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@lostinsidemebl
Eu nem sei direito como começar isso, porque falar de você já me deixa todo fora do eixo. Mas preciso dizer, você me desmonta. Me desarma de um jeito que, sinceramente, me tira o ar. E o mais louco? Você nem faz ideia.
É no jeito como você fala. Tem uma calma na tua voz que me toca num lugar fundo, meio escondido, onde ninguém nunca chegou. Às vezes, só de te ouvir contando algo bobo, do teu dia, de como esqueceu onde pôs as chaves ou do que comeu no almoço… eu fico ali, quieto, com um sorriso idiota no rosto e um calor subindo por dentro. Como se cada palavra tua me despisse devagar.
E quando você come alguma coisa, então… puta merda. Não sei se é a forma como teus lábios se movem, ou como teus olhos se fecham por um segundo quando algo te dá prazer. Mas eu fico imaginando como seria te provocar assim, com as mãos, com a boca, fazendo você reagir igual, mas por mim.
Teu olhar… é outro problema. Você me encara e eu esqueço quem sou. Fico mole. Fico duro. Fico tudo ao mesmo tempo. Mesmo em um story, mesmo numa foto, mesmo numa lembrança, teu olhar me fode. E eu não digo isso só no sentido do desejo, digo na alma também. Porque tem um carinho, uma entrega, uma promessa escondida nesse teu jeito de olhar o mundo… e eu quero ser o homem que merece isso.
E olha, não precisa estar aqui. Você tem esse poder à distância. Um áudio teu, uma mensagem, uma foto aleatória tua comendo besteira ou bagunçando o cabelo… e pronto. Já tô com a respiração pesada, com vontade de te ter por perto, de te tocar, de fazer o tempo parar pra te descobrir inteira, com calma, com pressa, com tudo que tenho.
Você me excita sem esforço. Me move sem nem perceber. E eu fico aqui, doido, tentando disfarçar esse efeito que você tem em mim, mas por dentro, sou todo teu. E mal posso esperar pelo dia em que vou te dizer isso no teu ouvido, com meus lábios colados na tua pele quente, enquanto te mostro com o corpo tudo o que agora só posso escrever. -Thato.
“Não sou de morrer sufocada com palavras que não disse, mas ultimamente ando com um engasgo verbal.”
— Nanda Souza
Eu que nunca permiti que soubessem como eu sou quebrada por dentro já não consigo esconder o olhar triste, acreditava que eu estava inteira após tantos anos, mas bastou permitir que uma pessoa entrasse novamente para descobrir que sou apenas pedaços. Isso é sobre abrir portas, janelas ou frestas, é sobre acreditar, é sobre permitir que me usem, é sobre me quebrarem de todas as formas possíveis. O pior que não posso culpar ninguém, só a mim mesma, porque eu sempre soube que tudo era apenas para machucar, sou a única culpada por me usarem, e tudo bem, foi uma grande lição, as portas precisam estar trancadas, as janelas travadas e nenhuma fresta de luz deve entrar, e assim remendar todas as suturas que se soltaram para permitir que um alguém entrasse.
Apesar de tudo, Você
"Oi, meu amor… Hoje eu tentarei ser forte. Jurei que não escutaria nossas músicas, nem me perderia em filmes que só fazem a saudade doer, muito menos folhearia aquelas fotos que ainda me rasgam o peito. Mas a verdade é que você vive em cada canto do meu pensamento. Eu finjo que sigo, mas, por dentro, tudo ainda é teu."
Alma de Lobo - Solus Taciturnus.
Terça feira, 3h15 da manhã.
Hoje eu não consegui pensar em outra coisa que não fosse ela. Não que isso seja novidade. Ultimamente, ela tem invadido meus pensamentos até nos momentos mais banais, como se estivesse ali, sentada ao meu lado, me olhando com aqueles olhos castanhos que parecem enxergar mais do que eu mesmo enxergo em mim.
Ela tem um jeito... meio moleca, sabe? Brinca, provoca, riso solto. Sempre com aquele sorriso meio torto que desarma qualquer defesa que eu tento manter. E é exatamente isso que me deixa louco. Porque por trás dessa leveza toda, existe uma mulher que me tira o fôlego, sensual sem perceber, ou talvez percebendo, mas fingindo que não. Ela mexe no cabelo de um jeito distraído e eu fico hipnotizado, como se estivesse assistindo à cena mais erótica do mundo. E ela nem sabe.
Ou sabe?
Às vezes acho que sim. Que ela percebe como fico sem ar quando ela me chama, mesmo que só para conversas cotidianas. Como meu corpo reage só de ouvir a voz dela, aquele tom entre riso e desafio. Ela é o caos mais bonito em que eu já estive disposto a me perder.
Eu queria dizer tudo isso pra ela. Queria ter coragem de olhar nos olhos dela e confessar que, sim, estou apaixonado. Que desejo cada parte dela, o corpo, claro, mas também a alma inquieta, a mente curiosa, o jeito leve de ver o mundo. Eu quero tudo isso. Quero ela rindo das minhas piadas ruins, dividindo um café comigo num domingo preguiçoso, dormindo de cabelo bagunçado no meu peito.
