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@johnny-d3pp-blog
21 Jump Street, café e Mary Quant. - Manny
Anjos da Lei estava fazendo o maior sucesso na televisão. Antes do fim da primeira temporada, já havia sido renovada para mais uma. Agora Johnny tinha uma visibilidade muito maior, pois a série passava todos os dias na televisão com direito a muitas reprises e até maratonas. Mais meninas o abordavam na rua e ele ficava cada vez mais sem reação. Mas as tratava bem, afinal ele conseguia se sustentar graças a elas. Era complicado ser ídolo teen, pois os pais esperavam que você fosse um modelo. E Depp não era assim. Gostava de beber todas as noites e fumar a qualquer horário. Seu apartamento não era nada arrumado e a única responsabilidade que tinha era o seu trabalho. Mesmo depois de beber até não aguentar mais, ele chegava pontualmente ao set de gravações com todas as falas decoradas. E mesmo que tivesse olheiras enormes e uma ressaca sem tamanho, sua atuação era sempre de corpo e alma. O celular de Depp despertou às seis e meia da manhã e com algum esforço seus olhos se abriram. Seus dedos tatearam a mini estante que ficava ao lado de sua cama e encontraram seus óculos. Ele o colocou no rosto e levantou-se da cama. No chão havia alguns lençóis que haviam caído durante a noite e os sapatos que havia usado no dia anterior. Imediatamente, foi para o banheiro e ligou o chuveiro na água quente. Johnny olhou no espelho e passou a mão pelos cabelos curtos e escovou os dentes. Era estranho se ver assim. Havia acostumado com toda aquela cascata castanha que lhe chegava aos ombros. Sem mais enrolar, tirou a roupa e entrou em baixo do chuveiro. A água quente fez seu corpo relaxar e molhou a lente de seus óculos. Quem é que tomava banho com eles mesmo? Ignorando o fato, Johnny terminou seu banho após alguns minutos e desligou o chuveiro. Enrolou-se na toalha e foi para o quarto novamente. Lá, abriu seu armário e pegou jeans, uma blusa e cueca limpa. Os vestiu e limpou a lente de seus óculos na blusa, conseguindo enxergar bem melhor desta vez. Ainda faltava uma coisa. E tirando algumas peças de roupa do armário, encontrou sua touca e meias limpas. Vestiu ambos e pegou o sapato que estava no meio do caminho e os calçou. Quase esquecendo, pegou sua carteira, o maço de cigarros e o celular. Colocou tudo no bolso e ao ir para sala, encontrou Rose fazendo o café na cozinha e agradeceu mentalmente por tê-la contratado. Cumprimentou-a com um beijo na testa e deixou aquele cheiro invadir suas narinas. Assim que ela terminou, serviu-se com um copo cheio e sorriu assim que o primeiro gole se desceu na garganta. Quente e amargo era assim que gostava. Assim que terminou sua bebida, colocou o copo na pia, despediu-se de Rose e saiu. O bom de morar em Los Angeles era que os táxis brotavam de todas as esquinas imagináveis e não precisou esperar muito até que um apareceu. Ele acenou para ele como Nicolas o havia ensinado e o veículo parou. Depp riu de si mesmo e entrou. Cumprimentou o motorista e lhe disse o endereço. – Espere. – disse o motorista e arrumou o espelho interior do carro. – Você é o Johnny Depp! Minha filha assiste você todas as tardes em Jump Street! – concluiu o motorista animado. E Depp sem reação sorriu e assentiu. – Ah, fico realmente feliz por isso. – respondeu-o. A viagem foi tranquila e o trânsito estava calmo. O que era ótimo, pois mesmo não estando atrasado, Johnny gostava de chegar mais cedo ou no horário. Pontualidade era uma de suas qualidades. – Chegamos, são trinta dólares. Pode dar um autógrafo para minha filha? – perguntou e esticou um pedaço de papel e caneta na frente de Johnny que assentiu e escreveu seu nome no pedaço de papel e entrou-o novamente para o homem. Ele abriu a carteira, tirou cinquenta dólares dela e entregou para o homem. – Prontinho e tenha um bom dia. – falou e saiu do veículo. O estúdio onde a série era gravada era realmente enorme e haviam muitos trailers estacionados. Em um faziam a maquiagem em outro escolhiam os figurinos e em outro gravavam as falas. O porteiro abriu o portão para ele e o cumprimentou. Johnny foi imediatamente para o trailer onde iria provar o novo figurino. Ao chegar lá, sentou na cadeira onde havia seu nome e ficou esperando alguém aparecer.
Morning of regrets || Jolena
Muito do que Helena Bonham Carter disparava na direção do melhor amigo era da boca pra fora, uma característica conhecida pelos entes e extremamente difícil de controlar em situações de raiva. Se arrependia das acusações, mesmo que parte verdadeiras, sem fundamento para explicar os acontecimentos da noite onde nada parecia dar certo. Primeiro houve seu encontro desastroso, enfurecendo-se pela falta de credibilidade ao informa-lo sua profissão, e em segundo… Não conseguia pensar naquilo sem ficar nauseada. - Parabéns, Johnny! - bateu palmas sarcástica, cansada da discussão. - Se arrependimento matasse não existiria vida na Terra - comentou passando uma das mãos na face, suspirando profundamente. - 'Tá, CHEGA! - gritou cobrindo os ouvidos para não escutar mais nada do que ele dizia, assustada pela agressividade demostrada no piso cheio de cacos de vidro das duas cervejas.
Deu o último trago no cigarro antes de espreme-lo no cinzeiro, juntando-o aos demais tubinhos alaranjados cercado pelas cinzas. Fechou os dedos no cabelo emaranhado puxando-o para trás, ignorava a dor no couro cabeludo para que pudesse pensar e melhorar aquela situação. Concordava que não estava ajudando em nada, afinal, nunca esteve tão envergonhada e não conseguia controlar as palavras estupidas; mas estava disposta a dar-se por encerrado aquela discussão. Ergueu as iris castanhas na direção vendo-o dar de ombros, assentindo com um mover da cabeça, confessou sua confusão interna entre risadas amarelas. - Fizemos uma grande besteira - Helena entortou a boca fitando o nada. Após apanhar suas coisas espalhadas pelos apartamento cogitou a hipótese de se despedir, como de costume, porém ainda não havia digerido o bastante para tocar-lhe a bochecha sem levar do beijo. - Não precisa, Johnny - afirmou sacudindo os braços, balançando os saltos e bolsa, parada em sua frente. - Eu moro virando ali… - explicou gesticulando.
É claro que Depp conhecia o percurso onde à britânica morava, tanto que corou rindo ao mentir sobre a proximidade entre as residências já que caminharia cerca de meia hora para chegar na esquina do prédio. - Depois de três quarterões - calou-se jogando as mãos para o alto, como se estivesse se rendendo, aceitando a companhia do melhor amigo. - Ok - esboçou um simpático sorriso nos lábios coçando a nuca. Saiu do apartamento na frente dele, caminhando até o elevador observando o balançar dos saltos que se chocavam vez ou outra. - Então… Er, desculpe - pediu desejando acabar com o clima de silêncio. Detestava ficar brigada com algum amigo, principalmente um tão próximo quanto Johnny Depp, e se viu na obrigação de se desculpar. Claro que ela também merecia um pedido de desculpas, mas não iria implorar. - Falei muita merda… E a maioria era da boca para fora - garantiu fazendo graça. - Foi tudo tão… - gesticulou explosões na altura das orelhas. - E você me deve uma cerveja - cutucou-o com o cotovelo ainda desconcertada.
