Mudou-se de Paris para Arcanum há apenas alguns dias.
Homossexual.
Possuí 1,80 de altura, porte físico magro-atlético.
Temperamento: melancólico.
Bibliotecário e escritor de romances.
Amante de artes, vinho e beijos lira.
Cabelos negros na altura dos ombros, olhos vermelhos.
Francês, alemão e inglês.
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BACKGROUND:
Talvez um dos séculos mais lembrados e até mesmo celebrados até hoje seja o século XXI, talvez o século mais revolucionário da história europeia. Napoleão Bonaparte modificou grande parte do mapa europeu, a Era Vitoriana teve seu início, a grande revolução cultural e industrial.. Foi justamente nesse necessário que Ellunë surgiu.
Isso mesmo, surgiu.
Ninguém sabe ao certo como o pequeno menino de olhos puxados - provavelmente proveniente de algum canto da Ásia, talvez Coreia? - surgiu na corte francesa como o filhinho caçula do Duque de Normandia mas certamente foi um dos belos escândalos que atraiu os olhares para si. Além disso, o menino caiu nas graças da Rainha Vitória cujo tinha costume de tratá-lo como seu próprio filho, Ellunë sempre era um “diamante” em meio aos bailes da coroa por sua aparência tão singular que encantava à todos ao seu redor, fossem homens ou mulheres. Ou outra coisa.
O menino de feições delicadas no auge das suas 21 primaveras era um exímio pintor e instrumentista, especialmente pela lira. E essa coisa sabia daquilo.
Talvez ser sempre tão mimado e protegido fora o erro dos seus tutores ao seu redor, não lhe ensinaram os males e maldades do mundo. Seduzido pela promessa de uma nova lira, fora pego numa emboscada como um coelhinho diante de seu feroz predador, e era realmente assim que se sucedeu.
Mikhail estava no auge do seu primeiro século de existência a solidão do Abraço bateu com força em seu peito cujo o coração já não mais pulsava. Em sua viagem explorando a novidades humanas, era fácil manipular a mente de um ou de outro para que o deixassem entrar em meio às grandes festas oferecidas pela corte e foi lá que sua obsessão tomou conta de si enchendo o peito do vampiro secular juntamente de um sentimento de pura euforia muito semelhante àquilo que jurava ter esquecido o nome.
Estava completamente apaixonado pelo exótico e belíssimo humano e não mediria esforços para tê-lo consigo.
E após meses seguindo Ellunë, adentrando pela penumbra da noite em seus aposentos apenas para o observar dormir, a ideia de trazê-lo para longe dos demais e assim, finalmente, tê-lo como seu companheiro por toda a eternidade se concretizou.
Após tornar-se uma criatura noturna, embora com o descontrole esperado de um recém-criado, Mikhail não poderia estar mais realizado, não estaria sozinho afinal de contas. Bem, era isso o que esperava.
As revoltas contra os vampiros assolou a Europa, Mikhail fora gravemente ferido em um dos confrontos e, como um último suspiro de “desvida”, mandou Ellunë para o mais longe o possível das rebeliões, sendo acolhido pelos parentes de Mikhail na Transilvânia.
O restante dos séculos foram de puro luto, não saindo além de ir aos jardins e se recolhendo aos seus aposentos em pura melancolia. Cansados de ver alguém tão "jovem" preso como um pássaro, conseguiram convencer Ellunë a ir buscar novos ares. E de fato, fora algo bom para si. Passou a conhecer novos países e novas culturas até chegar em Arcanum... O que não sabia era que ficaria preso no lugar. Agora, seu trabalho era transformar aquele lugar em seu lar após ser acolhido pelo Clã Sangue de Prata.
𓂃 ࣪˖ Ser um novato naquela cidade estranha lhe causava arrepios, sentia como se seus movimentos estivessem sendo cuidadosamente analisados, em especial pelos demais membros do Clã, e Ellunë não lhe tirava a razão... Mas não podia deixar de pontuar o quão insuportável e estressante aquilo era.
