To be continued...
Eu tenho uma equipe, Kael. Se você prefere trabalhar sozinho, azar o seu. – a morena revirou os olhos, prestando pouca atenção no que o homem dizia. Não fazia questão de ouvir os sermões dele na época em que ele era seu treinador, agora fazia muito menos. – Definitivamente não estamos falando do mesmo Dominic. Não estou falando do Sandler. Claro que fazíamos ideia, como acha que chegamos aqui?! Você que meteu a cara antes do necessário! Meteu a cara num caso que nem era seu, agente! Arruinou todos os planos e mudou todo o contexto. Iríamos pegar eles se você não os tivesse assustado! Eu não sei se notou mas ainda não pegamos eles exatamente por sua causa. – Joanna respirou fundo, era impossível discutir com Kael, sabia que mesmo que estivesse coberta de certeza o homem seria cabeça dura o suficiente para rebater o que ela falasse. Deu uma olhada no próprio carro logo atrás e mordeu a parte interna da bochecha, encarando o homem antes de entrar no banco do passageiro do carro dele. – Pisa fundo. Espero que alcance ele. – comentou olhando para a frente e para a estrada. Não faria mais qualquer contato visual com Spook. Respirou fundo quando o carro acelerou na pista de areia e ficou em silêncio enquanto ele avançava. De repente, começou a escutar o próprio nome ser pronunciado e fez uma careta, olhou para trás e escutou batidas na parte detrás do carro. – Essa voz… Kael! – a mulher gritou enquanto passava para o banco detrás pela brecha entre os dois bancos frontais. Ela pôs o rosto próximo aos bancos traseiros com a intenção de ouvir o rapaz que estava no porta-malas. – Agente Rogers? Kael! Pare o carro! Você está com um agente no seu porta-malas, seu imbecil!
Acredite, é bem melhor trabalhar sozinho do que ter uma equipe como a sua. — assentiu rindo ligeiramente para a mulher. Já havia tido uma equipe antes. Uma família, na verdade. E não os substituiriam por ninguém, nunca. Por isso sempre trabalhava sozinho nas missões e querendo ou não, saía bem em todas – Como chegaram aqui?! Simples, rastrearam o carro roubado sem nem fazer ideia de quem estava nele. E, qual é, o caso não precisa ser meu ou sequer dirigir-se a minha empresa, que eu deixarei de pegá-lo pra mim. Eu meto a cara aonde quero, você me conhece um pouco. Não deveria estar surpresa, irritadinha ou indignada com isso, é puro desperdício. – o homem revirou os olhos, ignorando-a. Era ótimo no volante, sempre fora. Alcançou a quase 300 km/h, aonde a velocidade máxima do carro proporcionava. Assim como ela não o olhava, ele também não fez questão alguma de desviar o próprio olhar. Ao escutar a voz do rapaz, Spook permaneceu intacto. Os olhos fixos na estrada vazia, as mãos firmes no volante e seus pés aprofundavam-se cada vez mais no acelerador. Revirou os olhos quando sentiu o corpo pender para o lado quando a mulher colidiu levemente com este, ao passar para o banco de trás. Ao escutar os berros estéricos dela, ele não pôde evitar uma risada pausada escapar-lhe os lábios. Deixou o carro no automático, mantendo a mesma velocidade e travou as portas. Eram movimentos leves, porém precisos e ágeis. – Foi tão fácil, agente. – murmurou, com um sorriso quase risonho. Kael pôs, discretamente, a mão no bolso, tirando dali um lencinho, no qual estava totalmente batizado com o famoso boa noite Cinderela. Bastou apenas um pulo para se juntar a ela no banco detrás, já agarrando ambas as mãos da mulher e torcendo-as para o lado oposto de seu corpo. Em frações de segundos o pequeno pedaço de pano já estava posto sobre a boca da morena firmemente. – Não chegou nem a desconfiar de mim? Tsc, tsc… – negou olhando-a com um sorriso zombeteiro e cafajeste nos lábios.