Antes de sair do apartamento, Johnny pegou o maço de cigarros e o isqueiro e os colocou no bolso de sua calça. – Não está mais aqui quem falou. – disse em resposta quando ela gritou, tentando por fim aquilo tudo. Ter pavio curto não era uma coisa fácil, ainda mais quando a pessoa quem havia colocado fogo nele era sua amiga. Ai então era uma longa batalha se iniciava entre brigar como sempre brigava e tentar se controlar pelo fato de Helena ser sua amiga. Difícil, era realmente difícil, como estar em uma montanha russa que só ia para cima. Johnny deu uma tragada rápida em seu cigarro e jogou o que restou no cinzeiro. Ele abriu a porta do apartamento para que ela saísse na frente. – Primeiro as damas. – sussurrou e a esperou passar. Assim que ela passou, Depp fechou a porta e guardou a chave em outro bolso. – Eu não te deixaria ir embora sozinha. Na verdade eu nunca a deixo ainda mais essa hora. E eu sei muito bem onde você mora, já fui lá inúmeras vezes. Então pare de ser teimosa e me deixe te levar. – voltou a dizer, já pensando no próximo cigarro que pegariam assim que saíssem do prédio. Quando chegaram ao elevador, Johnny novamente deixou que ela entrasse primeiro e apertou o botão com o número um. Ele deu uma rápida olhada no espelho e percebeu o quanto seus cabelos estavam despenteados, mas não se importou. Pela primeira vez, o silêncio reinou entre eles e sem saber o que fazer, Johnny cruzou os braços na frente do corpo e deu um sorriso amarelo. Até que o silêncio durou pouco. Johnny surpreendeu-se ao escutar o pedido de desculpas dela. Ele não era um cara acostumado a pedir desculpa, não que fosse orgulhoso ou algo do tipo. Mas acreditava que pedir desculpa não iria apagar o que havia acontecido. Mas se desculpar e receber desculpa parecia ser importante para ela. – Olha Hel, eu não sou de pedir desculpa. Mas isso parece importante para você, então peço desculpa. Não precisa se preocupar, já passou. Com um tempo vamos esquecer aquilo e vai ficar tudo bem. É o melhor que temos a fazer então, relaxe. Nós somos amigos e não é isso o que vai abalar nossa amizade, tampinha. – Depp piscou de um só olho para ela e sorriu. O elevador finalmente chegou ao térreo e imediatamente Johnny pegou o maço de cigarros e o isqueiro. Como anteriormente esperou que ela saísse primeiro. Ao escutar que estava lhe devendo uma cerveja, não pode conter uma risadinha. – Devia ter falado antes, eu tenho em estoque na geladeira ou então posso comprar alguma pelo caminho, só preciso lembrar-me de onde deixei minha carteira. – e começou a tatear os bolsos da calça e da blusa, até que finalmente encontrou-a. – Bebida para mim é como Beetlejuice. É só dizer o nome três vezes que aparece. Nossa essa foi horrível. Aqui está minha carteira. – e mostrou-a para a Helena. – Vamos Mademoiselle? E não repare o meu péssimo francês.
Nem me fale, preciso fazer isso mais vezes! Faz muito bem pra alma, abastasse as energia e te deixa com um animo incrível.
Sim, qualquer dia podemos tomar um café. Que tal?
Morning of regrets || Jolena
Foi praticamente impossível não rir daquela resposta à pergunta retórica sobre o motivo de está ali, coçando o cantinho do olho direito de cabeça baixa. Helena conhecia muito bem o pavio curto do amigo, coisa que achava extremamente deselegante em determinadas ocasiões, porém naquela noite também não tinha paciência para explicações que pudesse amenizar a culpa. - É claro! Afinal, você deve usar essa desculpa com todas as suas “amigas”. Um plano engenhoso, principalmente se cantar algumas bobagens - retrucou seca. O brilho nos olhos castanhos havia sumido, dando espaço para frieza que tentava esconder toda vergonha de ter sido tão submissa. - É. Não podemos - concordou pausadamente. Uma onda incontrolável de fúria crescia por cada veia cheia de sangue, querendo mais do que nunca machuca-lo por está - mesmo que não literalmente - culpando-a. - Oh, claro! Porque todo mundo precisa mentir dizendo: "Hel, eu te amo", "Hel, você é a pessoa mais importante para mim", "Hel, blá blá blá" - gesticulou aspas com os dedos desdenhosa enquanto o fitava. - Se queria sexo era só me dizer que lhe levava para alguma esquina. Assim me poupava desse teatrinho estúpido! - exclamou puxando os cabelos para trás.
Suspirou escondendo a faceta pálida com as mãos, pressionando os lábios tentando controlar as lágrimas carregadas de angustia. Bonham Carter sentia que havia cometido um pré-incesto. E foi esse pensamento esmagador que lhe fez perder o controle, assustando-se quando uma das garrafas despedaçou-se na parede, encarando o amigo como se fosse um louco troglodita. - Ficou louco?! Agora começou a quebrar as coisas? Wow, realmente não te conheço tão bem quanto imaginava - comentou retirando os fios castanhos da camisa. Escondeu novamente o rosto nas mãos, apoiando os cotovelos nas coxas com leves marcas roxas e pés afastados. - Ok, nunca aconteceu… - repetiu diversas vezes tentando se convencer dessas palavras. Juntou as sobrancelhas voltando seu olhar ao homem que lhe entregou o tabaco, aceitando-o com um pequeno sorriso que logo desapareceu. Uma tragada profunda preencheu os pulmões, aquecendo-a, antes de expelir para atmosfera pelos lábios entreabertos. - Sinto-me enojada… Não por sua causa, mas por sua causa. Entende? - esperou que fosse compreendida, mas sabia que aquilo soava confuso. Riu pelo nariz fumando seu tabaco. - É melhor eu ir embora - deixou o sofá para apanhar a bolsa repousada no outro estofado e o par de saltos, segurando-o nos dedos.
