em nome da Excalibur, NEFASTA “KARMA” MARVOLO em seus VINTE E CINCO anos, jura reverter o legado de MALÉVOLA durante a sua estadia na Academia dos Legados. Com a sabedoria concedida a ela, deve se manter caminho da luz enquanto conclui o MÓDULO II. Com a bondade tocada em seu coração, recebe EMPATIA e não se permite ser corrompida por RANCOR. Por último, é deixado um corte na mão de ADELINE RUDOLPH como prova de seu comprometimento com a luz.
HABILIDADE MÁGICA: *Assim como a mãe, Karma pode induzir e lançar maldições em seus alvos, podendo, por exemplo, condená-los ao azar ou à dor. Ela pode criar suas próprias maldições ou lançar maldições já existentes, variando quanto ao seu tempo de duração e dependendo da vontade/nível de poder utilizado. A Marvolo não possui controle para cancelar as maldições já lançadas, estando diretamente ligadas aos sentimentos que ela possuía no momento em que as castou. Sua ativação também está ligada aos sentimentos da portadora, precisando de uma grande onda para que ocorra a ativação, dependendo do controle que ela possui de si mesma.
OCUPAÇÃO: Herdeira das Indústrias Marvolo.
TRÍVIA:
Por não ter nenhum controle de sua habilidade, o primeiro ano na Academia foi passado em silêncio. Karma evitava falar com quem quer que fosse para não acabar amaldiçoando algum desavisado sem querer, ainda mais tendo em vista de quem era filha e que ela não conseguia desfazer uma maldição depois que fosse lançada.
Quando adolescente, perdeu um grande amigo em um acidente nas Indústrias Marvolo e até hoje lida com a culpa e o luto que carrega por não ter conseguido evitar a situação. Responsabiliza a sociedade arthuriana pelo ocorrido e esse foi o estopim para que ela abandonasse a ingenuidade em achar que o Castigo poderia vir a ser parte igualitária com o resto de Storydom.
Nunca foi a melhor em controlar suas emoções (apesar de ser obrigada por seus poderes a fazê-lo no presente) e encontrou nas lutas clandestinas uma forma de aliviar e extravasar os seus sentimentos.
Logo em seu primeiro ano na Academia, Karma foi obrigada a lançar uma maldição de dragão, mas sua inexperiência (e inconscientemente a vontade de não realizar o pedido) fez com que a maldição voltasse para si mesma em um efeito rebote. Então, quando as emoções de Nefasta se descontrolam o suficiente ela acaba se transformando em um dragão assim como sua mãe fez um dia.
Não conseguia entender a facilidade que Baby possuía em desaparecer, parecia mais algum tipo de dom. Desde que elas eram adolescentes e a garota sumiu de um dia para o outro, fazendo Karma acreditar que ela estivesse morta, a circense continuava surpreendendo com seus desaparecimentos incríveis. Não dessa vez, agora a Marvolo estava esperando para a encontrar dentro da Academia, saindo do que supostamente era o seu dormitório. Como ela faria para escapar ali? Baby devia explicações e era atrás disso que ela estava ao se encontrar parada com as costas encostadas na parede fria ao lado da porta do dormitório onde a mais nova estaria saindo. Não se importava em esperar quantas horas fossem, em algum momento ela teria que sair. E assim foi feito, assim que a porta se abriu, Karma tratou de parar em frente da mesma com os braços cruzados sob o tórax em uma tentativa de barrar a saída de quem quer que fosse. “Baby?” Perguntou, erguendo as sobrancelhas. “Quanto tempo.”
Mas onde diabos estava aquele relógio? Belladonna já havia olhado pelo quarto todo, não era possível que ele tinha simplesmente desaparecido do planeta terra — até porque, ninguém além dela sabia da existência da peça que ganhara do pai quando fez dezoito anos e foi para a Academia. Era um segredo dela e somente dela, mas agora havia evaporado e ela estava levemente desesperada. — Ei! Você ai! — chamou praticamente gritando quando viu MUSE virado no corredor, andando o mais rápido que conseguia na direção delu. — Quer ser alguém legal e me ajudar com uma charada? Porque eu sou incrível com a maioria das coisas que me proponho a fazer, mas tenho que admitir que resolver uma charada não é uma delas. — desatou a falar, estendendo o telefone na direção alheia, deixando que lesse o enigma que estava ali “1. um professor solitário costuma vir até mim; 2. sou um lugar que você ama ou odeia estar; 3. posso servir aos mágicos, como também posso servir aos non-majs”. — Vai me ajudar? Eu fico te devendo uma. — não era de pedir por favor, então não acrescentou a palavra ao fim da frase, mas pelo desespero nos olhos claros, era possível notar que ela estava quase implorando.
