apontamentos para memória futura
44 gosto quando a água se ajoelha dentro do rio

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AnasAbdin

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44 gosto quando a água se ajoelha dentro do rio
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a sombra do pássaro conhecia o caminho antes das asas.
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entreguei as chaves ao vento e as portas abriram-se sozinhas
fascinam-me grandes colinas onde o sol maduro queima a saliva — serras de fogo que o desejo e o vento atiçam; onde as mãos ceifam a brasa da planície e o relevo se entrega à mais pura carícia.
mais acima, escondidas pelo vidro, onde o fôlego morre e a fome tem nome, duas janelas abertas para o mês de maio — e toda a primavera inclinada sobre elas como se o mundo ali começasse.
...
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a bússola sorri quando lhe dizem um norte
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alguns corredores guardam passos antigos
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a chávena intacta na prateleira — nenhuma boca regressa
o dorso de uma pantera é uma lâmina deitada ao sol da savana — bela de longe, intocável de perto.
na penumbra, sob os lençóis, o teu nome guarda o mesmo fogo.
até as sombras, das acácias que imagino, procuram a tua pele.
depois de ti, a savana promete outra forma de silêncio.
o fogo das manhãs é aroma a áfrica — qualquer coisa de savana na forma da luz pousar nos teus ombros: uma febre antiga, a calma dos animais antes da corrida.
diante do teu corpo, aprende-se depressa a sede, o silêncio das terras onde o sol nunca pede licença para tocar.
os lençóis, revolvidos pelo teu sopro, parecem ervas altas vergadas pela passagem lenta de um grande felino.
e, na penumbra do quarto, há um rumor de águas fundas, como se a manhã inteira bebesse do teu nome para continuar a arder.
Compulsão
um fulgor entusiasta surge-lhe entre os lábios sempre que sorri.
in Compulsão