Alguns não fazem ideia, mas o exercício físico pode melhorar o desempenho sexual. Isso como qualquer atividade física sua performance na cama depende do seu preparo físico, além disso o exercício físico ajuda no combate de disfunções sexuais que geralmente são causadas por problemas como sedentarismo, obesidade, diabetes, problemas cardiovasculares, fumo, hipertensão e até mesmo distúrbios psicológicos.
Vale lembrar que a resposta sexual em ambos os sexos é mediada por uma complexa interação entre fatores psicológicos, ambientais e fisiológico: (hormonais, vasculares, musculares e neurológicos). O exercício físico diário ajuda no combate dos problemas sexuais pois altera positivamente o funcionamento hormonal e enzimático do corpo, diminuindo os danos teciduais das celular, além também de melhorar os fatores psicológicos e sociais (maior autoestima, maior confiança no esforço físico, redução da ansiedade e depressão, maior convívio social)
Um estudo pegou 678 estudantes de universidade (474 mulheres e 204 homens) e investigou a satisfação sexual e como o exercício físico influenciava essa satisfação.
Foi mostrado que os que se exercitavam regularmente eram mais ativos sexualmente, assim como também sentiam mais satisfação durante o sexo, tornando o sexo mais prazeroso e duradouro.
O aumento nos níveis de exercício físico melhora o desempenho sexual, o desejo, a excitação, a frequência e a satisfação na atividade sexual, e diminui a insatisfação e os episódios de disfunção erétil (White, 1990).
Cada um tem seu jeito e modo de se expressar, tem gente que vai na academia apenas pra conversar e isso traz pra essa pessoa alegria, distração e amizades. Ela pode não estar esperando um corpo escultural ou perder/ganhar peso, ela pode estar ali apenas querendo fazer novos amigos.
O que pode acontecer também é que muitas pessoas acham o ambiente de academia muito monótono e parado, acabam se sentindo entediados em ter que esperar o descanso, ou nos movimentos repetitivos e exaustivos que fazem, acabam se perdendo com os números e nas conversas, então preferem se focar em algo mais dinâmico e atrativo, acabam indo nas aulas de funcional ou bike da própria academia, ou então para aulas de natação e algumas se arriscam no Crossfit não se importando com se pode ou não ser lesivo para seus problemas físicos pessoais.
O Crossfit chama tanta atenção muitas vezes pela mentalidade familiar que se tem ali. Quem vê de fora acha aquilo chato e exagerado, mas a forma com que eles atraem e retém o público deixam muitas academias de cabelo em pé.
As vezes o que a pessoa mais precisa é da academia, pois como dizem “a musculação é um remédio pra tudo”, as pessoas acabam tentando mas não se adaptam. Talvez o motivo também seja o professor, que ao invés de perguntar o que o aluno quer pra tornar aquilo mais gostoso, ele simplesmente passa o que ele acha melhor, tirando do aluno sua autonomia e obrigando ele muitas vezes a fazer algo que não gosta, ou seja, o aluno já não gosta de musculação e quando ele chega lá ainda tem que fazer outro exercício que por algum motivo pessoal não o agrada? É a mesma coisa que pegar a chatice e multiplicar por 2 e falar “fiz pensando em você”, sabemos que foi feito na melhor das intenções, mas trabalhar com pessoas, e pessoas q estão pagando pra estar ali, não é tão simples assim.
Mas o erro pode não ser do professor, as vezes a pessoa está ali por uma questão de moda, ou porque esta buscando encontrar seu espaço no meio do esporte, ou então não consegue focar nas metas de começo de ano. Parar pra entender não vale a pena, mas se você puder optar por ouvir a sugestão de alunos, saiba que você fará diferente da maioria e terá uma aprovação ainda maior, além de futuramente dar aquilo que você sabe que ele precisa pra melhorar.
OS BENEFÍCIOS DO EXERCÍCIO FÍSICO INTENSO CONTRA A DEPRESSÃO
Você sabia que fazer exercícios físicos intensos frequentemente ajuda no combate a depressão, ansiedade e outros problemas psicológicos?
Isso está associado a hormônios que são liberados durante o exercício que, a longo prazo, tem efeito de melhora em problemas psicológicos.
