PA melhor que namoro? sempre ou lógico?
essa pergunta é tão óbvia que não precisava nem ter sido feita
PAzin é tudow
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@lets-caetano-blog
PA melhor que namoro? sempre ou lógico?
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PAzin é tudow
caso de vida ou morte, escolha um boy da usp pra casar e ficar pro resto da vida
casamento = morte
então na real não preciso escolher
mas se vcs quiserem um nome eu digo vinicius pq ele já tem carteirinha vip no inferno kkkkkk
Top 3 melhores transas da vida
1. vini naquele dia que a gnt usou o lubrificante E o vibrador *nossa*2. davizin3. mr. baldacconi
iria pro de ferias com o ex? quem vc convidaria?
acho que não
1: minha vida aqui fora já parece muito com o q a glr faz lá
2: se todo boy q eu ja fiquei for, é mais fácil criar uma edição só minha
TEM QUE ESCOLHER: comer lingua de boi crua ou assumir que gosta do davi?
como isso aqui não passa de um sonho, eu admito que gosto muito do davi
pegaria ex de amigas?
deixou ser ex pq quis
esta é a minha humilde opinião
oi sumida
oi sumido, saudades!
passa aqui em casa q eu tenho uma coisa pra te mostrar
Quem sabe fazer melhor, vinicius augusto ou davi?
é injusto decidir
transo com o vinicius pelo menos uma vez por semana
eu e o davi temos muito lençol pra sujar ainda
viniau-gusto:
Vinicius já decorava cada detalhe do rosto de Letícia, as expressões que ela fazia a medida que ele reagia por ter sido desmascarado. Seus olhos iam da maquiagem marcantes que destacava os dela a sua boca que enquanto Letícia a mordia ele desejava fazer o mesmo. Na verdade Augusto desejava fazer muitas coisas. A criatividade aumentava em sua cabeça a medida que continuava a olha-la e sentir seu perfume devido a distância que agora estavam. A curiosidade e o desejo agora domavam seu corpo, curiosidade por ela, desejo pela sua pele, suas curvas, seus cheiros e seus sabores. Ele queria sair logo dali e matar todas as suas curiosidades que agora formavam uma lista interminável em sua cabeça. O beijo que ela dera e ele retribuirá com a mesma intensidade serviu como uma prova do que poderia vir. Suas mão já começavam a se aproveitar das curvas a puxando mais para si enquanto descobria cada milimetro e gosto de sua boca. Sentiu a mordida em seu lábio, mas ele queria mais. Um sorriso travesso apareceu quando seus olhos voltaram a abrir e a tinha tão perto de si. - O suficiente - falou com um tom arrastado segurando a mão dela a direcionando para a saída do bar, onde dois quarterões a esquerda já encontrariam o apartamento de Vinicius.
O sorriso que abriu ao escutar a resposta dele demonstrava tanta satisfação que podia impressionar. Ouvir Vinicius era quase como ouvir ela própria. Tantas vezes utilizara aquela mesma frase. Tinha a dose perfeita de interesse, pressa e tesão sem que soasse desesperado ou fora de controle. Era pensado, mas parecia não ser premeditado. Uma das coisas que a mulher mais se perguntava enquanto estava sozinha com seus pensamentos, ou transando com alguém que lhe deixava entediada, era como seria estar consigo mesma. Acreditava tanto em seu potencial performático na cama que desde sempre alimentava a curiosidade de saber qual era a sensação dos homens que lhe penetravam. Embora alguns deles fizessem questão de descrever a experiência como algo extraordinário, ainda assim, escutar sobre jamais seria o mesmo que sentir. Vinicius era tão curioso e talentoso quanto ela própria, e foi cerca de uma hora depois de entrar no apartamento do homem, quando ambos estavam deitados nus na cama dele, respirando fundo e tentando recuperar o fôlego depois de alguns gritos finais, que Letícia teve a certeza de qual era a tal sensação.
