Pensei em despedir-me, ou apenas dizer adeus, sem delongas, apenas virar-me e partir, tentando deixar tudo pra trás, deixando magoas, rancor e lágrimas, embora tudo isso não fosse amenizar o sentimento de culpa e melancolia que carrego junto a mim. Nem músicas me acalmam mais, a fúria que domina-me tão intensa é, que não controlo mais. Antes morresse, tivesse amnésia, ou apenas desaparecer queria eu, estou morta há muito tempo, ando, sorrio, converso, mas não estou viva, sinto como se fosse um robô, ou coisa do tipo, controlada, calculista, fria e sem sentimentos. Arrependo-me de existir, de causar mal a todos que me cercam, de ser quem sou.
Aurora (via reclusa)













