O Capitão do Gralha tinha seus olhos na clipper. Sabia que aquela embarcação tinha a velocidade como vantagem, e qualquer movimentação errada poderia vir a ser um problema, então teria de agir rápido e de forma inteligente. Com isso em mente, Kenway conduziu seu brigue com cuidado e se colocou paralelo ao seu alvo, certificando-se de que estava bem posicionado e que os vinte e seis canhões deste lado do navio estavam preparados, só então deu a ordem. “Abrir fogo!”
Se sentiu um pouco envergonhado de que talvez o outro homem estivesse realmente só mexendo com ele, mas seu orgulho lhe impelia a continuar discutindo. Sem falar que, para alguém quase só pele e osso como Guy era, aquele soquinho tinha doido um pouquinho sim e isso fez um mal danado a seu ego.
“Pode brincar a vontade com quem quiser, mas eu exijo respeito! Não sou qualquer um e não quero ser tratado dessa forma. Que isso fique bem claro.”
Certo. Então esse camarada realmente não estava para brincadeiras. Edward soltou um suspiro e deu um passo para trás, erguendo as mãos enquanto o fazia, em sinal de rendição. “Como quiser, cachi— poderia ao menos me dizer seu nome? Já vi que não gostou do apelido que dei pra ti, e a última coisa que quero fazer é instigar ainda mais sua raiva." Ele tentava controlar sua voz para que não transparecesse seu divertimento, mas um leve tom de deboche ainda poderia ser percebido se analisado mais atentamente, algo que ele esperava que o homem não fizesse.
“Martin Tromp, sem títulos para engradecer o nome” O marujo rira da expressão que o capitão fizera ao beber água. Ao que indicava, os piratas nada mudaram desde os tempos em que estiveram em sua companhia, homens bêbados que mais facilmente morriam ao escorregar da proa do que pela forca de uma metrópole. Estranhamente, aquilo lhe trazia um sentimento de nostalgia. “Podemos beber uma bebida mais saborosa, se lhe convier.”
Edward esboçou um sorriso de canto ao ouvir as palavras do outro, sentindo falta sim de algo mais esclarecedor para ter uma melhor ideia sobre quem ele era, mas decidiu deixar isso de lado por enquanto. Ele considerou a sugestão, acabando por assentir com a cabeça. “Parece justo, te pago uma como agradecimento pela água.” Aparentemente o Capitão estava se sentindo generoso hoje.
Ao ouvi-lo, Anne levantou uma sobrancelha. “Não precisa?” Em passos curtos, diminuiu a distância entre os dois. “Então agora estou confusa.” Colocou uma das mãos sobre o peito de Kenway, revelando que não, definitivamente não estava confusa. Não quanto àquilo, ao menos. Fazia algum tempo que ela não tinha estado com ninguém. Não depois de Jack. Mas aquela parecia ser uma boa opção, com certeza. Anne sentia falta do amigo, e aquele tipo de interação com ele sentia… familiar. “Pode me dizer o que é exatamente que espera que o satisfaça, Ed?”
Edward observou-a atentamente enquanto a mesma se aproximava, estreitando os olhos e inclinando a cabeça levemente para o lado enquanto ela se fazia de desentendida, não se deixando enganar pela encenação. Seu olhar seguiu o movimento de sua mão antes de se voltar para ela, os dois estando bem próximos agora, meros centímetros separando-os. “É mais uma questão de quem do que o quê.” Uma de suas mãos repousou sobre a cintura de Anne e ele a trouxe para mais perto ainda. “E este alguém seria você, claro.”
Edward teve a leve impressão de que tinha entrado no quarto errado, porém sua embriaguez fez com que sua mente levasse um pouco mais de tempo para processar a cena em sua frente, e quando finalmente o fez seus olhos se arregalaram. “Porran, Anne—!” Sua voz era arrastada e ele logo se virou para fazer o caminho de volta. “Eu não ssabia que ‘tava ocupad—Filho da puta!” Esbravejou para um móvel que teimou em ficar em seu caminho, antes de finalmente alcançar a porta e fechá-la atrás de si, só para alguns segundos depois abri-la novamente e meter a cabeça pela fresta com um sorriso maroto em seus lábios. “Masss eu posso ficar um pouquinho se você quiserrr.”