Com o livro em mãos, aquela área de piquenique lhe parecia deveras agradável, precisava pôr os pensamentos em ordem um lugar tranquilo; Só não esperava o convite inesperado daquele estranho. O francês sorriu de maneira cortês fechando o livro para lhe dar total atenção ao acomodar-se no espaço à sua frente.
- Então tens o costume de dividir comidas com estranhos, monsieur? - O sotaque francês era fortíssimo em cada palavra.
Elias olhou o desconhecido que se acomodava à sua frente, a sensação de desconforto sumindo do peito. A pergunta do estranho parecia um pouco irônica, e ele não sabia se devia dar risada ou levar aquilo mais a sério. A situação era bizarra, mas era possível que ele precisasse mesmo de alguma companhia, qualquer uma.
"Acho que não costumo, mas hoje a situação me obrigou a reconsiderar" respondeu, tentando soar leve, mas sua voz traía o esforço para manter a calma. Ele mexeu um pouco na comida, olhando para o outro, tentando desviar a atenção de si mesmo. "Você tem o costume de sentar na mesa com estranhos?"
𓂃 ࣪˖ Era uma situação inusitada, mas Ellunë estava cansado de passar tanto tempo sozinho, talvez fosse por isso que estava ali, sentado de frente para um desconhecido em meio ao tom bem humorado.
- Na verdade... Não tenho muito o costume de conversar. Acho que até esqueci como se faz. - Uma risada baixa e sem graça fez-se presente analisando meticulosamente cada mover do loiro, desde o piscar dos olhos até a pulsação sanguínea no pescoço. Engoliu à seco abaixando o olhar, talvez estivesse o fazendo excessivamente? Provavelmente. Mas era inevitável. Suspirou em meio à um pequeno sorriso gentil, o livro sendo deixado ao seu lado no banco podendo dar toda e completa atenção ao outro rapaz.
- Mas estou aberto à novos costumes. À propósito, sou Ellunë Du'Valois, enchanté.
🗝️ starter aberto para qualquer um.
📍 vila natalina, uma mesa perto das barracas.
✦ ⋰ Elias achou que o encontro estava indo bem, mas a garota disse que ia ao banheiro e tinha 25 minutos que ele esperava ela voltar. O tempo foi passando e ele começou a suspeitar que não era por causa da fila. A comida que pediu para os dois na barraca lotava a mesa de piquenique, e ele, sentado sozinho, começou a pensar se a conversa tinha sido tão ruim a ponto de ela simplesmente sumir.
'"Oi, tá com fome?" Eli perguntou em voz alta para muse que passava perto das mesas. "Parece que eu levei um bolo e acabei pedindo comida demais por causa do estresse." Ele admitiu com uma risada sem graça, esfregando a nuca de forma nervosa enquanto apontava para o assento vazio e a grande quantidade de comida à sua frente. "Fique à vontade." O gesto meio desajeitado e um tanto forçado era sua tentativa de lidar com a situação de uma maneira cômica, sabendo que as coisas não haviam saído como ele esperava.
𓂃 ࣪˖ Ser um novato naquela cidade estranha lhe causava arrepios, sentia como se seus movimentos estivessem sendo cuidadosamente analisados, em especial pelos demais membros do Clã, e Ellunë não lhe tirava a razão... Mas não podia deixar de pontuar o quão insuportável e estressante aquilo era.
Com o livro em mãos, aquela área de piquenique lhe parecia deveras agradável, precisava pôr os pensamentos em ordem um lugar tranquilo; Só não esperava o convite inesperado daquele estranho. O francês sorriu de maneira cortês fechando o livro para lhe dar total atenção ao acomodar-se no espaço à sua frente.
- Então tens o costume de dividir comidas com estranhos, monsieur? - O sotaque francês era fortíssimo em cada palavra.