Alan: Bem, eu acho que sim. Tive que pedir ajuda a Barbara para achar isso e você sabe como ela é, então deve ser. - Deu de ombros. - Quer tentar agora?
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Julie: Quero - concordou com a cabeça, mas o olhou um pouco incerta - Eu estou com um pouco de medo... Acha que ele vai acreditar?
Alan: Se não acreditar não vai estar perdendo nada, só da para ganhar algo a partir daqui. - Bateu de leve nas costas dela, num gesto confortador. - Quer que eu fale com ele?
Julie: - Pegou a mão dele - Acho melhor se eu falar. Mas o que diria?
Alan: Diga a verdade. Explique quem é e que achou os documentos, e então o pergunte sobre eles. Mas lembre-se que ele pode achar isso estranho, então não leve a mal se ele desligar e se parecer bravo passe para mim, okay?
Julie: Okay - pegou o telefone e se sentou no sofá, fazendo sinal para que ele se sentasse do lado, antes de discar o número - Tá chamando, Alan, tá chamando! - disse tentando manter o tom baixo.
Alan: Ei, se acalme! - Sinalizou com as mãos para que ela se aquietasse. - Vá devagar.
Tom: - Havia acabado de terminar um telefonema tratando dos assuntos da clínica quando ouviu o toque do celular. Estranhou o número, mas mesmo assim atendeu. - Thomas Carter. Alô?
Julie: - Não conseguiu evitar de ficar um pouco sem falar, admirando apenas a voz do homem, se esquecendo por um tempinho o que estava fazendo, mas logo balançou a cabeça para se concentrar - É você mesmo - sorriu de leve - Hã... Aqui é Julianne Carmine, acho que você conhecia a minha mãe, Camille Carmine.
Tom: O que? Camille? - quando lembrou-se da mulher, hesitou, perguntando a si mesmo o porquê daquela ligação, depois de tantos anos sem notícias. - Sim, hm, conheço-a. Como ela está?
Julie: Bem, na verdade ela faleceu há alguns meses - disse em um tom um tanto baixo.
Tom: Oh. - recordações passaram por sua cabeça, era realmente algo que não estava esperando, e aquilo o entristeceu um pouco. Sentou-se e ficou em silêncio por um momento. - Sinto muito por sua perda. Mas... por que está me ligando?
Julie: Eu... - colocou o cabelo para trás da orelha, pensando no que falaria - Eu não queria fazer você pirar mas... Minha mãe me criou sozinha e depois de uns meses da morte dela ei acabei achando minha certidão de nascimento e... Seu nome tava nela, mamãe nunca me falou muito do meu pai, mas o que eu sabia pareceu bater então depois de achar seu número eu liguei - se apressou em dizer - Eu não estou procurando dinheiro nem nada assim, só queria falar com você.
Tom: Isso não é uma brincadeira, é? Porque se for algum tipo de trote, não é engraçado. - falou com dura desconfiança, apesar de sentir, no tremor da voz da garota, sinceridade. - Qual a data do seu nascimento?
Julie: Não, não é, não sou tão boa em mentir - fez uma careta - 9 de março de 1990.
Tom: 1990. - repetiu. - E onde você mora, Julianne?
Julie: Julie - sugeriu - Sempre morei em São Francisco.
Tom: Está bem longe. Julie. - falou tão baixo que duvidava muito ela ter ouvido, e suspirou. - Cometi um grande erro com sua mãe, mas se me achou, algo ainda pode ser feito. Me passe algum contato, seria ideal que nos comunicássemos por e-mail.
Julie: Ahn... - lançou um olhar para Alan - Eu não sou muito boa com tecnologia, eu posso te passar o e-mail do meu namorado?
Alan: - Alan assentiu em confirmação, ditando para ela o email. -
Tom: Sim, se puder usá-lo. - e informou o seu para que a garota anotasse, perguntando para si mesmo se não estava fazendo alguma loucura.
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Julie: - Ditou o e-mal de Alan para ele, antes de procurar algum papel e caneta para anotar o dele - Obrigada, Thomas.
Tom: - Anotou o e-mail. - Uhn, obrigado também. Preciso desligar, mas entro em contato com você quando puder, Julianne. - esforçou-se para não soar muito nervoso.
Julie: Está tudo bem - sorriu - Até mais - disse antes de desligar o telefone e sorrir pro rapaz - Ele não gritou comigo.
Alan: Não mesmo? - Sorriu aliviado. - Ele te passou o contato e tudo, então deve querer saber mais de você, isso é muito bom.
Julie: Sim, é muito bom - puxou os pés descalços para cima do sofá - Você acha que ele vai querer me conhecer?
Alan: Não vejo porque não, afinal que tipo de pessoa não iria querer saber pelo menos como a filha é? - Ponderou, abraçando-a pelos ombros. - Mas vamos esperar ele entrar em contato, acho que no momento está em choque, eu ficaria se fosse ele.
Julie: Espero que seja assim - disse antes de aninhar no rapaz, sorrindo pra ele - Imagine então a família dele.
Alan: Acho que a família dele vai estar mais chocada ainda. - Riu baixo. - Mas isso é com ele para resolver, não vamos perder tempo imaginando ou você vai ficar preocupada de novo.
Julie: Você está sempre certo! - deu um selinho nele - Podemos assistir um filme engraçado agora?
Alan: É o que sempre me dizem! - Mentiu com um sorriso convencido e a beijou. - Claro, eu escolho e você faz a pipoca, okay?
Julie: Você é um mentiroso! - riu baixo - Eu te amo, Alan - sorriu antes de se levantar para fazer a pipoca.
Alan: Mas, olha quem está ficando espertinha! - Olhou-a abismado antes de cair na risada.
















