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Olá Dezza! Recentemente voltei a desejar escrever e já me perguntei muitas coisas sobre a minha possível narrativa, por isso, decidi começar um planejamento para cada "tópico" da minha história. Assim, eu poderia responder todas as minhas perguntas anteriores e ter uma ficha para os personagens, acontecimentos e outros
Tenho tido muitas ideias que poderiam ser adicionadas a história, mas uma sempre anula a outra. Sem contar que eu não sei como falar sobre o tema principal, (que a propósito é bem delicado) o que definitivamente é um problema já que não quero desistir desse plot e simplesmente começar um dos outros que tenho anotado por tanto tempo
Sou uma adolescente e quero muito fazer algo sério, talvez escrever tudo agora para mais tarde publicar um livro (?).
Não sei se entenderá minha escrita e explicação confusas, de qualquer forma sinto que talvez você me veja muito por aqui. Obrigada! <3
Olá, vou adorar te ver mais vezes por aqui, hahaha. <3
Então, acredito que no seu caso você precise fazer mais algumas pesquisas e consumir mais obras sobre o tema, agregar mais bagagem ao seu conhecimento. Às vezes, a gente quer muito escrever sobre algo, mas ainda não amadurecemos o suficiente para desenvolver o plot, sabe? Só tome cuidado para não se afundar nas pesquisas e no planejamento, e não partir para a ação; a teoria é bom, mas é na prática que a gente aperfeiçoa nossas ideias.
Parece também que você está se pressionando demais para escrever essa história, o que é o inimigo número um da criatividade, infelizmente. Tente não se cobrar tanto no processo, tenha em mente que no momento você está produzindo um rascunho da sua ideia, as coisas não precisam, e nem vão, estar perfeitas na primeira versão do manuscrito, então quanto antes você assimilar isso, melhor para sua fluidez de produção. Planeje, escreva, deixe de molho, releia um tempo depois, anote o que precisa ser melhorado, reescreva... Essas são as etapas naturais da escrita.
Continue anotando as ideias que está tendo e depois veja como você pode adaptá-las para que elas funcionem na sua história. Uma ideia não é um objeto rígido que não pode ser modelado, pelo contrário! Ideia é como uma massa de modelar, que você tem a liberdade de manusear e criar a forma que você bem entender e conseguir produzir. Não limite tanto sua criatividade, certo? Coloque mais leveza ao seu processo criativo. :)
Indicação: Histórias (mais ou menos) assustadoras. A antologia apresenta 8 contos de autores nacionais com uma pegada de terror e suspense, mas que — como dito no título — não vão te fazer morrer de medo. Os contos apresentam temas e os estilos diferentes de cada autor. Com algumas narrativas leves e outras mais densas, uma grande qualidade da obra é a presença de personagens casualmente diversos protagonizando suas histórias. Ao pular de um conto a outro, é perceptível a mudança na escrita, as histórias prendem a atenção e a leitura segue um ótimo ritmo. Meus contos favoritos foram: ▪︎A casa bem-assombrada — Uma garota no espectro autista descobre que fantasmas podem te ajudar no serviço doméstico se gostarem de você. ▪︎Um dia, a eternidade acaba — Uma brasileira trabalhando para um vampiro italiano cheio de alergias tentando viver nos tempos atuais. ▪︎1999 — Com inspiração em a Bruxa de Blair, nesse acompanhamos um grupo de amigos investigando a existência de uma bruxa numa realidade bem tecnológica. "Histórias (mais ou menos) assustadoras" foi publicado em formato digital pela @agenciamagh e está disponível no kindle Unlimited. https://www.instagram.com/p/CGplXp4D1gh/?igshid=d33hj75jwm8a
Como escolher o narrador da minha história?
