ANDER MORGENSTERN DETAILS {FAVORITE PLACES}
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@lovealwaysander
ANDER MORGENSTERN DETAILS {FAVORITE PLACES}
ANDER MORGENSTERN DETAILS {SINS}
Está errado quem pensa que Ander, o mascote do demônio, é um poço de inocência. É verdade que por si só não faria mal a uma mosca, mas nunca é ele que está por trás de alguns atos. Suas mãos já foram banhadas em sangue, seus olhos muitas vezes já viram a morte. A pedido de Lúcifer, Ander já matou centenas de pessoas, da pior forma possível: fez com que todas se apaixonassem, caíssem de encanto por seus olhos e sorrisos, e depois, como todo bom servo, fez o que lhe foi pedido: arrancou o coração de sua vítima com as mãos. Algumas vezes, dizem as más línguas, o servo do rei devora os órgãos quando ainda pulsam.
Sorriu para ele, mostrando que concordava com o que ele havia dito. Passou a mão delicadamente pela trança e colocou-a para o lado, assim conseguindo realmente vê-la pelo espelho que havia a sua frente. Sorriu novamente e aproximou-se para beijar a bochecha do homem. — Ficou linda, Ander Adorável. Obrigada.
O homem se contraiu com o toque em sua bochecha, ainda queimava, mas assim que se acostumou com o gesto, sorriu, mesmo que isso também lhe custasse algum sofrimento. - Não há de quê, minha querida. ~era bom, mesmo que por alguns momentos, ter um pouquinho daquele carinho~
Sorriu ao sentir o toque delicado em seu cabelo, ao mesmo tempo em que procurava por sinais de que ele estivesse realmente bem. — Estou bem, eu acho. Só não foi legal sentir toda aquela dor tudo de uma vez. O que foi aquilo, Ander? Por que todo mundo está sofrendo tanto?
~suas mãos continuaram a trançar o cabelo da menina, arrumando os fios delicados. Ander mordeu os lábios e olhou para baixo, sorrindo de forma triste e lutando para não se estressar por terem-na machucado~ Eu não sei, meu anjo... Mas espero que não ocorra outra vez. ~seus olhos brilharam ao virá-la para si e passar uma de suas mãos pela face da garota~ Vamos ficar bem.
Eu percebi que algo muito errado aconteceu com todo mundo ontem e… Queria saber como você está.
Eu estou bem, minha querida. Danos físicos não são um problema. Venha aqui. ~passa as mãos pelo cabelo dela, começando a fazer uma trança~ E a senhorita, está bem?
(flashforward)
Bufou de pura impaciência, enquanto batia pela quinta ou sexta vez na porta de Ander. Não o via desde a festa e precisava falar com ele, saber como ele estava e talvez assim, esquecer de sua própria ruína. Lembrava-se sempre do amigo com um sorriso no rosto, com uma alegria que não conseguia encontrar em si mesmo e tinha quase certeza de que, não importava o que poderia ter acontecido, o encontraria no mínimo tranquilo. Cansado de esperar ou de pelo menos bater outra vez, abriu a porta sem qualquer permissão, dando de cara com Ander - na verdade, seu corpo humano - deitado machucado no sofá. O verdadeiro Ander, alguém que raramente via, estava em seu quarto, com um roupão e um pote de sorvete em mãos, na forma mais obscura de seu ser. Espantado e ao mesmo tempo confuso, levantou a sobrancelha, aproximando-se dele com cuidado. — O que está fazendo?
Ander estava escutando as batidas na porta, mas não queria fazer nenhum esforço para ir até lá. Depois daquela noite, sequer tinha aparecido na boate, seu corpo humano destruído e a sensação de que toneladas de penas estavam sobre suas costas eram motivos suficientes para ficar em casa. De qualquer forma, ela estava aberta, se quisessem mesmo o interromper, a abririam. O demônio estava calmamente esperando que quem quer que fosse decidisse ir embora quando a porta se abriu, revelando Vasily. Mesmo sem querer, um sorriso apareceu no rosto do homem, lábios grossos se contorcendo antes de abrigarem outra colherada de sorvete. - Estou tendo um dia ruim, e você?
