagem. Limpou os olhos com as costas da mão. Era um criancinha assustada.
Se colocou de pé, sentindo vontade de socar a parede na sua frente. E teve um impulso de o abraçar quando ouviu ele falando sobre a ajudar. Fez o teste, porém não olhou o resultado, abrindo a porta. “Jack, você é incrível.” O beijou no rosto e com receio o puxou para o seu lado. "Não vi ainda, quer você junto comigo. Vamos lá. Um, dois, três…" E então abriu a mão, onde duas listras paralelas cor de vermelho estavam bem claras. Ela estava grávida. Callidora respirou fundo, estava aliviada. Sim, aliviada por estar grávida, poderia parecer estranho, mas carregar um pedacinho de alguém que tanto amava dentro de si era algo maravilhoso. "Jack, eu te amo…"
Não queria repetir os cinco testes. Tinha medo de algum deles der negativo e ela estar fazendo todo aquele auê por um alarme falso. Segurou o teste contra o coração e acariciou o ventre. "Mamãe te ama muito, sabia bebê?" Callidora falava em meio ás lágrimas de felicidade. Seria difícil, sabia. Mas não iria desistir. Seus pais ficariam em êxtase, já que desejavam uma criança correndo pela casa e quebrando todas as porcelanas.
O rapaz ainda não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo. E o silêncio que se seguira por alguns minutos parecera infinito. Callie provavelmente estava fazendo o teste de gravidez que ela mencionara há pouco, e isto apenas fizera com que Jack começasse a se desesperar um pouco. Dificilmente iria para a faculdade de Medicina agora, sabia bem disso. Ao menos por hora, teria que trabalhar, para poder dar o melhor para Callie, a criança e sua mãe. Teria de trabalhar dobrado, na verdade. Mas isso não importava. Ele faria qualquer coisa pela namorada, pela mãe e pela criança que estava por vir — mesmo que não houvesse sido planejada.
Jack apenas sorrira, um tanto aliviado quando a mulher abrira a porta. Seu braço fora para os ombros da mesma, como se para lhe dar alguma confiança. Ele fitou o treco, não fazia ideia do nome daquilo. De qualquer modo, havia duas listras vermelhas, e ele imaginou que talvez fosse positivo — ao menos, de acordo com o que havia visto em filmes. Era sempre duas listras quando a mulher estava grávida. Eu vou ser pai, ele pensara um pouco atônito, seus olhos ainda fixos no teste nas mãos da namorada.
Aos poucos, o rapaz se acalmara, e finalmente fora capaz de fazer alguma coisa. Um sorriso se formou em seu rosto ao ver Callie tão afetuosa com o ventre, e até mesmo o teste. "Callie, mesmo este teste dando positivo, eu gostaria que você fizesse um no hospital." Ele finalmente dissera, a puxando em direção ao seu quarto, para que a mulher pudesse se sentar. "Assim, teremos a confirmação e já podemos ver tudo o que você vai precisar nos próximos meses."