viniau-gusto:
Augusto já andava em uma direção aleatória naquele lugar, pensando o que falaria agora para Letícia permanecer sendo sua companhia na noite e até poder leva-la ao seu apartamento no final de tudo aquilo. Era claro que Vinícius se sentia atraído fisicamente por ela - afinal quem não, né? - mas o jeito que a mulher se portava, o que havia falado com Amanda ou até por ter aceitado toda aquela mentira dele… Não sabia, mas ela parecia muito mais com ele do que Augusto podia imaginar. Sentir o corpo de Letícia parando o fez fazer o mesmo então virar para olha-la, agora sem ligar muito para uma distância respeitosa ou não, apenas deixando o espaço que o seu corpo limitaria dessa vez. Um sorriso no canto de seu lábio apareceu junto com uma risada baixa - Claro, trato é trato, né? - falou mas continuou a olhando então passou a língua sobre o lábio inferior e levantou a sua mão como se fosse tocar o rosto dela - Mas eu estava pensando… - foi interrompido quando a segunda frase dela veio. E uma expressão confusão misturado com surpresa apareceu em seu rosto, era tão comum para Vinícius essas respostas rápidas por mais que nem sempre fosse pelo motivo certo. A surpresa não era por ela ter suposto isso dele mas sim por Letícia ter o desmascarado com tanta facilidade. Talvez em outra situação Vini ainda tentaria convencê-la que ele falava a verdade, porém os ombros de Augusto apenas relaxaram e um sorriso travesso apareceu no lugar da confusão - Não era totalmente mentira. - levou seu olhar em direção ao batom dela - Amanda é minha ex ficante, se é que isso existe. E eu tinha sim combinado de encontrar com ela hoje. - explicava com a voz calma então levou sua mão para o rosto de Letícia enquanto o seu polegar movia sobre a pele bronzeada e a outra mão ia em sua cintura fazendo um pouco mais pressão ali - Mas não é tão fácil encontrar mulheres como você ultimamente e sua suposição me deu mais certeza disso. - sorriu se aproximando ainda mais dos lábios dela deixando uma distância apenas para poder falar - Então, eu posso falar que estava pensando em outra coisa sim. - Levou sua boca até o ouvido dela, sussurrando - Algo que não inclua o bar e sim evolvesse você, eu, o bar da minha casa… e a minha cama, ou o sofá, ou a mesa da cozinha. Ou todas as opções anteriores na verdade. - voltou olha-la tirando uma mecha de cabelo do seu rosto - Você quer? - perguntou deixando o seu sorriso galanteador plantado em seus lábios.
Ah, lá estava. A expressão de completa surpresa que lhe causava tanto divertimento. Havia obtido o que esperava, mas também acabou por se surpreender. Augusto possuía muitas características especiais, era visível, mas a maior delas ainda terminava por ser a maneira como reagira à sua proposta. Normalmente, quando Letícia era sincera como tal, o que recebia em resposta sempre se opunha ao agora expresso pelo homem. O semblante confuso logo se transformou em pacífico. Não estava afobado e permanecia em total controle de suas ações. Os ombros relaxaram e o sorriso em seu rosto demonstrava uma confiança nunca encontrada, como se a atitude forte de Letícia não o incomodasse nem um pouco, o que a levou a pensar que eles podiam ser bem mais parecidos do que ela antecipara. Com as orbes castanhas semicerradas, escutava atentamente toda a explicação do homem, decidindo enquanto empunhava um sorriso travesso se acreditava ou não no discurso. Assim que a palma da mão larga tomou-lhe quase metade do rosto, e a outra se acomodou com destreza na curva de sua cintura, Letícia abandonou o sorriso para morder o lábio inferior outra vez. Antes o fizera inconscientemente, viajando em suas próprias fantasias, mas agora estava consciente de suas ações, e se ainda fantasiava algo, eram as imagens do que a voz melodiosa do homem lhe sussurrava. Respirando fundo, se aproximou dele e finalmente fez o que por tanto ansiara. Beijou-lhe avidamente por alguns segundos, para então separar o beijo com um leve puxar do lábio alheio, preso entre seus dentes brancos. Com as testas coladas, Letícia sussurrou em resposta. “Agora sim cê falou o que toda mulher quer ouvir.” Riu de leve, tirando o foco dos lábios dele e seguindo até os olhos. “Cê mora aqui perto?” Disparou, com a voz um tanto rouca, perdendo um pouco da sanidade diante do desejo de conhecer as habilidades daquele homem na cama.
