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@krsa-hellokitty
i hate getting flashbacks from things i don't want to remember
one look into her eyes,she’ll burn you alive
krsa-clio:
@krsa-hellokitty
Havia pensado em si apresentar para a mais velha durante o Ano Novo, mas só o pensamento que isso poderia destruir sua pequena “identidade secreta” e acabar pondo suas irmãs em risco a fez frear suas ações para ter mais cautela. Aquela festa parecia ser a ocasião perfeita para fazer o que havia desejado, então se aproximou da outra com um pequeno sorriso nos lábios. ▬ Gostei da fantasia JiHee unnie ▬ sabia que ao chamá-la pelo nome já atrairia sua atenção. ▬ Eu não sei se você lembra de mim e eu sei que agi como se não a conhecesse, mas é que eu não queria estragar todo o meu disfarce, e já faz algum tempo que nos vimos pela última vez ▬ respirou fundo e tentou aumentar o sorriso. ▬ Sou eu, a Astrid, ou YeIn, tanto faz. A irmã mais nova da Rin NaRe e da Rin YeEun, ou Layla e Georgia, não sei ao certo como você as conhece e somos acostumada com os dois nomes desde de pequenas. NaRe unnie ajudou da produção do seu último album, não é? YeEun unnie passou uma semana inteirinha só falando nele, principalmente quando ela estava aqui no país vendo se conseguia entrar para uma companhia de teatro daqui ▬ respirou fundo conseguindo finalmente falar aqui. ▬ Desculpa, de verdade, é que minhas irmãs não sabem que eu estou aqui. Ninguém sabe, então eu tive que ter cuidado.
Não era tão comum para as pessoas da agência falarem com Jihee. Pelo fato da menina sempre acabar explodindo alguma coisa, ou jogando fora algo que supostamente seria importante. A intenção da cantora não era atrapalhar, mas sempre o acabava fazendo e isso acabou com uma reputação não muito boa com os agentes mais sérios, então quando uma agente a chamou por seu nome não pode deixar de ficar surpresa. O rosto lhe era muito familiar, por mais que ela não tivesse certeza de onde. Nos últimos anos ela havia esbarrando com tanta gente, e só nos últimos meses na agência mais pessoas do que poderia imaginar. “Obrigada, a sua também é muito legal. Eu não tive tanta criatividade, mas queria ser agente por um dia.” Agradeceu pelo elogio para ver se conseguia manter aquela conversa, mas as palavras seguintes da menina a surpreenderam.
Era claro que ela lembrava-se NaRe e YeEun. Quando havia entrado para o ramo da música haviam sido elas as pessoas que realmente haviam sido legais com ela. Ajudando-a com dicas e apontando as pessoas em quem confiar. O choque da pequena irmã mais nova, que não era mais tão pequena assim, mas a maneira que as meninas falavam era sempre assim, a pegou de surpresa. “Sim, NaRe fez um trabalho incrível para mim. Nem sei como agradecê-la ainda. Foi tão legal trabalhar com ela. Sem contar que a YeEun apareceu para dar algumas dicas de vocal. Sinto saudades delas agora que as mencionou.” Olhou para a garota sentindo-se também como irmã mais velha. “É estranho isso de segredo. É uma vida inteira que vocês escondem das outras pessoas. Eu respeito as regras, mas eu ainda acho tão injusto com as outras pessoas.” Tinha uma critica um pouco pessoal a respeito, mas isso era por conta de outros fatores. “Sabe, suas irmãs morrem de saudades. Encontro mais a NaRe que a YeEun, mas elas sempre estão falando de você. Preocupadas. Não posso falar com elas sobre você e seu serviço, então pode ficar tranquila, mas no que eu puder ajudar eu me coloco em disposição também.”
my tired heart is beating so slow
krsa-zombie:
A última vez que Zombie havia visto Jihee, havia sido no cruzeiro e ela nem dera para ele tempo suficiente para ele se explicar, contar-lhe o que havia acontecido. Também não lhe dera tempo para que ele pudesse perguntar como ela havia ido parar ela. Na agência no qual ele trabalhara e esconderá dela por tantos anos. Ele ficava se perguntando se ela havia entrado ali por sua causa, se após o seu sumiço e o fato dele ter sido dado como morto. Eram tantas suposições e perguntas na sua cabeça que Zombie às vezes pensava que ficaria mais louco do que havia ficado após tudo que havia acontecido com ele. Quando ele soube que naquele noite de formatura, ela cantaria, ele não pode ficar de fora. Ele usou Marie como desculpa para estar ali, mas na verdade, no fundo, ele sabia que era porque encontraria Jihee e assim, talvez pudessem conversar sobre tudo. Talvez a conversa melhorasse tudo entre eles, mas talvez, a conversa pudesse piorar. Ele só saberia quando ela desse a chance disso acontecer, pois ele estava disposto desde o primeiro dia.
