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Percebi que gostar/amar/adorar/querer são palavras muito pequenas e o sentir é praticamente infinito.
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Nota sem número
Percebi que gostar/amar/adorar/querer são palavras muito pequenas e o sentir é praticamente infinito.
Ou me arrepia até a alma ou não me toca em nada.
Motivando. (via nevoeirar)
Eu te quis mais, depois daquela dose de whisky. Levado por uma raiva momentânea, por te querer, sem querer, você. Tudo me fazia lembrar, pensando nos acertos e repassando nossos erros, dentre os convites corriqueiros das mulheres dali. Eu estava lá, naquela velha mesa de bar, fingindo emoções quando na verdade me perguntava o que fazia ali, sem você.
Andy Campos (via andycampos)
“Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.”
Luís Fernando Veríssimo. (via imunidades)
As festas me deixavam doente. Detestava as falsas aparências, os jogos sujos, os namoricos, os bêbados amadores e os chatos. Como solitário, eu não suportava invasões. Isto não tinha nada a ver com ciúmes, simplesmente não gostava de pessoas, multidões, onde quer que fosse, exceto nas minhas leituras. As pessoas diminuíam-me e deixavam-me sem ar.
Bukowski. (via imunidades)
Somando todas as coisas, é claro, nossa pequena agonia é estúpida e fútil, mas sinto que os nossos sonhos não são.
Charles Bukowski. (via expurgar)
Cara, eu sempre quis ter alguém que fizesse textos bonitinhos sobre a minha risada, que falasse o quanto meu furinho na bochecha fica lindo quando sorrio. Eu vejo essas milhares de declarações para alguém que não sou eu, e penso se um dia vai chegar a minha vez, se um dia eu serei a pessoa que ouve gritos de “eu te amo” em vez de gritar pro vácuo. Tudo parece ser impossível pra mim… O amor é impossível pra mim.
Vulgarizei. (via versilharia)
O foda é você cruzar um oceano pela pessoa e ela não ser capaz de pular uma simples poça d'água por ti.
Andy Campos (via andycampos)
Sou apaixonada por carinhos que perduram, olhos que, mesmo com arrastar dos anos, não perdem o brilho ao ver o outro chegar. Me emociono com tudo que aprofunda, enraíza, permanece. Vejo graça em sentimentos que se firmam, que balançam (até balançam), mas não caem. É lindo o que floresce mesmo depois de tempestuosas palavras mal empregadas. Encanto-me ao relembrar histórias passadas com aqueles que às vivenciei - e vivencio novas. Gosto de ir fundo, de mergulhar onde refresco mais que as canelas. Menosprezo o que é raso: de piscinas à almas. Me surpreende quem vê além do que mostro - pois vê um caos. Mas me cativa quem, ao ver, não foge, prossegue. Por fim, choro ao constatar: tenho por quem letrar cada linha, tenho por quem escrever, a quem lembrar. Não são muitos, é verdade. No entanto, existem. Êxtase é saber que são reais e pousaram aqui, em mim. Os amo sem força - com toda minha razão, vontade, emoção e poesia. São únicos e gravados internamente e eternamente em mim. A eles isto dedico. E me dedico.
Letrar-me. (via hifens)
Muitas vezes, você se esforça tanto para conseguir o que deseja que acaba se perdendo no meio do caminho. Ignora o que é realmente importante e se dedica naquilo que pensa ser o melhor no momento. Você esquece a pessoa que queria ser desde o início e acaba se tornando algo que não reconhece mais. E no fim, quando consegue o que achava que queria, percebe que perdeu muito mais no meio do caminho do que realmente conseguiu no fim.
Danilo de Souza. (via abusar)
e estragou
você me ensinou como é fácil te querer e como é difícil de esquecer me mostrando tua capacidade de me embolar nos teus continentes imaginários mesmo você não querendo. me faz mergulhar nessa tua lábia doce de fel e me embrulha o estômago toda vez que te vejo indo em frente e se atracando cada dia num abraço diferente. como vingança vai deixando os teus rastros amorosos pra eu sempre saber de você e não conseguir te esquecer mas acontece, baby, que as vezes eu esqueço e sempre me atrevo a lembrar da tua voz solta ao vento que dizia cheia de malícia “eu vim pra estragar você do lado de dentro”
Acendi um cigarro e segui descendo a ladeira. Será que eu era a única pessoa que perdia tempo pensando nesse futuro sem perspectivas ? Enquanto um homem tivesse vinhos e cigarros à sua disposição, ele poderia resistir. Esvaziei meu copo e servi outra dose.
Charles Bukowski. (via discipula)
Gosto de você
Gosto de você. É incrível pensar nisso: como gosto de você. Até uma semana antes de te conhecer eu era o mais desapegado do mundo. Mas veja só: eu gosto de você. Eu me sinto diferente com você. A forma como você segurou meu braço enquanto eu estava inseguro sobre segurar sua mão. O jeito como sua voz me faz sentir. Eu gosto de você.
Seu rosto tímido e a vermelhidão que te atinge sempre que eu falo algo inesperado. Você é tão linda… Foi a primeira coisa que notei logo que te vi. E continuo pensando nisso toda vez que falo contigo. Sua beleza se passa pela voz. Principalmente pela risada que é a parte que eu mais gosto.
Eu poderia passar uma semana fazendo uma ode às suas qualidades. Mas todas elas se resumem agora nesse sentimento estranho que é pensar o quanto eu gosto de você, meu amor.
Já ouvi várias vezes ah-como-você-lida-bem-com-as-coisas. Não, não lido. Sou péssima em lidar “com as coisas”. Sou ciumenta com coisas bobas, impulsiva pelo menos uma vez por dia, leio bula de remédio e depois acho que tenho aquele bando de sintomas, meu dedão do pé não é bonito, quero tudo do meu jeito e minha cabeça é muito, muito dura. Não sou uma musa, uma diva, uma entidade, uma mestra. Sou uma pessoa. E de vez em quando sou uma pessoa péssima. Péssima mesmo. De vez em quando morro de vergonha de mim. E se eu fosse você morreria de vergonha de mim também. Amo muito, tudo é muito, tudo é exagero, tudo é demais.
Clarissa Corrêa. (via versificar)