jet!
❝— Você é muito bobo, eu não te aguento mais.❞ A frase saiu no meio de risadas altas, e Jet revirou os olhos dramaticamente, dando um tapinha leve na barriga de Way com as costas da mão, perto de onde a cabeça estava recostada. As bochechas do tailandês chegavam a arder de tanto que ele sorria, mas estava se sentindo tão bem e tão leve que não queria que aquilo parasse. Se tivesse poder de congelar o tempo, faria isso agora com certeza, porém tudo o que conseguiu foi fechar os olhos e desejar com força que a noite durasse mais hoje. Talvez, só talvez, teria a habilidade de fazer isso. E ele queria muito ficar horas e horas deitado na grama com o melhor amigo, como se não tivesse mais nenhuma preocupação no mundo.
Sorriu orgulhoso com a fala de Way, achando que realmente tinha conseguido localizar a constelação para ele. ❝— Quando a noite está bonita assim e as estrelas brilhando tão forte, eu gosto de fazer pedidos para elas.❞ Confessou para o melhor amigo, sem tirar os olhos dos pontos brilhantes do céu. ❝— Sei que em teoria são só astros luminosos e que pode parecer infantil da minha parte, mas… You know, eu sou filho da noite, o que você poderia esperar?❞ Disse em tom bobo. Quando sentiu a mão do melhor amigo se entrelaçar a sua, Jet alargou ainda mais o sorriso e voltou o olhar para ele. ❝— Nesse momento, eu estou desejando que eu tenha você do meu lado pra sempre.❞ Sussurrou, nem ligando que o chinês poderia ouvir mesmo assim por causa do silêncio.
“Ouch,” reclamou ao receber o tapinha do mais novo, as risadas deixando claro que era só da boca pra fora. Nem sabia se estava rindo da reação de Jet ou só por estar tão feliz que não conseguia conter tudo dentro de si. As duas coisas se misturavam sempre que estava junto do menor. Não tardou em voltar a brincar com seus cabelos quando o viu fechar os olhos, um gesto que se tornara quase automático após tantas noites passadas ao lado dele. Ao notar o sorriso que agora exibia em seus lábios, não pôde deixar de desejar ter mais centenas delas, por tanto tempo quanto os deuses permitissem.
“Não tem nada de errado em ser um pouco infantil de vez em quando,” disse, observando como os olhos escuros de Jet brilhavam sob a luz da lua como se houvessem estrelas presas ali. “E, bem, não é tão diferente de rezar para os deuses, se você pensar bem. Talvez sua mãe esteja ouvindo. Ou Astéria. Quem sabe?” Nem se importou de ser pego olhando para o amigo, apenas retribuiu o sorriso e acariciou as costas da mão dele com o polegar. Se achava que não cabia mais felicidade dentro de si antes, não fazia ideia de como não explodiu em um milhão de pedacinhos quando Jet anunciou seu pedido. Era como se o mais novo tivesse lido sua mente. “Nunca te disseram que se você contar seu pedido pra alguém ele não vai se realizar?,” brincou, usando a mão livre para cutucar as costelas do tailandês. “Sorte sua que eu não pretendo ir a lugar nenhum.” Apertou de leve sua mão, erguendo os dedos entrelaçados como se isso fosse prova do que acabara de dizer. “Você vai ter que me aguentar até quando nós dois virarmos fantasmas. E na próxima encarnação, se depender de mim.”