O homem se ajeitou na cama, as pernas leoninas jogadas para frente, e deu alguns tapinhas no colchão, convidando o outro a se sentar.
Take them out of me.
ANDER MORGENSTERN DETAILS {NIGHTMARES}
Wings of Imprisonment || POV
“Oh, a tortura. Tão bela, tão prazerosa. Os limites das pessoas são tão difíceis de decifrar, não acha? Vamos testar seus limites hoje, querido. Vamos ver o que você é capaz de aguentar.”
- Olá? - ele sussurrou, a voz rasgando sua garganta como facas - Tem alguém aí?
A pergunta foi retórica, o demônio sabia que não havia ninguém ali, que algo estava muito errado, extremamente errado, porque sabia quem estava lhe dando um ultimato. Um aviso antes que tudo começasse. Estava em um lugar pequeno, deixado no chão sem qualquer cerimônia, o rosto queimando com o frio das pedras que o sustentavam. Tudo era escuro até mesmo quando seus dedos inchados e trêmulos retiraram a faixa de seus olhos. Eles pregavam no pano, foram puxados para frente e enfim libertos. Ander puxou o ar lentamente, apenas para sentir o horrível cheiro de enxofre. Levou as mãos até a boca, segurando a ânsia de vômito. Ao olhar para os lados, não havia nada além da contínua escuridão. Não que aquilo o incomodasse. Ander estava acostumado ao escuro, a estar em algum lugar, perto de lugar nenhum. Mas dentro de onde quer que estivesse, não sentia como se houvesse algo atrás daquelas paredes. O demônio anjo se sentia.... sozinho. Perdido. Deixado. Esquecido.
Os joelhos foram trazidos para perto do corpo, seu queixo encaixando-se no pequeno espaço entre eles, olhos piscando lentamente. De alguma forma, Ander sabia que não adiantava piscar mais rápido para se acostumar a escuridão. Ela o engolia e digeria seu desespero, dentes negros rindo e se deliciando com o gosto de sua inocência. Ander conseguia escutar o riso rouco ecoando em sua mente. Mas aquilo não era a única coisa. Havia mais. Havia mais barulho naquele silêncio.
"Olá? É hora de ir. Estou em casa! Pisque se estiver se sentindo bem. Olá? Está me escutando? Ei, é hora de ir... Hora de ir..."
"Now I’ve got that feeling once again I can’t explain, you would not understand This is not how I am I have become comfortably numb”
É, é exagero. Não chega a ser nada além da vontade de protegê-la e ajudá-la. E você não a conhece, de qualquer maneira.
Consegue resumir isso em uma palavra: amor. Me diga o nome da menina, garoto.
Isso foi muito profundo, mas eu já disse, está exagerando.
Exagero é ir a pé até o inferno atrás de amor verdadeiro. Estou sendo verdadeiro. Me conte quem é!
Paixonite? Que exagero. Eu só… Só não me sinto tão sozinho quanto antes.
Eu consigo escutar seu coração daqui, querido. E não estou sendo metafórico.
Ele está cantando.
Do que você está falando, Ander?
Do seu alto nível de paixonite. ~bate palmas, animado~ Quem é, quem é?
…Tenho. Não é como se eu tivesse algum motivo para ser seletivo.
Aposto que é mesmo motivo pelo qual está mentindo. ~ri baixo, negando com a cabeça~ Você, meu querido Vasy? Não esperaria.
Acho que, se fosse se importar com o que as pessoas daqui fazem, teria que deixar de ser amigo de muita gente.
Isso é bom. Não fiz questão de escolher muito.
Certamente.
Não? Tem certeza disso, querido? ~sorri, brincando com o broche em sua lapela~