Quem é o narrador? Na grande maioria das vezes, o narrador é apenas uma voz que relata acontecimentos. Talvez seja a sua voz. Talvez seja uma voz que você assume quando coloca o manto de contador de histórias (sim, a sua voz como pessoa e como escritor podem ser diferentes). Nesses casos, o narrador não participa, ele não é um personagem e nem assume opinião. Ele apenas conta a história. E pode contar essa história de cima, como se fosse uma divindade que tudo sabe e tudo vê; ou pode contar essa história de uma forma mais próxima a alguns personagens. Em outros casos, porém, você pode usar um narrador com mais personalidade, que conta aquela narrativa da maneira como a vê. E aqui nem tudo que é relatado é confiável, uma vez que a história não traz mais um fato, mas uma versão do fato. Também temos a possibilidade de o narrador ser mais do que alguém que apenas conte a história, mas alguém que também a vive, nos falando em primeira mão de suas experiências. Quando também é um personagem, é comum que o narrador seja o protagonista, mas isso não é obrigatório. Veja o caso das histórias de Sherlock Holmes, em que o narrador é o médico Watson. Essa escolha por parte do escritor Conan Doyle, de não usar Holmes como narrador, é estratégica e extremamente inteligente. Ela faz com que os mistérios nos pareçam mais complexos além de tornar a própria personalidade do personagem central mais enigmática e complicada – afinal, enxergamos tanto os casos investigativos quanto o próprio Holmes pelos olhos de Watson. Algo parecido também acontece em “O Grande Gatsby” e tantas outras obras. Quem é o narrador, então? É quem conta a história.
E uma mesma história pode soar totalmente diferente dependendo de quem a conta. Por isso, reflita sobre qual voz e visão será a mais interessante para dar vida à narrativa que você imaginou. Seria a sua voz? Seria uma voz misteriosa? Seria a voz de um personagem? Para essa decisão não há truque ou técnica que dê conta.
Para essa decisão não há escapatória. Você terá que sentar e conversar com o universo de narradores que habitam a sua cabeça. Mas há uma boa notícia: todos eles adoram contar histórias.
Como escolher o narrador da minha história? was originally published on NaNo
Olá, escritores! Demorei um pouco mais do que eu gostaria para voltar com um post, mas estou aqui. Recentemente eu comecei a estudar mesmo escrita e por causa disso estou lendo vários livros desse tema. Praticamente todos eles são em inglês, então não é tão acessível assim, mas decidi que enquanto leio eles, vou fazer uma série de posts com o que vou aprendendo. Esse daqui é o primeiro post de uma série que pretendo fazer sobre o livro Save The Cat! Writes a Novel, escrito por Jessica Brody. Para quem não conhece, save the cat é um “método” usado por roteiristas para estruturar e fazer outlines de roteiros, e a Jessica Brody escreveu sobre como isso poderia ser adaptado para escrever livros.
Nesse post aqui eu vou falar um pouco sobre o primeiro capítulo desse livro, que fala sobre criar um personagem cuja história vale a pena ser contada.
o que faz um personagem principal?
Para criar um personagem principal que é interessante, memorável, com quem o leitor consegue se relacionar, você precisa dar para ele três coisas: um problema (ou uma falha, defeito que precisa ser consertado), um desejo (ou um objetivo que ele está buscando) e uma necessidade (ou uma lição que ele precisa aprender). Agora vamos entender um por um.
Continuar lendo
faz um milhão de anos...
Oi gente, como vocês estão?
Faz muito tempo que não entro aqui, confesso que quase não lembrava mais da senha. Mas bateu a saudade.
O Litterarium foi um projeto que criei na adolescência (não muito tempo atrás, olhe lá), e aqui, nesse universo, eu queria falar sobre livros, sobre escrita, mercado editorial, ajudar algumas pessoas com suas próprias histórias, conversar sobre assuntos em comum... E foi muito bom por todo o tempo que entrei e usei essa plataforma.
Eu não planejava abandonar o blog, acho que foi o tipo de coisa que simplesmente aconteceu com o tempo e eu nem tive a capacidade na época de avisar por aqui de uma forma mais concreta. Chegou um ponto que continuar aqui não fazia mais tanto sentido, e eu parei de entrar no tumblr, não faço ideia como a comunidade está nesses tempos, perdi o contato, parei de escrever, me afastei desse mundo.
Então aqui estou eu de novo, no meio da pandemia, querendo voltar a fazer alguma coisa. E meio que voltei, mas não aqui.
Eu passei para dar um oi, planejo entrar aqui mais vezes. Não irei voltar a betar, pois não tenho mais esse tempo disponível, mas se quiserem uma opinião estou por aqui.
