Existia algo dentro de si que a fazia querer sufocar-se com o próprio travesseiro ou arranjar uma briga física com algum dos ‘homens’ por ali para que pudesse ser tão punida que não conseguisse ser forte o suficiente, e assim morresse. Ela desejava qualquer situação que seu destino fosse a morte, a todo momento, todos os dias, a cada vez que acordava e percebia que sua realidade era aquela novamente.
WeiWei se sentia fraca, inútil e como se fosse estúpida por ter deixado cair naquela emboscada, ou o que fosse. Como pudera ser tão frágil daquele jeito? Fazia tantos anos que aquela sensação de vulnerabilidade, de se sentir exposta, não a incomodava que era estranho ter aquilo de novo em seu íntimo; a fazendo imaginar que estava nua perambulando por ali.
Um suspiro longo se soltou dos lábios da morena, que não estava nenhum pouco ativa naquele dia para lidar com ninguém, o que a fez ficar em silêncio desde o primeiro momento em que acordou, até aquele em que o ser apareceu em sua frente, do nada, e a indagou sobre algo como se a Yamaguchi tivesse cometido algum crime, ou qualquer coisa do gênero.
“Sim. Você.” Respondeu. Curta. Grossa. Não estava com paciência para aquilo, ainda mais que ele havia esbarrado em si e estava agindo como se ela tivesse culpa. Odiava aquilo. Odiava aquele lugar. Odiava qualquer um ali.
Por mais que estivesse mais do que cansado de demonstrar de todas as maneiras suas insatisfações para as pessoas daquele lugar, apenas para nunca ser escutado Mark sabia que precisava continuar tentando. Caso parasse de resistir de alguma maneira, buscando se agarrar a ínfima possibilidade dos mesmos cairem sobre si, sabia que sucumbiria a loucura ali dentro. Outro pensamento que o mantinha são, ou dadas as circunstâncias mais próximo disso era o fato que seu pai deveria estar a sua procura. Eventualmente o tiraria dali e puniria todos que entraram em seu caminho. Enquanto isso ficava satisfeito em momentos como aquele; descontando em pessoas aleatórias que obviamente estavam em uma situação tão ruim quanto ele, mas não ligava. Se importava apenas consigo mesmo ali. - Entra pra fila, princesa. - respondeu ironicamente. -Caso não percebeu não estamos mais no conto de princesas que costumava viver.
Os dias naquele lugar desconhecido e monótono estavam cada vez mais o deixando nervoso, odiava andar para qualquer lado (a qual deixavam ele ir) e se deparar com tudo no mais pálido branco, não do tipo bom e sim mais do tipo como se tudo ali remetesse a morte. Já tinha uns dias que tinha mudado de um quarto apertado e relativamente normal para um que parecia uma sala de hospital onde sabia que era monitorado 24/7 por estranhos lunáticos. Na verdade o moreno já começava a achar que todos ali dentro eram loucos, mesmo que por trás de tudo tivesse respostas até que talvez plausíveis, o ruim eram que também eram gênios. Como também não tinha muito o que fazer ali Haneul usava todo e qualquer tempo que tinha e podia andando pelor intermináveis corredores, que eram quase completamente iguais, na esperança de encontrar uma saída ou montar um plano de fuga, quem sabe ele não notava um padrão ? Tinha acabado de virar para um outro corredor quando viu uma figura vindo na direção contrária a sua, ao que parecia este só tinha notado alguns segundos depois que ele próprio visto que na hora apressou o passo e veio para cima de si trombando propositalmente e depois o desafiando ─ eu não, mas quanto a você…não tenho tanta certeza qual que é o problema, mas que deve ter algum aí já é certeza ─ disse com sarcasmo peando em sua voz.