@lets-caetano: serfi :)
viniau-gusto:
Quando sentiu a mão dela na sua Vinícius pode arrasta-la por entre as pessoas até chegar em um ponto estratégico, não tão visível mas também um pouco mais vazio. Puxou ela para si colocando a sua mão na cintura da morena deixando deslizar um pouco mais até que fosse advertido. Os braços dela sobre seus ombros o permitiu de diminuir ainda mais a distância entre eles, enquanto dançavam no ritmo da música que tocava ao fundo com um sorriso no canto da boca. A distância o permitia desfrutar não apenas do toque dela mas também seu perfume marcante que adentrava em suas narinas em busca de se permanecer por lá. Durante a dança, sussurrava algo aleatório no ouvido dela que fortalecesse que eles estavam de casal ali. Um elogio ou outro sobre ela era fácil de ser pensado por Augusto, mesmo a conhecendo por meros minutos. Então sentiu a mão de Letícia em seu peito e a outra na nuca. Tendo uma leve ruga entre suas sobrancelhas de confusão sobre a mistura de sinais. A voz dela lhe despertou curiosidade, mas não para ver se era mesmo Amanda ali mas para o que ela faria em seguida. A permissão fez logo seu corpo esquentar, afinal era isso o sinal que ele precisava para dar o primeiro passo. Sua mão direita foi então ao rosto dela onde acariciou com o polegar a bochecha e seus quatro dedos se apoiavam na nuca. A mão esquerda servia para puxa-la ainda mais, cessando toda a distância entre ele menos a de suas bocas. Porém quando sentiu seus lábios roçarem no dela, uma mão segurou seu ombro esquerdo o puxando para trás. Era Amanda. Augusto quase soltou um palavrão no momento que se separou de Letícia e deu de cara com a sua suposta ex. “Oi, Guto.” ela falou o abraçando e dando um beijo no canto da sua boca “ Você já está bem aquecido, né? Podemos ir agora.” a voz de Amanda tinha uma faísca em cada palavra, o que normalmente Vinícius adorava e aproveitaria. Porém ele tinha que continuar na cena. Estava com uma expressão séria como uma criança que tinha acabado de perder seu doce, mas quando ia falar sentiu seu braço ser entrelaçado pelo de Letícia, o que fez um sorriso travesso aparecer em seu rosto quando olhou para ela. - E você está certa, amor. - Vinícius falou, mas sabendo que riria de toda a situação no outro dia devido a forma que a chamava. Então deu um selinho um pouco mais longo em Letícia segurando seu rosto com uma das mãos livres, como se confirmasse a ela o que queria e também mostrasse que não queria parar em um quase beijo. Logo olhando para Amanda com um sorriso sem dentes - Desculpa, Amanda. Mas acho que não vai dar para sairmos hoje. - falou dando de ombros, agora segurando Letícia pela cintura e acariciando por debaixo do tecido. - Como pode ver eu estou muito bem acompanhado. - Sorriu de lado então segurou a mão da sua acompanhante entrelaçando os dedos - Mas aproveita a festa, tá bem legal. - ele falou já começando a puxar Letícia para longe.