“O que você está olhando?” Edward finalmente quebrou o silêncio após este ter se estendido por um tempo, seu tom de voz indicava curiosidade, e ele estava um tanto confuso com o modo com que a mulher o encarava. Quando Anne ergueu uma mão e a trouxe perto de seu rosto, ele finalmente compreendeu o que ela pretendia. “Ah, entendi.” Ele sorriu discretamente e permaneceu parado enquanto ela passeava com os dedos sobre a cicatriz em sua bochecha.
Cruzou os braços, ouvindo as desculpas dele e realmente acreditando que estava sendo respeitado, até o último pedaço soar estranho e perceber que ele estivera zombando dele o tempo inteiro. “Ei! Ei, como ousa!?” Ajustou a postura, para tentar parecer mais alto e assustador do que realmente era. “Você é só um estranho aqui, devia ter respeito com quem chegou primeiro!” Por pouco, ia falar que era um fundador, mas achou que seria arriscado falar isso no meio da multidão. As chances de alguém ficar sabendo que se revelara eram enormes e sabe-se lá se não iam brigar com ele por causa disso depois. “E você também não é nem um pouquinho assustador! Já derrubei piratas melhores do que você!”
Por mais que Edward gostaria de pôr um fim nesta conversa e seguir seu caminho, era de sua natureza ser teimoso e querer sempre ter a última palavra, além de que nunca fugia de um bom bate-boca. Era divertido o modo com que o outro se portava diante desta situação, tão trivial em sua opinião, ele não seria capaz de discutir a sério. Aproximou-se do outro homem com passos lentos e se colocou bem à sua frente. “Que pena, pensei que eu estava indo bem, mas já vi que você não se assusta fácil.” Encarou-o por um momento antes de soltar uma risada. “Vamos lá, amigo, viva um pouco! Foi só uma brincadeira!” Atreveu-se em dar um soquinho no ombro do rapaz, sabendo que isso poderia irritá-lo ainda mais, mas resolveu arriscar mesmo assim.
“É melhor se lembrar o quanto antes. Não são todos que estão interessados em saber de onde você veio.” falou mais séria, tendo a consciência de que deveria ser o mais fiel e colaborativa possível para com seu capitão, como sempre fazia. Deu um meio sorriso de aprovação quando ele se animou com a proposta, dando-lhe as costas à espera de que ele a seguisse. “O rum não é dos melhores, mas com certeza vai fazer muita diferença. Espero que não se meta em confusão também, já fomos expulsos de outra taverna…” foi até o local, o que não demorou já que estavam perto o suficiente para se situarem.
Arwen tinha razão, ele tinha que ser mais discreto, apesar de que agir de modo responsável nunca foi seu forte e sabia que esta era uma parte de sua personalidade que nunca seria completamente apagada, além de que não fazia muito esforço para mudar. O Capitão abriu um sorriso discreto ao ouvi-la contar sobre a confusão, ele não esperava nada menos de sua tripulação, e logo pôs-se ao seu lado para caminharem até o local. “Não prometo nada.” Respondeu com honestidade. Do lado de fora da taverna já era possível ter uma noção do que os esperava, e Edward estava muito grato por não ter feito nenhuma promessa.
Desafio 01 - Escrever um POV sobre assunto a sua escolha.
Encontrar seu alvo foi bastante fácil, uma vez que ele tinha uma descrição bem detalhada do mesmo e o conhecimento de onde ele estaria.