Embora Mark fosse de fato bastante inteligente e talentoso em diversos campos; com um pouco mais de ênfase para as ciências exatas e que envolviam diretamente a tecnologia, em muitos aspectos ele também se demonstrava ser apenas um garoto proveniente de uma família rica. Acostumado a ter tudo ao seu alcance, estar em uma situação onde ninguém o bajulava por conta do seu histórico familiar ou explicava que lugar era aquele estava sendo o bastante para o deixar fora de si. Em vários momentos Mark era assim, mas quando aborrecido mais ainda; que era justamente sentir essa necessidade de expressar o quão aborrecido estava. Queria que o outro revidasse sua provocação; nem que fosse apenas para descontar verbalmente em alguém que sabia que apenas anotaria suas reações como se fosse um maldito rato de laboratório. A julgar pelo porte e aparência alheios parecia estar em uma situação parecida que a sua, se ligava ou simpatizava com o rapaz? Não. Nunca fora do tipo a sentir pena dos outros, além do que jamais se colocaria em uma situação de vítima ou digna de pena. Não se igualaria aquele pobre coitado. Esperava algo muito mais agressivo do outro. A resposta sarcástica o pegou de surpresa por alguns instantes. - Vai se f*der, idiota.
- resmungou irritado afastando-se do outro. Estava mais aborrecido ainda por sair o idiota da situação, até mesmo em sua visão. Nem o conhecia, mas ja o odiava. Que garoto detestável e babaca. - E da próxima vez olha por onde anda. - acrescentou estufando o peito.
Com tudo que havia lhe acontecido nos últimos dias, ou mais especificamente o que não havia acontecido, havia se tornado praticamente redundante dizer que não estava no melhor dos seus humores. Todos os dias tinha que se ver enfurnado dentro de uma sala maldita, respondendo perguntas idiotas para pessoas mais rídiculas ainda. Estava cansado. Tinha as ameaçado de todas as maneiras possíveis, tentado explicar com quem as mesmas estavam se metendo caso não fizessem o que ele queria e ca estava ele. Parecia que nada que dizia fazia sentido a essas pessoas. Havia concluido que só podia ser uma especie de surto coletivo. Estava tão aborrecido, depois de sabe-se la quanto tempo naquele inferno qe finalmente pareceram ter tido um pouco de pena dele e o deixado caminhar pelos corredores mais próximos. Estava tão aborrecido com tudo que não se importava. Nem se deu o trabalho de olhar para os corredores, ou perceber a imensidão do complexo. Estava ocupado demais com seus próprios problemas e aborrecimentos para se importar. E quando viu uma pessoa caminhando em sua direção fez questão de acelerar o passo a fim de descontar a raiva em alguma coisa. — Algum problema? — Questionou depois do choque, mais em tom de desafio do que preocupação.
He said I'm gonna buy this place and burn it down
I'm gonna put it six feet underground
He said I'm gonna buy this place and watch it fall
Stand here beside me baby, in the crumbling walls
Oh, I'm gonna buy this place and start a fire
Stand here until I fill all your heart's desires
Because I'm gonna buy this place and see it burn
Do back the things it did to you in return
Quando finalmente recobrou os sentidos Mark pode perceber que estava deitado em uma cama de solteiro, em um quarto que parecia igualmente pequeno e escuro. A única iluminação no ambiente, como logo pode constatar, vinha de uma lampada localizada acima de uma porta de ferro com uma aparência exageradamente forte; algo que fez apenas com que gargalhasse ironicamente. Não demorou muito para que se recordasse a razão de ter chegado a um ambiente tão decaído e deprimente como aquele; uma série de erros provocadas por sua arrogância e ingenuidade. Acreditara mesmo que com a experiencia que tinha haveria alguma probabilidade de entrar em uma empresa daquele porte, onde até mesmo os mais experientes tentavam a anos e não conseguiam nem mesmo uma vaga mais simples do que aquela. E agora que pensava sozinho consigo mesmo, que tipo de teste havia sido aquele no qual se submetera ? Testando sua coragem ? Como havia sido ingenuo a ponto de cair em uma armadilha como aquelas ? Estivera tão cego com a possibilidade de ser grande, tão cego com as conquistas que havia planejado para si mesmo que não conseguia observar o obvio. Uma coisa que estivera na sua frente o tempo todo. E saber que havia sido feito de idiota a um nivel como aqueles provocou em si uma fúria, que naquele instante podia ser apenas equiparada ao medo que sentia.