Um estudo dividiu 54 idosos saudáveis (66,85 ± 4,42 anos), de ambos os sexos, que foram subdivididos em 3 grupos:
Grupo A – controle (indivíduos sedentários), Este grupo foi instruído a não alterar suas atividades cotidianas e a não se engajar em nenhum programa de atividade física regular, n=18;
Grupo B – grupo de desportistas (Indivíduos sedentários que passaram a praticar exercícios físicos regularmente. treinamento com base nos parâmetros fisiológicos obtidos na avaliação inicial pressão arterial, frequência cardíaca, relação volume-intensidade de treinamento), com frequência de três vezes por semanas, com intensidade e volume determinados pela avaliação fisiológica do exercício inicial e monitorados pela frequência cardíaca de treinamento, n =18;
Grupo C – grupo de lazer (indivíduos que participam de programas de atividade física não sistematizada: hidroginástica recreativa, três dias por semana em dias alternados) n=18.
Os voluntários foram submetidos a uma avaliação inicial, na qual foram aplicados questionários que medem escores indicativos de depressão (Inventário Beck) e ansiedade (Idate Traço e Estado), também foi realizado um teste ergométrico com eletrocardiograma para estimativa do VO2 e exames laboratoriais.
Os resultados desse estudo demonstrou que os grupos B x C houve uma redução dos escores para depressão estatisticamente significativa para o grupo B, que saiu de uma depressão leve para normal. Além da depressão também houve redução nos níveis de ansiedade. E mesmo sem ter sido realizado os testes de neurotransmissores, noradrenalina e serotonina, os dados da literatura mostram como os estudos influenciam na regulação hormonal (MEEUSEN, 1995).
Algumas pesquisas ainda sugerem que exercícios físicos podem ajudar na terapia de reabilitação em pacientes com distúrbios psicológicos, atuando como catalisador de relacionamento interpessoal e estimulando a superação de pequenos desafios.
Ref
R. bras. Ci. e Mov. Brasília v. 11 n. 3 p. 45-52 jul./set. 2003
MEEUSEN, R. e DEMEIRLEIR, K. Exercise and brain neurotransmission. Sports Medicine. 1995, 20(3), 160-188.
A satisfação com a vida é algo subjetivo, é um processo de julgamento que os indivíduos avaliam com base no seu próprio critério (DIENER, 1984). As vezes pode ser definido entre equilíbrio entre afeto positivo e negativo (vivência de emoções agradáveis e desagradáveis) (RYFF, 2002) ou como a felicidade ou a satisfação com a vida (MYERS, 2004).
A prática de exercício físico intenso promove sensação de bem-estar e gratidão com a vida. Isso pode ser causado pelos resultados que alteram a autoestima, pela diminuição de hormônios do estresse, pela formação de novos hábitos que faz com que seu corpo e mente se sintam mais conectados além de outros porquês.
Um estudo português comparou 1080 jovens de diferentes regiões de Portugal, 41% homens e 59% mulheres, entre 12 a 20 anos de idade.
No fim dividiram em 3 grupos
Grupo 1 – Jovens que não tinham hábitos saudáveis, fumavam e não praticavam atividade física
Grupo 2 – Praticavam esportes recreativos algumas vezes nas semanas.
Grupo 3 – Jovens de hábitos saudáveis e que praticavam atividades físicas intensa.
No final da avaliação notaram que os indivíduos do grupo 1 tinham uma satisfação com a vida menor, principalmente do sexo feminino e nos adolescentes mais novos (12/15 e 16/17 anos). O que podemos entender de alguma forma é que nessa fase os adolescentes estão passando por fases complicadas da vida devido a questões emocionais, podemos associar essa idade ao risco de depressão entre jovens, que de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) a depressão é a segunda causa de morte entre jovens da faixa etária entre 15 e 29 anos.
Já no grupo 2 que praticavam algumas atividades recreativas durante a semana obtiveram níveis maiores de satisfação com a vida em relação ao grupo 1, porém essa diferença era apenas entre o sexo feminino e nos adolescentes de 16/17 anos.
E no grupo 3 perceberam que a satisfação com a vida era maior em todos os grupos, fosse feminino, masculino e não importava a idade e localização.
A pesquisa com o publico jovem nos faz lembrar que é nessa fase que passamos a experimentar algumas coisas da vida, além de começarmos a enfrentar o começo da pressão social, seja ela dos pais com as responsabilidades escolares e de casa, ou seja, até problemas consigo mesmo, como autoestima e problemas de aceitação social. Nessa fase da vida muitos começam a sair, ter suas relações sexuais e tentar ser “descolados” bebendo e usando drogas para ser aceito ou respeitado num determinado grupo (ROSA ALCÁZAR, 2003; TOMÁS; ATIENZA, 2002), alguns começam a despertar comportamentos mais agressivos. Esses fatores podem desencadear diversos problemas psicológicos como depressão, ansiedade, bipolaridade, entre outros (HUEBNER, 2003).