A taverna estava bem movimentada nessa hora do dia, com o Sol se pondo lá fora e a promessa de prostitutas e cerveja gelada atraindo vários marujos para dentro, como se era de praxe. Edward estava no balcão, ombros curvados e capuz sobre a cabeça, um caneco que recebia pouco da sua atenção à sua frente, pois seu foco estava diretamente ao que se encontrava no outro lado do estabelecimento.
O homem sentava à mesa, rindo alto com seus companheiros enquanto uma mulher robusta preenchia seu colo, sem consciência alguma do par de olhos que o observava atentamente.
Depois do que pareceu uma eternidade, seu alvo finalmente deu a entender que estava de saída e, após jogar algumas moedas sobre o balcão, Edward seguiu o sujeito para fora do estabelecimento à uma distância segura. Lá fora, o Sol já tinha se posto por completo e a escuridão da noite já começava a tomar conta. Ele o seguiu à pé até certo ponto, antes de dobrar uma esquina e adentrar um beco enquanto o alvo continuou em linha reta. Com agilidade, escalou o prédio à sua frente até chegar no telhado, de onde podia observar seu alvo por um novo ângulo. O homem parecia um pouco inquieto, agora que havia chegado ao ponto de encontro, e não demorou muito para que sua companhia se juntasse a ele.
Edward contou seis homens, sendo um deles o aparente líder, andando à frente de seus cinco guarda-costas. O Assassino se encostou contra a chaminé, fora da vista dos homens à baixo porém capaz de ouvir a conversa, sacando as pistolas e verificando despreocupadamente se elas tinham munição.
"Você foi seguido?"
"Eu não-não sei, a-acho que não."
Um suspiro irritado. Edward teve de conter um sorriso.
"Isso não é bom o suficiente. Homens, fiquem alerta. Você trouxe o que prometeu?"
A quarta e última pistola havia sido examinada e ele a colocou de volta em seu coldre.
"S-Sim! Aqui está."
Edward saiu de trás da chaminé e não demorou muito para que um dos homens gritasse.
“Assassino!”
Contudo, já era tarde, Edward já havia saltado e o homem que há segundos atrás entregaria ao inimigo a informação que comprometeria o Credo agora jazia sem vida no chão, a lâmina oculta de seu agressor manchada com seu sangue. O recém-chegado apanhou o envelope de mãos desfalecidas e se levantou, guardando-o em sua bolsa de couro e então encarando os que restaram.
“Cavalheiros.”
Foi tudo o que disse antes de sacar seu par de espadas.
Não reparara na aparição do recém chegado, distraído com uma conversa (não muito produtiva) com um marujo já um tanto quanto bêbado. Mas, o roubo da garrafa causou comoção suficiente para que se virasse e assistisse a cena.
“Isso foi bem rude.” Franziu as sobrancelhas. “Você roubou uma garrafa na rua, o que esperava?” Não que ele não fizesse isso, mas tinha a decência de não reclamar. Pelo menos, na sua visão, se tratava de etiqueta roubar e não reclamar. “Se andasse mais um pouco, certamente que teria visto uma taverna, não é como se esse lugar fosse tão grande.”
A voz irritada o surpreendeu, não que ele não estivesse esperando que alguém fosse ficar irritado com seu gesto, o que ele não esperava era que isso viria de alguém tão aparentemente sóbrio. Com as sobrancelhas arqueadas, ele esperou até que o rapaz terminasse de falar antes de se pronunciar, levando uma mão até seu peito de maneira excessivamente dramática e curvando-se ligeiramente para frente em uma fingida imitação de reverência. “Estou profundamente arrependido pelo o que fiz, não era minha intenção ofendê-lo, senhor...” Analisou o outro por um momento, “...cachinhos dourados.” Abriu um sorriso travesso e se endireitou, abandonando a encenação. “Agora, se não se importa, já vou indo.”