Estava assustado, claro. A situação na qual se encontrava ia muito além do que estava acostumado ou preparado para lidar. Não tinha a minima noção de que tipo do tipo de pessoas com quem estava lidando, assim como agora sabia que deveria mesmo haver uma razão muito mais obscura para que todos os arquivos a cerca das pesquisas realizadas naquele prédio serem tão bem guardadas. Sabia que caso se deixasse levar muito tempo por aquele tipo de pensamento acabaria apenas entrando em estado de choque; por hora bastava apenas que soubesse que estava bem. O resto se resolveria aos poucos. Inspirou profundamente repetidas vezes normalizando aos poucos sua respiração. Não adiantava se irritar com aquele bando de desgraçados naquele momento. Teriam o que mereciam quando saísse dali. O que faria a respeito e como escaparia dali eram duas coisas que não sabia, mas daria um jeito. Ah, se daria. Tornou a vasculhar o ambiente cuidadosamente buscando alguma coisa que pudesse o ajudar a escapar pela porta, ou até mesmo uma fresta no ar condicionado, como costumava observar nos filmes. Esse pensamento lhe trouxe uma outra ideia. Filmes… Deveria ter uma câmera escondida em algum lugar… Franziu ligeiramente o cenho se colocando em busca da mesma, começou pelos lugares mais óbvios por conta do angulo , ou tentou seguir esse raciocínio, mas não fora exatamente por isso que conseguira encontrar o aparelho. Por algum instante ele havia sentido a presença de alguma coisa. Enfim não sabia explicar; apenas sabia que a câmera estava ali, embora não houvesse quaisquer vestígios da mesma.
Caminhou lentamente de modo que ficasse de frente para a mesma. Não possuía nenhum plano, estava apenas fazendo a unica coisa que tinha a seu favor naquele momento; improvisação. “ Olá. Queria saber se aquela vaga pela qual apliquei.. ” começou calmamente, mas na medida que prosseguia e finalmente verbalizava o quanto havia sido feito de trouxa, imaginando a expressão no rosto deles ao ver seu corpo inconsciente. Entretidos com sua ignorância. Sua fúria era tamanha que pode sentir um zumbido em seu ouvido. Ah, mas se ele ao menos pudesse mostrar a eles o quanto estavam enganados consigo.. Então no instante seguinte ele pode escutar um estrondo vindo de dentro da parede do local onde sabia que a câmera estava escondida apagando consigo sua unica fonte de iluminação o assustando mais ainda. Claro que não havia provocado aquele explosão. Estava morrendo de raiva dos desgraçados, mas isso não faria com que começasse a criar delírios infantis e surreais. Uma coincidência estranha e assustadora. Mas até então todo seu dia tinha se constituído basicamente dessas coisas. Inspirou profundamente tateando seu caminho de volta a cama se jogando na mesma enquanto esperava que alguém viesse consertar os estragos que havia feito. Sua unica iluminação agora vinha de uma forma bastante fraca do banheiro e, embora não se recordasse de te-la ascendido lhe trouxe um certo reconforto.
Always had a fear of being typical
Looking at my body feeling miserable
Always hanging on to the visual
I wanna be invisible
Agora que finalmente havia concluído seu ensino médio Mark estava mais que ansioso para que pudesse finalmente dar seu passo mais significativo até então para que conquistasse sua independência. Estava mais que cansado de todas as suas conquistas, por mais insignificantes que essas fossem, acabarem sempre por serem ofuscadas pelo grande programador que seu pai era. As vezes parecia simplesmente que, não importava o quanto ele tentasse e se esforçasse para que conseguisse se destacar por méritos próprios tudo o que as pessoas ao seu redor pareciam ser capazes de enxergar nele era o discípulo de seu pai. “Olha só como o pequeno Mark pareceu realmente tomar gosto pelas coisas do pai”, “Seu pai deve ter sido um professor e tanto”. Nunca escutava elogios ou criticas direcionados a si, era sempre alguma coisa relacionada a seu pai. E nas últimas semanas um pensamento vinha se tornando cada vez mais frequente na medida que esses comentários pareceram se intensificar, quase como se todos estivessem insinuando que estava apenas entrando na companhia por seu pai possuir contatos muito bons do lado de dentro. Esse ja havia sido seu primeiro motivo para que começasse a cogitar realmente procurar alguma vaga em outra empresa. Mas o que o havia levado a decidir com toda a certeza tinha sido imaginar como seria passar longos anos a sombra direta to seu pai. Em nenhum dos cenários que criara em sua mente ele conseguia fugir desse ofuscamento e, mesmo caso conseguisse estaria sempre fadado a escutar as criticas. Não era uma coisa que queria para si. Porém, esse não era um assunto que gostaria de discutir com seu pai naquele momento. Não se considerava ingrato apenas por desejar alguma coisa maior para si, e fez questão de manter suas pesquisas em segredo apenas para ter a satisfação de olhar na cara de todos aqueles imbecis o quanto ele conseguia conquistar as coisas sozinho. Havia colocado em sua cabeça que encontraria um cargo ainda melhor do que o do seu pai, em uma empresa muito mais influente. Tudo o que eles faziam, faria melhor e sem esforço algum.