Mas por enquanto, só tenho essas palavras, esse papel. E esse desejo guardado no peito, ardendo silenciosamente toda vez que imagino passar por mim e sorrir, como se nem fizesse ideia do estrago que ela causa.
-Por Thato.
Você é minha perdição mais bonita.
Eu te olho como quem contempla algo sagrado, mas com desejo suficiente pra cometer todos os pecados ao seu lado. Tem algo em você que me prende e não é só o corpo, embora seu corpo seja um universo inteiro onde eu quero me perder sem pressa.
Seu pescoço... é o primeiro convite. Longo, delicado, com aquele ponto exato onde meus lábios encontram morada. Seus ombros, às vezes expostos numa blusa caída, me fazem perder o raciocínio, são curvas que meu olhar percorre com a fome de quem já decorou cada milímetro, mas nunca se cansa.
Sua boca... ah, sua boca. Vermelha, provocante, com esse contorno que me tira do eixo. É poesia suja e perfeita. Me chama mesmo em silêncio. E quando você sorri com aquele canto debochado, como se soubesse exatamente o que causa... eu quase me esqueço de respirar.
Seus olhos me desmontam. São profundos, inteligentes, mas carregam uma malícia doce que me hipnotiza. Me despem com um simples olhar. E quando você me encara, daquele jeito que mistura desafio e entrega, o mundo some. É só você e eu. Fogo e pele.
Seu corpo inteiro parece ter sido esculpido pra me provocar. Dos quadris que me enlouquecem ao caminhar, até as mãos que deslizam por mim como se já soubessem todos os caminhos que me queimam. Você tem uma sensualidade que não precisa de esforço. É natural, é crua, é real. Você não tenta, você é.
E o que me enlouquece mais ainda... é o contraste. A força e a delicadeza. A mulher segura e a menina que sorri boba quando eu sussurro baixinho no seu ouvido. Você é intensidade disfarçada de calmaria. Um incêndio que se veste de brisa.
Você é arte. Daquelas que não se pendura na parede… se sente. Se vive. Se devora com olhos, boca e alma.
E eu? Eu sou só um homem afortunado e condenado, por ter me apaixonado pela obra mais perfeita que o acaso ousou colocar na minha vida.
-Thato.
Tem algo nela que me devora em silêncio. Não é só o corpo, embora ele me faça perder o juízo. É o jeito que ela existe. A forma como sorri, como anda, como me olha sabendo o que faz comigo.
Ela não precisa dizer nada. Basta se aproximar, e minha pele já entende. É um calor que começa no pensamento e termina em um incêndio entre os lençóis. Mas não é só isso. Ela me excita com o toque e me embriaga com o riso.
Com ela, meu desejo tem nome, cor, cheiro e hora marcada. E mesmo assim, sempre me pega de surpresa. O mundo desaparece quando minha boca encontra a dela. E o tempo para quando ela geme meu nome, como se ele tivesse sido feito só pra sair da sua garganta.
Ela me faz querer tudo: o suor, o suspiro, a bagunça. Mas também o café depois do amor. O cabelo desgrenhado de manhã, a perna sobre a minha, o “fica mais um pouco”.
Ela me excita no corpo e me amolece o peito. Me deixa duro de tesão e mole de sentimento. Um paradoxo delicioso. É paixão carnal e alma entregue. Ela me vira do avesso, me prende, me provoca, me cura. E eu, homem feito, me desfaço inteiro só pra caber no espaço que existe entre os lábios dela e o céu. - Por Thato.
A gente se entende tão bem, né?
Nos risos soltos, nas conversas madrugada adentro, no conforto que só se tem com quem já conhece a alma do outro. A gente se respeita, se admira, se cuida. Somos amigos, e isso, pra mim, é sagrado.
Mas… e se a gente for além, só um pouco? Sem rótulo, sem confusão, sem promessas que pesam. Só desejo. Só pele. Só aquela vontade que fica no ar quando o silêncio entre a gente esquenta mais do que qualquer palavra.
Eu tô falando de um acordo leve… Onde teu corpo encontra o meu sem culpa, sem medo. Onde nos permitimos o prazer, com a mesma naturalidade com que dividimos uma cerveja ou uma confidência.
Sabe aqueles olhares que já disseram tudo? Aqueles toques rápidos que ficaram entre o acaso e a intenção? Eu senti. E se você também sentiu, por que não?
Quero poder te beijar numa noite qualquer, com a mesma liberdade de te ouvir desabafar no dia seguinte. Quero teu corpo na minha cama sem que isso mude o espaço que você já tem no meu mundo. Quero tocar tua pele com a mesma verdade com que seguro tua mão quando a vida aperta.
Porque dá pra ser amigo e, ainda assim, explorar cada centímetro teu como quem descobre um novo caminho. Dá pra te fazer gozar de olhos fechados e, no dia seguinte, rir contigo da vida como sempre.
Eu não quero te prender. Nem quero que você se prenda a mim. Só quero que a gente se permita. Sem planos, só instinto. Sem rótulos, só desejo. Sem promessas, só pele.
