Tudo que aqui jaz,
é meu.
Acenda uma vela e preste respeito.
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@luanasavelini
Tudo que aqui jaz,
é meu.
Acenda uma vela e preste respeito.
Se apaixonar é realmente estranho
Eu que não suporto bebida e quem bebe
Facilmente me vejo embriagada de você
Deliro sobre um futuro entre a gente
Acordo de ressaca com a realidade de não te ter
Mas não tem um minuto do dia que não te consuma
Ultimamente sou toda tua e você sequer pode ser meu
O pior não é isso
Paixão passa
Mas quando o alcoolismo é demais não tem mais volta
Estou viciada em ti
Amo-te
Acho que preciso de intervenção
Encontrei o amor da minha vida,
mas ele ama o amor que já tem
e isso só me faz ama-lo mais.
— O amor têm dessas.
É noite de domingo.
Preciso limpar a casa,
a manhã de segunda
não quer saber do recente
alagamento.
Maturidade emocional
é Everest demais para escalar
É para poucos e eu sei disso
Não olho mais para trás,
se estiver de igual,
quem sabe eu responda
Não aceito mais ser tonta
Converso, me exponho
e espero que se disponha
Se der meia volta,
não ouse me esperar
Não é frieza, sequer avalanche
Apenas consciente da escalada
e de cada parte minha que se feriu,
resistiu e aprendeu, que superou
A questão não é sermos iguais
Mas dispostos por nós
e junto ao outro
Se não percorremos o mesmo caminho,
não sentamos no ápice,
não entenderemos as cicatrizes
que ficaram
— A escalada
Sou composta por impulsos.
E cada impulso meu
me joga de encontro
aos seus braços, doce.
Sabe, doce, sinto que
mesmo se eu fosse fluente
em todas as línguas do mundo,
nenhuma palavra ou expressão
seria o suficiente para expressar
o que você faz comigo.
Toda noite você me aquece
e eu me abrigo
em teus braços, ouço o compasso
do coração que em ti cantarola
todas as letras do cartola,
que nem mesmo a escola
recita em plena poesia.
Para quem queira entender
o que somos e juntos compomos,
não há figuras de linguagem,
narrativas ficcionais,
técnicas de escrita que nos
expresse em totalidade,
poucos conseguem sentir a verdade
que a minha língua tenta traduzir,
por isso não me apresso.
Ter você comigo é
preciso muito mais que entender português,
dominar a gramática ou linguística.
É necessário realmente ser fluente
no sentir e eu ainda sou uma simples
jovem aprendiz.
A vida nos fez poetas
O amor nos fez embriagados
Nós nos fizemos quem somos
eu estou onde me deixou,
não como me deixou.
não sou mais a mesma, querido.
e essa... essa é a minha vingança!
Meu amor por ti
é reflexo da minha poesia.
Sem métricas clássicas.
Apenas versos e
palavras simples,
com algumas rimas
para fazer jus ao eco
que sinto no peito ao te beijar.
Não vai funcionar de novo.
Eu não mereço você.
Se tenho que juntar cacos
que sejam os meus.
A gente escreve como
quem superou, mas ainda
está no processo de luto
e parece nunca ter fim.
Sabe, doce, sinto que
mesmo se eu fosse fluente
em todas as línguas do mundo,
nenhuma palavra ou expressão
seria o suficiente para expressar
o que você faz comigo.
Toda noite você me aquece
e eu me abrigo
em teus braços, ouço o compasso
do coração que em ti cantarola
todas as letras do cartola,
que nem mesmo a escola
recita em plena poesia.
Para quem queira entender
o que somos e juntos compomos,
não há figuras de linguagem,
narrativas ficcionais,
técnicas de escrita que nos
expresse em totalidade,
poucos conseguem sentir a verdade
que a minha língua tenta traduzir,
por isso não me apresso.
Ter você comigo é
preciso muito mais que entender português,
dominar a gramática ou linguística.
É necessário realmente ser fluente
no sentir e eu ainda sou uma simples
jovem aprendiz.
Escrevo porque sou poetisa e sou poetisa porque não bebo. As palavras que não me afogam o suficiente, logo, eu as escrevo.
Domingo
o alvorecer cantou às cinco
ciano-marfim às seis
tão vasto às sete
tão em mim às oito
nove se foi
ao meio-dia falta eu sinto
carmesim bombeia
corpo tremula
esquenta
às três anseio
mas às dez... ah às dez, doce
eu de novo alucino
Sempre odiei me sentir perdida,
mas com você na minha vida,
gosto de todas às vezes
que me perco em você.
Talvez amanhã
eu me procure novamente,
mas hoje, deixe-me aqui
e perca-se comigo.
Muitas vezes paro e penso sobre o nós que existiu: se eu soubesse do final, teria ido embora sem olhar para trás. Mas a verdade é que eu não teria ido, teria ficado e lutado como fiz quando estávamos juntos.
Não ter dado certo foi apenas consequência de atitudes mesquinhas de ambos. E mesmo sofrendo, olho para frente e para trás e vejo todo o percurso que percorri para me reerguer de novo.
A vida é de aprendizados.
E eu aprendi a me amar mais um pouco e a me respeitar mais. Entendi que a vida é feita de altos e baixos, só temos que aprender a lidar com eles.
Afinal, a vida é um ciclo de mudanças.
Então, melhor ou pior? Ficar ou correr? Chorar ou viver?
No fim, escolhi viver e aprender.