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Você fez do meu corpo o seu próprio altar sagrado, só pra decidir um tempo depois que você nem gostava de rezar tanto assim.
Você fez do meu corpo o seu próprio altar sagrado, só pra decidir um tempo depois que você nem gostava de rezar tanto assim.
Queria pedir desculpas para mim mesma por ser assim tão eu e não ser capaz de me mudar, e não poder me livrar de mim.
“Sentia vontade de chorar, mas não saía lágrima alguma. Era só uma espécie de tristeza, de náusea, uma mistura de uma com a outra, não existe nada pior. Acho que você sabe o que quero dizer, todo mundo, volta e meia, passa por isso, só que comigo é muito frequente, acontece demais.”
— Charles Bukowski.
Você fez do meu corpo o seu próprio altar sagrado, só pra decidir um tempo depois que você nem gostava de rezar tanto assim.
Acho que naquele dia selamos um pacto silencioso. Exatamente um ano atrás, naquele mesmo mês, não tínhamos ideia do que íamos nos tornar. Eu não tinha ideia do impacto que você iria causar na minha vida, apesar de temer, lá no fundo, que o estrago seria enorme pra mim. Você me atormentou como um fantasma por tantos meses, retornou dos mortos pra me assombrar só pra morrer novamente no mesmo lugar que nós dois nos encontramos na primeira vez. Naquele dia, enquanto você seguia em frente e eu assistia, ao mesmo tempo que tentava me distrair com corpos insignificantes e trocas vazias de sentimento, eu finalmente entendi o que eu significava pra você. E entendi, finalmente, o que tudo aquilo significava: era o fim. O fim de um ciclo tóxico e vicioso. O fim de algo que me atormentou, me sugou e acabou com minhas energias. Era o fim do que nunca fomos mas também o fim do que poderíamos ter sido. Não havia mais espaços para “e se”. Não havia nenhuma outra conclusão a não ser do óbvio, que sempre esteve na minha frente. Não há mais nada além de memórias. Você virou passado. Você preferiu virar apenas uma memória com o gosto mais azedo e difícil de engolir, ao invés de se tornar agridoce como todos os outros que passaram. Você preferiu a si e eu finalmente aprendi a escolher a mim. Nós finalmente tivemos um fim. Não aquele fim que queríamos, mas o que merecíamos. Você é o pó que a gente varre pra debaixo do tapete da sala, a memória traumática, o assunto proibido, o embrulho ácido no estômago pronto pra sair pela boca a qualquer momento. Você virou tudo aquilo de ruim que eu já sabia que você era, mas insisti em não acreditar. Naquele dia selamos um pacto silencioso. Você escolheu o caminho oposto, foi embora e não olhou pra trás. Eu segui os mesmos passos, te enterrando de vez no meio do caminho.
– O nosso fim.
textos para tocar cicatrizes 🫀
Acho que naquele dia selamos um pacto silencioso. Exatamente um ano atrás, naquele mesmo mês, não tínhamos ideia do que íamos nos tornar. Eu não tinha ideia do impacto que você iria causar na minha vida, apesar de temer, lá no fundo, que o estrago seria enorme pra mim. Você me atormentou como um fantasma por tantos meses, retornou dos mortos pra me assombrar só pra morrer novamente no mesmo lugar que nós dois nos encontramos na primeira vez. Naquele dia, enquanto você seguia em frente e eu assistia, ao mesmo tempo que tentava me distrair com corpos insignificantes e trocas vazias de sentimento, eu finalmente entendi o que eu significava pra você. E entendi, finalmente, o que tudo aquilo significava: era o fim. O fim de um ciclo tóxico e vicioso. O fim de algo que me atormentou, me sugou e acabou com minhas energias. Era o fim do que nunca fomos mas também o fim do que poderíamos ter sido. Não havia mais espaços para “e se”. Não havia nenhuma outra conclusão a não ser do óbvio, que sempre esteve na minha frente. Não há mais nada além de memórias. Você virou passado. Você preferiu virar apenas uma memória com o gosto mais azedo e difícil de engolir, ao invés de se tornar agridoce como todos os outros que passaram. Você preferiu a si e eu finalmente aprendi a escolher a mim. Nós finalmente tivemos um fim. Não aquele fim que queríamos, mas o que merecíamos. Você é o pó que a gente varre pra debaixo do tapete da sala, a memória traumática, o assunto proibido, o embrulho ácido no estômago pronto pra sair pela boca a qualquer momento. Você virou tudo aquilo de ruim que eu já sabia que você era, mas insisti em não acreditar. Naquele dia selamos um pacto silencioso. Você escolheu o caminho oposto, foi embora e não olhou pra trás. Eu segui os mesmos passos, te enterrando de vez no meio do caminho.