Mas o que podemos observar com esse estudo é que a satisfação com a vida está associado aos hábitos saudáveis e relação positiva com comportamentos protetores da saúde, ou seja, quanto mais o individuo buscar ser saudável e ter um estilo de vida melhor desde sua adolescencia, mais feliz ele será. (ALVES et al., 2004; ZULLING et al., 2001).
O mesmo estudo mostra também que o consumo de tabaco (encontrado no grupo 1) permitiu concluir que os jovens que consumiam o tabaco tinham índices menores de satisfação com a vida, o que vai de acordo com a pesquisa de Zulling (2001).
ref
Rev. Bras. Cienc. Esporte, Campinas, v. 30, n. 2, p. 137-149, jan. 2009
Afeta ambos os sexos, mas é mais comum em mulheres a partir dos 30 anos.
Ela é uma dor sem inflamações e sem uma origem definida. Afeta ossos, músculos, tendões e fáscias e apresenta pontos muito dolorosos à palpação em locais predeterminados chamados “pontos dolorosos ou tender points” (GASHU, 2001).
Vários estudos levam a evidencias de que, alguns fatores interagem para o aparecimento da síndrome da fibromialgia, como: predisposição genética, disfunção neuroendócrina, doença de Lyme, Epstein-Barr, infecção pelo parvovírus, HIV, hepatite C, condições externas de estresse e/ou trauma físico, distúrbio de ansiedade/depressão, estado psicológico alterado que caracteriza sua personalidade como indivíduos perfeccionista, descondicionamento físico e distúrbio do sono (CHAITOW, 2002).
A análise do líquor (liquido presente no sistema nervoso central) em indivíduos com fibromialgia revela baixas concentrações do ácido 5- hidroxi-indol-acético (metabólito do triptofano), bem como um aumento dos níveis da substância P. Mudanças nos neurotransmissores, como a serotonina, endorfina e substância P, influenciam o ciclo do sono, a percepção e modulação da dor. Os sintomas ligados à fibromialgia podem ser causados por uma deficiência relativa de serotonina.
No estudo de Costa (2005), agentes bacterianos e virais podem estar relacionados com a origem desta síndrome.
Ref:
Ver. Bras. Fisioter., 8(2) 57-64, 2001
Curr Rheumatol Reports. 2001; 3: 147-56. 16.
Rev. Bras. Reumatol. 2011; 51(3): 275-282.
Rev Bras Reumatol 2011;51(3):269-82
Rev Assoc Med Bras 2002; 48(4): 275-96
Os resultados da musculação estão além de corpo bonitos, atléticos e sensuais. Pra muitos, o simples fato de entrar em uma roupa, já gera um aumento significante da autoestima de alguém. Nem todos buscam corpos perfeitos, mas talvez emagrecer 2 cm ou ganhar um pouco a mais de peso já eleva sua autoestima para um nível que a pessoa nunca teve.
Além do beneficio estético causado pelo treinamento podemos associar também uma melhora devido às alterações hormonais causadas pelo habito de treinar. A diminuição do hormônio do estresse e aumento do hormônio do prazer gera ao corpo sensações de bem estar, trazendo um bem estar consigo mesmo.
Para Becker Junior (2000), exercício físico é causador de uma melhora na autoestima que causa benefícios em vários problemas psicológicos. O autor considera como efeito do exercício os seguintes benefícios individuais:
- redução da ansiedade de estado;
- redução de níveis baixos e moderados de depressão;
- redução de níveis de estresse;
- redução de níveis de neuroses;
- é um auxiliar no trabalho profissional na depressão severa e apresenta benefícios psicológicos em ambos os sexos e todas as idades.
Num estudo feito com adolescentes percebeu que o treinamento de força pode levar ao aumento da autoestima devido à mudança de aparência, hábitos, melhora da autoimagem e desempenho nos ganhos do treinamento.