Caso fosse apenas outra personagem em uma narrativa escrita por amadores, o bordão característico de Letícia seria ‘Eu não acredito em monogamia’. Tal frase já lhe era tão intrínseca que por vezes tendera a lhe causar problemas. Sua falta de crença na fidelidade alheia a tornava uma mulher tão independente que não rejeitava apenas os seus possíveis relacionamentos, mas também os dos homens com os quais se envolvia. Pouco lhe importava se tinham ficantes, namoradas ou esposas, quando decidia transar com alguém buscava respeitar apenas a si própria. A regra é básica: Ninguém além daquele que escolheu estar em um relacionamento monogâmico deve satisfação. Claro, viver sem medir as consequências pós-sexo já havia lhe custado amizades, paciência e até mesmo fios de cabelo, já que a sociedade feminina parecia continuar acreditando que a culpa é da mulher em pleno século XXI. Mas ao menos todo o estresse vivido havia lhe servido de treinamento para aquela situação. O deboche escondido nas frases ciumentas da tal Amanda não provocava nada em Letícia além de um sorriso que tentava prender a risada. Ainda colada em Augusto, ela se perguntava como alguém podia se prestar a um papel tão patético por um mero homem. Se não quisesse tanto transar logo com ele, Letícia provavelmente a alertaria que encontrar um pretendente era sempre mais difícil para os homens do que para as mulheres, e talvez até a ensinasse um pouco da arte da persuasão, caso estivesse de bom humor. No entanto, agora se deixava guiar apenas pelo desejo de arrancar de uma vez as roupas de Augusto e poder sentir dentro de si o que acreditava ser um enorme pên... Foi puxada de volta à realidade com um selinho. Devaneara tanto durante aquela pequena intromissão que sequer percebera que já mordia o lábio inferior levemente, com o corpo todo ardendo em chamas diante do contato da mão dele com a sua pele, antes protegida pela roupa preta. Com os dedos entrelaçados nos dele, Letícia se deixou ser puxada para longe, sem tornar a encontrar o olhar da mulher por um segundo que fosse. Estava satisfeita que toda a brincadeira havia acabado, pois o único lugar em que gostava de assumir personalidades diferentes da sua era na cama. Quando atingiram uma distância relevante, ela o obrigou a parar. “Essa é a parte que você me agradece por ter salvado tua pele e me leva de uma vez pro bar pra começar a pagar a dívida?” Riu de leve, e então se aproximou dele, tornando a ficar tão perigosamente próxima quanto estava antes da aparição da moça. “Ou é a parte em que você admite que desde o começo só usou essa coitada como desculpa pra bancar a vítima e me levar pra transar no fim da noite?” Arqueou as sobrancelhas, mantendo o olhar divertido e descontraído em seu semblante, como quem entrega que não tem problema algum com o que disse. “Sabe... Cê podia ter simplesmente perguntado.” Deu de ombros, por fim, levantando o olhar e esperando a sempre tão divertida cara de surpresa que recebia quando jogava na cara de algum homem que, na verdade, não fazia parte do extenso grupo de meninas ingênuas nas quais estavam acostumados a investir.
viniau-gusto:
Claro que Vinícius inventaria qualquer coisa para tentar passar um tempo com a mulher na sua frente, mas com a notícia que Amanda viria ele teria que inventar um plano para solucionar dois problemas. Augusto tinha uma facilidade com isso, afinal a mentira corria na sua vida como o álcool ingerindo pelo seu corpo, ou seja, presente todos os dias. Dessa vez o plano tinha mais detalhes, e quantos mais detalhes era pior, pois facilitava a outra pessoa descobrir que era mentira. Então a medida que falava Vinícius era o mais natural possível, como se fosse um problema que já tivesse acontecido mais de uma vez desde o “término” do relacionamento. Quando ouviu a confirmação dela, Vinícius se sentiu aliviado por tal, e pelo seu excesso de detalhes não terem feito tudo ir por água abaixo. Então ou ela tinha acreditado e queria verdadeiramente ajuda-lo, ou ela sabia que era mentira mas tinha se interessado por ele para continuar aquela encenação. Vinícius torcia pela segunda opção. Ele manteve a distância entre eles e deu uma leve risada ao ouvi-la - Fazer o que , né, as loucas me atraem.