(Flashback)
Isso de mudar de humor repentinamente é porque eu sofro de transtorno bipolar, ou é só a minha personalidade que é assim, mas de qualquer forma é o meu charme que deveria ser um defeito mas não é, igual suas orelhas. Eu já disse que as amo hoje? Pois é, amo mais suas orelhas do que você. Elas são as mais bonitas que já vi em toda minha vida, e quando digo que elas são enormes é só pra te zoar, na verdade nem são tão grandes assim. Não, mentira, são enormes sim — falou e riu alto novamente. Não ria, toda vez, só por estar bêbado mas sim por estar feliz, porque afinal ambos não precisavam mais se tratar como estranhos em público, e isso lhe ocasionava uma felicidade tão grande a ponto de rir de tudo. Estava mais feliz do que bêbado. Ao ouvir as palavras baixas, quase sussurradas, do maior franziu a sobrancelha por não ter entendido por completo o que ele queria dizer com aquilo mas soube no segundo seguinte do que se tratava, não deixando de permitir a passagem da língua do outro para dentro de sua cavidade, logo retribuindo o beijo e iniciando uma batalha para decidir quem ficaria no comando do beijo, a qual fora vencida por Junhee que estava mais do que animado com aquele beijo. Sentia o gosto doce da boca do outro se desfazendo a medida em que aprofundavam o beijo, levando assim o gosto das bebidas alcoólicas se tornar único na boca de ambos, enquanto acariciava a nuca dele com suas mãos. Apesar de Junhee não querer tiveram que quebrar o beijo, porque respirar era uma necessidade que eles precisavam suprir ou morreriam, sorrindo ao dar-se de cara com o par de olhos lhe fitando. — Não teria graça dançar para você, eu tenho que dançar com você. O que acha?
Percebi, sua mudança de humor me deixa até confuso. Espera, você está elogiando as minhas orelhas? É isso mesmo que estou ouvindo? E eu amo suas mudanças de humor e seu jeito escandaloso. Mas as minhas orelhas, sério? — Tinha certa dúvida se o garoto estava apenas rindo daquele jeito por conta das bebidas que havia consumido. Ao ter o beijo comandado pelo mais velho, apertou a cintura dele entre os dígitos e deslizou a destra até a gravata vermelha do rapaz, puxando corpo do garoto para mais perto de si. Quando seus lábios estavam apenas roçando no semelhante, abriu os olhos podendo fitar a expressão do menor. — Eu estou imaginando tantas coisas que poderia fazer com essa gravata — falou baixinho, sentindo a respiração de Junhee bater contra a sua e passou a língua úmida pelo lábio superior do mais velho, para enfim afastar ambos os rostos e assentir com a cabeça. — Eu acho que teria bastante graça sim. Mas é ótimo dançar com você também, amor.
















