o que vc fez no cabelo?
Acredito que não tenha feito coisa alguma, mas essa manhã fiz tranças diferentes.
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@lady-macfadyen-blog
o que vc fez no cabelo?
Acredito que não tenha feito coisa alguma, mas essa manhã fiz tranças diferentes.
E quando Amelia for pra Gorlan, você vai junto?
Acredito que sim. Como sua dama de companhia, devo estar sempre próxima a Amelia, pelo menos até encontrar um marido. Mas eu não penso muito nisso, tenho certeza que a vida em Gorlan será ótima.
Bicha, teu cabelo reluz mais que o dragão de luz minha nossa
Obrigada, uso loreal gorlan
Dane-se amelia, você devia ser a princesa
Ahn... Acho que... Obrigada, mas eu nunca pensaria em ao menos querer algo como isso. Estou muito feliz em minha atual situação.
Concorda que homens são que nem vinho? (quanto mais velho melhor?)
Eu... Eu acho que não tenho como responder-lhe isso.
Oi linda, ouvi que você gosta de dragões
Eles são criaturas maravilhosas! Como alguém poderias não gostar deles?
Let us share what we see » Charlotte and Richard
Logo após terminar de falar aquilo para Charlotte respirou fundo, aliviado por finalmente ter tido a oportunidade de desabafar com alguém e de também a dama não se mostrar incomodada com isso, muito pelo contrário, o que o fez ficar feliz por ter confiado em alguém que com certeza não o iria desapontar. - Sim, basicamente é. - Assente respondendo há questão que esta colocara e sorriu largamente com o que ela falou de seguida. - Obrigado eu Charlotte, por me ter ouvido e guardar o segredo. - Assente piscando e olha para a prateleira cheia de livros, vários indicavam títulos que envolviam dragões e Richard procurava por um que o pudesse ajudar, mas logo viu Charlotte pegar um grande livro, parecia bem antigo e levou-o até uma mesa. O cavaleiro seguiu-a e puxou a cadeira para ela se sentar, sentando-se na cadeira do lado e abriu o livro, que tinha um pouco de pó, não deveria ser aberto já há algum tempo.
Parece ser bem antigo. - Falou enquanto desfolhava as páginas do livro, até parar aquelas que começavam a ter escritas informações acerca de Araluen, da história dos dragões e logo apareceu a história dos cavaleiros. - Olhe esta parte. - Apontou para o excerto do livro lendo de seguida. - "Cavaleiros de Dragões: Humanos que nascem com uma marca em formato de dragão no ombro, e que possuem poderes sobre os elementos: água, ar, fogo, terra, gelo, ferro, luz e trevas. Esses poderes, no entanto, passam do estágio primordial para o desenvolvimento apenas quando o cavaleiro encontra seu respectivo dragão, que, por meio de uma empatia e conexão tão forte que leva criatura e homem a nascerem no mesmo momento, culmina em uma atração para o encontro dos dois, que passam a controlar e treinar seus poderes juntos." - Termina olhando para Charlotte. - Então eu só saberei qual o elemento que o meu dragão controla quando estivermos juntos? E como é que eu vou saber quem é o meu dragão, eu nem sei como se dar conta desta empatia e conexão de que o livro fala. - Deu de ombros relendo o excerto de novo. - E o que será que acontece caso eu não encontre nunca o meu dragão? Ele morre ou assim? - Pergunta suspirando enquanto tocava em seu ombro que continha a marca.
Charlotte agradeceu com um sorriso pequeno pela gentileza de Richard de puxar a cadeira para ela e esperou que o garoto sentasse ao seu lado e abrisse o grande livro, sentindo-se cada vez mais inserida na coisa toda de cavaleiro de dragão. Era tão incrível que ela finalmente tivesse conhecido um real cavaleiro de dragão que não fosse o rei, é claro, e que estivesse sentada ao seu lado pesquisando sobre aquilo. E melhor ainda, que tivesse sido escolhida para ser a primeira a saber sobre a marca do garoto ao seu lado. Com as mãos apoiadas no colo, Charlotte esperou que ele abrisse o livro na pagina que achava certa e lesse o que encontrara com paciência, franzindo o cenho para o menino assim que ele pareceu terminar.
