“E se o fim chegar, não tente alongar relações comigo. Não me proponha “amizade”, nem preta e branca, nem colorida, whatever. Não me prometa que vai ser fácil ou que eu vou superar logo. Sempre fui bem clara e decisiva, exijo isso em troca. Então, se não for pra me amar, que me odeie, se não for pra eu ser o teu ar, que eu seja teu gás inalável. Se não for pra eu ser o teu “agora”, faço questão de ser o teu “nunca”. Se não posso ser tua certeza, me recuso a ser tua dúvida e se a pergunta te assusta, não me deseje como tua resposta. Te apresentei os meus problemas, te avisei que na verdade eu era o problema e te dei as opções: pular do barco ou navegar comigo. Ficar na borda não me serve, não me acrescenta. Eu sou extremos, amor. Juntos ou separados, eternos ou acabados, firmes ou afundados, fazendo história ou o livro sendo jogado fora. Não me proponha o fácil, o errado. Não se atreva a alongar a minha dor. Me poupe, se poupe, nos poupe. E se não for pedir muito: soma ou some.”
— Esgotada.













