@krsacamus
Mesmo com todos os acontecimentos cada vez mais absurdos rolando na agencia, a japonesa adorava o trabalho que realizava ali. A ideia de trabalhar em uma agencia secreta ainda poderia ser considerado como loucura para Karen, diante de tudo que presenciava pelos corredores e ouvia dos relatos de seus pacientes. Mas quando pesava na balança, ela gostava mesmo era de ajudar os seus semelhantes e não era por menos que durante os finais de semana ela tentava realizar pequenos trabalhos sociais pela cidade que era tão carente de cuidados ligados à mente. E era seu dever melhor ao menos que fosse um pouquinho, mesmo que ainda existisse tamanho preconceito com seu trabalho e sua origem. Oras, ela não tinha culpa por problemas políticos de décadas passadas. Ao fim da tarde tudo que restava em si era o sentimento de satisfação e dever cumprido, mesmo com seu corpo cansado e ansioso para ter um longo banho e uma pequena sessão de séries antes de apagar em sua cama confortável. Durante o trajeto para seu apartamento, acabou por mudar o trajeto e ir à direção contrária, indo até o restaurante que era tanto o seu favorito quanto o de seu pai. Os dois sempre se viam durante o dia no trabalho, mas, não existia coisa melhor do que passar um tempo saudável e em casa na companhia do homem da sua vida. Seu pai que era seu porto seguro e melhor amigo. Chegando na casa do mais velho, não precisou fazer uso da campainha, afinal ainda possuía a chave da casa que era também fora sua ate dois anos atrás, quando resolvera mudar-se para um apartamento.
Ficar um tempo longe da agência podia ser a melhor coisa para Camus ainda que no fundo ele não gostasse muito de ficar sem seu laboratório, dera um jeito de trazê-lo para casa e por isso estava enfiado nele o dia todo montando coisas novas ou até mesmo aperfeiçoando aquelas que já existiam, eram um meio dele se manter ocupado de todos os problemas que pareciam ter aparecido naquele momento.
Ficava tão entretido no que fazia que geralmente nunca via o que estava acontecendo ao seu redor, tanto que seu suto foi grande ao ouvir o barulho da porta e praticamente correr para verificar quem poderia ser. - Filha! Quase me matou de susto! - resmungou levando a mão ao coração artificial, exposto pelo fato de estar sem a camisa como sempre acontecia em casa. - O que veio fazer aqui de repente? - o sorriso tratou de aparecer assim que conseguiu se acalmar um pouco mais.