- falou com um tom de brincadeira, exagerando na movimentação dos ombros mas logo sorrindo para ela. - Não se preocupa, ela não é agressiva. Mas se acontecer, eu banco sim, mas ai você vai ter que sempre me encontrar nas festas. Não sei se isso você vai querer. - o tom de Vinícius já era arrastado, não estava bêbado mas já tinha álcool em um bom nível em seu sistema. Ele mesmo sabia que não ia querer isso, pois, preferia sempre abrir seus horizontes, por mais que não se em comodaria em ficar mais do que duas ou três-ou bem mais- vezes com ela e isso pois nem sabia como ela era na casa. Mas ele já imaginava. E com Letícia mais perto de si, Augusto se fez um reclamação mental por não ter pensado algo que fizesse beija-la mais rapidamente. A mulher era encantadora, o sorriso, o corpo escultural, as tatuagens expostas, a forma de falar. Cada detalhe ele anotava como se pudesse confirmar tudo, que passava na sua cabeça agora, no final da noite. No mesmo momento que Letícia perguntou o seu celular vibrou no bolso, então ele olhou para visor e mostrou a tela para ela onde tinha uma mensagem “ Amanda: cheguei gusto, compra uma garrafa que eu não sei se quero ficar muito tempo aqui.” - Ela chegou. - falou, guardando o celular no bolso. Era normal de Amanda só curtir um pouco a festa e depois irem para outro lugar, era sempre assim quando ela ia para um lugar que sabia que ele estava. Então estendeu a mão para Letícia - Quer dançar, amor? - tinha um tom sarcástico na voz para ela mesma notar, sorrindo de lado, esperando para leva-la em direção a pista de dança.
Embora Letícia respondesse com naturalidade e simpatia, por dentro já estava cansada de toda aquela ladainha. Se perguntava se muitas outras garotas conseguiam ser ingênuas ao ponto de realmente não perceber quais eram os planos de um homem com o discurso de Augusto. Enquanto ele jogava indiretas carregadas de duplo sentido, e ela as respondia com uma falsa inocência também mascarada, ponderava o quão longe precisaria ir para conseguir parar com a conversa e dar início á ação. Mas também foi enquanto se perdia em seus pensamentos que percebeu que só conseguia enxergar além das frases do moreno porque ela própria utilizava da mesma moeda. Noite após noite, quando queria transar com alguém diferente de seus contatos garantidos, se fingia de desentendida para o alvo de seu interesse. Nada além da garota boba de balada que cai na conversa de qualquer marmanjo com um sorriso decente e um corpo aparentemente musculoso. As vezes agia como se estivesse levemente embriagada e não tão ciente de suas ações. Outras vezes fingia não entender o que o homem queria. Em alguns casos dançava com olhares vagos e envergonhados. Tudo dependia do perfil analisado. A carapuça a ser vestida nada mais era do que uma maneira de facilitar a transa, e era exatamente isso que Augusto fazia agora. Assim que a chegada da tal “ex namorada” foi confirmada ela sorriu minimamente. Finalmente, as coisas poderiam começar a caminhar a seu favor. Ainda com o meio sorriso plantado no rosto, analisou a mão estendia por alguns segundos. Grande, forte e com dedos longos. Bom sinal. Letícia ergueu o olhar e se entregou a ele, ficando de pés e seguindo-o até o ponto designado. Assim que pararam, ela já depositou os braços sobre os ombros de Augusto e deixou que os corpos se colassem no ritmo da música. À medida que seguia os passos dele, podia sentir sua respiração e o hálito levemente alcoolizado, bem como a protuberância em sua calça. Os movimentos coordenados a faziam pensar que aquela era apenas a primeira das suas habilidades corporais. Pelas costas do homem, percebeu a aproximação de uma moça que não tirava o olhar de si. Ninguém era tão obstinado assim por um desconhecido, o que a levou a concluir que aquela só podia ser a Amanda. Voltando a encará-lo, Letícia desceu uma das mãos até o peito dele e encaminhou a outra para os seus cabelos negros, acariciando-os com as unhas bem feitas. Com um gesto delicado, puxou-o para perto e falou baixo em seu ouvido. “Não vira agora, mas acho que tua ex tá chegando aqui.” E então subiu a outra mão, depositando uma em cada lateral de seu rosto. Com alguns poucos centímetros separando-os, as batidas do coração acelerado e uma pulsação latente em suas partes baixas, Letícia se aproximou até que a única coisa impedindo o contato das bocas fosse os narizes. “Se cê quiser a gente pode se beij...” Diminuía a distância cada vez mais a medida que chegava perto do fim da frase, com o olhar abaixado focando na boca dele. No entanto, quando seu lábio inferior triscou no dele, sentiu os corpos se separarem abruptamente. A menina havia puxado-o pelo ombro. Letícia pigarreou, passando as mãos pelo cabelo e se perguntando quanto tempo mais seria capaz de segurar a sua crescente libido. Levantou o olhar para a moça e então sorriu fraco, entrelaçando seu braço no de Augusto. “Gato, achei que hoje seríamos só eu e você...” Enquanto acariciava-o de maneira provocativa, recomeçou a farsa com uma voz melosa, calculada para soar baixa, como se estivesse sendo pronunciada apenas para ele, mas também precisamente audível para que chegasse aos ouvidos da tal garota da qual queria se livrar.