As perguntas de Richard eram as mesmas que a dama tinha em sua mente naquele momento. Como o garoto deveria saber sobre seu dragão antes mesmo de vê-lo? E como ele o encontraria sem saber dessas coisas? Baixando o olhar para o livro novamente e relendo em silencio o que o menino acabara de ler, a loira tentou pensar em algo para ajuda-lo, porém nada parecia vir à tona. – Richard, você disse que uma mulher tem seu dragão. – ela lembrou, voltando o olhar para o garoto. – Como você descobriu isso? – perguntou arrumando a postura para encará-lo de um ângulo melhor. – Digo, talvez a pessoa que lhe deu essa informação possa lhe dizer mais sobre quem é essa mulher. E... Talvez se você a encontrar ela lhe entregue seu dragão. – Charlotte não dizia mais do que achava ser verdade, embora soubesse que aquilo não fosse ajudar muito. – Afinal, dragões não obedecem a ninguém mais além de seus cavaleiros, então porque ela queria ter um dragão que não é seu?
Put a posy in your hair » Charlotte and Astrid
Charlotte tirou o avental que estava vestindo para não sujar a roupa de Lady que usava e sorriu para sua mãe. A menina não deveria estar ali, sabia disso, porém nunca conseguiria deixar de frequentar a cozinha, de ver sua mãe e todos aqueles empregados com quem passou boa parte de sua infância. A loira era tão grata a todos eles pela forma como lhe acolheram e como lhe aceitaram, talvez todo esse amor que recebera a tivesse feito finalmente superar o fato de ter sido abandonada por seus verdadeiros pais. Dando um beijo na cabeça de Caitlin, a cozinheira que a havia criado como sua própria filha e ainda lhe mostrado o prazer que era cozinhar, Charlotte despediu-se, sabendo que logo estaria atrasada para o jantar, que ela mesma ajudara a fazer.
-- Até amanhã, mama. – sorriu para a mulher, começando a caminhar para fora da cozinha, parando à porta apenas para despedir-se de todos com um aceno de cabeça. Assim que passou para o corredor, a menina começou a caminhar um tanto apressada, mas sem deixar de cumprimentar ninguém pelo caminho, como era de costume para a menina. Estava quase alcançando seus aposentos quando avistou Astrid mais a frente, desviando de seu caminho para encontrar com a menina. – Astrid! – chamou quando já estava próximo o suficiente. – Onde esteve? Amélia perguntou por você mais cedo. – a menina avisou com um pequeno sorriso nos lábios.
Let us share what we see » Charlotte and Richard
Richard avaliava os olhares de Charlotte pela mesa repleta de livros, ele entendia que muito provavelmente ela se estava questionando do porquê de ele estar ali e muito mais do seu interesse pelos dragões. Apesar de não conhecer bem a dama de companhia, sabia que poderia contar com ela e que com certeza ela o ajudaria com o que precisasse saber. Por isso, que lhe ia confiar o seu atual segredo para que também Charlotte pudesse sentir que ele confia nela e que o assunto é realmente importante para o cavaleiro. Ao ouvi-la responder Às suas questões sorriu largamente assentindo. – Sim dragões… - Respondeu ainda sem retirar o olhar da mulher há sua frente e olhou para as estantes onde Charlotte havia desviado o olhar.
Ao perceber que esta não havia terminado a frase e ao ver que pretendia falar alguma coisa mas que desistiu, agora tinha a certeza que ela estava se sentindo curiosa acerca do assunto. Porém, Richard não ia demorar para lhe falar tudo. – Obrigado. – Caminha seguindo a jovem que ao parar no local, o cavaleiro pôde ver vários livros acerca de dragões e muitos deles pareciam bastante antigos o que o poderiam ajudar e muito. Ainda disfarçadamente olhou em volta deles para ver se alguém estava por perto e se aproximou de Charlotte. – Eu vou precisar da sua ajuda, eu ando há procura de respostas a várias perguntas que tenho na cabeça e sim estas perguntas são todas relacionadas com dragões. – Explica e logo afastou o seu casaco abrindo um dos botões das suas vestes para conseguir mostrar-lhe a marca, que logo foi exibida mal o tecido desceu da zona do ombro. – Você sabe o que é isto, certo? – Perguntou para ela se recompondo de novo. – Eu descobri faz algum tempo, um pouco antes da morte da minha avó. E o meu dragão não está aqui Charlotte, alguém ficou com ele, uma habitante de Saafeld. – Fez uma pausa tentando perceber a reacção da loira. – Mas antes de puder ir busca-lo, eu tenho que perceber mais acerca do que é suposto eu fazer como cavaleiro de um dragão, como é que o vou conseguir treinar, qual o elemento que ele controla, o que acontece senão conseguir ficar com ele… são muitas perguntas às quais não encontro grandes respostas. – Deu de ombros. – E não quero por agora falar para todos da minha marca, prefiro entender melhor o que se passa e ter o meu dragão, só aí é que me pretendo apresentar como um cavaleiro de dragões.