– O nosso fim.
Eu achei aquele cara que você falava que eu merecia. Eu finalmente achei a pessoa que eu sempre mereci, mas lá no fundo eu não sabia, ou achava que não era digna. Eu achei o cara que você disse que iria me enxergar como eu realmente era, cada pedacinho de mim. O bom, o feio, e o mau. Eu achei alguém que não faz o meu peito encher de incertezas e arranca o ar dos meus pulmões e me deixa sem respirar. Enquanto você me causava as piores crises que eu poderia ter, ele me acalma e conforta na pior das minhas tempestades. Eu não tenho dúvidas com ele do mesmo jeito que eu tive com você. Eu achava que eu andava de mãos dadas com o caos, porque era a única coisa que eu conhecia, mas eu finalmente entendi que o caos era você. Quando eu decidi soltar a sua mão, eu finalmente pude compreender o significado de amor calmo e sereno. Eu achei uma pessoa que adora cada pedacinho de mim e faz questão de demonstrar isso a todo momento. Eu achava que eu era difícil de ser amada, difícil de lidar, porque era o que você me fazia sentir. Eu achei alguém em que eu posso descansar a cabeça no travesseiro e não me preocupar se na manhã seguinte ele ainda vai me amar ou achar alguém melhor que eu. Eu encontrei alguém que eu não preciso andar em círculos ou encarar labirintos. Eu achei alguém que prefere fazer as minhas maçãs do rosto ficarem doloridas de tanto sorrir do que fazer os meus olhos arderem de tanto chorar. Alguém que eu até tentei fugir, mas que, finalmente, não me deixou ir. Achei alguém que todos os meus “e se” são imagens de planos futuros, e não pensamentos sobre o que poderia ter sido no passado. Eu sei que o eu quero ser com ele, sei o que eu quero viver com ele. Eu encontrei alguém que eu consigo imaginar dentro das pequenas coisas da minha rotina. Eu achei alguém que a minha eu criança sempre se perguntou, ao olhar para outros casais na rua, se um dia teria aquilo. Depois de tanto tempo te achando em lugares aleatórios, te vendo nas esquinas e ruas que eu sabia que você havia pisado, de ansiar achar você em qualquer lugar, eu finalmente achei alguém que não tem nada a ver com você.
“Mas a lição que eu aprendi é que não vale a pena consertar um carro pela décima vez. É mais fácil comprar um novo e fim de papo. Afinal, eu bem que tentei consertar meu relacionamento com algumas pessoas e só ganhei mais e mais poses e menos e menos verdades. Ainda que doa deixar pessoas morrerem, se agarrar a elas é viver mal assombrado.”
— Tati Bernardi.
Eu achei aquele cara que você falava que eu merecia. Eu finalmente achei a pessoa que eu sempre mereci, mas lá no fundo eu não sabia, ou achava que não era digna. Eu achei o cara que você disse que iria me enxergar como eu realmente era, cada pedacinho de mim. O bom, o feio, e o mau. Eu achei alguém que não faz o meu peito encher de incertezas e arranca o ar dos meus pulmões e me deixa sem respirar. Enquanto você me causava as piores crises que eu poderia ter, ele me acalma e conforta na pior das minhas tempestades. Eu não tenho dúvidas com ele do mesmo jeito que eu tive com você. Eu achava que eu andava de mãos dadas com o caos, porque era a única coisa que eu conhecia, mas eu finalmente entendi que o caos era você. Quando eu decidi soltar a sua mão, eu finalmente pude compreender o significado de amor calmo e sereno. Eu achei uma pessoa que adora cada pedacinho de mim e faz questão de demonstrar isso a todo momento. Eu achava que eu era difícil de ser amada, difícil de lidar, porque era o que você me fazia sentir. Eu achei alguém em que eu posso descansar a cabeça no travesseiro e não me preocupar se na manhã seguinte ele ainda vai me amar ou achar alguém melhor que eu. Eu encontrei alguém que eu não preciso andar em círculos ou encarar labirintos. Eu achei alguém que prefere fazer as minhas maçãs do rosto ficarem doloridas de tanto sorrir do que fazer os meus olhos arderem de tanto chorar. Alguém que eu até tentei fugir, mas que, finalmente, não me deixou ir. Achei alguém que todos os meus “e se” são imagens de planos futuros, e não pensamentos sobre o que poderia ter sido no passado. Eu sei que o eu quero ser com ele, sei o que eu quero viver com ele. Eu encontrei alguém que eu consigo imaginar dentro das pequenas coisas da minha rotina. Eu achei alguém que a minha eu criança sempre se perguntou, ao olhar para outros casais na rua, se um dia teria aquilo. Depois de tanto tempo te achando em lugares aleatórios, te vendo nas esquinas e ruas que eu sabia que você havia pisado, de ansiar achar você em qualquer lugar, eu finalmente achei alguém que não tem nada a ver com você.
