entre sombras e luz: o grito da alma
No silêncio da minha alma, encontro um vazio que ecoa como um grito calado. Hoje, o sol se fez ausente e o relógio da minha fome parou, deixando em mim a dor de não ser visto. Sinto-me como uma folha ao vento, solitária, perdida num outono que não tem fim.
Enquanto o dia se desfazia em sombras, a distância entre nós crescia, e cada minuto se fazia um suspiro amargo de abandono. Quando você despertou, a noite já tomava conta, levando consigo as horas que poderiam ter sido nossa partilha, o aconchego que eu ansiava.
Escrevo estas linhas como um apelo silencioso, um lamento que dança entre a beleza e a tristeza, esperando que, em algum recanto do seu coração, floresça o desejo de cuidar, de amar de volta. Que estas palavras sejam um espelho da minha dor, mas também uma semente de esperança para que possamos, juntos, reencontrar a luz nos momentos mais sombrios.