Não conseguiu conter um sorriso bastante satisfeito, enquanto se servia de uma porção particularmente generosa de arroz, imaginando a expressão dos seus pais caso soubessem aonde estava de fato indo. Claro que seus pais não eram idiotas para que não começassem a suspeitar que alguma coisa bem estranha estava acontecendo com Mark, alguém que raramente se sujeitava a sair de casa; estar subitamente indo passear com uma suposta amiga com um sorriso daqueles. Apesar disso ele estava bastante confiante de que, quando realmente começassem a suspeitar do que se tratava ele ja teria conseguido sua vaga. Não suspeitariam, pensou consigo mesmo. Não queria que acabassem estragando a surpresa que estava preparando para os dois. E, quando ambos começaram a insinuar a Mark para que trouxesse sua suposta amiga para almoçar algum dia desses em casa que ele se tranquilizou que não estavam suspeitando de nada mesmo. Terminou seu café da manhã de maneira bastante tranquila. Não podia negar que não estava se sentindo ansioso com a perspectiva da entrevista, imaginando a quantidade de pessoas que estariam disputando por aquela unica vaga. Estaria mais nervoso se não fosse tão confiante de si mesmo. Na sua mente a vaga ja era dele.
Tomou bastante cuidado para que parecesse que ambos estavam evitando ao máximo estarem no campo de visão dos seus pais, quando estavam fazendo justamente o contrario para se aproximar lentamente de Bong e depositar um beijo rápido nos lábios da mesma. Em qualquer outra ocasião comentária o quanto a amiga estava sendo prestativa em se oferecer não somente para leva-lo de carro a sua primeira entrevista de emprego como ajudar a desviar a atenção dos seus pais com aquela farsa. Porém, claro, ele não era basta para que não soubesse ou percebesse as segundas intenções estampadas no semblante alheio. " Ansioso para sua entrevista de emprego, amor ?“ perguntou a morena com um sorriso bobo nos lábios ao qual ele apenas não respondeu com um olhar de nojo porque sabia que isso iria contra todo o proposito do que estavam fazendo. Deixaria para mandar a real nela quando tivesse realmente conquistado sua vaga; não queria a chatear e acabar perdendo sua carona. ” Não tanto quanto estava por encontrar você, bae.“ respondeu com um sorriso torto divertindo-se por alguns instantes em entrar naquela "brincadeira”. Não querendo chegar atrasado decidiram que apenas isso deveria ser o bastante para levantar uma discussão entre os dois para que não suspeitassem de nada. Mantiveram-se em silencio durante grande parte do trajeto, com exceção no final quando Bong começou a levantar algumas questões engraçadas. Mark achava engraçado pelo menos, como se ela estivesse mesmo acreditando que ele recorrera a ela por conta de algum sentimento secreto que nutria por ela. “O que quero dizer é que… Se quiser passar no meu apartamento depois do final da entrevista. Pra manter a impressão que estamos juntos, quero dizer.. Não que fossemos fazer alguma coisa..” ela continuou se embaralhando cada vez mais. Porém naquele instante sua atenção ja estava voltada para a entrevista que faria dentro de instantes. “ Te ligo quando tiver terminado, okay ?” respondeu simplesmente abrindo a porta do carro, sem nem ao menos perceber a festa silenciosa que a mesma havia feito.
