A altivez dos passos diz que é nobre o sangue que corre em ALEERA ORIANNA ESSAEX. Sendo ASTUTA e VINGATIVA, ela foi escolhida como hospedeira e protegida da DEUSA SEKHMET. Aos 25 anos, cursa o NÍVEL II, com aulas extracurriculares de DUELOS MÁGICOS, ESGRIMA, EQUITAÇÃO, MEDITAÇÃO E HARMONIZAÇÃO DIVINA.
I. resumo ✹ II. wanted connections
Mulheres não herdam o trono. Foi isso que Aleera cresceu ouvindo e, embora soubesse que um cargo de igual importância lhe era reservado – o papel de sussurrar, manipular, aconselhar e colocar nobres líderes no caminho correto, mantendo a ordem e a paz no Império – foi impossível não sentir certa insatisfação em relação ao título que jamais lhe pertenceria, primeiro por ser mulher e, mesmo que isso não fosse um empecilho, também jamais alcançaria o trono, já que não era a mais velha das princesas.
Essa frustração não durou muito tempo, mas moldou os anos iniciais de sua educação e a colocou na busca por ser excelente. Poderia não se tornar Imperatriz, mas decidiu que seria perfeita como khajol. Portanto, mesmo ainda no início de sua educação dentro dos muros do palácio em Ânglia – é claro, quando compreendeu de fato as implicações de seu gênero no contexto social do Império – Aleera mostrava dedicação inabalável em suas lições e estudos.
Decepcionou sua mãe uma única vez, uma mancha que a acompanha sempre que sente os olhos da Imperatriz Meritaten sobre si. Em sua ingenuidade e espírito aventureiro infantil, Aleera verbalizou durante o jantar sua admiração pelos dragões e seu desejo de se tornar uma montadora. Seu erro, percebido tarde demais, lhe rendeu um longo e desagradável sermão (e sua mãe mais exaltada do que jamais vira), mas a fez compreender que jamais montaria um dragão; esta função não era digna de uma princesa. A ela cabiam as artes da magia e a corte, não a Fronteira e a Guerra. Aleera não discutiu, mas o fascínio pelas criaturas não a abandonou, mas permaneceu para sempre secreto.
Não soube dizer, a princípio, quem seria a divindade que a escolheria; seus sonhos, sempre disformes e incertos, sempre lhe revelavam imagens desérticas e relacionadas à uma leoa – sempre solitária. Foi somente quando sua curiosidade levou a melhor e ela cedeu à pesquisa, que identificou a divindade como sendo a deusa Sekhmet.
Suas atividades extracurriculares foram escolhidas não só com base na utilidade, mas também por prazeres pessoais, sendo todas elas fonte de interesse e contentamento para a princesa.
No que tange a decisão de seu pai de abrigar os militares em Ardosia, Aleera não ousou pronunciar uma palavra que fosse, sabendo que a presença dos changelings e seus dragões desagrada (e muito) sua mãe. Secretamente, porém, ela está animada pela hipótese de ter dragões em Hexwood, já que assim poderá vê-los mais de perto do que jamais imaginou.
✹ HER TEMPER ✹
Aqueles fora de seu círculo social a descrevem como fria, distante, e até mesmo arrogante, mas é impossível negar que Aleera mostra elegância nos mais singelos movimentos, seja num sorriso (por mais raros que estes sejam) ou num gesto das mãos ao manusear seu pincél.
O carinho ela reserva para aqueles mais próximos em seu círculo de amizades, embora não se pode em seus relacionamentos, afinal, flertar nunca fez mal a ninguém. Rumores acerca de suas preferências tendem a dizer que tanto rapazes quanto garotas já caíram em seus charmes.
É ambiciosa e está sempre correndo atrás da sua melhor versão, buscando as maiores notas e os melhores resultados tanto nas aulas regulares da Academia quanto em suas atividades extracurriculares.
Apesar de um membro da família real, Aleera não é de se limitar pelos ideais alheios - se gostar da pessoa se aproximará, senão não e ponto. O mesmo vale para aqueles cuja presença possa ser interessante ou vantajosa, mesmo que não seja bem visto em seu âmbito familiar quando se tratando de changelings.
É persistente (teimosa aos olhos de algumas pessoas) e dedicada, e jamais vai desistir de perseguir algo que acredita ser capaz de alcançar ou de lutar pelo que acha certo. Seus treinamentos e meditação a tornaram alguém quase sempre paciente (créditos dados aos seus irmãos e irmãs) e perspicaz. Contudo, é extremamente autocrítica, sempre acreditando que não alcançou o ápice de seu potencial, sempre achando algo que ainda deve ser aprimorado. Aleera não aceita o próprio fracasso.
Em seus relacionamentos interpessoais, a princesa é carinhosa com aqueles que gosta, leal até os ossos àqueles que a conquistam e é uma amiga protetora, sempre oferecendo conselhos (mesmo quando estes não lhe são pedidos). É alguém com quem se pode ficar em silêncio confortável, mas também adora uma boa bagunça (uma travessura, uma escapada…) e é impiedosa quando é confrontada em combate - não hesita em machucar alguém se necessário. No que diz respeito ao romance, por ser um membro da família imperial, ela sabe estar destinada a um casamento político e, por isso, não tem expectativa alguma de encontrar o amor.
