Finalmente se levantou dali, sem ano menos notar como estivera confortável naquela posição. Deu uma mão a Edward de forma a ajudá-lo a ficar de pé. “Ah, vá se foder, meu rum é ótimo.” Disse, casualmente. O homem, por outro lado, não parecia compartilhar aquela opinião. “Vamos lá, tem uma ótima taverna dobrando a esquina. Talvez finalmente encontre alguma coisa que o satisfaça.” A última frase tinha apenas a quantidade necessária do seu tom provocativo. Se tratando de Kenway, geralmente não era muito.
Prontamente aceitou a ajuda e se pôs de pé, batendo com as mãos contra seu corpo para se livrar da poeira e lançando-lhe um olhar de descrença, cenho ligeiramente franzido. “Não é não, é horrível.” Fez questão de contrariar a moça mais uma vez, se divertindo com a situação. Além do mais, ela merecia por ter feito o que fez. “Acho que consigo te perdoar por ter me jogado no chão, já sua preferência em bebidas...” Estalou a língua em um sinal de desaprovação, logo se interessando pelas suas próximas palavras e abrindo um largo sorriso. “Nós dois sabemos que não preciso ir muito longe para encontrar o que me satisfaça, mas ainda assim estou gostando muito do sentido que isto está tomando.”
Quando Gralha finalmente ancorara em Libertalia, Arwen sentiu os pés arderem em felicidade. Queria pisar na terra e sentir algo fixo, mesmo que a sensação passasse em instantes. Os marujos já haviam se separado para adentrar a cidade e depositar o corpo em um bar qualquer; a bebida escassa depois de tanto tempo no mar fazia toda a diferença. Ela estava feliz, afinal, com aquela comemoração, o que raramente acontecia. Depois de passar por um bar e beber doses de um bom rum, Arwen se prestou em chamar o capitão a pedido dos seus companheiros. Encontrou-o em uma cena bastante estúpida, se perguntando porque ele pegaria a garrafa de um bêbado. Riu baixo, se aproximando quando ele entregou-lhe a garrafa, isolando a mesma em seguida. “Em qualquer lugar que não seja os braços de um bêbado em uma cidade venerada por piratas.” arqueou as sobrancelhas, sugestiva. “Alguns de nós estamos em uma taberna, logo ali. Por que não desiste dos jogados na rua e faz parte da nossa mesa? Philleas vai pagar tudo, mesmo se precisarmos obrigá-lo.”
Edward tinha que admitir que talvez tenha se precipitado, mas a questão era que ele estava acostumado a fazer esse tipo de coisa no lugar de onde veio, só não esperava que fosse ser tão ruim. As palavras provocativas de sua tripulante arrancaram uma risada do Capitão. “Esqueci que não estamos em Nassau.” Balançou a cabeça como se frustrado com seu próprio comportamento, mas logo se animou com a sugestão da mulher. “Isso soa ótimo, justamente o que estou precisando agora.”
Jacob sequer gostava de rum, mas aquela era a bebida dos piratas, e decidiu ser o melhor plano de ação na intenção de se misturar. Era só mais um qualquer encostado contra um barril de procedência duvidosa, tomando longos goles de um veneno que, em sua opinião, tinha gosto de bunda. Seu plano pareceu estar funcionando, porém, pois as poucas interações que com ele faziam já o tratavam como parte da paisagem local. Quando o homem grandalhão e encapuzado veio em sua direção, fez seu melhor para parecer ter sido pego de surpresa quando teve a garrafa arrancada de suas mãos. “É o que nós pobres temos dinheiro para comprar.” Informou prontamente, assumindo um tom defensivo enquanto recebia sua bebida de volta. Tomou um gole antes de se prestar a responder a pergunta seguinte. “Não faço a menor ideia, mas se você acabar encontrando um lugar, deveria me pagar uma caneca de ale. Soa justo para mim.” Retrucou com um riso divertido.
A feição do loiro se contorceu em desgosto. “Pelo menos você é honesto quanto a isso. Existem pessoas que realmente gostam deste gosto.” O mero pensamento por si só o enojava, e ele sabia que estava sendo um tanto dramático, pois já tinha experimentado coisa pior, mas essa com certeza estava muito perto do topo da lista. As palavras seguintes fizeram com que ele arqueasse as sobrancelhas enquanto examinava o rapaz à sua frente, por fim sorrindo com o que acabara de ouvir. “Boa tentativa. Mas você está sem sorte hoje, colega, não vai rolar.”
