Eu também, isso seria até estranho. E nem vou, nenhuma menina consegue me excitar tanto quanto você, idiota. Você muda tão rapidamente… — acompanhou a risada dele, notando a embriaguez já presente no amante. Ao ser puxado para a pista de dança, envolveu a cintura do menor com os braços, analisando atentamente sua face com as bochechas já coradas devido ao álcool que ingeriu. — Quer que eu grite que você é apenas meu, Junhee? Eu sei um jeito ainda mais interessante de mostrar para todos que você me pertence… — proferiu as últimas palavras em um tom baixo, fechando os olhos, roçando os lábios no semelhante, sentindo o famoso frio na barriga. Jongsuk logo deslizou a língua pelos lábios semiabertos do menor e pediu passagem com a mesma, em seguida movimentou o músculo úmido na cavidade dele em um beijo calmo. Pela primeira não se importando quantas pessoas haviam ao seu redor. Sentiu o leve gosto das bebidas alcoólicas que Junhee tomou anteriormente e aprofundou o contato, acariciando a cintura fina do mais velho com seus dígitos. Antes que pudesse tentar outra coisa, após alguns minutos que pareciam eternos, abriu os olhos e separou-se dele, com a respiração pesada e falha. — Por que não dança pra mim, huh?
Isso de mudar de humor repentinamente é porque eu sofro de transtorno bipolar, ou é só a minha personalidade que é assim, mas de qualquer forma é o meu charme que deveria ser um defeito mas não é, igual suas orelhas. Eu já disse que as amo hoje? Pois é, amo mais suas orelhas do que você. Elas são as mais bonitas que já vi em toda minha vida, e quando digo que elas são enormes é só pra te zoar, na verdade nem são tão grandes assim. Não, mentira, são enormes sim — falou e riu alto novamente. Não ria, toda vez, só por estar bêbado mas sim por estar feliz, porque afinal ambos não precisavam mais se tratar como estranhos em público, e isso lhe ocasionava uma felicidade tão grande a ponto de rir de tudo. Estava mais feliz do que bêbado. Ao ouvir as palavras baixas, quase sussurradas, do maior franziu a sobrancelha por não ter entendido por completo o que ele queria dizer com aquilo mas soube no segundo seguinte do que se tratava, não deixando de permitir a passagem da língua do outro para dentro de sua cavidade, logo retribuindo o beijo e iniciando uma batalha para decidir quem ficaria no comando do beijo, a qual fora vencida por Junhee que estava mais do que animado com aquele beijo. Sentia o gosto doce da boca do outro se desfazendo a medida em que aprofundavam o beijo, levando assim o gosto das bebidas alcoólicas se tornar único na boca de ambos, enquanto acariciava a nuca dele com suas mãos. Apesar de Junhee não querer tiveram que quebrar o beijo, porque respirar era uma necessidade que eles precisavam suprir ou morreriam, sorrindo ao dar-se de cara com o par de olhos lhe fitando. — Não teria graça dançar para você, eu tenho que dançar com você. O que acha?

