Ao escutar as palavras de Helena, Johnny quase se engasgou com a cerveja. Ele fez questão de fitá-la para ter a certeza de que era realmente ela quem as estava falando. Uma sensação de decepção o invadiu e ele apenas balançou a cabeça em negativa antes de responder indignado: - Você consegue se escutar Hel?! Pois eu não estou conseguindo acreditar nas palavras que estão saindo de seus lábios! Eu não creio que você está falando isso de mim e muito menos de você. Eu não sou esse tipo de cara que você está dizendo. Eu não sou um garoto e sei muito bem o que faço. E assumo total responsabilidade por meus atos. Se arrependimento matasse, eu com certeza não estaria mais vivo. Eu não deveria ter misturado às coisas... – seus olhos buscavam os dela na esperança de lhe mostrar que as palavras que dizia eram verdadeiras. Depp estava perdido, ele não sabia o que fazer e muito menos o que falar. Na tentativa de tentar se acalmar, começou a andar de um lado para o outro. Os dedos de sua mão livre se perdiam no meio dos enormes cabelos castanhos que lhe caiam pelos ombros. – Eu não sei o que me deu quando eu disse aquelas coisas, mas você realmente é importante para mim. Então pare de complicar as coisas mais do que elas já estão complicadas! Eu não sei mais o que pensar e muito menos o que dizer, você está me deixando louco, Helena! Eu jamais seria um idiota assim com você ou com qualquer mulher. Eu não sou esses garotos com os quais você está acostumada a se encontrar, você me conhece o suficiente para saber disso. – e bebeu o último gole de sua cerveja. A segunda garrafa também foi arremessada na parede. - Não tem como não ficar louco perto de você, que só está piorando as coisas. Eu estou tentando melhorar as coisas, eu juro que estou. Se você diz que não conhece, quem sou eu para discordar. – bufou e deu os ombros. Mais um cigarro, era o que sua mente pedia. Imediatamente, pegou mais um no maço em cima da mesinha e o acendeu. Ele queimou alguns segundos em seu dedo até que finalmente deu uma longa tragada. – Sim, eu entendo. É complicado, não existem palavras para descrever... – e ao escutar ela dizer que ia embora, logo pegou sua calça e blusa que estavam no chão. Segurou o cigarro entre os lábios e vestiu as roupas desajeitadamente, antes que ela saísse. Abaixou-se e tateou em baixo do sofá até que encontrou seus sapatos lá e os calçou. – Tudo bem, eu te levo. Não vou te deixar ir sozinha por aí.
Morning of regrets || Jolena
Cada palavra que deixasse os lábios macios de Johnny Depp fazia o sangue da atriz ferver, aumentando seus batimentos cardíacos e a vontade de soca-lo pelo tom de culpa na indagação retórica. Arrastou os dentes da frente no beiço inferior com força, balançando a cabeça em negativa enquanto ria pela raiva. Sabia que tinha uma grande parcela de culpa naquela loucura, porém quem havia lhe convidado para ir até lá fora ele e não ela. - Transando - a palavra saiu carregada de vergonha. Desviou o olhar incapaz de encara-lo, mesmo que deseja-se acerta-lhe uma estralada bofetada em sua face e, por fim, nunca mais tocarem no assunto. - Por que diabos você me convidou para vir aqui? - questionou antes de vestir a calcinha junto da saia plissada, curvando o corpo para trás do sofá na intenção de recuperar sua camisa de manga cumprida. - Se não tivesse começado com aquela idiotice de "Hel, preciso confessar uma coisa" isso não teria acontecido! - gritou voltando a ficar de frente para ele com os seios a mostra, ignorando tal fato, tentando desvirar a camisa para vesti-la. - Não, Johnny, vou contar para todo mundo que quase… - sua voz murchou para dar lugar a uma expressão apática. A força que lhe sustentava se foi num piscar de olhos, o que fez as pernas de Helena fraquejarem e cair, novamente, sobre o sofá com as mãos nos joelhos. - Isso é loucura… - murmurou mais para si do que para o amigo. Tudo que ela precisava era um cigarro, talvez um copo de whisky ou um travesseiro para sufocar-se até perceber que tudo não passou de um sonho. - Me dê. Preciso tanto quanto você - disse pedindo um trago do cigarro dele.
A visão de Johnny ficou embaçada por alguns segundos devido ao modo como havia esfregado os olhos. Ao escutar as palavras dela, balançou a cabeça em negativa e mordeu o lábio inferior, um tanto pensativo. Ele tirou o cigarro dos lábios e a respondeu: – Pelo fato de você ser minha amiga, que tal? Eu não te obriguei a vir aqui, você veio porque quis. Então não tente transferir a culpa de tudo para mim. Aconteceu e nós não podemos mudar o passado... – concluiu e soltou a fumaça aos poucos com os olhos fechados, desejando que todo aquele mal intendido fosse um sonho. – Olhe, eu realmente precisava falar aquilo. Eu não sei o motivo, mas eu simplesmente precisava dizer. Eu não sei... – e foi até a cozinha. Lá, Depp abriu a geladeira e pegou duas garrafas de cerveja. As abriu e levou para a sala. Colocou uma na mesa, para caso ela quisesse e bebeu um longo gole da outra. Ele colocou o que sobrou de seu cigarro no cinzeiro e virou-se para ela que agora gritava. Toda a calma e paciência de Johnny estavam indo embora aos poucos, era realmente difícil ter pavio curto. – Mas que merda Helena! – bufou e jogou a garrafa de cerveja na parede. A garrafa quebrou-se em pedaços no momento em que atingiu a parede e o líquido escorreu para o chão. - Vamos fingir que isso nunca aconteceu e fim. Eu sei que é loucura, maluquice e qualquer outra coisa do gênero, mas agora já aconteceu. Acabou, é isso. – falou e pegou novamente um cigarro em seu maço. O acendeu e tragou. – Já que você não vai beber isso, eu quero. – e pegou a cerveja também em cima da mesinha e bebeu outro gole. Ao escutar o pedido de Hel, segurou o cigarro na direção dela para que pudesse pegar. - Vai ficar tudo bem, eu prometo... - sussurrou tentando tranquilizá-la.
Morning of regrets || Jolena
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Johnny havia acabado de penetrar Helena e seus corpos estavam juntos. Quando seus olhos se encontraram, ele assustou-se com o grito que ela deu. Sem ter tempo de reagir, foi empurrado para trás e por sorte conseguiu se segurar no braço do sofá. Depp levantou-se e colocou as mãos na cabeça, como se houvesse perdido o controle do próprio corpo e da mente durante as últimas horas. – Eu... Não sei... Eu não faço a menor ideia... Responda-me você, o que estávamos fazendo?! – disse para ela e balançou a cabeça negativa. Precisava de um cigarro, era isso. Imediatamente, tateou a mesinha de centro e para seu alívio encontrou seu maço com o isqueiro ao lado. Pegou um cigarro, o levou a boca e o acendeu. Ele não sabia o que falar muito menos o que pensar, era loucura. Depp deu uma longa tragada e deixou que a fumaça saísse pela boca e pelo nariz. Ao olhar para baixo, percebeu que seu membro ainda estava ereto e para evitar constrangimento em ambas às partes, pegou sua cueca que estava jogada nos fundos da sala e a vestiu. – Olha... – começou a dizer, mas as palavras pareciam estar fugindo de seus lábios. – Nós nunca vamos... Falar sobre isso. Nunca... Entendeu? – esforçou-se para completar a frase e respirou fundo. ‘’Eu estou maluco, é isso... ‘’ – era a única coisa na qual conseguia pensar. Johnny Deu mais uma tragada e esfregou seus olhos com as costas da mão disponível.