Outros benefícios do treinamento de força na melhora da autoestima e depressão:
- O Aumento do metabolismo; isso proporcionará um melhor desempenho das funções diárias;
- A Redução do percentual de gordura; uma melhora na aparência física (estética) e uma melhora da autoimagem;
- Uma melhor qualidade do sono; devido a constantes pensamentos positivos e negativos e a problemas criados por eles próprios que o incomoda por não saber como resolvê-los e maior ativação do sistema nervoso parassimpático e aumento da produção de triptofano e serotonina (hormônios do sono);
- A diminuição dos riscos de quedas e fraturas; relacionado a comportamentos agressivos e desvios de conduta e também ao equilíbrio muscular;
- A melhora as capacidades mentais; reflexos, raciocínio e concentração;
- A prevenção de lesões; devido ao comportamento agitado, músculos mais fortes;
- A correção e minimização da má postura; é um dos fatores onde a baixa autoestima é mais facilmente identificada é na má postura;
- A minimização da ansiedade e da depressão; através do desgaste energético, do agigantamento do ego e da sensação de satisfação proporcionado pela maior liberação de endorfinas;
- A melhora da autoimagem; a maneira como o adolescente percebe o seu corpo, que para ele se torna um atrativo e consequentemente melhora a sua autoestima;
- Auxilia no combate à obesidade; relacionado à autoimagem;
- A melhora da confiança e da autoestima; é um fator que pode ser decorrente da robustez, gerada pelo aumento da massa muscular, do agigantamento do ego e da sensação de satisfação proporcionado pela maior liberação de endorfinas.
Ref
Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, São Paulo, v.1, n.3, p.1-12, Mai./Jun. 2007. ISSN 1981-9919.
Para alguns a quarentena está servindo como dias de descanso e relaxamento, até usada como uma forma de autoconhecimento, mesmo que ainda esteja trabalhando em home office, mas pra outros a quarentena está servindo para piorar seus transtornos psicológicos pelo aumento do estresse, aumentando as crises de ansiedade e até mesmo depressão, seja pela quebra de rotina, seja pela falta de contato pessoal ou até pela preocupação do “depois”.
E ai que entra a importância do exercício. Manter sua rotina de treino em casa faz com que você possa manter seu equilíbrio emocional e reduzir as cargas de estresse gerado no dia.
Já a falta do exercício e da sua rotina normal, você pode notar, que gera um aumento da preguiça, ansiedade e faz até com que você perca seus hábitos alimentares saudáveis.
Uma das doenças mais complicada dos últimos anos e que cada vez mais cresce no mundo devido aos hábitos horríveis da população atual, além do descuidado psicológico que acaba com a qualidade de vida podendo gerar o câncer.
A partir daí, começa um intensivo tratamento (com ou sem cirurgia) e processos químicos para matar as células cancerígenas.
O tratamento de câncer, seja ele qual for, exige muito do físico de cada individuo portador da doença, por isso cada vez mais tem se estudado como combater os efeitos colaterais do tratamento contra a doença.
20 mulheres foram divididas em 2 grupos.
- Experimental (57,5 ± 23,0 anos): Começar uma rotina de exercício com intensidade moderada de 60 minutos, 2 vezes por semana durante 21 semanas após a cirurgia.
- Controle (56,6 ± 16,0 anos): Seguir a rotina normalmente.
Após o tempo indicado foi avaliado a diferença da força e fadiga pós-teste e comparado aos resultados iniciais.
Foram encontradas grandes diferenças entra os grupos. A fadiga diminuiu e a força aumento no grupo que se exercitou frequentemente. Ou seja, treine. Não tenha medo de pegar mais pesado ao longo do tempo, ainda mais que os melhores resultados são obtidos com exercício moderados pra cima.
Ref
Rev Bras Med Esporte vol.12 no.3 Niterói May/June 2006
O tratamento do câncer acaba trazendo aos pacientes diversos efeitos colaterais como: náusea, perda de apetite, perda de cabelo, depressão, ganho de peso, dificuldade respiratória, perda de força muscular e fadiga (American Cancer Society - ASC, 2005).
A fadiga foi o efeito colateral mais comum entre os pacientes, sendo encontrada em 70% dos pacientes durante o tratamento e 30% após o fim do tratamento pelo resto da vida (Dimeo, 2005).
A fadiga causada pelo tratamento do câncer não é a mesma fadiga que sentimos após exercícios físicos ou um dia cansativo de trabalho, a fadiga causada pelo tratamento deveriam ser vistas como multifatoriais e associadas tanto ao descondicionamento físico quanto emocional que ocorre após um diagnóstico de câncer e seu tratamento (Mock, 2001).