E se em algum momento, no meio disso tudo, teu corpo quiser o meu tanto quanto eu já quero o teu…
…é só dizer. Eu vou saber exatamente como te fazer sentir, sem tirar de ti aquilo que mais admiro: tua liberdade.
-Thato.
Mensagem não enviada
Eu quase te escrevi ontem. Aliás, quase te escrevo todos os dias. Mas sempre apago. Sempre deixo pra lá. Porque, no fundo, acho que você está melhor assim, longe de mim. E talvez essa seja a parte mais difícil: amar você em silêncio, com tudo que há em mim, e mesmo assim não me aproximar.
Você não tem ideia do quanto me faz falta. Do quanto ainda me atravessa, mesmo de longe. Tem dias que seu nome aparece do nada no meu peito, como se meu corpo lembrasse de você antes da minha mente. E aí pronto, fico preso em memórias, em vontades, em desejos que ainda moram aqui.
Sinto sua falta. Sinto uma saudade que não consigo explicar. E não é só carinho. Não é só saudade boa. É amor. É paixão. É aquele tipo de tesão que mistura pele e sentimento, que acende só de lembrar do seu jeito de olhar, de falar, de existir. Tem noites que fecho os olhos e quase posso sentir seu cheiro. É uma loucura silenciosa.
E mesmo assim, eu fico quieto. Não ouso te dizer, porque, por mais que meu coração te chame, eu tenho medo de ser a bagunça na sua paz. Medo de te atrapalhar, de te puxar pra um lugar que você já conseguiu sair. Eu ainda me afogo aqui, mas talvez você já esteja voando.
Então não vou mandar isso. Você nunca vai ler. Nunca vai saber. Mas eu precisava tirar de mim, mesmo que seja só pra deixar aqui, escondido entre as palavras que ninguém vai ver.
Com tudo que ainda é seu, (e sempre foi), Eu.
-Por Thato
O que realmente me assusta é que eu ainda diminuiria o volume do mundo todo só pra te ouvir.
Amortangivel.
"Te amei em silêncio, enquanto você falava de outro alguém."
Me desculpe pelos meus dias escuros, nem todo dia consigo acender, o sorriso some, o brilho no olhar se perde, não vejo graça em nada, e nesses dias eu nem queria ter levantado da cama.
Psionicos.
O perfume dela
Eu tinha só dez anos quando perdi minha mãe.
É estranho falar assim, como se fosse uma perda simples, como se a gente pudesse perder uma mãe do mesmo jeito que perde uma chave ou uma blusa velha. Não é. Nunca foi. Uma mãe, quando vai embora cedo demais, deixa um buraco que nenhuma outra coisa no mundo preenche.
Mas, de um jeito que eu não sei explicar, ela nunca foi embora de verdade.
Às vezes, no meio do dia, sinto o cheiro. Um perfume leve, quase tímido, de flor de laranjeira, o cheiro preferido dela. Aparece do nada: na rua, dentro do carro, em casa enquanto estou fazendo qualquer coisa banal. E na hora eu sei. Sei que é ela. Sei que, de algum jeito que desafia qualquer lógica, minha mãe ainda tá por perto.
Tem noites que sonho com ela. São sonhos diferentes, que têm um peso, um aviso. Não são aqueles sonhos bagunçados da nossa cabeça cansada. São encontros. Às vezes ela só sorri pra mim, às vezes fala alguma coisa que eu nem sempre entendo na hora. Mas sempre que sonho, algo acontece depois, como se ela estivesse tentando me preparar, me proteger, me guiar.
E toda vez, o cheiro de flor de laranjeira paira no ar, mesmo depois que eu acordo.
É uma sensação tão forte que me arrepia a pele. Uma certeza silenciosa, um colo invisível, um amor que nem a morte conseguiu apagar.
As lembranças que eu tenho dela são cheias de vida. Do jeito que ela ria alto, de como me bagunçava o cabelo enquanto cozinhava, da maneira como me fazia sentir que eu era a melhor coisa que existia no mundo. Era uma mulher feita de luz. E, talvez por isso, tenha encontrado um jeito de continuar brilhando pra mim mesmo depois de partir.
Sinto saudade, claro. Uma saudade que às vezes aperta tanto que quase sufoca. Mas também sinto gratidão. Gratidão por ela ainda achar um jeito de me alcançar, de deixar uma marca de ternura em cada passo que eu dou.
Eu cresci com a ausência dela, mas também com a presença invisível do seu amor.
E enquanto esse perfume continuar a me encontrar pelo caminho, sei que não tô tão sozinho quanto às vezes penso.
-Thato
Não te esqueci. Você foi, mas ficou em mim, e eu penso em você a noite inteira. Eu finjo que está tudo bem, mas, no fundo, as coisas ainda se resumem a ela. A saudade que eu sinto de você é algo que não consigo controlar."
Me definir é como tentar contar todas as estrelas do céu, e falhar, ao perceber, que alguém igual a mim, você jamais vai conhecer.
— ecosdoinfinito