Morning of regrets || Jolena
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Helena tinha alguma coisa que despertava em Johnny seus desenhos mais loucos. Talvez fosse pelo fato de ambos compartilharem a excentricidade. Depois de alguns longos segundos de beijo, Depp separou seus lábios do dela com selinhos e abriu os olhos outra vez para admirar aquele corpo. Para poder aproveitar, começou uma trilha de beijos e lambidas que iam vagarosamente do pescoço até o início da calcinha. Ele não tinha pressa e queria aproveitar o corpo dela ao máximo. Os bicos dos seios de Hel estavam duros e ele não pode deixar de notar. Um sorriso de garoto travesso se formou em seus lábios, sem delongas os apalpou com vontade e os chupou por breves segundos. As arranhadas que ela dava em seu corpo o faziam arrepiar-se e Johnny gostou disso. Faltado apenas as roupas da parte debaixo de ambos, Depp pode sentir melhor cada movimento pélvico que ela fazia. Ele não aguentava mais, precisava tê-la ali e agora. Os gemidos voltaram o que o fez sorrir de novo e assentir positivamente, Johnny apertou a mão de Helena que estava por cima de sua cueca e com o zíper da calça já aberto, tirou a peça que faltava e seu membro ficou exposto ali com toda aquela ereção. Imediatamente, abriu todo o zíper da saia dela e a abaixou junto com a calcinha. Seus dedos correram rapidamente por aquela vagina molhada e sem conseguir resistir, inclinou a cabeça até conseguir dar uma lambida e finalmente sentir o gosto dela. Mas aquilo não era suficiente, queria penetrá-la. Então ele a segurou pela cintura e a penetrou.
Six Gun Method, rum & Nicolas Cage. - @Jolena
Há algumas semanas Helena flertara com um desconhecido na lanchonete, onde passou grande parte do dia rindo entre as piadas infantis do homem alguns anos mais velho que ela. Após trocarem telefones do lado de fora do estabelecimento, voltaram no outro dia para mais um encontro casual cheio de risadas onde conversaram sobre gostos pessoais. E com o passar dos dias notaram que já estava na hora de terem um encontro de verdade, pois não aguentavam mais comer panquecas com melado jogado exageradamente por cima. Então marcaram de se encontrar em um bar próximo dali, animando-a, no dia seguinte da última vez na lanchonete.
Assim que os raios solares desapareceram no horizonte dando lugar a uma magnifica lua branca, Helena Bonham Carter decidiu desligar a televisão e ir se banhar. Retirou da gaveta um vestido simples com saia plissada volumosa, esticou sobre a cama indo vestir uma lingerie escura com detalhes em renda e logo depois alisava o tecido escuro ajustado no corpo. Batucou na base do maço encostado na cabeceira da cama de casal arrumada da maneira mais desleixada possível, caçando os saltos com os próprios pés enquanto rodava a bola do isqueiro para queimar o tabaco preso entre os lábios. Preencheu todo pulmão com nicotina tóxica após uma forte e longa tragada, segurando-a no organismo alguns segundos antes de escapar pela boca. Ajoelhada no chão curvou sua coluna para frente, observando em baixo da cama na esperança de encontrar o par de saltos escondidos ali, infelizmente estava sem sorte a morena de cabelos soltos.
- Merda! - grunhiu socando o colchão olhando ao redor de si, refez os passos de alguns dias atrás com dificuldade para desvendar o mistério de onde estava o único par de salto digno de ser usado. - Onde ele foi parar…? - mordeu os lábios olhando uma última vez em baixo da cama. - Está bem! Ninguém precisa de um sapato bonito para um encontro - resmungou indo na direção da sala onde estava seu celular. As iris castanhas percorriam cada centímetro do apartamento atrás do sapato, pisando duro pela frustração de está cada vez mais atrasada para o encontro com um cara tão legal, se vendo obrigada em discar o número das duas pessoas que poderia está com seu sapato. Atirou-se no sofá cruzando as pernas observando as unhas vermelhas, acabou se distraindo nos próprios pensamentos que levou um pequeno susto ao ser atendida pela amiga ruiva: - “Helena? Está tudo b…” - foi interrompida pela pergunta carregada de desespero disfarçado pela raiva: - Está com meu sapato? Preto, dez centímetros e muito bonito. Está com você? Jane, responde! - disparou as perguntas rápida apagando o cigarro no cinzeiro sobre a mesa de centro.
Um sonoro não foi o suficiente para agradecer o tempo desperdiçado da ruiva, dando uma explicação rápida para telefonar o segundo número na lista: - É, um encontro. Espero que ele não seja chato para sapatos - lamentou. - É, é… Tenho que ir. Tchau - tocou na tela no smartphone assim que encerrou a ligação discando outro número decorado na mente, murmurando palavras na esperança que ela atendesse. - Megan? Me diga que está com meu sapato preto e bonito - implorou fechando os dedos da mão nos fios castanhos, puxando-os para trás grunhindo e após outro não agradeceu o tempo. Levou outro cigarro aos lábios deixando o confortável sofá - onde permaneceu seu celular - caminhando na direção da porta, sem se importar de fecha-la, com o punho esticado para esmurrar educadamente a porta da casa do vizinho e melhor amigo. - Timothy Walter Burton! Abre essa porta, agora! - pediu sem ligar de estar ou não sendo mandona, segurando o tabaco na mão. - Timothy! - gritou esganiçada. Apoiou a testa na porta furiosa, suspirou jogando o cabelo para trás desistindo de encontrar aquele sapato tão bonito. - Obrigada pela ajuda - agradeceu gesticulando com as mãos e arqueando as sobrancelhas. Fechou a porta de casa esticando o pescoço para ver as horas no relógio da cozinha, arregalando os olhos pelo fato de está extremamente atrasada, indo buscar o sapato antigo, bolsa e casaco.
Jogou aquele tubinho cancerígeno no cinzeiro esquecendo seu celular no sofá, trancando a porta enquanto calçava o salto correndo até o elevador. Demorou alguns minutos até chegar naquele andar e embarcar para um encontro promissor, assim esperava. Fez sinal para um táxi que passava ali perto, ditando para o motorista o endereço escrito no guardanapo e aproveitou para terminar de se arrumar. Mexia os dedos dos pés observando as paisagens correrem pela janela do carro, curvando os lábios num sorriso ao lembrar do dia que conversou com os progenitores sobre seu desejo de sair da nublosa Londres para viver na calorosa Los Angeles. Popularmente conhecida como Cidade dos Anjos, significado que associava as oportunidades oferecidas para aspirantes a artistas. Bem, um dia ela não seria uma merda aspirante e sim um grande sucesso. Seu rosto estamparia cartazes dos longas que protagonizaria nos cinemas de rua, teria fãs e sentiria-se realizada. Tudo seria como havia sonhado. - Quarenta e nove dólares - informou o motorista seco, talvez por tê-la chamado diversas vezes até Helena sorrir e lhe entregar o dinheiro contado.
