Eu nunca soube amar as mudanças, elas sempre me assustaram. Foi preciso atravessar a paciência para aprender a aceitar cada imperfeição que me habita. Talvez eu não seja fácil, talvez eu não seja leve, mas não quero a urgência de quem me olha buscando perfeição. Quero alguém que me encare sem pressa, que toque minhas falhas como quem toca feridas com cuidado, e ainda assim escolha ficar — não porque sou inteiro, mas porque sou verdadeiro.
Nebulento.