Eu comecei um blog novo (resenhando livros) e talvez uma newsletter, ambos ainda estão bem no início, eu ando meio enferrujada, e ainda estou tentando encaixar um cronograma, mas se quiserem dar uma conferida sejam bem-vindos.
A ideia geral desse post que está ficando enorme é dizer que estou pensando em voltar com posts, falar sobre o mercado em geral e para dizer que vou participar do NaNoWriMo esse ano. yey! então me convidem para as salas (eu nem sei se lembro como participar kkk). Também vou comentar sobre meu processo no NaNo por aqui (assim espero).
Enfim, se você ainda me segue por aqui, olá de novo ;)
olá, ainda tem gente aqui? 🗣🗣
(tem algumas mensagens, vou olhar tudo com calma)
o pai da personagem é viúvo e irá se casar novamente. a filha não se dá mto bem c a madrasta. soa muito clichê? o q eu poderia fazer para que não seja?
Não acho que vale muito a pena se preocupar se o plot é clichê ou não, se você gosta da ideia que teve e quer escrever, escreva. Por que no lugar de pensar se soa clichê você não se pergunta “a enteada não gostar da madrasta vai gerar desenvolvimento das personagens? O motivo para ela não gostar da madrasta faz sentido? O relacionamento das duas será uma questão a ser abordada na história com devida importância?” e assim por diante. Pensar no enredo como um todo costuma trazer um melhor planejamento e desenvolvimento da obra (e aquele descarte de cenas/ideias que estão ali só para ocupar espaço).
Se você quiser conversar ou tirar dúvidas, estamos aqui. (Myrla)
Oi! Como devo eu saber se o meu primeiro capítulo devia ser um prólogo?? Ele é um pouco mais pequeno que os outros capítulos, mas não sei se é o suficiente para o considerar um prólogo. Obrigada desde já ❤️
Olha, eu penso assim: o prólogo é um extra para a história, que tem que ter algum sentido em estar ali, mas digamos que se ele não estivesse não iria interferir em nada do enredo. É mais aquela ferramenta para aguçar a curiosidade do leitor.
Não é porque o primeiro capítulo é um pouco menor que os outros, que isso automaticamente vai tornar ele um prólogo, porque apesar de ser quase uma exigência o prólogo ser menor que um capítulo, um capítulo pequeno não vai se tornar prólogo só por isso.
Vamos pegar um gancho no que eu falei ali em cima: se você simplesmente tirasse esse primeiro capítulo, o que ele iria interferir na história? Se a ausência dele for deixar a leitura do atual segundo capítulo confusa (ou até mais para frente), então ele não tem que ser prólogo não, é capítulo mesmo.
Nos capítulos tem tudo o que é importante para o entendimento e desenvolvimento da história. Agora o prólogo é mais uma artimanha de conseguir a atenção do leitor, deixar ele curioso e seguir em frente com leitura, por isso que as vezes eles começam sem cabeça e termina sem pé, não são claros, mostram alguma coisa que você fica chocado, ou fica tentando entender o que está rolando. Ele tem a função de prévia, não de entendimento, ou clareza.
Gabes
Como introduzir um personagem na história e descrevê-lo? Tipo, já que é narrado em primeira pessoa, logo minha pp não descreveria ela mesma, mas como posso fazer isso para os leitores sem soar narcisista e amador?
Você pode fazer da maneira que achar melhor, não há regras específicas. Utilizar a personagem se olhando no espelho (por mais clichê que seja) e amando a sua aparência não significa que ele é narcisista ou que a escrita é amadora.
Uma dica boa é não jogar toda a descrição de uma vez só. Você pode dar as características da personagem no decorrer do texto. Aqui está o link da tag de descrição do blog que pode te ajudar, clique. (Myrla)
Oi, eu estou escrevendo uma história em que minha personagem principal sabe decifrar códigos, porém estou tendo um pouco de dificuldade de descrever ela fazendo tal ato, sem ficar confuso, me ajudem pfv!!! obrigada
Então, acho que você tem que ter ao menos uma ideia de como códigos funcionam, assim a descrição será mais verídica. Que tipo de código ele está decifrando? Para que objetivo? Quais são as principais dificuldades sobre esse código em específico? Há falhas nele?