Luzes piscantes, música, vozes, pessoas e risadas ecoava pela rua onde o tal bar se localizava, caminhando na direção do mesmo necessitada de outro cigarro. Acendeu outro adentrando no estabelecimento que não encontrou placa para não fumantes, observando atentamente cada detalhe daquele lugar ao mesmo tempo que procurava o acompanhante acomodado no piano simples com rodas. Abriu um estonteante sorriso acompanhado de um aceno distante que localizava onde estaria sentada, seguindo naquela direção retirando o casaco ao sentar na mesa. Gesticulou para o garçom trazer-lhe um copo de whisky, uma das bebidas favoritas de Bonham Carter, utilizando um pires como cinzeiro. Deu um curto gole na bebida com mais de dez anos, fazendo careta enquanto descia rasgando pela garganta, apreciando o show ao vivo.
O bar estava bem mais cheio do que todos que eles haviam tocado desde a chegada em Los Angeles. Johnny estava animado, já haviam conseguido fechar até alguns shows, mas não o suficiente para com seguirem se manter. Se as coisas continuassem assim, teria de arrumar outro método de sobrevivência. Trabalhar para sempre no posto de gasolina não estava em seus planos, ainda mais agora que havia sido promovido para a oficina. Ele nem sabia concertar carros, o máximo que sabia era dirigir e trocar os pneus. Mas o chefe não se importava, um belo sinal de o quanto era excelente o serviço oferecido por eles. Mas por incrível que pareça, esse não era o pior. Depp havia trabalho por alguns meses vendendo canetas, sim canetas. Sem esquecer-se do serviço telemarketing, toda hora o homem se via obrigado a inventar histórias para as pessoas, dizendo que elas haviam sido escolhidas em promoções que se quer existiam e que havia sido contempladas com tal produto que muitas vezes era de péssima qualidade. Em um lugar não tão fundo de sua mente, a voz de Nicolas repetia incansavelmente que deveria atuar e que tinha potencial. Tal potencial que Depp nunca havia visto em si mesmo. Mas não parecia má ideia, tinha apenas de fazer caras e bocas e gravar algumas falam em frente a uma câmera. Não parecia ser difícil e ele sabia fazer isso. Ou ao menos achava que sabia. Não tinha mistério, era tudo questão de prática e dedicação. Estava decidido, ele iria à entrevista amanha encontrar Tracey Jacobs, que talvez fosse sua futura agente. Ela fora muito bem recomendada por Cage e se ele estava conseguindo, Johnny poderia conseguir também. Alguém acreditava nele e o estava incentivando e isso era realmente legal. Já no fundo do palco, Depp estava com os pensamentos longe. Ele bebeu um longo copo de seu whisky e penteou o cabelo com os dedos, arrependendo-se de não ter trago sua boina. Ela era ótima, pois o fazia se sentir mais invisível ainda. Depp colocou seu copo no chão e pegou sua guitarra no apoio. Ela precisava ser afinada e percebendo isso, sentou-se em um banco próximo e começou a fazer tal trabalho. Ele fazia isso tinha tanto tempo que nem demorava. Logos os outros integrantes da banda chegaram e ele assentiu para eles. Bruce anunciou que o show já iria começar Johnny então pegou seu copo e bebeu o último gole que havia restado. O colocou no chão de novo e levantou-se com sua guitarra em mãos. O vocalista anunciou a banda e logos eles começaram a tocar. A primeira parte do show teria sete músicas, eles fariam uma pausa e depois voltariam com mais cinco músicas. Depp tocou os primeiros acordes que foram o suficiente para sua mente ser transportada para um lugar bem longe, onde existia apenas ele e sua guitarra. Era como criar poderes, nada nesse mundo conseguia descrever aquela situação. Era incrível como um homem conseguia se conectar tanto com sua guitarra. Ele deveria lembrar-se de agradecer sua mãe que em sua adolescência lhe presenteou com sua primeira guitarra, ou como Johnny gostava de dizer: seu pequeno pedaço do paraíso. Ou até o anjo de seu pesadelo. Era a terceira música do show e o Six Gun Method estava realmente entrosado. Johnny tinha medo de não conseguirem um contrato. Era o maior sonho dele e mesmo já tendo um empresário de olho na banda, um mal pressagio não deixava de assombrar Depp em seus piores pesadelos. Não conseguir fazer sucesso como guitarrista seria realmente um banho de água fria para o qual não estava preparado. Mas ele não ia ficar se lamentando, ainda tinha tempo pra achar algo que desse certo. E mesmo que a banda não desse certo, não iria parar de tocar, seu amor pela guitarra ia muito além de conseguir um contrato. Era como colorir a vida com o caos do problema.
Morning of regrets || Jolena
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O membro de Johnny estava completamente ereto. A essa altura já não respondia mais por si e tudo o que ele queria era introduzi-lo em Helena. Seus pensamentos que antes o tiravam do foco haviam sumido e dado espaço apenas para o momento. As unhas e mãos da mulher pelo seu corpo o deixavam com mais vontade ainda, se é que isso era possível. Parecia que cada toque, cada movimento dela havia sido calculado. Tudo que ela fazia o deixa mais e mais louco. Depp aproveitou o momento em que ela lhe puxou pela blusa, tirou-a e jogou longe. Sem mais conseguir esperar, abriu os olhos e deixou que ela lhe fitasse com aqueles lindos olhos castanhos nos quais já havia se perdido. Uma das mãos macias dela tocou seu rosto. Um sorriso se formou e ele colocou a sua mão por cima da dela e acariciou seus dedos por alguns segundos até leva-la na direção da boca e para lhe dar alguns beijos carinhosos. Depois de mais alguns segundos a soltou e continuou o beijo. Suas mãos corriam pelo corpo dela, indo das coxas até a cintura, dando uma atenção extra para as costelas. Não aguentando mais, Johnny separou seus lábios com dificuldade dos dela e lhe tirou a blusa. Sem demora, juntou seus corpos novamente e voltou a beijá-la com todo o fervor.
Ressaca, café e rascunhos incríveis || Deppie
O despertador irritante tocou pela décima vez, finalmente fazendo Agatha perceber o quanto estava atrasada. Era um sábado, porém a moça tinha que entregar uma matéria importante que tinha grandes chances de ser a manchete principal do jornal na segunda-feira — Por que hoje, Deus? Por que? — Ela esbravejava enquanto corria em direção ao banheiro, despindo-se pelo caminho. Não tivera nem tempo de aproveitar a água morna, pois seu estômago roncava, implorando que ela tivesse tempo de passar a cafeteria. Seu quarto estava mais bagunçado do que nunca e ela precisava lavar suas roupas sujas espalhadas pela casa urgentemente, todavia convenceu-se que poderia fazer tudo isso quando voltasse mais tarde. Vestiu uma calça jeans do dia anterior, uma camisa de botões florida, uma sapatilha, pegou sua bolsa juntamente com suas pastas cheias de folhas soltas e saiu, trancando a porta do apartamento com dificuldade. Só prestou atenção no seu reflexo quando entrou no elevador. O espelho refletia a imagem de alguém cansado e que certamente não havia se esmerado na higiene matinal. Largou seus pertences no chão e abriu sua bolsa, lamentando por não ser o tipo de mulher que carrega maquiagem e cremes pra todos os lugares. No entanto, tinha um pente e um batom que já ajudaram bastante. Os cabelos lisos estavam mais ou menos ajeitados e uma cor nos lábios desviava a atenção das suas enormes olheiras.