Eu achei aquele cara que você falava que eu merecia. Eu finalmente achei a pessoa que eu sempre mereci, mas lá no fundo eu não sabia, ou achava que não era digna. Eu achei o cara que você disse que iria me enxergar como eu realmente era, cada pedacinho de mim. O bom, o feio, e o mau. Eu achei alguém que não faz o meu peito encher de incertezas e arranca o ar dos meus pulmões e me deixa sem respirar. Enquanto você me causava as piores crises que eu poderia ter, ele me acalma e conforta na pior das minhas tempestades. Eu não tenho dúvidas com ele do mesmo jeito que eu tive com você. Eu achava que eu andava de mãos dadas com o caos, porque era a única coisa que eu conhecia, mas eu finalmente entendi que o caos era você. Quando eu decidi soltar a sua mão, eu finalmente pude compreender o significado de amor calmo e sereno. Eu achei uma pessoa que adora cada pedacinho de mim e faz questão de demonstrar isso a todo momento. Eu achava que eu era difícil de ser amada, difícil de lidar, porque era o que você me fazia sentir. Eu achei alguém em que eu posso descansar a cabeça no travesseiro e não me preocupar se na manhã seguinte ele ainda vai me amar ou achar alguém melhor que eu. Eu encontrei alguém que eu não preciso andar em círculos ou encarar labirintos. Eu achei alguém que prefere fazer as minhas maçãs do rosto ficarem doloridas de tanto sorrir do que fazer os meus olhos arderem de tanto chorar. Alguém que eu até tentei fugir, mas que, finalmente, não me deixou ir. Achei alguém que todos os meus “e se” são imagens de planos futuros, e não pensamentos sobre o que poderia ter sido no passado. Eu sei que o eu quero ser com ele, sei o que eu quero viver com ele. Eu encontrei alguém que eu consigo imaginar dentro das pequenas coisas da minha rotina. Eu achei alguém que a minha eu criança sempre se perguntou, ao olhar para outros casais na rua, se um dia teria aquilo. Depois de tanto tempo te achando em lugares aleatórios, te vendo nas esquinas e ruas que eu sabia que você havia pisado, de ansiar achar você em qualquer lugar, eu finalmente achei alguém que não tem nada a ver com você.
É agridoce o sabor do fim. O nosso fim, pra ser mais específica. Nunca pensei que me sentiria tão certa e pronta pra algo como eu me sinto agora. Por meses achei que a responsabilidade de carregar o que quase fomos deveria ser somente minha, afinal, você nem deve ao menos se lembrar. Mas aí eu me pergunto, se eu fui tão insignificante assim na passagem da tua vida, então por que os teus olhos ainda procuram por mim em uma multidão? Por que você precisa reafirmar a sua presença em cada lugar que dividimos a mesma respiração? Eu costumava me afetar com essas pequenas coisas, até finalmente entender que, no final do dia, era tudo sobre você. Sempre foi somente sobre você. Os seus sentimentos, as suas vontades, as suas certezas e indecisões. Nunca foi sobre mim ou sobre nós. Nada, nenhuma ação exercida pelo seu corpo ou qualquer pensamento executado pela sua mente tinha como preocupação final eu ou o meu bem estar. Tudo sempre girou em torno de você. É triste pensar que eu gastei tanto tempo orbitando em torno de você, vivendo no seu universo, tentando adentrar as camadas mais profundas do seu interior que você nunca fez a mínima questão de me mostrar. Quando você beija ela, é o meu gosto que você queria sentir? Será que ela sabe das promessas vazias e mentirosas que saem da sua boca quando você quer conseguir algo pra si? Será que ela sabe que as suas inconsistências causaram tremores naqueles que não tinham nada a ver com os teus abalos? Ela sabe que esse teu sorriso fácil equivale ao sorriso do gato de Cheshire? Será que ela sabe que, quando a noite cai e a solidão bate na sua porta, você precisa desesperadamente de alguém que te livre da sua própria solidão e pensamentos conflitantes? Para a próxima que vier, eu desejo apenas boa sorte. Eu poderia desejar que você fosse melhor ou ter a ingênua esperança de que talvez as suas atitudes não se repitam, que os teus espinhos não sejam capaz de cortar outras pessoas que passam pelo caminho, mas, pela primeira vez, isso não é sobre você. Nada mais é sobre você.