Lembrando que você não precisa descrever tudo sobre os passos que a personagem está seguindo, considerando que muitas pessoas não tem conhecimento sobre o assunto, fazer de uma maneira simplificada que faça os leitores terem ideia do que está acontecendo e o que a personagem está fazendo já funciona. (Myrla)
oi <3 então, tenho essa história de fantasia que escrevi há muito tempo e me distanciei dela por anos. o problema é que, agora que voltei, TÁ TUDO SOLTO. eu criei um mundo inteiro e complexamente bem construído mas simplesmente é tanta coisa, mas tanta coisa que eu não sei o que fazer e por onde começar a reunir as informações. tem nota em celular, tem folha de papel avulsa, tem documento no word, tem informação em tudo quanto é canto e eu não sei mais o que fazer aaaaaa me ajuda pls
Você precisa organizar suas ideias. Junte as informações que você tem sobre esse mundo e analise se tudo o que você construiu faz sentido. Não há nada solto ou contradizente entre suas notas? Realmente é necessário ter tantas informações e tanta coisa dentro dele? Trace as principais características, aqueles que são de suma importância para a história, e se concentre a partir disso.
Espero que ajude. (Myrla)
Estou presa em uma história desde 2015, eu revisei ela, escrevi novamente e mesmo assim não consigo sair do primeiro capítulo, help me
Olá!
Você já considerou escrever outra parte da história? Sabe, não é obrigatório você começar pelo início e escrever de forma linear, você pode ir escrevendo as cenas que já estão definidas na sua cabeça, ou diálogos e só depois encaixar tudo no que seria a ordem da sua história. (Myrla)
AVISO!! Importante - Betagem
Sei que estou sumida do tumblr, é que o tempo anda bem corrido mesmo, principalmente agora que estou no fim do período - cheia de trabalhos pra fazer e sem ter a mínima ideia de como vou fazer por motivos de:
estou sem computador.
Já faz três semanas que meu computador estava com problema e depois levei para um técnico só para me dizerem que não sabem o que está errado 😒
Então, não sei quando vou receber meu computador e perdi quase todos os meus arquivos, o que me lembra: meninas que estão esperando minhas betagens, desculpa pela demora, mas infelizmente vou demorar um pouco mais (e provavelmente ter que recomeçar tudo de novo).
Vou tentar responder as asks assim que possível.
e é isso gente, espero que entendam. (Myrla)
Você conhece outros lugares que façam betagem? Preciso urgente :(
Acho que @romancesbaratos e @projetosnopapel estão fazendo ^^
Alô, vocês poderiam me indicar um site para postar originais? Eu pesquisei e indicaram Recanto das Letras para um trabalho mais formal, e wattpad para um mais descontraído. Como não é simplesmente um passa tempo para mim, sempre fiquei com um pé atrás no wattpad por causa de público, mas como nao estou levando tão a sério, também fiquei com um pé atrás Recanto das Letras... Alguma dica?
Procurei um antigo post de outro tumblr com algumas plataformas para postagem de histórias originais, mas não encontrei. (Se alguém souber outras, por favor mandar na ask).
Olha, o Wattpad tem seus problemas, mas acho que é uma boa plataforma para quem está começando, e mesmo com poucos leitores é possível ver a receptividade da obra. Só conheço o Recando das Letras de nome, então não poderia pontuar qual seria melhor. Acho que deve optar de acordo com o que você pretende conseguir postando sua história. (Myrla)
@cabinecentoeum disse: Uns sites pra postagem de histórias > aqui.
Eu estou escrevendo uma história sobre um apocalipse zumbi, mas muitas vezes me vejo escrever "zumbi" demais. Poderiam mandar uma lista de palavras que poderiam ser usadas no lugar?
Olha, você pode pesquisar algumas palavras que sejam sinônimos no Google ou em qualquer site de pesquisa.
Ou você pode criar uma própria denominação para eles. Há um termo científico na sua história para denominar zumbis, explicar a existência deles? Se a contaminação for através de um vírus fica até mais fácil pois você pode criar o nome do vírus ou da doença (quando alguém já esta infectado). (Myrla)
@ellswrites disse: Me metendo sem ser chamada, você poderia se inspirar em Resident Evil. Eles sempre criam nomes pros vírus/microrganismos que causam as infecções.