Pegou tudo de volta, deu uma última checada e correu para a calçada, em busca de um táxi. Seu relógio acusava que não havia tempo para passar em lugar nenhum para comer e Agatha apertou o passo para conseguir chegar à tempo. Sentiu seu celular vibrar dentro da bolsa e soltou um longo suspiro de frustração. Como ela poderia encontrá-lo com tudo aquilo nos braços? Enquanto andava, dava um jeito de alcançar o aparelho e como seu senso de direção não era dos melhores, acabou esbarrando em alguém no exato momento em que conseguiu pegar seu telefone — Me desculpe! Meu Deus, me desculpe! Perdão, senhor. Eu não estava olhando para frente… Meu Deus, eu sou uma tapada… — As palavras saíam da sua boca com a mesma velocidade que todos os seus papéis caíram no chão e foram espalhados pelo vento.
O homem estava de costas, então tudo o que a jornalista conseguia ver era o cabelo longo castanho e a touca. Entretanto, assim que o mesmo virou-se, Agatha quase engasgou com sua própria língua. Johnny Depp. Ela tinha que derramar café logo em Johnny Depp. Fechou os olhos, respirou fundo e pôs a mão na cabeça sem saber o que fazer ou falar para se desculpar. Sua atenção foi desviada para o celular que vibrava novamente em sua mão. Olhou para a tela que sinalizava três novas mensagens e ao visualizá-las, teve vontade de se jogar na frente de um carro. "Agatha, sua deadline foi adiada para amanhã. Pode enviar a matéria pro email do redator chefe", de fato, se ela tivesse visto isso mais cedo, não teria saído de casa e muito menos dado um banho de café em Johnny Depp — Por favor… Me deixe pagar outro café pra você. Eu moro logo ali na esquina se quiser tomar um banho. Nossa, me perdoe. Eu sou uma desastrada mesmo — A moça reuniu todos os seus pertences que estavam ao seu alcance, sentindo uma crescente irritação dentro de si. Tinha que começar a prestar mais atenção nas coisas ao seu redor ou iria acabar enlouquecendo ou matando alguém com sua falta de coordenação motora — Sou Agatha Christie, jornalista. E eu acabo de receber uma mensagem que dizia que eu acordei atrasada e estava correndo por nenhum motivo — Achou que devia se apresentar ao homem.
Johnny agradeceu em pensamento a algo superior pelo café estar em uma temperatura agradável, caso contrário, o banho que havia acabado de tomar seria menos agradável do que fora. Mas não era aquilo que ia lhe tirar a paciência ou algo do tipo. Ainda tinha o dia todo pela frente e queria aproveitar o máximo possível, já que desde que havia aceitado o papel em Anjos da Lei, seus dias de folga eram mais do que contados. Mas até que tudo estava indo bem, amanhã participaria de uma campanha de prevenção a AIDS e mais tarde iria voltar para o estúdio. A primeira temporada da série teria treze episódios e já fora renovada para uma segunda. Ela seria exibida pela Fox diariamente. O problema é que Johnny ainda se questionava se havia feito o certo assinando aquele contrato de seis anos. Se havia algo na vida que realmente o havia deixado com dúvida, era isso. Com a atuação vinha o dinheiro e com o dinheiro vinha à fama. E Johnny nunca quisera ser famoso e evitava ao máximo isso. Ser modelo para alguém então, era o que menos passava por sua cabeça. Era loucura. Um dia ele era John, um louco com o sonho de se tornar uma estrela do rock. E agora ele era Johnny Depp, o ator que aparecia na televisão, no cinema, fazia propagandas contra a AIDS e ainda achava tempo para tocar guitarra às vezes. É, o destino podia ser realmente louco quando queria. Ou talvez sua excentricidade estivesse conquistado Los Angeles. Era pago para fazer caras e bocas em frente a uma câmera. Mas o que ele realmente queria, era a chance de interpretar um personagem fora do comum. Depp pegou o copo e a tampa que haviam caído no chão e os jogou em uma lixeira que havia ali perto. Ao voltar para perto da mulher, escutou sua voz que se desculpava insistentemente. Ela parecia realmente arrependida, o que fez um sorriso compreensivo brotar do rosto de Johnny. – Não se preocupe depois eu compro outro café. E com esse tempo, minha blusa vai secar rapidinho. Então não se preocupe com isso. – disse tentando acalmá-la e percebeu que as folhas que ela antes carregava haviam caído no chão. Imediatamente abaixou e a ajudou a cantar uma por uma, como não sabia a ordem que eram as entregou para ela do modo em que as pegou. – Aqui estão suas folhas. Espero que não tenha perdido alguma e por sorte não caiu café nelas. Sua blusa havia colado no corpo, devido ao café. O cheiro do cigarro até devia diminuído um pouco. Mas Johnny realmente não havia ficado bravo com a situação. Às vezes a vida precisava dessas cenas que pareciam coisas de filme. Era divertido e por mais que tivesse pavio curto, não seria algo assim que o irritaria. – Vamos fazer o inverso... – começou a respondê-la. – Eu te desculpo se você aceitar tomar alguma coisa comigo. Uma cerveja, vinho ou até mesmo uma garrafa de rum. Eu sei que está cedo, mas eu não estava mesmo a fim de beber café e nada melhor do que uma ressaca para curar outra. Só preciso comer qualquer coisa antes. Então, aceita meu convite? – completou a proposta. Para ser sincero, Depp não sabia muito bem se a moça aceitaria ou não. Ela não tinha a feição de quem bebia, mas não custava nada perguntar, pois o objetivo era aliviar a tensão do momento. O arrependimento da mulher a sua frente parecia crescer cada vez mais e Johnny não sabia mais o que fazer para acalmá-la. Com a situação, era quase impossível permanecer sério, então ele estava se esforçando ao máximo para não começar a rir. O que talvez a deixaria mais nervosa ainda e era todo o que ele não queria. - Prazer Agatha, sou Johnny Depp. Caramba, essas coisas são realmente desagradáveis. Mas infelizmente não dependem exclusivamente de nós. Então tente não se preocupar e aproveitar o que lhe resta de seu dia. Aceitar meu convite é uma boa ideia. – disse em tom brincalhão e esticou a mão para cumprimenta-la. Enquanto esperava a resposta da moça, várias pessoas passavam olhando curiosas e Johnny até acenou para uma delas.
E não é? Tirar o dia para não fazer nada é uma das maravilhas da vida! Prazer Johnny, eu sou Linda Eastman.
Sim, realmente. Me faz sentir uma pessoa normal novamente. Poder caminhar pelas ruas de Los Angeles calmamente ou então ir tomar um café podendo apreciar seu sabor.
Eu simplesmente amo o meu trabalho, mas vamos combinar, não tem nada melhor do que sentar e não fazer nada!