– Um inventário de nós.
É agridoce o sabor do fim. O nosso fim, pra ser mais específica. Nunca pensei que me sentiria tão certa e pronta pra algo como eu me sinto agora. Por meses achei que a responsabilidade de carregar o que quase fomos deveria ser somente minha, afinal, você nem deve ao menos se lembrar. Mas aí eu me pergunto, se eu fui tão insignificante assim na passagem da tua vida, então por que os teus olhos ainda procuram por mim em uma multidão? Por que você precisa reafirmar a sua presença em cada lugar que dividimos a mesma respiração? Eu costumava me afetar com essas pequenas coisas, até finalmente entender que, no final do dia, era tudo sobre você. Sempre foi somente sobre você. Os seus sentimentos, as suas vontades, as suas certezas e indecisões. Nunca foi sobre mim ou sobre nós. Nada, nenhuma ação exercida pelo seu corpo ou qualquer pensamento executado pela sua mente tinha como preocupação final eu ou o meu bem estar. Tudo sempre girou em torno de você. É triste pensar que eu gastei tanto tempo orbitando em torno de você, vivendo no seu universo, tentando adentrar as camadas mais profundas do seu interior que você nunca fez a mínima questão de me mostrar. Quando você beija ela, é o meu gosto que você queria sentir? Será que ela sabe das promessas vazias e mentirosas que saem da sua boca quando você quer conseguir algo pra si? Será que ela sabe que as suas inconsistências causaram tremores naqueles que não tinham nada a ver com os teus abalos? Ela sabe que esse teu sorriso fácil equivale ao sorriso do gato de Cheshire? Será que ela sabe que, quando a noite cai e a solidão bate na sua porta, você precisa desesperadamente de alguém que te livre da sua própria solidão e pensamentos conflitantes? Para a próxima que vier, eu desejo apenas boa sorte. Eu poderia desejar que você fosse melhor ou ter a ingênua esperança de que talvez as suas atitudes não se repitam, que os teus espinhos não sejam capaz de cortar outras pessoas que passam pelo caminho, mas, pela primeira vez, isso não é sobre você. Nada mais é sobre você.
– Um inventário de nós.
por muitas vezes acho que te superei até esbarrar em alguma memória que construímos pelas ruas da cidade até sentir algum cheiro que me lembra você até escutar alguma música e, automaticamente, sentir o som da tua risada dizendo “essa é a minha música favorita” por mais que eu queira acreditar que você não está em tudo, em algumas coisas você ainda está. me pergunto como funciona para outras pessoas o processo de esquecer alguém. se elas choram quando voltam ao mesmos lugares nos quais costumavam ser felizes; se apenas balançam a cabeça, em sinal de resignação ou respeito pelo fim ali decretado, pelo fim que se mostra soberano e imutável: nunca mais aquele restaurante, aquela festa, aquela série, aquela música será a mesma. as coisas possuem outro gosto quando se misturam à palavra ruptura. não somos os mesmos depois que o fim nos ultrapassa feito luz. e eu me pergunto quando é que vou deixar de te ver na praia, no rosto de alguns de nossos amigos, nos textos que evito escrever para não te recriar e não me leve a mal, eu não tenho nada contra você, eu só quero seguir a vida sem olhar para trás, para as páginas rasgadas do passado eu quero olhar para os lugares e me reconhecer neles, eu quero comer pizza às sextas e não sentir que esse ritual pertencia a nós porque não há um “nós” agora porque existe apenas “eu” e ser eu, hoje, depende de uma distância considerável de tudo aquilo que pensei que era quando estava contigo ainda assim, aos pouquinhos, eu vou te deixando para trás eu vou me deixando também eu vou te vendo ficar para trás junto com as ruas por onde costumávamos ser felizes.