starter aberto no astoria hotel.
escolha um e deixe marcado na sua resposta.
𝐈 .
Dominic era filho de um demônio, ao menos se considerava um, ainda que a sua existência só foi possível por causa disso. E todos sabem que filhos desses seres precisam alimentá-los de diversas formas, então aquela cena poderia facilmente fazer parte de algum ritual macabro e assustador de possessão ou entrega de oferenda, mas Dominic não era acostumado a isso, nunca precisou derramar sangue para que o seu senhor ficasse satisfeito. Talvez porque tinha sido fruto de um ser que se alimentava por prazeres e não pela morte, então sim, ele estava chocado, não explicaria como, se nem mesmo estava no andar em questão, mas definitivamente acompanhou toda a movimentação e a sua curiosidade fez com que usasse magia, o que acabou se arrependendo demais.
Já estava livre da máscara enquanto observava as pessoas saíram do hotel com mais calma, enquanto via humanos trajados em uniformes correrem pro interior, alguns vinham em sua direção provavelmente para lhe oferecer ajuda, mas logo desistiam com a influência de sua magia. E quando pensou em usar em MUSE, percebeu que não precisaria, já que faziam parte do mesmo universo. — Um completo caos, não é?
𝐈𝐈 .
Estava no andar da brincadeira, o quarto escolhido era como qualquer outro, mas logo vinha um vampiro com o pacotinho roxo que despertou em Dominic algo que sequer se lembrava pelos séculos vividos, mas um pouco da infância vivia naqueles pirulitos, sentindo o cheiro artificial do doce que acabou lhe arrancando uma risada doce, o que não durou muito já que pôde ouvir a voz de seu senhor como se sussurrasse em seu ouvido, saia daí, algo terrível aconteceu.
Não hesitou em sair do quarto e caminhar por entre as pessoas ainda animadas e completamente alheias da realidade, sendo o momento em que um grito ecoou em sua mente, olhando ao redor para perceber que não havia sido ecoado nos corredores, de fato, alguma coisa aconteceu. Enquanto seguia para os elevadores, esbarrou em alguém que murmurava algo sobre "ir ao oitavo andar" "alguma coisa macabra aconteceu" mas as risadas pareciam não demonstrar o perigo que Dominic sentia na espinha. E quando conseguiu sair, apenas foi para as escadas no qual acabou se esbarrando em alguém e escorregando no vestido, batendo com a bunda no degrau. Não sabia se MUSE subia ou descia, mas acabaram se topando no caminho. — Ai... poxa satã... será que o perigo era esse?
𝐈 . Durante seus anos de vida, Kai já havia visto muitas coisas bizarras, o que era esperado na rotina de um bruxo, sobretudo daqueles que carregavam algum pacto demoníaco nas costas. Havia pessoas capazes de qualquer atrocidade por beleza, juventude, amor, e montar uma cena como aquela não era novidade. Ainda assim trazia um enjoo profundo, uma repulsa que nem a familiaridade com o grotesco conseguia diluir, e por isso ele não permaneceu ali mais do que alguns segundos. Nenhuma magia seria capaz de purificar aquele lugar e, se existisse tal poder, definitivamente não seria o dele. No fundo, no entanto, só queria encontrar uma pessoa, uma única presença que importava. Passos firmes e rápidos, ignorando o humano caído no chão. Com o nojo evidente em seu rosto enquanto torcia para que o sangue não chegasse a tocar sua roupa, seguiu pelos corredores com os olhos atentos aos membros do coven.
O coração acelerado em uma urgência que beirava o desespero, até que finalmente o avistou, e, sem sequer pensar, correu em sua direção, os braços envolvendo a cintura dele num gesto instintivo, o rosto pressionado contra o peito alheio, a voz saindo em um sopro aliviado. ❝ Domie... hyung... ❞ Percebendo apenas então que estivera prendendo a respiração desde o momento em que tudo começara, e as palavras seguintes vieram apressadas. ❝ Você viu? Você está bem? Estava próximo da explosão? ❞ Afastando-se o suficiente para tocar seus braços, suas mãos, seus ombros, procurando, frenético, qualquer marca, qualquer dor que denunciasse que ele se machucara de alguma forma.