Realmente, tenho de concordar com você. Prazer, sou Johnny Depp.
Morning of regrets || Jolena
"Você está fodida". Essa frase se repetia constantemente na mente anestesiada pelo libido da inglesa, sendo incapaz de interpreta-la de maneira correta e tudo por causa da língua macia que escorria pela curvatura do pescoço. Não podia negar ser uma sensação incrível, assustadora, mas incrível. Arfava cada vez mais forte o cabelo de Johnny, gemendo baixo a cada beijo estralado sincronizado com os apertos nas coxas coberta pela meia calça colorida. Envolveu o pescoço com os braços sem largar o emaranhado de cabelo, juntando seus corpos cansada de ficar em pé ao elevar uma das pernas na altura do quadril de Depp. Fitou os olhos do amigo sussurrando uma frase que descreveria perfeitamente o dia seguinte: - Vamos pagar nossos pecados amanhã… - o timbre de voz dançava por entre os sotaques britânico arrastado, dando um ar sensual com a expressão estampada na faceta da adulta. Sem delongas voltou a sentir o beijo devastador, permitindo que ele explorasse cantos desconhecidos da boca, quando impulsionou a região púbica para frente.
Johnny estava gostando escutar os gemidos de Helena, era como algum tipo de sinal positivo que para o bem ou mal o estava incentivando. Ele aproveitou o momento em que ela envolveu seu pescoço com os braços e a segurou pela cintura com a mão livre. Não havia espaço entre seus corpos, que agora pareciam um só. ‘’Devo estar louco, como um Chapeleiro. ‘’ – pensou com os olhos fechados. O mais estranho era que seu corpo estava pedindo por aquilo como há muito não pedia por ninguém. Escutar a voz da morena, o fez despertar de seus pensamentos loucos. Johnny abriu um dos olhos e tocou os lábios dela com o indicador, para que ela não concluísse a fala. – Shhh... – foi o som que emitiu e um sorriso tomou conta de seu rosto. Ele não queria pensar no amanhã, queria apenas o agora. Depois teria a vida toda para pensar e repensar. Quando o silêncio voltou a tomar conta do ambiente, Depp voltou a beijá-la de modo explorador. Ela tinha lábios delicados e diferentes de todos os que Johnny já havia beijado. Sem mais esperar, ele foi levando-a para o sofá, um lugar que era bem mais confortável para os dois.
Ressaca, café e rascunhos incríveis. - @deppie
Era uma hora da tarde quando Johnny acordou com uma maldita dor de cabeça. Ele conhecia muito bem aquela dor e sabia melhor ainda o motivo dela: bebida. Seus olhos estavam tão pesados de modo que precisou de alguns segundos para eles finalmente se abrirem. Era nessas horas que ele se prometia que ia diminuir a bebida. Mas já estava tão irritado de nunca cumprir tal promessa que nem havia sentido vontade de fazê-la esta tarde. Com um pouco de força de vontade, ele se levantou de sua enorme cama de casal e quase tropeçou no lençol que estava no chão, graças a sua sonolência. Sem nem pensar, Depp caminhou até o banheiro e ligou o chuveiro na água gelada. Vagarosamente, tirou a roupa e foi para debaixo da água que ao entrar em contato com o corpo, o fez se arrepiar. Seus olhos se sentiram obrigados a abrir por completo e ele agradeceu por isso mentalmente. Assim que terminou de tomar seu banho, Johnny se enrolou na toalha e escovou os dentes. Perto da pia, havia um espelho e ele aproveitou para se olhar. Seus cabelos estavam bem grandes, já passavam dos ombros e ele gostava daquilo, o fazia sentir-se invisível. Um sorriso contido se formou e Depp logo foi andando de volta para o quarto. Ao abrir as portas de seu armário teve a certeza de que precisava arrumá-lo o mais rápido possível. Talvez amanhã ou depois de amanhã, quem sabe. Ele pegou uma camisa de botões, jeans rasgados, uma cueca limpa e sapatos. Os vestiu e foi até a cômoda pegar seu óculos e o colocou. Johnny já havia tentado usar lentes de contato, porém não havia obtido sucesso. O que nem era tão ruim assim, afinal de contas, gostava de seu óculos um tanto peculiar. Ao ir para sala, encontrou sua touca no sofá e a colocou. Ele não se importava se não estava frio o suficiente para usá-la, simplesmente faria isso e pronto. Ao dar uma olhada pelo local, encontrou seu maço de cigarros na mesinha de centro, o pegou e guardou no bolso. Também haviam algumas garrafas de vinho espelhadas pelo chão, ele as recolheu e colocou no lixo da cozinha. Seu estomago roncou lhe avisando que não havia comido nada. Johnny abriu a geladeira e não encontrou comida pronta. E Rosa só chegaria dali a algumas horas. Não iria poder esperar, então pegou a carteira que estava em cima da mesa, as chaves do apartamento em cima da geladeira e saiu do apartamento. Trancou-o e guardou as chaves juntamente com a carteiro no bolso. As escadas como sempre, estavam pouco movimentadas, quase todos do prédio pareciam optar pelo elevador. Ao chegar ao térreo cumprimentou o porteiro e começou a caminhar pelas ruas ensolaradas de Los Angeles. Sua cabeça ainda doía, mas precisava comer antes. A cafeteria não ficava longe dali. Se precisasse de descrição, Depp com certeza iria se descrever como um maldito zumbi neste exato momento. Para sua felicidade a aconchegante cafeteria não estava cheia, afinal, era horário de almoço. Como estava com pressa, foi direto ao balcão. – Um café com leite sem açúcar, por favor. – pediu para a garçonete loira que ao reconhecê-lo, abriu um enorme sorriso e foi logo fazer o pedido de Depp, que não demorou muito. – Aqui Johnny. Pode por favor, me dar um autógrafo? – perguntou ela já com caneta e um bloco de papel nas mãos. Johnny assentiu e esticou as mãos para pegar o bloco e a caneta. ‘’Obrigada pelo café e tenha um bom dia. Johnny Depp. ‘’ – e devolveu o bloco e a caneta para a garota. Imediatamente, virou e caminhou para fora da loja. Fora da Loja, Johnny deu o primeiro gole em seu café e sentiu seu corpo e sua cabeça agradecerem. Não estava quente, mas também não estava frio, o que era ótimo. Quando estava prestes a dar o segundo gole, sentiu um empurrão e antes que pudesse fazer algo, o café derramou todo em sua blusa e o copo escorregou de seus dedos.