viniau-gusto:
Um sorriso no canto dos lábios apareceu quando ele a ouviu pela primeira vez, o volume do som no local era alto mas mesmo assim não o impedia a prestar atenção nos lábios dela falando cada palavra. Com fala ele aceitou como um convite para poder continuar ali, então se apoiou no balcão com um dos braços dobrado enquanto se mantinha de frente para ela mas de lado em direção ao centro do local. - Eu já dou a me mesmo esse prejuízo, é só eu diminuir um pouco do meu e transferir para você. - explicou por mais que sabia que não iria diminuir o álcool ingerido naquela noite, só por que ia pagar o dela. Vinícius não era rico, nem perto disso, porém era como se quase todo o dinheiro que recebesse fosse gasto em festas e bebidas, então seu bolso já estava acostumado.- Prazer, Letícia. - Sorriu de lado retribuindo os beijos tocando na cintura dela com a aproximação e depois a soltando, porém utilizando o cumprimento para diminuir um pouco mais a distância entre eles. - Justo. - Ele falou logo com a pergunta. Mas o que ele queria que ela fizesse? O que seria o próximo passo para o permitir ainda ficar ali e convence-la de matar seus desejos e ideias que agora se multiplicavam em sua cabeça na medida que ele olhava o corpo da morena se prendendo um tempo a mais em seu decote. Então ele deu um suspiro. - Bem… Eu tenho uma ex namorada, que já me traiu um monte de vezes. - começou tentando seguir a mentira que inventava - O que eu não tenho problema, afinal escolha dela. - deu de ombros , pois mesmo nunca estando em um relacionamento sério era difícil para si acreditar que uma pessoa se prenderia apenas a alguém. - Ela vem para cá, e vai vir com papinho de que quer conversar e tal. O que eu já acho que não tem nem mais lógica. - deu de ombros - Então como eu disse, você deve fazer inveja para qualquer menina aqui, e eu não estou muito afim de inventar uma desculpa para a menina novamente. Afinal é meio chato dizer que não quer transar com sua ex mesmo estando solteiro,né? - falou pendendo levemente a cabeça para ela com um sorriso no canto dos lábios - Então, cê não teria que fazer mesmo nada, só fingir por uns minutos que esta comigo. - mordeu a parte interna da bochecha do lado de sua cicatriz. - Eu falaria coisas no seu ouvido, dançaria com você, pagaria sua bebida e talvez, se você quisesse, te beijaria. - inclinou levemente para frente citando um por um - E depois que a Amanda aparecesse, e provavelmente falasse algo, eu desapareceria para você curtir o resto da sua noite. - mentiu, na verdade o plano na cabeça dele era leva-la para seu apartamento. Mas isso ela só precisaria saber depois.