Ele tinha ficado encantado pela performance de Jihee, ele nunca havia visto a menina performar, pelo menos não daquela maneira. Ele sentiu cada palavra da música que foi cantada e cada energia que foi transmitida. Quando o show terminou, Zombie viu a oportunidade perfeita e seguiu em direção ao palco. Ao chegar lá, viu a garota sentada em uma das cadeiras próxima. Percebeu o estado da garota e voltou até a mesa de bebidas e pegou um copo de água, voltando rapidamente para perto de Jihee e estendendo-lhe a mão com o copo meio que como uma bandeira de paz. Quando a garota virou-se e viu que era ele, levantou-se rapidamente. Donghan suspirou ao ouvir as palavras ditas pela mesmo, mas não a deixou ir. Rapidamente pegou o seu braço, segurando-o não muito forte e disse calmamente – Por favor, Jihee, vamos apenas… –Suspirou – Vamos apenas conversar, ok?
Mesmo falando que não queria conversar, tendo Donghan na sua frente era quase como uma lembrança viva de todas as memórias que ela havia suprimido dentro de si. Todas as vezes que ela queria alguém para conversar, e ele não estava lá. Ele havia sumido. Ido embora sem nem mesmo pensar duas vezes, enquanto que ela teve que lidar sozinha com a morte de seu pai, com sua vida virando de cabeça para baixo. Agora ele estava ali na sua frente, vivendo perfeitamente bem. Como ele esperava que ela conversasse com ela? Jihee só queria sair correndo dali. “Nós não temos o que conversar. Você sumiu. Foi embora. Nem ao menos se deu ao trabalho de terminar comigo via mensagem ou ligar. Só disse um “Até amanhã” e nunca mais apareceu. O que temos para conversar? Que você era um agente e sempre que tinha emergências no serviço estava arriscando sua vida? Que você também mentiu sobre isso? Que essa grande parte da sua vida acontecia e eu nem era importante o suficiente para saber? Eu te contei tudo. Contei como estava sofrendo para entrar na Academia, como não queria desapontar meu pai. Como não queria desistir.” Seu discurso parou pela metade, pois ela não tinha mais ar ou coisas para falar. Apenas deixou os dois braços caírem em sua lateral.
Já estava de pé andando de um lado para o outro. Querendo ir até Donghan e bater nele com toda sua força. Seus olhos estavam serenos e ela lutava contra a vontade de chorar, pois o homem a sua frente despertava tudo isso nela. Tudo que estava adormecido. Toda a dor do luto, dos dias que havia passado esquecendo-se de tudo. Quando decidiu fingir não se importar com nada. Todas as decisões erradas que havia tomado. Não era culpa dele, mas ela tinha que jogar aquele peso em alguém, e acabou por ser no ele. Se ele tivesse ficado as coisas poderia ter sido diferente. Seriam diferentes. “Depois de tudo isso que fez? Ainda acha que temos que conversar?” Cruzou os braços na altura do peito caindo no erro de encará-lo.
krsa-mogli:
FLASHBACK
— Com um pouco de receio de estar sendo inconveniente ou um estorvo para a mais velha, ele aceitou a mão que lhe era oferecida, segurando-a firmemente, conseguindo soltar o ar dos pulmões por se sentir menos sozinho e um pouco mais aliviado. “Bom, obrigado por isso, noona” agradeceu forçando um sorriso um tanto tímido e ansioso. “Não sei o que eu faria sem você” confessou, embora duvidasse de que ela fosse levá-lo a sério, ainda mais estando naquele estado, mas não passava da mais pra verdade. Muitas vezes, ficava muito longe de sua mãe e sentia a falta dela, mas felizmente conseguiu encontrar algum tipo de refúgio na mulher mais velha ao seu lado. “Um filme da Disney? Será que a gente pode Peter Pan?” perguntou ele com a voz um pouco ofegante, ainda sentindo o peito um pouco apertado por causa da ansiedade. “Não se preocupe com isso, noona, não precisa me dar seu remédio” balançou a cabeça rapidamente. A última coisa que ele queria era dar trabalho e parecia que era exatamente isso que ele estava fazendo. Ao sentir o abraço vindo da mais velha, Mogli teve vontade de chorar; às vezes ele não se dava conta de como carinho lhe fizera falta a vida inteira, e o gesto parecia tão gentil e amoroso que o fez sentir um pouco melhor enquanto, tentando ser discreto, a abraçava também, se aconchegando junto dela. Assentiu para as sugestões dela, respirando fundo algumas vezes para tentar se controlar, falando pausadamente. “Eu entrei porque eu entrei para o rank nacional de boxe, jiu-jitsu e taekwondo… e… eu tento ser bom aluno, acho que é isso, não acho que sou grande coisa mas… estou lá, e por causa disso tenho você e o hyung e os meus amigos, então isso é bom.”