Anjos da Lei, lírios e uma ruiva. - @desher
Era visível que Johnny Deep era um cavaleiro, um daqueles que você acha apenas uma ou duas vezes em sua vida e Jane se sentia tão feliz de tê-lo como amigo, sentia-se um pouco sozinha nos Estados Unidos, sem sua família e colegas de infância Asher ficava um pouco perdida, porém quando estava com Johnny o sentimento ia em bora e por isso tal apresso por sua companhia existia. Sorrir de orelha a orelha era uma coisa muito comum para a ruiva, que sempre era vista com uma feição alegre, porém, mesmo que isso fosse comum, o elogio que o homem fez a ela a deixou desconcertada e lisonjeada, Jane não costumava ouvir muitos elogios, então sempre quando recebia um não sabia como agir. Recebeu o beijo em sua testa fechando os olhos, estava perto o suficiente para sentir o cheiro que o amigo exalava, cigarros e bebidas, como sempre. Jane fumava e eventualmente bebia, mas não entendia como alguém poderia se levar em um vício tão intenso, não que fosse se intrometer na vida pessoal de Johnny, apenas se preocupava com ele, mais do que se preocupava com Helena e Tim, por exemplo. —São para mim? Que honra!— Disse pegando o buquê da mão dele e cheirando, Jane amava o cheiro de flores e agradeceu Johnny com um abraço. Ficou alguns segundos observando e admirando o presente, lírios a lembrava de quando era criança e seu pai a levava para a casa de seus avós que moravam no campo, passava o dia inteiro andando pelo jardim sem fim de seu avô, colhendo flores e fazendo arranjos para dar a seus parentes próximos. Após divagar um pouco foi até a porta e a fechou, sentia um de seus dedos latejando por causa do sapato, porém aquilo não iria estragar o dia.
Asher não ficou contente ao ouvir que ele precisava fumar e ate se juntaria a ele se não tivesse que terminar de arrumar a mesa. —Você sabe que não tem problema!— Falou a verdade, não havia problema, um cigarro a mais ou um a menos não faria muita diferença. Olhou dentro do forno, o pato estava dourado e do modo que queria por isso o tirou com certa dificuldade, colocando-o no balcão. Estava satisfeita com tudo que havia feito naquele dia, porém não conseguiu ignorar o fato de Johnny estar sentado no chão da varanda, parecia estar pensando em algo e Jane não queria interromper este pensamento, por isso restringiu-se a ir ate seu quarto e trocar os sapatos por algo mais confortável e casual, enquanto estava sentada em sua cama começou a imaginar o futuro de Johnny, não sabia por que gostava de pensar neste tipo de coisa, porém tudo parecia tão difícil quando era com outra pessoa, não sabia se o mesmo casaria ou teria filhos, como Jane teria, não sabia o que aconteceria com Johnny e isso a assustava, queria apenas o bem para ele, porém não sabia se apenas o bem iria acontecer.
Saiu de seu quarto e continuou a arrumar a mesa, aquilo a deixava ocupada e distraída o suficiente para não ter que pensar no futuro de ninguém. Havia acabado de colocar o prato principal na mesa quando ouviu a porta de vidro da varanda ser aberta por Johnny, olhou para trás e sorriu para ele enquanto o mesmo se desculpava. —Você não precisa ir para a varanda toda vez que for fumar, pode ficar aqui, não tem problema.— Disse enquanto ia ate a cozinha e pegava uma garrafa de vinho na prateleira e o colocou sobre a mesa. —Bem, vamos falar o menu— Falou em um modo brincalhão. —Hoje você vai comer ganso assado de prato principal e de sobremesa uma torta de laranja.— Completou com o mesmo tom de deboche, logo se sentando em uma das almofadas que estavam no chão, sorrindo para Johnny a acompanhar.
Há alguns dias Johnny havia assistido ao filme Legend. Onde contava a história de Jack que era morador de uma floresta encantada, habitada também por seres feéricos, como elfos e unicórnios, além de fadas, que tem de libertar a Princesa Lily do Senhor das Trevas, sob ameaça de todo o mundo tornar-se um lugar gelado. Embora fosse um filme voltado para crianças, Depp havia gostado muito de como a história de desenvolvia e também dos nomes dos personagens principais. E isso o lembrou que tinha de contar para Jane sobre o papel em Anjos da Lei. Ele não sabia por que, mas queria que ela fosse à primeira a saber, disso e que por alguma razão que também não sabia ela sempre parecia saber o que dizer. Johnny sorriu ao escutar o comentário de Jane sobre não precisar ir para a varanda fumar. – Jay, eu já deixo meu apartamento fedendo a cigarro, não quero fazer isso com o seu também. Seria completamente idiota da minha parte. Aqui é tudo tão Jane que seria maldade da minha parte trazer meu odor para cá. – disse brincando e bagunçou o cabelo dela com uma das mãos. Ele acompanhou a garota de cabelos ruivos e se sentou na almofada de frente para ela. – Você está ficando realmente boa nesse lance de cozinhar, Jane. – comentou orgulhoso. – Daqui a alguns meses já vai poder casar. Quando vai me convidar para ser o padrinho? Mas não esqueça que eu tenho de aprovar antes, caso contrário terei de matá-lo com uma navalha. E bom, depois terei de fugir por esse enorme mundo. Se eu for preso, você irá me visitar na cadeia? – voltou a brincar com a amiga e deu os ombros ao terminar de falar. - Então, eu estou com dúvida se aceitou ou não um papel, por isso eu te liguei. Eu estava pensando e acho que você é a melhor pessoa para me responder isso. Tem uma série criada por Stephen Cannell e Patrick Hasburgh chamada Anjos da Lei. Na série, um grupo de jovens policiais se infiltra em escolas para investigar crimes cometidos por alunos, esse grupo é chamado ‘’Anjos da Lei ‘’. Eles fazem suas reuniões numa capela abandonada no número vinte e um da Jump Street e lá eles recebem as instruções das missões e decidem o que vão fazer com os alunos criminosos. Eu fui chamado seis meses atrás para esse papel, mas recusei. Por que fazer uma série nunca esteve nos meus planos, na verdade, atuar também nunca esteve em meus planos. Mas é que uma série é diferente de um filme e eles querem um contrato de seis anos. Daqui a seis anos, eu terei trinta anos. Caso eu aceite, serei o principal, Tom Hanson. Como eu recusei, eles escolheram outro ator e filmaram o episódio piloto, mas o acharam velho demais. Eles me ligaram na sexta de noite e eu tenho até amanhã para dar uma resposta. Eu não sei Jay. Acho que vou ficar muito preso, caso aceite o papel. Não terei tempo de fazer filmes e eu realmente gosto de filmes. Mas por outro lado, Hollywood não costuma dar segundas chances, ainda mais quando a primeira foi recusada. Então eu realmente não tenho ideia do que fazer, estou perdido. Eu já estou sendo rotulado como ídolo teen. É responsabilidade demais, e eu não sei se dou conta. Não quero que esses jovens me vejam como exemplo. Porque na verdade, eu sou apenas um cão velho que caiu por ironia no destino no cinema. Eu realmente não sei... Tim e Helena não sabem disso ainda. Acho que Helena iria me dizer para aceitar pela visibilidade que vou ganhar. Já o Tim, não sei se concordaria muito. Preciso conversar com eles ainda... – e finalmente concluiu com um suspiro. As palavras saíam da boca de Johnny tão rápido que ele só as percebia depois de já estarem expostas. Era realmente louco. E seu olhar era vago, como se procurasse algo no que se agarrar, naquele enorme buraco da Alice em que sua mente havia se transformado.