Respirou profundamente enquanto se dirigia a porta da frente do prédio, quase se dirigindo ao balcão de informações quando seu olhar foi atraído por um cartaz indicando o caminho que deveria tomar. Sentiu-se imediatamente aliviado que não tivesse chegado a perguntar uma coisa tão obvia; se ele fosse quem estivesse do outro lado mandava a pessoa para casa na hora. Era inegável que no instante em que fixou seu olhar em tantos concorrentes Mark havia sentido um frio em seu estomago. Porém ao invés de se encolher, Mark se esforçou ao máximo para demonstrar-se justamente o contrario. Poderia não ser o melhor dentre os que estavam presentes no momento, mas compensaria isso com atitude e com certeza um dia se tornaria. Desviou seu olhar para as ocasionais conversas que se desenrolavam entre alguns candidatos mais nervosos, alguns deles começando a apontar como os candidatos que entravam por uma sala adiante nunca pareciam retornar. “Tem merda na cabeça, p*rra?” perguntou Mark irritado depois de esperar por mais de três horas escutando a teoria de um moreno sobre como estavam usando aquilo como desculpa para raptar as pessoas e entrega-las aos alienigenas do Acre. Que desgraça esse sujeito estava falando? “Realmente ignorantes existem em todo ramo.. ” tornou a resmungar, o que despertou ainda mais a furia de Mark. Mas ao invés de retrucar mais uma vez ele o enxergou como um teste extra para a entrevista. “Meu caro, ja pensou na possibilidade completamente absurda, eu sei.. De que possa haver uma outra porta que leva a uma outra saída?” questionou quando finalmente escutou chamarem seu nome. “Prefiro mesmo ser devorado por alienígenas do que escutar aquele inútil por mais um minuto. ” resmungou se dirigindo a sala mencionada.
Sua visão do interior da sala de entrevistas estivera encoberto por uma planta que não conseguia identificar com uma folhagem bastante densa. Claro que havia sido colocada propositalmente de modo a cobrir a sala, mas isso presumiu com certeza não estava ligada a teorias de conspiração idiotas. E coloca idiotas nisso. Revirou os olhos começando a analisar a sala pela primeira vez. Não era nem de longe parecida com alguma sala projetada para serem realizadas entrevistas de emprego, algo que fez com que cogitasse por alguns instantes se não tratava de algum tipo de teste diferente. Podiam muito bem estar testando seu lado emocional, ou se contestava muito as ordens que lhe passavam. “Sente-se” ordenou uma mulher vestida de jaleco, parecendo mais uma enfermeira do que entrevistara. Combinada com todo o resto. Por mais ansioso que estivesse naquele momento ele simplesmente se acomodou na cadeira diante da mesa como havia lhe sido requisitado, um sorriso com um leve se deboche presente em seus lábios. Esforçava-se ao máximo para demonstrar o quão despreocupado estava com toda aquela situação. "Serei sincera com você, uma vez que até então só tivemos fracassos. Estou buscando pessoas que tenham coragem. Procuramos alguém com atitude“ tornou a explicar a mulher, algo que apenas serviu com que o deixasse mais confuso. Estava prestes a perguntar o que ela estava querendo que ele fizesse para provar que o emprego era dele quando a mesma colocou uma seringa sobre a mesa. Franziu ligeiramente o cenho esperando que a mais velha voltasse com mais explicações. Não conseguia entender a conexão entre nenhum dos elementos que lhe fora apresentados. "Injete-se” ordenou-lhe simplesmente terminando de embaralhar seus pensamentos mais ainda. De algum modo sabia que se perguntasse o que continha naquela agulha falharia, estavam testando sua confiança na empresa assim como sua habilidade de se arriscar. Respirou fundo sem pensar duas vezes injetando-a sem muito cuidado em seu antebraço. “ Não foi tão mal assim. Qual o próximo teste? ” perguntou prepotente tornando a colocar a seringa agora vazia sobre a mesa. Foi então que percebeu um sorriso sinistro nos lábios da mulher no mesmo instante em que uma tontura incrivelmente forte caíra sobre si. O que aconteceu em seguida se tornou apenas um borrão, apenas tomando consciência de que estava no chão gelado antes de perder a consciência seu último pensamento sobre a teoria imbecil que escutara instantes antes.
A Manipulação de Tecnologia é a capacidade de manipular todo tipo de tecnologia. É um sub-poder da Manipulação da Ciência e uma variação da Manipulação de Objetos.