Jihee sempre havia sido filha única. Por mais que algumas vezes sonhasse com um irmão mais novo para ficar com ela ou alguém mais velho. Sempre pensou que se tivesse um irmão teria sido mais fácil passar pela dor de ter perdido o pai. Foi na música, e agora em seu novo “emprego” que havia encontrado novamente razões para seguir em frente. Amigos. Pessoas que poderia confiar. “Você não precisa agradecer por isso.” Um sorriso bobo partiu de seus lábios, e ela balançou levemente os cabelos do outro. Já havia lido algumas vezes que o contato geralmente aliava em situações de pânico. Então deu leves toques na cabeça do garoto para ver se conseguia acalmá-lo. “Sem mim, você provavelmente teria uma outra noona mais bonita ao seu lado para te fazer carinho.” Piscou para o garoto um pouco sem graça. Jihee nunca havia sido boa com elogios, e nunca teve muita autoestima para acreditar que as pessoas estavam sendo sinceras quanto a sua aparência. Quando menor sempre havia escutado apelidos horríveis a respeito de sua aparência ou seu peso. Aparência por se vestir como um menino, devido a querer ser igual ao pai. Como ambos eram péssimos cozinheiros, seu pai ainda era um pouco melhor, eles sempre acabavam comendo fora e Jihee nunca ligou para seu peso. Só no ensino médio que aquilo havia virado uma preocupação e seu pai também alegando que na Academia de Policia ela teria que estar em boa forma. “Peter Pan? Então Peter Pan, será. Não se preocupe com isso, de verdade, Mogli. Pegue aqui.” Ofereceu novamente os remédios. Como alguém poderia ser tão introvertido? “Taekwondo, jiu-jitsu e boxe? Talvez você possa me dar uma aula qualquer dia desses. Antes de eu virar cantora, eu treinava luta. Queria entrar na Academia de Polícia, mas estou parada a tanto tempo que você provavelmente vai acabar comigo em questão de segundos, então pegue leve com sua noona!” Deu risada e se aconchegou junto ao menor. “Eu também não tinha muitos amigos antes da KRSA. Quero dizer, eu tenho amigos cantores e da empresa, mas não pessoas que eu conseguia me conectar? Vocês me fizeram sentir em casa novamente.” As palavras saiam de forma verdadeira de seus lábios. Fazendo com que ela corasse um pouco. “Mas não conte isso para o Robby. Ele vai usar contra mim depois.” Brincou e levantou um dedinho. “Promete?”
“You did WHAT?”
Eu pensei...Que era só bagunça. Tentei te organizar colocando as coisas do lugar, mas eu posso ter deixado cair uma ou duas coisas.
“I might have had a few shots.”
Não se preocupe! Eu acho que sei a entrada para a agência. A entrada certa dessa vez consigo nos levar de volta, mas seria bom se no meio do caminho você apontasse se estou certa ou errada.
“If you’re going to dress like that, I’m not going to let you out of my sight.”
Você acha que é muito? Foi a Batgirl que fez, e as meninas acharam lindo! Eu gostei também. Você tem um show para fazer não devia estar preocupado com isso.
“I kissed you because I didn’t know what else to do.”
Está tudo bem. Não é como se não.... se não....tivéssemos feito isso antes. Dá próxima vez, você poderia me avisar antes para eu estar um pouco preparada. Não sabia que tinha fotógrafos do lado de fora. Como você os viu para ter feito isso?
“Just pretend to be my date”.
Apenas me fale qual é o alvo! Quero dizer, tem motivos para eu ser seu encontro, né? Vamos, Gretel, me conte! Eu sempre te conto as coisas e você me deixa no escuro.
“We should get a puppy!”
We can? Seria esse meu sonho? Pensei que só pudessem ter de metal ou coisas do tipo. Mas podemos ter mesmo um cachorrinho? Eu juro que alimento e levo para passear!