Devido aos seus anos de experiência e os diversos parceiros que já tivera ao longo da vida, Letícia havia adquirido a habilidade extremamente útil de conseguir ler e interpretar o perfil de todo e qualquer homem que viesse conversar consigo em questão de minutos. Bastava apenas algumas poucas frases para que traçasse um tipo específico e, claramente, adaptasse a sua própria conduta de acordo com os seus objetivos. Sabia como afastar quem não era de seu interesse, bem como atrair ainda mais quem de fato desejava. Enquanto o auto denominado Augusto discursava sobre as traições de sua ex namorada, ela o encarava com o meio sorriso intacto no rosto. Junto à brincadeira de pagar toda a sua bebida da noite caso o ajudasse, acreditava que aquela era a maneira mais clichê de conquistar alguém já inventada. O que a fazia ter ainda mais certeza do poder de conquista do homem. Se havia aprendido algo ao longo de sua lista de paqueras, é que quanto mais charmoso, forte e com cantadas baratas um homem for, mais mulheres ele consegue levar ao seu apartamento. A tese pode até parecer fraca quando posta de tal maneira, mas após uma breve análise era óbvio que alguém com a postura corporal extremamente confiante tal qual, não usaria cantadas baradas a menos que conseguir a garota que quisesse naquele lugar não fosse uma tarefa fácil. Para Augusto e todo o seu charme iminente, atrair uma presa para a sua cama poderia ser mais simples do que brincadeira de criança. O notar de tal constatação a deixou atiçada, por isso fingiu acreditar em toda aquela desculpa, pelo menos enquanto fosse necessário. Prestava atenção em cada uma de suas palavras, e devia admitir que à medida que ele se aproximava e pronunciava cada parte de seu plano, um arrepio lhe percorria a espinha, e seu corpo parecia já se preparar para as ações futuras. Assim que ele se calou, Letícia ergueu o olhar e o encarou sem mover um milímetro, mantendo a pouca distância imposta por Augusto. “Okay.” Cedeu, sorrindo inocentemente. “Tua ex deve ser muito louca pra você tá bolando um plano desse, e eu mais louca ainda por topar correr o risco de apanhar por um desconhecido. Cê vai bancar minhas festas pelo resto do ano se essa mina me der um tapa, hein?” Riu de leve, e então virou o corpo para pegar a bebida sobre o balcão. Deu um longo gole na mesma e então ajeitou a postura, correndo os olhos pelo local em seguida. “Que horas ela chega mesmo?”
viniau-gusto:
Por muitas vezes passar toda quinta, sexta e sábado trabalhando todo o período da tarde e noite, as quartas-feiras se tornavam sagradas para Vinícius. O dia que marcava o meio da semana era também o dia que Augusto poderia curtir do fim da tarde até a madrugada do outro dia, sem se preocupar com o trabalho no pub ou estudos diversos que sempre precisou fazer mas sempre deixou de lado. Era o dia dele. E como todos os dias mesmo sem motivo Vinícius bebia, na tão esperada quarta-feira não iria mudar. Desde às 21h estava em um boate que já era conhecida para ele em São Paulo, onde sabia que mesmo no meio da semana estaria cheia. Já era 23h, e Vinicius conversa com uma menina no bar enquanto o seu celular se enchia de mensagens de uma das suas ficantes, Amanda, que queria se encontrar com ele naquela noite. Augusto então suspirou olhando para o aparelho, sabia que tinha várias vantagens com aquilo, não teria que gastar as energias com a ruiva que estava ficando naquele momento para ir no seu apartamento, além de ter a certeza que Amanda por mais irritante que fosse era boa de cama. Então quando recebeu a mensagem que a mulher estava saindo de casa, não demorou dois minutos para despistar a ruiva e ir de encontro aos seus amigos. Estava com os meninos jogando conversa fora, zombando de um que tinha acabado de levar o maior fora da noite, e só nesses minutos ele já tinha virado mais duas doses de vodka, quando viu entre as cabeças dos seus dois amigos alguns metros atrás dele, uma mulher que com certeza deveria saber que