Mediu o homem com os olhos antes de lhe oferecer o cantil que carregava consigo. Apenas água, rum podia ter um gosto bom e ser agradável à mente, mas não mantinha o corpo saudável.
“É apenas água, mas vai limpar a tua boca. Prefiro me manter hidratado que estar bêbado o tempo todo. Qual o teu nome, colega?”
Bom, ele havia dito qualquer coisa, e apesar de não estar muito animado com a única opção acessível no momento, ele aceitou. Ele estaria tomando algo de um completo estranho novamente, porém com certeza não seria pior. “Muito obrigado.” Agradeceu assim que pegou o cantil, tomando um longo gole antes de devolver. “Kenway. Capitão Edward Kenway. E o seu?”
Talvez tivesse bebido demais, pois seus reflexos simplesmente não foram rápidos o suficiente para impedir o homem de tomar dela sua garrafa. “Ey!” Gritou, já em seu encalço. Ele a ignorou, aparentemente. “Essa era a porra do meu rum, seu punheteiro!” Sem ao menos pensar duas vezes, chutou-o nas costas, fazendo com que cambaleasse para a frente. Dali, aproveitou a abertura para levá-lo ao chão, prendendo-o entre suas pernas. Não estava tão alterada assim, afinal. Já estava pronta para descer o cacete naquele filho de uma rapariga, quando finalmente prestou atenção em seu rosto. Soltou uma gargalhada de surpresa, livrando as mãos do homem mas continuando na posição em que estava. Ninguém mais se surpreendia com aquele tipo de coisa em Libertalia, afinal, brigas já eram o usual. “Edward Fucking Kenway!” Exclamou, ainda sem acreditar. “Eu sempre soube que não gostava do mesmo rum que eu, mas gosto de mijo? Isso doeu.”
Mal as palavras haviam saído de sua boca, ele logo sentiu o golpe que o mandou tropeçando para frente, mal teve tempo de bradar um xingamento antes que fosse parar no chão, o baque ruidoso de seu corpo conectando com o chão passando quase totalmente despercebido pelos que ali estavam. Ligeiramente atordoado, Edward estava a um segundo de acionar sua lâmina oculta e revidar contra aquele que ousou em atacá-lo desta maneira, quando ouviu a gargalhada. Estreitou os olhos e focou na figura que o tinha preso embaixo de seu peso, surpresa evidente em sua voz quando se pôs a falar. “Anne?” Um sorriso lentamente se formou em seus lábios, seu capuz estava fora do lugar por causa da queda, não escondendo mais sua face. “Mas que ótima boas-vindas!” Seu tom tinha um toque de ironia e ele permitiu seu corpo relaxar, balançando a cabeça de forma negativa. “Doeu, é mesmo? Coitadinha.”
A pessoa em questão agora segurava a garrafa de suposto mijo, sem saber o que fazer com o conteúdo. A bebida era de um amarelo concentrado, o cheiro também era próprio de urina e Martin franziu o rosto em completo nojo. Talvez alguém deve ter se aproveitado do estado do bêbado e vendido à própria urina a um preço exorbitante.
Jogou a garrafa fora, rindo pela cena que presenciou. Urina ou não, aquilo era intragável.
“Tome mais cuidado com o que coloca na boca, amigo. Não garanto a bebida, mas a comida na taverna vale o peso em ouro.”
“Devidamente anotado.” Acenou positivamente com a cabeça enquanto sua expressão era uma de nojo, expressão essa que não era muito perceptível por causa do capuz que obscurecia parte de seu rosto. Levantou o olhar para o homem e suspirou. “Honestamente, no momento eu encaro qualquer coisa só para me livrar deste gosto.”