Deixar de fazer atividade física pode piorar os efeitos colaterais, aumentando também a sensação de fadiga (Dimeo, 1999). Se associar as causas dos colaterais mais a diminuição da atividade física junto com a perda da força muscular faz com que outras doenças possam se desenvolver devido à baixa qualidade de vida e aumento de sedentarismo.
ref
Rev Bras Med Esporte vol.12 no.3 Niterói May/June 2006
“Aff, esse treino não me causa dor! Como vou ter resultados assim?”
Vá com calma, mero mortal.
O fato do seu corpo se movimentar significa que tem algum músculo realizando trabalho, além do mais, se você se movimenta com peso significa, também, que ele está trabalhando com certa intensidade e gerando dano muscular.
Isso não significa que seu músculo ficará doendo. Já pensou sentir dor por levantar uma panela pesada do fogão?
É comum doer, principalmente nas primeiras 72h pós-treino, mas e se não doer, não terá resultados? Terá.
Existem muitos tipos de dores pós-treino, tem a DMIT (Dor muscular de inicio tardio), tem a dor durante o treino, aquela que queima quando você esta fazendo o exercício, tem aquela dor quando você faz algo errado (essa aqui significa que você está com um problemão ) e por ai vai.
A dor pode varias entre uma dor enorme, a ponto de te deixar com dificuldade de fazer tais movimentos e até te fazer desistir de ir na academia (principalmente se você for iniciante) ou pode ser uma dor suportavelmente gostosa, que te faz sorrir ao lembrar do porquê está doendo.
A DMIT tem como característica uma sensação de desconforto e/ou dor na musculatura que ocorre algumas horas após o treino (TRICOLI, 2001). A dor aparece, geralmente, 8 horas após o treino, e piora entre 24 e 72h, sendo que esta percepção depende da intensidade e volume do esforço, bem como, do tipo de exercício realizado (CLARKSON, 2002). Toda essa dor é causada pela migração de células reparadoras do corpo para recuperar o tecido muscular.
Nosaka e Newton perceberam nos seus estudos que a dor diminuía conforme o individuo continuasse praticando exercícios. Sendo assim não é que seu corpo não está mais tendo resultados, mas sim que está mais tolerante a dor e ao estimulo.
Então pare de associar dor ao ganho, mas se quiser sentir dor procure mudar algumas variáveis.
DEPRESSÃO X TERCEIRA IDADE X EXERCÍCIO FÍSICO = BOAS NOTÍCIAS
Notamos hoje em dia o aumento de doenças psicológicas ligada a fatores hormonais, alimentares, psicológicos, afetivos e mais uma porrada de coisa que pode gerar doenças como transtornos, síndromes, depressão, ansiedade, entre outras.
Na terceira idade isso também é muito comum, devido ao abandono e as alterações hormonais provenientes da idade temos muitos idosos que sofrem de depressão e foi pensando nisso que um estudo decidiu separar 52 idosos em 4 grupos.
- 9 idosos em treinamento aeróbico moderado (TA);
- 6 idosos em treinamento de força moderado (TF);
- 16 idosos em exercícios diversos de baixa intensidade (BI);
- 21 idosos no grupo de controle (GC);
Depois de três meses de treino somente os grupos TA e TF reduziram significativamente os sintomas de depressão, sendo que.
TA: melhora nos aspectos físicos e redução de dor.
TF: melhora na capacidade física e aspectos físicos, sociais e melhora na saúde mental.
GC: piora no aspecto social.
BI: Nenhuma alteração significativa.
Nesse estudo é possível ver como o exercício físico com intensidade moderada pode ajudar um grupo muitas vezes subestimado. É muito comum professores ter medo de passar exercícios mais intensos para idosos por medo de alguma complicação durante o treinamento, mas se tudo for feito da maneira certa e periodizada tudo tende a correr com resultados expressivamente bons não só para a depressão, mas também para a melhora na qualidade de vida.
ref
Rev Bras Ativ Fis e Saúde • Pelotas/RS • 19(2):205-214 • Mar/2014
RYAN & DECI (2000a) falam sobre a “amotivação” que é percebida em indivíduos que não identificaram motivos para começar à prática de exercícios físicos. De acordo com esses indivíduos a musculação, por exemplo, não trará nenhum benefício a ele.
Um estudo publicado na Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício mostra que a motivação que leva os indivíduos a frequentarem a academia é por estética, saúde, hábito, ordem médica.