A menina caminhou animadamente na frente do homem que a acompanhava, imaginando porque Richard poderia estar interessado em treino com dragões e todas aquelas coisas. Claro que ela sabia sobre os cavaleiros de dragões, sempre fora fascinada por eles e sempre quisera conhecer um de perto, porém nunca teve a oportunidade. Assim que chegou a sessão que sabia ser cheia de livros sobre dragões e as primeiras descobertas de como treiná-los, a menina virou-se para o garoto, já abrindo a boca para perguntar-lhe o motivo de tal interesse repentino em dragões, porém o moreno já estava falando e Charlotte obrigou-se a manter-se calada e atenta. Assistiu enquanto ele tirava o tecido de sua roupa da frente da marca que ela não podia conhecer mais. A marca do cavaleiro estava tão nítida no ombro do rapaz como o sol que brilhava do lado de fora do castelo, fazendo a loira erguer os olhos para encará-lo com um grande sorriso nos olhos e um olhar ainda mais curioso.
Ela estava tão cheia de perguntas e tão animada que mal conseguia se conter, apenas assentindo com a cabeça quando ele perguntou se ela sabia o que era aquilo, ficando calada, pois logo o menino estava falando mais e mais. Saber que o garoto não tinha o seu dragão, no entanto, fez parte da animação da menina transformar-se em intriga. Porque alguém se Saafeld teria um dragão que pertence a um cavaleiro de Araluen? Não fazia o mínimo de sentido para a dama, que apenas juntou as duas mãos, usando uma de suas unhas para arranhar a carne levemente, como sempre fazia quando ficava nervosa ou ansiosa. Quando finalmente Richard pareceu terminar de falar, Charlotte resumiu-se a assentir e olhar novamente para os livros. – Entendo. – falou quanto a decisão do menino de não revelar aquilo a mais alguém. – Isso... Quer dizer que sou a primeira a saber? – perguntou imediatamente, sem conseguir impedir-se. – Oh, muito obrigada, Richard! – agradeceu em voz alta, realmente sentindo-se lisonjeada com a confiança que o garoto estava colocando a ela. – Então, é melhor começarmos a pesquisar, certo? – disse sorrindo e pegando um grande livro da prateleira e levando para a mesa mais próxima dos dois.
Let us share what we see » Charlotte and Richard
Richard passara a manhã ao redor do seu escritório procurando algum livro que de certa forma o pudesse ajudar a descobrir alguma coisa ligada com dragões. Era impressionante o facto de viver no Reino de onde os Dragões eram primeiramente originais de, e naquele momento que precisava procurar informações mais precisas estava cada vez mais complicado. Após revirar a estante de livros em sua casa, achou que não acharia nada que fosse realmente irrelevante e decidiu ir até há Biblioteca do Castelo de Araluen, lá com certeza haveriam secções repletas de livros, manuscritos e ilustrações com conteúdos utéis para ele perceber melhor o que era verdadeiramente ser um cavaleiro de Dragões. Logo que abandonou o seu escritório foi até ao estábulo levando um cavalo consigo, a viagem não era demorada, em poucos minutos estava em frente aos grandes portões.
Assim que o deixaram passar deixou o seu cavalo aos cuidados de um cavalariço e seguiu por entre os corredores, cumprimentando alguns rostos conhecidos da nobreza até que chegou há biblioteca. O salão era enorme e mesmo estando lá um bibliotecário que o poderia ajudar Richard preferiu procurar sozinho, não queria dar grandes indícios do que procurava e muito menos falar para toda a gente que era um cavaleiro de Dragões. Enquanto abria alguns livros que falavam do reino e destes seres místicos que o habitavam ouviu o seu nome ser chamado e ao olhar em direcção onde a voz soava viu Charlotte e sorriu largamente para a dama de companhia. - Charlotte! Que bom vê-la por aqui, estou muito bem obrigado e você? - Perguntou dando agora atenção há dama há sua frente. - É realmente ótimo te encontrar por aqui, preciso da sua ajuda e acho que neste momento melhor do que ninguém é a pessoa indicada a fazê-lo. - Sorriu de canto continuando a falar. - Eu estou há procura de livros, que falem de dragões, como treiná-los mas acima de tudo de cavaleiros de dragões… - Explica falando baixo para não chamar a atenção alheia.
