“Faz de conta que o tempo não passou, faz de conta que eu ainda tenho oito anos e tudo é como antes. Será possível sentir o mesmo que eu sentia naquele tempo?”
— Érico Veríssimo - Música ao longe.

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@linhasdelivros
“Faz de conta que o tempo não passou, faz de conta que eu ainda tenho oito anos e tudo é como antes. Será possível sentir o mesmo que eu sentia naquele tempo?”
— Érico Veríssimo - Música ao longe.
“Antigamente tudo que acontecia tinha uma importância tão grande que enchia um dia, uma semana, às vezes um mês.”
— Érico Veríssimo - Música ao longe.
“Para que fugir se a vida em toda a parte deve ser igual?”
— Érico Veríssimo - Música ao longe.
“Como é que uma pessoa pode viver perto da gente muitos, muitos anos e nunca chegamos a ver bem como ela é?”
— Érico Veríssimo - Música ao longe.
“Estou tão triste, tão enjoada de tudo que só tenho vontade de dormir, de dormir para esquecer.”
— Érico Veríssimo - Música ao longe.
“O dia devia acabar depressa. Hoje não precisa acontecer mais nada. O que ela descobriu basta para encher um dia, dois, muitas semanas, muitos meses.”
— Érico Veríssimo - Música ao longe.
“Ver é bom, mas pensar depois no que se viu é ainda muito melhor.”
— Érico Veríssimo - Música ao longe.
“Mas o meu quarto é o lugar melhor do mundo. Aqui tudo é meu, aqui ninguém se mete, aqui não há caras tristes. Na prateleira estão os meus livros, os meus romances. Quando leio, gosto de imaginar que sou a mocinha da história. Ler é muito bom. Se não fosse a leitura, eu era muito infeliz.”
— Érico Veríssimo - Música ao longe.
“Descobri que não gosto de festas. Eu me divirto mais quando estou sozinha.”
— Érico Veríssimo - Música ao longe.
“Um dia destes estive pensando muito, muito na minha vida. Aquela impressão que eu tinha quando era mais moça, aquela impressão de viver sozinha, sem amigos, sem pessoas que me quisessem bem, agora voltou.”
— Érico Veríssimo - Música ao longe.
“E ela sente vontade de falar e gritar, de fingir alegria, de ficar como toda esta gente. Sente vontade mas não consegue nem ao menos sorrir.”
— Érico Veríssimo - Música ao longe.
“Que coisa curiosa, a memória da gente. Fatos que pareciam esquecidos de repente brotam claros, como se estivéssemos vendo e vivendo de novo.”
— Érico Veríssimo - Música ao longe.
“Não compreendi bem, mas achei bonito. Será possível acharmos bonito um verso que não compreendemos? Penso que é.”
— Érico Veríssimo - Música ao longe.
“Mas a culpa é minha. Eu não devia observar tanto, pensar tanto. Se vivesse mais no ar, era mais feliz. Quando a gente quer olhar tudo, acaba descobrindo o que há de feio no mundo.”
— Érico Veríssimo - Música ao longe.
“Que engraçada é esta vida! Às vezes tenho vontade de voltar de novo aos sete anos. Naquele tempo o mundo era diferente.”
— Érico Veríssimo - Música ao longe.
“De que serve esta vontade que a gente tem de ver e de fazer coisas bonitas? De que vale este desejo de ter bons amigos, de viver no meio de gente alegre? De que vale tudo isso, se os 'outros' não compreendem? Se os outros não correspondem, meu Deus!”
— Érico Veríssimo - Música ao longe.
“Tudo parece renascer com a manhã.”
— Érico Veríssimo - Música ao longe.