O mesmo estudo mostra que após um tempo de prática as motivações de continuar no exercício mudam, as motivações de maior porcentagem é a melhora da qualidade de vida, hipertrofia, emagrecimento, manutenção física, redução do estresse. Já os benefícios observados pelos praticantes ao longo do tempo foram:
- Melhora da saúde em geral,
- Emagrecimento,
- Aumento da autoestima,
- Hipertrofia,
- Diminuição da insônia e melhora do sono,
- Maior disposição para o trabalho,
- Melhora do estresse.
Mas e ai, você sabe o que te faz continuar?
Ref
Psicologia em Revista, Belo Horizonte, v. 16, n. 2, p. 351-369, ago. 2010
Uma pesquisa de Matsudo e Matsudo (1992) diz que parte dos problemas de saúde que atingem os idosos vem de problemas ligado ao sedentarismo e que os benefícios da atividade física pode melhorar a vida desse.
Leite (2000) também viu que vários problemas podem ser evitados se ao longo da vida o individuo realizar alguma prática esportiva. Uma pesquisa realizada por Matsudo (2001) sobre mulheres com mais de 50 anos de idade mostrou que cada uma tinha como motivação da prática esportiva indicação médica (38,3%), amigos (33,3%), familiares (10,4%) e procura por companhias (10,4%).
É importante lembrar que com o passar do tempo o individuo passa a ser mais sozinho e alguns abandonados pelos familiares, Amorim e Alberto (1996) afirmam que a atividade física pode ser uma estratégia para os idosos saírem do isolamento social e passar a receber mais atenção, conhecer novas pessoas e sair do tédio.
Sendo assim, pegue seu pai, sua mãe, seus avós, algum idoso andando na rua e leve pra academia, leve-os para socializar, ficar saudáveis e cheio de vitalidade e amiguinhos
ref
Rev Bras Med Esporte _ Vol. 7, Nº 1 pag 1 - 11 – Jan/Fev, 2001
De acordo com o princípio da individualidade biológica quanto menos treinado o individuo é mais treinável ele fica (Hoffman, 2014).
Traduzindo pro português, se alguém nunca treinou consegue obter resultados mais rápidos, se alguém já é treinado precisa de treinamentos mais intensos e volumosos.
E ai eu pergunto pra você que está no esporte, seja praticando ou treinando alguém, por que e pra que passar diversos exercícios e sistemas de treino pra um ser vivo que começou a treinar musculação há 3 dias sendo que baixo volume e baixa intensidade trará o mesmo resultado com melhor aceitação do individuo?
Lembrando que um dos principais fatores de desistência das pessoas nas academias é pelas dores causadas pelo alto volume e intensidade nos exercícios e por achar que musculação é um bicho de sete cabeças. Vamos com calma, por etapas.
Uma pesquisa com mulheres idosas com sobrepeso e obesidade mostrou que associar treino e dieta equilibrada aumenta os resultados sobre o emagrecimento.
A pesquisa dividia as mulheres em dois grupos, um grupo só com dieta e o outro dieta e treino durante 40 semanas.
Em questão estética o resultado foi que a gordura diminuiu mais no grupo que treinou e comeu direito.
Na questão de saúde, também foi percebido uma melhora no grupo que seguiu treino e dieta, algo que você pode ver na tabela puxando a foto ao lado.
Ref:
Rev. Nutr., Campinas, 17(4):479-489, out./dez., 2004
Flexão lombar no estágio profundo do agachamento por causa das limitações de mobilidade nas articulações da pelve e quadril.
É importante manter as curvas naturais em sua coluna para impedir uma tensão na lombar inferior.
No agachamento total, a liberdade de movimento e a boa mobilidade nas articulações do quadril e na pelve são essenciais para manter curvas espinais neutras.
Realize o agachamento até o estágio em que não podemos manter a curva lombar. Em outras palavras, adapte o agachamento completo às necessidades do cliente.
Cada cliente tem o seu "completo ", mesmo que isso significa não agachar totalmente.
Antes de realizar um agachamento ou qualquer outro exercício de perna, devemos criar uma base estável a partir do pé através dos músculos do quadril e até os músculos do abdômen.
Uma base estável equilibrará a carga em todas as articulações e ossos.
Como fazemos isso?
Você pode executar duas ações que podem ativar todos os músculos relevantes:
1. Pressione o dedão no chão.
2. Gire o quadril externamente – conduzir o joelho para fora, e ao mesmo tempo empurre as pernas para os lados como se você quiser separá-las.
Fixar o pé e girar o quadril preservará o arco do pé e a estabilidade do joelho e do quadril. Movendo as pernas separadas e contratando o assoalho pélvico ativará músculos adicionais, entre eles os abdutores do quadril.