Ver Richard ali realmente intrigava a menina, já que não era comum encontrar pessoas de fora do castelo frequentando a biblioteca dali. Na verdade, não era comum encontrar pessoa alguma frequentando a biblioteca. Esquecendo-se completamente que precisaria procurar por Amélia e ir até sua mãe antes do final daquele dia, Charlotte aproximou-se do garoto, um grande sorriso nos lábios enquanto escutava sua voz. – Estou ótima! – respondeu, parando frente a frente com ele, separados pela mesa em que se encontravam incontáveis livros, que só então ela percebera. Os olhos curiosos da menina logo se desviaram para os papéis espalhados na mesa, enquanto escutava o menino falar mais uma vez.
Durante os anos que viveu no castelo, que seria a sua vida inteira, Charlotte tivera tempo o suficiente para encontrar gosto pela leitura. Não era o seu passatempo preferido, longe disso. Arquearia e cozinha eram coisas que a menina nunca substituiria, porém a leitura era algo que a confortava em momentos difíceis e a divertia em momentos de tédio. Não era sempre que a menina era permitida ir à cozinha, já que precisava estar sempre com Amélia, e quando chovia, ou durante nevascas, era impossível treinar suas habilidades com o arco, por isso a menina pegava algum livro e o usava como distração, por isso acabara despertando um grande interesse pelos livros, tendo vontade de conhecer a história da maioria dos títulos que via na biblioteca, mesmo sabendo que nunca chegaria a lê-los. – Dragões? – repetiu pensativa, virando-se para encarar as estantes atrás de si. – Há alguns naquele lado do... – antes que pudesse concluir a frase, no entanto, um pensamento lhe atravessou a mente e lhe fez voltar o olhar para Richard. A menina abriu a boca para perguntar, mas impediu-se, não sabia se deveria ser invasiva com o garoto. – Ali, eu mostro para você. – disse, deixando um pequeno sorriso lhe escapar os lábios.
Let us share what we see » Charlotte and Richard
A menina deu alguns tapinhas na frente do vestido e arrumou o cabelo antes de abrir a porta e sair para o grande corredor. Perdeu grande parte do dia em seu quarto arrumando um vestido que acabara por rasgar na noite anterior. Teria que ter mais cuidados com os galhos secos que estavam soltos nos fundos do castelo na próxima vez que fosse até lá para atirar. Ah, teria que pensar em como fazer suas saias não sujarem-se de terra também, não podia correr o risco de ser vista novamente. Da ultima vez quase não conseguira arranjar uma boa explicação para toda aquela palha e areia na barra de seu vestido.
Segurando o livro que pegara dias mais cedo com os dois braços, como em um abraço, a menina caminhava calmamente pelos corredores do castelo de Araluen, sorrindo e cumprimentando todos a quem via, como já era costume da jovem dama. Ao chegar à grande porta de madeira que dava acesso à biblioteca do castelo, Charlotte nem pensou duas vezes antes de usar uma das mãos para empurrá-la e adentrar o local. A menina caminhou pela grande sala, olhando os livros que preenchiam as paredes e direcionou-se para o exato local de onde tirara aquele que estava em suas mãos. Guardou o objeto no lugar e passou a analisar os outros títulos, em busca de outra história, mesmo sabendo que provavelmente não teria tempo para ler nos próximos dias. Apenas quando virou-se para procurar um livro em outra estante foi que pôde ver que não estava só ali e abriu um grande sorriso ao reconhecer a figura masculina. – Richard! Oh, não esperava encontrá-lo por aqui! Como estás? – falou animadamente aproximando-se do outro para que não precisasse usar um tom alto para conversar com a menina.
Charlotte MacFadyen, lady from Kingdom of Araluen, is 20 years old and looks like Jenessa Grant.
“The brave men did not kill dragons. The brave men rode them.”
Charlotte MacFadyen is currently CLOSED for auditions.
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Reign Meme • 6/? Pretty Dresses Lady Aylee Charlotte
It's Time || Felicity&Charlotte
— Will, volte aqui! — Apressou-se em dizer as palavras com um timbre forte e imponente, levantando o tom de voz para que esse pudesse soar mais alto nos ouvidos de seu sobrinho, na medida que a música tocava igualmente alta e a felicidade assolava o ambiente. Felicity se encarregara de cuidar de William no terceiro dia, dando então uma folga para sua irmã mais velha, que nesse momento estava por qualquer parte se divertindo na medida que fosse possível para esta.