“Não.” Respondeu de forma simples a pergunta alheia, já indo contra seus costumes ao parar quando alguém gritava pra ela em pleno corredor. Não queria ser alguém legal ou não ajudaria na charada? A resposta poderia ser para ambos, dependia e o quanto a pessoa conhecia Karma... ou pelo menos se já tinha ouvido falar da Marvolo por aí ou não. Ela nunca foi uma pessoa muito prestativa, isso era claro. Permitiu que seu olhar caísse para a tela do iwish assim que foi estendido para si, lendo com cuidado as frases que estavam ali. “Parece um lugar bem infeliz...” Ponderou por um momento, permitindo que um pequeno sorriso sem dentes moldasse seus lábios delicadamente maquiados com um batom preto. “Pode ser qualquer lugar dessa nossa querida Academia.” Apesar das palavras dizerem o contrário, a morena não se dava ao trabalho de disfarçar o desgosto que possuía pela Academia e não era necessário muito para perceber. “Você conseguiu minha atenção quando disse que é incrível nas coisas que se propõe a fazer... Talvez eu tente te ajudar.” Levou a destra até o iwish da Hopps, indo pegá-lo para que pudesse ler com mais atenção o que estava escrito ali e ao fazê-lo, Nefasta permitiu que seus dígitos roçassem levemente nos dedos alheios que estavam em contato com a aparelho. “Posso?” Abriu levemente o sorriso, esperando a permissão para que pudesse segurar o objeto.
Estava embriagada e conseguia sentir isso. Karma sempre foi uma pessoa resistente a bebida, esse era um fato que considerava divertido sobre si mesma, poder beber o quanto quiser sem se preocupar com passar mal no dia seguinte. Naquele dia em específico, a morena estava com muita coisa na cabeça, tantos eram os pensamentos que a perturbavam que beber parecia a única solução imediata para isso. Em algum momento ela sempre voltava para esse estado, melancólica e deprimida demais para se importar com aparência. Luto e culpa são coisas difíceis de serem superadas, mesmo se você for uma Marvolo. As pequenas doses que levava até os lábios eram rapidamente sorvidas, não dando tempo o suficiente para que ela olhasse aos arredores - bom, ela não queria fazê-lo -, mas assim que o fez percebeu uma figura conhecida perto de si. “Thea.” Chamou com uma voz baixa, sabendo que a mulher a escutaria de qualquer forma. “Senta aqui.” Convidou, quase como uma imposição, apoiando o rosto nas mãos e os cotovelos no balcão do bar para que pudesse a observar direito.
“Sabe, é até meio irônico tudo isso que está acontecendo.” Começou, quase como se estivesse falando consigo mesma, pensando alto o suficiente para que aqueles ao redor pudessem escutar. “Primeiro eles nos fazem passar por um torneio, um teste infalível que prova nosso valor.” A Marvolo cruzou as pernas lentamente, levando o copo que segurava até os lábios e sorvendo o líquido pouco antes de o apoiar novamente no joelho. “Agora decidem implantar as trevas nos nossos corações pra que nós possamos... arrancá-la pela raiz.” Balançou a cabeça levemente, como se estivesse organizando os pensamentos. ”Depois que nós matamos nossos pais pra provar que não temos trevas nos nossos corações. Eu já disse, mas não podemos esquecer desse detalhe.” O pequeno sorriso em seus lábios era zombeteiro. “Ah, mas não antes de ficarmos mais fortes e recebermos dádivas... Claro.” Deu de ombros, Karma conhecia a gama infinita de possibilidades que os poderes das trevas traziam consigo e não estava surpresa por aquele bando de hipócritas terem escolhido esse caminho. “Aparentemente amaldiçoar pessoas entrou na moda agora, bom pra mim.” A brincadeira nem um pouco sutil se referia ao poder que recebeu da Excalibur, indução de maldições, no mínimo parecia uma grande piada para a filha da Malévola. “Podemos esperar um aumento de moradores das ruas dos Castigo.” Nefasta inclinou-se um pouco mais na direção de muse, mantendo a mesma expressão irônica que acompanhava o diálogo casual. “Não se preocupe, nós temos uma ótima vizinhança.”
☠️ ◞ ੭ ⠀ adentrava o cômodo sem se apresentar, independente de quem estivesse lá, ela não se importava. muitas coisas haviam acontecido, talvez fosse demais para quem morava em arthurian e seus arredores — quem pertencia ao castigo, no entanto, não abalava tanto assim. talvez fosse insensibilidade de sua parte, mas genesis convivia particularmente bem com ela. “nossa, que clima de enterro.” comentou, dando de ombros e se jogando na primeira poltrona. “alguém novo morreu e eu não tô sabendo?” fingiu surpresa, mas depois ofereceu um sorriso inapropriado e colocou as mãos no bolso. “talvez ninguém tenha me atualizado nas notícias.”
“Hoje não.” Deu de ombros ao falar com casualidade, Karma não se importava com o que acontecia às pessoas da cidade de cima e estava em um momento que fingir o contrário não era nem cogitado. Todos eles podiam implodir que a Marvolo não se importaria, toda a confusão e instabilidade que eles estavam apresentando apenas a deixava animada. Retribuiu o sorriso da Capac, retirando dois dos doces especiais inventados pela mãe dela do bolso para que pudesse o comer, oferecendo para Sissy antes de continuar o processo de o abrir. Produto especial e que não estava em circulação vindo diretamente das Industrias Marvolo, feito em conjunto pelas mães de ambas mulheres... O que poderia dar errado? “Teve uma pequena mudança no conselho...” O barulho do doce sendo desembrulhado entre seus dedos era característico, o plástico sendo amassado. “Saíram três e entraram outros.” Falou de forma simples, levando o alimento até a boca e o puxando para dentro com um leve movimento da língua. “Nada de Kuzco.” Não se importava em nomear as mudanças, todos ali era iguais em seu ponto de vista.