atrairia os olhos de todos os homens- e algumas mulheres-daquele lugar caminhando em direção ao bar. A beleza dela era estonteante e para Vinicius também não passou despercebida. Seguiu com os olhos com um predador admirasse sua presa, e só saiu do transe quando seu celular vibrou mais uma vez no seu celular “Merda!” exclamou baixo, não podia deixar passar a chance que poderia ter com a morena que acabara de ver, e ao mesmo tempo ele não confirmou nada com Amanda, só que estaria lá. Então teve que pensar rápido, e não demorou um minuto para sair caminhando em direção a desconhecida parando do lado dela e encostando no balcão. - É o seguinte. Você é muito linda. E com certeza, qualquer garota aqui deve estar morrendo de inveja de você. - falou em um tom mais alto para que chamasse atenção dela e ela ouvisse - Mas isso você já deve saber. - Vinícius falava com um tom natural na voz, “Cara, ela é ainda mais bonita de perto.” pensava mentalmente enquanto agora tinha ela a alguns centímetro de si. - Eu sou o Augusto. - se apresentou apontando para o próprio peito - E eu sei que eu sou um desconhecido, mas se você pudesse me fazer um favor, eu prometo pagar toda a sua conta do bar de hoje. - falou com um sorriso no canto dos lábios inclinando levemente para ela. - Se você permitir, é claro. - acrescentou no final, porém mais para ela não imaginar o que realmente passava em sua cabeça agora.
@lets-caetano
Craig Alan. Esse era o nome da sua dor de cabeça na última semana. Os prazos para a nova exposição da galeria estavam ficando cada vez mais próximos, e era extremamente necessário que Letícia fechasse contrato com algum artista internacional, para chamar a atenção da mídia. Alguns se vendiam facilmente pela ideia de ter uma visita paga ao Brasil para expor seus trabalhos, e outros, como Craig, exigiam muito mais da sua paciência. No entanto, obstinada como era, ela não estava nem perto de desistir da conquista. Passara as noites de domingo, segunda e terça negociando com ele via Facetime. Naquela quarta, esperava o e-mail de resposta dele com a contraproposta para o que ela acreditava ter sido o quinto contrato que lhe enviara. O relógio marcava cerca de 22hrs quando ela percebeu que, mais uma vez, ficara cega diante de seus objetivos e todo aquele acúmulo de frustrações estava deixando-a tensa. Com tal pensamento em mente, resolveu colocar uma roupa e ir atrás de uma boa e velha transa para relaxar. Precisava deixar Craig de lado por alguns minutos se quisesse ter paciência nos dias seguintes. Assim que chegou na única balada em São Paulo que, ao seu ver, tinha homens de qualidade durante a semana, foi direto para o bar. Pediu uma Margarita ao bartender, e assim que ouviu a voz suave, sorriu e virou o corpo para encarar de quem se tratava, satisfeita por ter conseguido um flerte em tempo recorde. Com a cabeça baixa, Letícia encarou o homem desconhecido começando por baixo, até chegar em seus cachos negros. O semblante de bad boy dera um impulso na sua volúpia. Acostumada com a série de desculpas que todo homem inventava para conseguir qualquer espécie de atenção vinda do sexo feminino, ela apenas arqueou as sobrancelhas, sorrindo fraco, entregando que não estava nem um pouco impressionada com toda aquela farsa. “Hm... Toda a minha conta do bar? Você não sabe o prejuízo que eu sou capaz de te dar.” Finalmente respondeu, rindo de leve. “Sou a Letícia, prazer.” Estendeu a mão para ele, e assim que a segurou, puxou-o para perto, depositando um beijo em uma de suas bochechas, como era costumeiro dos paulistas. “Mas antes que eu tope, me conta ai que que cê quer que eu faça.” Poucas eram as coisas que impunham limites em Letícia ao ponto dela dizer que não, posto que acreditava já ter visitado o inferno nessa vida, mas ainda assim, justamente graças ao seu passado se tornara mais alerta e cautelosa.
@lets-caetano: não sei dizer o que tá mais arte nesse vídeo - tua vibe ou teu sorriso. @viniau-gusto
@lets-caetano: #2day