- Pagas o meu almoço? Esqueci a carteira mas posso ler-te um poema com o café.

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@joanadoscaracois
- Pagas o meu almoço? Esqueci a carteira mas posso ler-te um poema com o café.
Atlantis
Muito a gosto, a pouco custo.
Olhar diretamente para o sol durante o eclipse pode cegar. Está em todo o lado, é preciso ter cuidado.
E olhar diretamente para o desamor? Para o caixão? Falem-me dos danos de olharmos nos olhos da injustiça, da pobreza, do genocídio. O perigo de darmos de caras com a desilusão, a adição, o diagnóstico que nos rotula a vida. Onde estão os óculos certificados agora? Qual é a norma ISO recomendada para se ver para lá do umbigo, para encontrar a perspetiva mais otimista da coisa?
Dizem que não há pior cego do que aquele que não quer ver. Talvez seja pior aquele que quer ver e ignorar. De mal o menos, não façam de conta: cuidado com o eclipse esta semana.
- jm
Acordar com um café quente, como o teu beijo, e tomar um banho gelado. Porque a vida é sobre equilíbrio.
Simples assim.
Foi bonita a festa, pá.
Já não penso em amor
- mas a tua cama não me sai da cabeça.
from gavin1966
Emily Netz
Um cantinho meu
com sol qb
para as minhas plantas
a minha filha
a minha disposição.
Design by: Maré by Jana
Voltei a escrever
a fazer exercício
a dançar sozinha em casa
a fazer terapia
a escrever
a sonhar
a escrever
a acreditar.
Steve Marais, Heavy Feral
Entregou-me um papel com um poema escrito a lápis e uma caligrafia pequenina, tímida das linhas escuras. Como o seu sorriso, a esconder-se entre o cigarro e o copo de vinho.
Li o primeiro verso "o amor é lindo mas foder é que é bom" e terminei a quadra no seu corpo nu.
E foi assim que me lembrei
que a poesia continua a ser a melhor arma
e eu a maior vítima.
Os dois sem dormir, sem acordar o amor. E a primeira luz da manhã beijar a nossa pele num bom dia sem julgamento. É o bom do outono: nem a luz do dia seguinte fere. É ternura a empurrar a sombra, a clarear a noite confusa que tivemos. E o teu corpo a meia-luz, meia-sobriedade, sabe a castanhas e jeropiga. É o bom do outono.
“Matar não quer dizer a gente pegar o revólver de Buck Jones e fazer bum! Não é isso. A gente mata pelo coração. A gente vai deixando de se importar, de querer bem… E um dia a pessoa morreu.”
— Meu Pé de Laranja Lima