@krsa-mogli @krsa-robby
“Vamos, Mogli. Pode escolher a música que quiser para cantarmos com você.” A maneira como Jihee e Robby haviam colocado Mogli sobre o cuidado dos dois haviam sido engraçada, mas ainda assim era reconfortante. Mesmo ainda envergonhada por conta da Robby tentou fingir que nada havia acontecido e agir da melhor maneira possível.
my tired heart is beating so slow
Desde que descobrira que Donghan estava na KRSA, Jihee fazia de tudo para não se encontrar com ele. Passava o dobro do tempo no dormitório do IKON ou enfiada em algum canto com pessoas conhecidas, e que tinha certeza de que não encontraria o ex-noivo. Como era possível de tantos lugares para estar...Ele estar bem ali. No mesmo lugar que ela em uma agencia secreta. Por mais que o olhar que ele havia dado a ela quando se viram no cruzeiro era de que ele poderia explicar, Jihee não queria ouvi-lo. Ele havia a largado quando ela mais precisou. Desaparecido sem nem mesmo dar uma explicação. Um recado. Seu pai havia morrido e ela estava sozinha. Que explicação teria para aquilo? Jihee havia encontrado o fundo do posso sem Donghan. Indo a bares, baladas e ficando com desconhecidos sem nem mesmo pensar duas vezes. Se não fosse a insistência de sua avó para ela seguir em frente, Jihee nem estaria ali hoje.
E aparentemente, o causar de tudo aquilo estava bem. Vivendo uma vida de agente secreto, mas tendo direito a cruzeiros, viagens e festas como aquela. Donghan estava vivendo sua vida, e Jihee seguiria a dela. Ou pelo menos, tentaria. Já fazia um tempo desde que se apresentou e estava sentada em uma das cadeiras que haviam organizado enquanto se acalmava. Era sempre assim depois de um show. A ansiedade e adrenalina ficavam no corpo dela por quase horas. Não sabia como mais um copo de água apareceu ao seu lado dos céus e ela já estava pronta para agradecer quando viu o rosto de Donghan a sua frente. Se forçando a levantar estava pronta para ir embora dali. “Eu já disse que não quero conversar.” Tentou novamente, soltando um suspiro irritado.
I thought you felt it too
O mínimo que poderia fazer para retribuir tudo que ganhara desde a KRSA havia a contatado para aquele acordo maluco era aquela apresentação e ela não poderia ter feito com mais carinho em seu coração. Ter escolhido a vida de cantora havia sido uma surpresa até mesmo para ela. Após a morte de seu pai, Jihee tinha a certeza que nunca mais gostaria de entrar em uma delegacia. A vontade de ajudar os cidadãos coreanos ainda estava dentro dela, mas não sabia como ter se conectado com algo que era da sua mãe era o que realmente havia a deixado surpresa. Jihee nunca esperava que pudesse aprender ou adquirir característica nenhuma materna, mas ali estava ela assim como a mãe cantando. Claro, a mãe era uma cantora por hobby nas horas vagas de uma lanchonete, enquanto que Jihee era uma idol coreana, mas era ainda assim um laço estranho que partilhavam.
Ela via os sorrisos nos rostos dos juniors que agora se tornavam training e imaginava como teria sido se tivesse tido aquele treinamento desde o começo. Tudo que teria acontecido, as pessoas que havia conhecido. Era engraçado viver uma vida cheia de “E Se”. Eram diversas apresentações, dela solo, das meninas PINKPUNK e os meninos do IKON. Algumas vezes eles se dividiam e faziam participações nos shows alheio e era exatamente aquilo que estava fazendo naquela hora. Jihee por estar já um bom tempo com os meninos conhecia o suficiente do repertório para cantar algumas músicas com eles. Divertia-se com seus amigos, e por fim, estava tão animada e grande parte daquilo era por conta de Robby, já estavam no final da música, quando Jihee se aproximou do mesmo e deu um pequeno beijo na bochecha dele. Um sorriso tímido brotou em seu rosto, e logo se apressou para sair dali em direção ao camarim.
Sua capa fazia com que a sua locomoção ficasse um pouco complicada, contudo não se arrependia por ter se esforçado para comparecer àquela festa. A animação nos olhos dos mais novos; ainda se lembrava da que havia sentido em sua época, então o mínimo que poderia fazer. ▬ Essa festa está muito boa.
“Eu já fui em várias festas e eventos malucos, mas os daqui sempre continuam a impressionar.” A vida da fama havia trazido vários eventos, mas ainda assim nada se comparava com as experiencias que a KRSA havia trazido para a vida da jovem cantora.
▬ Eu tenho pena de algumas pessoas que estão indo para o karaoke, mas algumas são realmente boas.
Muito boas! Daqui a pouco eu, as meninas e os meninos provavelmente perderemos nossos empregos.