Passou por entre as pessoas curvado-se, empurrando-as e soltando pedidos de perdão enquanto corria atrás de Will, um menino jovem e ao mesmo tempo sapeca, ele de todo não costumava ser assim, mas hoje parecia ser impossível de contê-lo, talvez fosse porquê sua tia estava de olho no mesmo, e não sua mãe, que sempre era mais rígida. As pessoas dançando ao redor dificultavam a visão da morena, com saias voando na direção de seus olhos, era realmente difícil manter Will no limiar de sua percepção. Suspirou fundo e continuou correndo por entre as pessoas tomadas simplesmente pela música e agitação. Não imaginara no entanto, que o menino lhe daria tanto trabalho para ficar perto da mesma, pois se soubesse que de fato isso aconteceria, Felicity teria se encarregado de cuidar do mesmo em outro dia que fosse mais “calmo”, porém o terceiro dia, estava mais do que agitado com as danças populares, já era noite e Felicity sequer deu uma pausa para beber algo ou se divertir.
O garoto parecia deslizar por entre pernas que eram mais altas que sua própria altura, já a mais nova das irmãs Benoist tinha grandes dificuldades para passar entre as pessoas, revirou os olhos, já cansada da perseguição. Parou com ela, apoiando as mãos nos joelhos e recuperando o fôlego que lhe fora tomado graças ao menino, esgueirou seus olhos por toda a volta, encontrando então o garoto não muito distante, perto de uma moça, puxando-lhe a barra da saia, Felicity ergueu seus olhos, mais uma vez foi atrás do mesmo, sem correr, mas a passos apressados. Quando aproximou-se, o pegou pelo braço, sem por muita força para não o machucar. — Você está ai! Fique por perto. — Disse para o mesmo, então ergueu os olhos para a moça que o mesmo estava importunando. — Me desculpe senhorita… Meu sobrinho por vezes é… Bom, você sabe como as crianças são. — Então dirigiu um breve sorriso na direção da mesma, esperando que ela não se importasse pelo ocorrido e tampouco reclamasse.
Charlotte tinha que confessar. Os dois primeiros dias de Festival não haviam sido tão bons quanto ela imaginara. Antes de viajar a garota tivera certeza que aqueles seriam um dos quatro melhores dias de sua vida, porém desde que chegara, tudo que fizera havia sido acompanhar Amélia por todos os cantos e conversar com alguns conhecidos de sua família e prometer mandar lembranças.
Era noite do terceiro dia que passavam em Clonmell e Charlotte estava decidida. Não ficaria toda a noite no palácio. Sairia para passear pelo reino e daria um jeito de voltar a tempo do jantar. Qual mal haveria de ter, certo? Com determinação a se divertir pelo menos naquela noite, a garota passou pelos guardas, fazendo leves mesuras, apenas por educação, e caminhando rapidamente até a vila, onde o som de instrumentos musicais e risadas chamou sua atenção.
Com um sorriso largo em seu rosto, a dama caminhou lentamente entre as pessoas que observavam um grupo de pessoas que dançavam animadamente. Charlotte sempre amara esse tipo de festas que os vilões promoviam. Em Araluen, a menina nunca pudera participar efetivamente, pois todos a conheciam como a dama de companhia da princesa. Estar no meio de plebeus não era algo digno para alguém que morava no palácio. Porém, não ali. Em Clonmell ninguém a conhecia e Charlotte poderia fazer o que bem entendesse. Claro que ela participava das danças na corte, porém em festas reais as coisas sempre são muito restritas e todos devem danças da mesma forma, sempre. Ela não gostava daquilo, não gostava de fazer tudo igual a todos, embora respeitasse os costumes.
Parada ao lado de outras mulheres, batendo palmas no ritmo da música e sorrindo ao assistir o movimento das pessoas pelo centro da roda que se formara, Charlotte estava tão compenetrada que quase não sentira o leve puxão em sua saia. Ao olhar para baixo, surpreendeu-se ao ver um garoto olhando-a fixamente. – Olá... – falou um tanto incerta de como deveria tratá-lo – Onde está sua mãe? – perguntou, olhando para os lados. Aquele menino parecia perdido e a mãe deveria estar desesperada. Já estava agachando-se para falar com o menino ao mesmo nível quando ouviu uma voz feminina parecendo muito aliviada. Com um sorriso, assentiu quando ela pediu desculpas pelo menina e balançou a cabeça. – Não há problema algum! Crianças são assim mesmo, adoram conhecer novas pessoas. – disse voltando olhar para a moça parada a sua frente, que parecia exausta. – Prazer, Charlotte MacFadyen. – disse segurando seu vestido em uma reverência.
A barra do seu vestido é um pouco suja u é impressão minha, Lady Charlotte?
N-Não. É apenas sua impressão, Oliver. Nada há de demais nas barras de minhas saias. Apenas estão mais longas que o necessário e estão arrastando no chão, mas logo resolverei este problema.
Elas estão desfitadas. Preciso de uma para segurar meus instrumentos. Tens aí?
Claro, claro. Tome estas, não precisa devolver... Ahn, eu tenho várias.