Coronel Tadeu torce pela volta de Bassan ao comando do PSL
Na metade de outubro (18), o PSL de Rio Preto foi destituído por ordens da Executiva Estadual da legenda. Isso significa que o médico Paulo Bassan não é mais presidente municipal da sigla do atual presidente da República, Jair Bolsonaro.
Quando essa ‘bomba estourou’, todos ligaram o fato a briga entre Bolsonaro e Luciano Bivar, presidente nacional dos Sociais Liberais, mas nas redes sociais, inclusive do próprio diretório municipal, a informação foi desmentida.
Na manhã desta segunda-feira (28), o Deputado Federal do mesmo partido esteve na região de Rio Preto para visitação em algumas Santas Casas. Ele explicou que suas visitas às instituições estavam relacionadas à destinação de emendas impositivas de seu mandato, mas falou a respeito dos problemas que a legenda enfrenta na cidade.
“Sei da situação do diretório municipal de São José do Rio Preto. A maior cidade, portanto, na região, o principal diretório, e sei também que a comissão executiva desse diretório foi destituída e reputo isso a uma atitude infeliz do diretório Estadual, pelo simples motivo de que o Dr. Paulo Bassan, que era presidente até alguns dias atrás, foi indicado por seis deputados. Nome de peso. Faltou um pouco de pesquisa para conhecer mais desse histórico do Bassan, a quem fez a destituição”, comentou logo de cara o político.
O Coronel Tadeu ainda destacou que “antes de derrubar um diretório, destituir alguém, é importante que liguem e conversem”. “A executiva Estadual está pecando nessa comunicação, não só em relação a Rio Preto, mas isso tem acontecido no Estado todo e é uma infelicidade, uma tristeza para o PSL que vê, ao invés da construção de mais Diretórios, a queda dos que já estavam erguidos, não sei por que isso acontece, mas pelo que percebo, à distância, são pessoas inaptas para lidar com essa composição”, salientou o deputado.
As críticas do parlamentar não pararam por aí. Ele destacou que nesse momento o partido precisa de pessoas que conheçam um pouco mais de um processo político tão importante, faltando tão pouco tempo para as disputas eleitorais.
“São Paulo é um grande estado com 645 municípios com importante participação na arrecadação e também na política. Não preciso nem explicar. A campanha presidencial representa 22% aqui dentro do Estado e os municípios são a base disso”, disse que lamenta que, enquanto outros partidos estão vários passos à frente, o PSL ainda “marca passo, patina na composição dos Diretórios”.
“Mas, se, eventualmente alguém me consultar, com certeza volto com o nome do Bassan na pauta. Era um nome que também cogitei como candidato a prefeito aqui na cidade em 2020. O partido vinha com bem e de repente sofreu esse golpe sem necessidade. Não é ter espaço político numa cidade como Rio Preto onde se demora a ter a credibilidade do povo para que comecem a acreditar no trabalho sério e honesto e, nesse momento, sofremos esse revés no meio do caminho que, para se recuperar é preciso que ações rápidas sejam tomadas e volte a ser constituído o mais rápido possível”, frisou.
Perguntado sobre o ex-presidente do partido na cidade, Marcos Casale, voltar a comandar a legenda, o deputado disse desconhecer o fato. “É mais fácil o Bassan voltar ou qualquer outro nome assumir o PSL aqui do que o Casale”, finalizou.
Briga na cúpula chega aos bastidores rio-pretenses
As questões polêmicas envolvendo o PSL em Rio Preto não ficam somente no imbróglio da destituição ou não do ex-presidente Paulo Bassan. A briga se estendeu até os filiados da legenda que se enfrentam nos bastidores.
Thayron Carlessi, que se apresenta como vogal do PSL em Rio Preto, acusou Janaina Albuquerque de criar um novo grupo, denominado Movimento Conservador, para tentar desestabilizar a legenda na cidade.
Segundo ele, a moça não é mais filiada ao partido, tendo sua expulsão expedida pela diretoria do partido há pouco mais de um mês. Fato que teria acontecido pouco antes da derrocada de Bassan.
“Ela se identifica como assessora de imprensa e esse cargo não existe no partido. Ela nunca foi essa pessoa (assessora)”, diz Thayron que ainda acusou Janaina de apresentar um abaixo-assinado falso para tentar borrar a imagem do vereador Jeans Dornelas dentro da legenda.
Ainda de acordo com Carlessi, um processo por difamação foi aberto contra Janaina entre as medidas adotadas para tentar conter o ímpeto da moça em relação às investidas contra o Partido Social Liberal. “No restante, só a expulsão mesmo”, destacou.
Em sua defesa, Janaina Albuquerque desmentiu as falas de Carlessi, afirmando que continua filiada ao partido. “Cabe a ele provar. Ele e a turminha dele foram retirados dos grupos. Eu só fui a primeira pessoa a assumir uma ampla defesa do doutor Paulo Bassan quando o diretório caiu ao lado dos deputados que foram perseguidos por quererem um partido limpo e ético”, ponderou.
Quanto às acusações de organizar movimentos que tentam denegrir a imagem de outros membros do Partido Social Liberal, Janaina disse que faz parte de vários grupos, inclusive, suprapartidários. “O que ele tem a ver com isso? Ele precisa de uma meia para se sentir um Elfo livre”, cutucou ela, fazendo referência ao personagem Dobby, da saga Harry Potter.