𝐁𝐀𝐒𝐈𝐂 𝐈𝐍𝐅𝐎
NOME: Ivory Dorothea Kingsley
IDADE: 24
MÓDULO: ii
OCUPAÇÃO: Capista (designer editorial) na Editora Vorpal, mas sonha em ser artista plástica.
HABILIDADE: A habilidade recebida na cerimônia foi a de conjuração. assim, ela pode manipular levemente o espectro da realidade. consegue usar energia mágica para dobrar moderadamente o tecido da realidade e fazer com que objetos brotem do nada para seu uso – porém os objetos e estruturas conjurados têm prazo de vida curto e limitado, quando separados dela.
SEXUALIDADE: Demissexual e homorromântica
𝐁𝐀𝐂𝐊𝐆𝐑𝐎𝐔𝐍𝐃
Ivy não se recorda muito de sua infância, ou, pelo menos, não muito da parte anterior ao orfanato.
Tendo sido uma criança muito curiosa, de mente ativa, atrelada a uma impaciência para explicar os caminhos e raciocínios que a levaram a alguma conclusão, acabava preferindo ser solitária. Suas brincadeiras e passatempos não eram muito populares entre as crianças de sua idade e, apesar de ter amigos, sentia-se bastante sozinha. Com as múltiplas adoções e devoluções pelas quais passou, seus hobbies acabavam sendo atividades solitárias como desenhar, pintar e criar algumas histórias. Verdade seja dita, as coisas não mudaram muito nesse quesito.
Apesar de não saber exatamente de onde veio ou de quem veio, sabe que seus pais biológicos a abandonaram. Pelo menos, é o que o orfanato lhe disse. Tantos abandonos em uma idade tão precoce a levaram a desenvolver o mecanismo de desapego. Depois de um tempo, sempre que ia para um novo lar, acreditava que em pouco tempo estaria de volta ao orfanato e pouco fazia para mudar essa questão. Às vezes o local era até menos pior que alguns dos lares.
A aparição de Alice em sua vida foi como a de qualquer outro Arthurian ou castigado que acabava devolvendo-a, alegando sua falta de adaptação. Exceto que, dessa vez, fora adotada com o único no orfanato que considerava família. Mesmo assim, não se permitia quebrar a barreira e a mulher sabia.
No orfanato não tinha sido tão fácil fazer amizades, inclusive era muito mais fácil fazer inimigos. Isso a fez desejar que aquela adoção desse certo. Crescera lendo cópias surradas de obras renomadas da Kingsley, ouvindo histórias sobre como ela continuava conquistando seu espaço, mesmo sendo subestimada e a admirava profundamente, como ainda admira. Voltar para o orfanato era uma realidade. Não podia se esquecer, mesmo que ela demonstrasse paciência e certo senso de humor ao ouvir as perguntas da garota, tinha que se lembrar que, aparentemente, as pessoas não gostam muito de você quando você pega as coisas delas e as desmonta para entender como funciona (mesmo que você devolva com tudo, às vezes, funcionando depois). Alice era muitas coisas e, sem dúvida, muito ocupada, mas não o suficiente para não perceber o que estava acontecendo. Assim, levou seus três filhos para conhecer Absolem e, ao ouvir as palavras da lagarta confirmarem o que, querendo ou não, sentia lá no fundo, sufocado, seus bloqueios enfraqueceram. A lagarta havia afirmado de formas muito imprecisas, mas forte o suficiente para que soubesse que era real, que os três se complementavam e seriam necessários um na jornada do outro.
Nesse ponto, estava correta. Com o tempo as barreiras acabaram caindo e, agora, não há nada no mundo que Ivory valorize mais que sua família. As coisas mudaram muito desde que saíra do orfanato, mas nem tudo foi apenas flores. Os espinhos existiam cada vez que saía de seu núcleo. Mesmo que tenha saído do castigo, os arthurians não a deixaram esquecer sua origem, o que a impede de se sentir tão arthurian quanto alguns castigados a consideram, mas sua criação também a impede de se sentir tão castigada quanto alguns arthurians mais preconceituosos a consideram.
Visão Política
Apesar de se interessar por arte, enigmas, engrenagens e mecanismos, a situação política de onde habita nunca havia sido um tópico realmente interessante para a jovem, era apenas perda de tempo discutir coisas que não vão ser mudadas. Ela entende o que está acontecendo, discorda de alguns pontos, concorda com outros, mas sempre se sentiu distante.
Heroísmo e vilania só dependiam de ponto de vista, de qual lado foi o “vencedor” e por isso pode contar a sua versão e ser ouvido, e, se só porque foi adotada por um dos “heróis” ela talvez não fosse tão ruim assim? Então, provavelmente nem todos no castigo merecessem estar lá e, provavelmente, toda essa história de torneio fosse injusta também. Afinal, conheceu a podridão de alguns arthurians para saber que essa coisa toda de “mocinho” não passa de nomenclatura. E, se coubesse a ela julgar, diria que toda essa história de fazer uma pessoa assassinar seu próprio pai ou mãe é loucura, sadismo… mas o que ela sabe, não é mesmo?
Academia
Quando chegou o momento de ir para a academia, seu maior temor era a Excalibur lhe revelar que não tinha uma vocação mágica. Tudo bem se não viesse nada, não morreria por isso, mas passara tanto tempo teorizando sobre qual seria o seu poder e o que poderia fazer com ele, que a possível decepção lhe tirava o sono.
A conjuração lhe caiu como uma luva, só não sabia disso no início. Verdade seja dita que nos primeiro momentos a julgou inútil, mas não demorou até perceber que ele a salvaria de vários problemas (e ajudaria a criar tantos outros).
Não levou muito tempo até que tentasse replicar os mecanismos que conhecia em objetos que ainda não existiam, como moldes para seus projetos de arte ou até coisas mais irrelevantes, mas que seriam úteis em alguma situação específica. Demorou um pouco, mas agora já domina a criação de objetos imaginários, objetos de até médio porte e umas estruturas um pouco maiores, mas mais simples, como escadas, celas ou paredes, mas segue tentando descobrir seu verdadeiro limite.
O que mais a irrita em seu poder é o desaparecimento dos objetos que se distanciam muito dela.


