Era manhã do dia seguinte ao evento traumático dos d’orleans. No salão principal onde a heart tomava café da manhã não se falava de outra coisa mas a garota estava atenta mesmo era a manchete da bibidi news com as labaredas do fogo dominando o restaurante de Tiana na capa. Após ler toda a matéria, impressa, já que a garota não tinha um magitech, um sorriso largo escapou de seus labios. —- esta vendo?? —- ela jogou a revista para as pessoas de sua mesa com orgulho. —- não dá pra comprar esse tipo de publicidade negativa!! —- ela deu duas batidas na capa da revista com o dedo médio. — Nada como um bom incêndio para começar o dia, não acha?
Os olhos da Marvolo analisaram lentamente a matéria que estampava a capa da revista, percebendo logo de que se tratava da notícia do momento: o incêndio no Tiana’s Place. Um pequeno sorriso tomou forma nos lábios femininos que logo foram disfarçados pela xícara de café preto que levou até os lábios, sorvendo o líquido com cuidado. “Você tem certeza? Essas pessoas gostam de se fazer de vítima e ficar nos holofotes...” Começou, suas palavras e postura corporal eram tão naturais que se alguém observasse a conversa de uma distância segura para que não fossem ouvidas, provavelmente pensaria que o tópico da conversa seria o clima ou uma possível volta às aulas em vez da possibilidade do recente desastre ser dos D’Orleans. “Pobre Tiana teve o restaurante destruído, que peninha... Quem foi o monstro responsável por estragar os planos de uma vida toda?” Repousou a xícara com cuidado, utilizando da pequena colher deixada sob o pires para mexer o conteúdo de dentro, mais para manter a normalidade do que realmente esfriar o café. “Nada como um bom incêndio pra começar o dia dos pobres D’Orleans... Tão sofridos.”
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"Hm..." Os dedos que antes batucavam levemente a mesa de madeira maciça - onde repousava o livro de maldições antigas e como as reverter - pararam assim que Karma ouviu as palavras da Flowers, fazendo com que ela retirasse os olhos das palavras impressas no objeto e os ficasse na figura feminina perto de si. Não é que a Marvolo gostasse de estudar, ela não possuía um prazer particular nisso, mas para conseguir controlar o seu poder plenamente o conhecimento se fazia necessário. Quem sabe um dia ela conseguisse retirar as maldições que colocava, isso sim seria uma grande conquista. O poder e as possibilidades que teria em mãos eram inimagináveis. Um pequeno sorriso tomou forma dos lábios femininos, ela não havia comido desde o café da manhã e a lembrança disso trouxe de volta a fome há muito ignorada. Repentinamente o convite parecia extremamente tentador. Usou dos antebraços apoiados na mesa para se inclinar para frente, buscando diminuir a distância entre ela e a outra. "Onze, definitivamente." Soltou como se fosse uma confissão, um segredo compartilhado entre as duas. "O que você acha de comida super picante?"
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Aquele era um dos poucos momentos de descontração e relaxamento que Karma se permitia ter. Deitada na banheira cuidadosamente preparada, a água na temperatura certa se misturava com as bolhas de uma infusão feita momentos antes. Era engraçado como até os lugares que foram cuidadosamente projetados para terem menos luxos e que os outros - aquela mudança de dormitório até hoje era como uma pulga na orelha da Marvolo - eram incomparavelmente melhores que qualquer um do Castigo. Era perceptível até em um momento minúsculo como aquele, o banho. Seus olhos estavam fechados e um baixo cantarolar saía por entre os lábios serrados de Nefasta, sua mente vagava sem rumo nenhum, sem perturbações. Até que um som diferente foi detectado por seus ouvidos, passos, talvez? Obrigando que a mulhr abrisse os olhos e sua postura rígida voltasse ao erguer o tronco desnudo o suficiente para que ficasse sentada e não mais deitada na porcelana fria como outrora. Sua destra havia buscado o primeiro objeto que entrou em seu alcance enquanto a esquerda rodeava o próprio corpo para cobrir a parte superior de seu tórax, transformando uma escova de pentear em sua arma improvisada. Assim que seus olhos buscaram a origem do som pode perceber aquilo que parecia uma... cabeça? Aparecendo discretamente de dentro de um dos dutos de ventilação do banheiro, um que definitivamente não foi feito para alguém se esconder. "... Invidia?" Chamou ao reconhecer a voz feminina e finalmente o estado de alerta começava a se dissipar. Era só a irmã mais nova em um lugar estranho, nada novo. "Espero que seja algo bom, eu estava no meio do meu banho relaxante." Afrouxou o aperto na escova, a soltando.
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