A frase “eu quero ver o mundo pegar fogo e eu trouxe a gasolina” sempre fizeram sentido para Johanna, a russa sempre estava envolvida de alguma forma nas confusões que aconteciam através do instituto, nunca diretamente é claro, nunca acendendo o fosforo e jogando-o na lenha, mas ela era boa em colocar lenha na fogueira, em preparar os fios para um curto-circuito. ❝ Mas olha o que temos aqui… ❞ A clara pose de Johanna adentrando o campo de visão de Kamir era quase cômica, uma perfeita pose de vilã de filmes adolescentes, mas um pequeno sorriso em seu rosto dizia que ela não estava ali para começar um caos generalizado, por mais que não fosse admitir ela gostava das conversas com o moreno e não faria algo para realmente desrespeitá-lo. ❝ Achei que festas pagãs não fossem seu forté… ❞
@krmsyd
Apesar do cansaço por todo o esforço físico de estar ali e do entusiasmo alcoólico já estar se esvaindo, ainda aproveitava o festival da deusa Perséfone, também ponderando a ideia de ser possível passar aquela quantia considerável de tempo no arquipélago sem ter o peso dos problemas martelando em seu ser. Após dançar um combo de músicas tradicionais em círculo com outros moradores de Staton, Karim foi em direção a um pilar da praça para descansar suas costas e, ao se escorar, viu surgir de repente uma miniatura loira especializada em disparar gracejos.
— E eu imagino que a sua motivação para vir não seja menos do que perseguir os convidados com tochas e queimá-los vivos. — Retrucou o palpite religioso de Johanna, com as sobrancelhas levantadas e a vontade de rir transparecendo em sua boca. — Quantos foram feridos até agora? E, por acaso, eu vou ser o próximo? — Por mais que ainda não tivesse ouvido falar de ninguém incinerado no evento, sabia ser possível a menina já ter atingido verbalmente, ou quem sabe até mesmo fisicamente, alguns desavisados.













