khaoticv·:
ergueu-se, examinando a sua infelicidade. “eu deveria balançar isso pra fora de mim em você como um cachorro.” um sotaque afetado assumira sua fala, um remetente súbito a infância de ambos que fê-la estranhar sua própria fala e tom, comicamente ostensivos, evidenciados inda mais pelas expressões que delineavam o rosto, as quais, contudo, perpassaram o estranhamento de sua própria postura. não que logo não houvesse voltado a ser toda sorrisos, especialmente para sua tão familiar e natural companhia.
a proposta no entanto, a tornara de volta ao estranhamento. franzira o cenho imediatamente, os sentidos ainda afetados pelas recentes implicações, inda assim, não via lógica para os cuidados exacerbados do irmão. “aleksei, por que, por deus, você me levaria no colo no meio disso tudo? nós definitivamente somos as últimas pessoas que podem fazer uma cena.” murmurava mesmo com a proximidade entre ambos, agora o timbre denunciando que em sua concepção, seu irmão encontrava-se fora de seu juízo.
“eu definitivamente posso, andar. e não podemos ir pra casa agora, alguma coisa esquisita acabou de acontecer!”
“o que foi isso?” se perguntou um pouco perturbado enquanto o sorriso nervoso e o franzir de cenho lhe apoderavam as feições. sua irmã já falara daquele jeito? ela tinha sotaque? não sabia dizer bem o motivo mas aquilo o incomodara demasiadamente. não lhe era estranho aos ouvidos, quase parecia natural, mas alguma coisa lhe transmitia a sensação de que não deveria ouvir aquilo. de que era errado. mas assim como veio, foi embora e ele sabia que não poderia ser nada demais. o sorriso se naturalizou novamente no rosto, se sentindo mais leve. — você não se atreveria, ou então teremos um problema...
mas a brincadeira logo morreu em sua boca com a reação da gêmea à proposta. até poderia ter sido um pouco exagerado, lhe diziam que ele tendia a agir assim por vezes, mas aquilo foi só... diferente. — o-o que? nós não podemos fazer cena? porque? — franzia o cenho não só pela dúvida, mas também com a dor que parecia queimar sua mente e ressoava muito alta em seus ouvidos. tentando ignorar, não podia ser nada demais, falou se esforçando para conter sua exasperação. — não tem ninguém prestando atenção na gente.— sinalizou em volta as pessoas atentas aos seus próprios afazeres.— e exatamente por ter acontecido algo esquisito que aqui deveria ser o último lugar que qualquer um deveria querer ficar depois do que aconteceu.














