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Estava finalizando o posicionamento da gravata em seu pescoço, seria questão de minutos até chegar à tão indesejada festa, já preparava o carro na garagem. Sua amiga estava linda, mas apenas disse apresentável, afinal, que graça tinha se não era para provoca-la. Assim que o carro estacionou, o rapaz saiu do mesmo, mas não se esforçou em abrir a porta para a garota, não que não se importasse, apenas parecia estranho trata-la daquela forma, eram íntimos demais para fazerem coisas tão pomposas, e possivelmente, ficariam ambos se olhando estranhamente. O braço fora estendido para a mais baixa segura-lo, eram um casal assim que passassem pela porta. ❝ ― O que eu não faço para as pessoas não encherem o meu saco… ― Brincou, rindo no mesmo instante que sentira um tapa no ombro, passando pela porta e sorrindo falsamente para todos naquele lugar, pelo menos ter a melhor amiga ali lhe deixava mais seguro, uma pessoa verdadeira no meio daquilo, ás vezes se sentia no exército, e Jaehee lhe lembrava facilmente de sua parceira, era daquilo que gostava, algo real, palpável, estável. A respiração prendeu ao ver um dos senhores se aproximar de si, e lá vinha, tinha que segurar muito sua paciência em momento como aquele, sinalizando para a mais nova com o olhar, iriam se divertir muito naquela noite, mas não como todos os outros naquele salão.
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Jaehee apenas girou os olhos com o “elogio” que recebeu de Taewoo. Sabia que estava deslumbrante (e, para ser sincera, sabia que ele achava isso também) e embora quisesse um gracejo, sabia que ele não lhe daria assim tão fácil. Não era o jeito dele. ― Você tá meio mais ou menos. ― deu de ombros, antes de lhe abrir um sorriso que significava que a frase não era de fato verdadeira. Como sempre ele seria um dos homens mais bonitos da festa. Ela saiu do carro, pronta para largar o jeitão de moleca e assumir o papel de dama da alta sociedade. Ela sorriu brevemente com o comentário do mais velho, lhe dando um tapa fraco no ombro segundos antes de passarem pela porta de entrada. ― Eu sei que no fundo você gosta desse teatrinho. ― riu. Ela, de fato, gostava. Estava acostumada com aquelas festas que os membros da Lucky Star sempre compareciam e por mais que não as achasse de todo ruins, elas eram sempre mais divertidas na companhia do médico. A amizade que haviam construído a fazia se sentir segura, mesmo estando naquele ambiente hostil. ― Eu conheço essa moça que está com esse senhor de um clube de strip, ela tem 18 anos, apenas. ― sussurrou discretamente no ouvido dele. Os trabalhos como stripper lhe garantiam convites para festas privadas que sempre rendiam as melhores fofocas. ― O boato que rola é que ela engravidou dele. Um escândalo. Aposto que vai fingir que nunca me viu. ― completou, calando-se quando o casal estava perto o suficiente para cumprimentá-los. A jovem sabia que mesmo com toda a modernidade, naquele mundo de homens ricos e imbecis, nunca seria admitido que uma mulher cumprimentasse ou fosse cumprimentada antes de seu parceiro. E apesar de achar aquilo revoltante, em noites como aquela era até divertido fazer o papel de esposa troféu dedicada, então sorriu docemente e esperou para ver como aquela conversa prosseguiria.
♡Do you mind if I take off my dress?
python-sade:
sade estava fora do seu elemento, sobre isso não havia dúvida alguma. aceitar um convite como aquele era tanto incaracterístico como por si próprio era um acontecimento raro, pois não lembra de alguma vez ter ido mais longe no Orion do que o seu extenso e luxuoso saguão. a verdade é que, por mais que declare repúdio aos membros daquela gangue, os negócios vinham antes de qualquer aversão pessoal, e no passado ( à priore da quebra do acordo, é claro ) já havia oferecido serviços para muitos daqueles homens e mulheres opulentos. eventualmente, um trabalho bem feito podia significar maiores gentilezas do que um simples pagamento. tendo eliminado tantos dos inimigos daquele anfitrião sem deixar rastros, era compreensível o porquê do convite, mesmo que sua presença na situação atual tornasse tudo um tanto mais delicado do que normalmente.
deslocar-se até gangnam, se vestir adequadamente e garantir a segurança pessoal ao voluntariamente se rodear de membros de uma gangue rival eram tarefas trabalhosas a que normalmente não se sujeitaria, mas naquela noite, caiu em si que aquela era uma oportunidade única. muitos ali presentes sabiam exatamente quem ela era, alguns outros não faziam ideia. com o blazer e calças impecáveis, seus brincos de brilhante adornando as orelhas e taça de champagne em mãos, a mulher não destoa do ambiente em nenhuma maneira. há o comum equívoco de que membros dos pythons vivem uma vida miserável, contudo, os mais perceptivos saberiam que toda a atividade criminosa de yongsan movimenta milhões por anos, apenas possuindo um público-alvo muito diferente do da lucky star. a decisão de viver em locais como o hydra ou o corredor vermelho são muito mais culturais do que qualquer outra coisa. quando necessário, porém, ela assim como grande parte dos outros sabiam exatamente como se adaptar.
sua presença naquela festa até então não havia passado de diálogos fúteis, sem ser capaz de captar qualquer informação sobre qual seria o próximo movimento da lucky star. era quase como se naquele momento, todos houvessem se inserido numa bolha de hedonismo, sem dar qualquer validade ou preocupação aos eventos recentes. e esse pensamento por si só a fez querer ir embora, mas algo, ou melhor, alguém a deteu. lhe parecia que o espetáculo que se deu início com a diminuição das luzes e o início da música havia tido um timing perfeito. e sade não acreditava em coincidências.
assisti-la é hipnótico. o olhar recai sobre as curvas femininas com um olhar não muito menos lascivo do que os homens que a rodeiam, mas há um diferencial, uma admiração, genuína curiosidade frente àquela criatura tão bela que a atraía como um verdadeiro imã. parecia não estar no controle do próprio corpo enquanto se movia mais para frente a fim de obter uma visão mais ampla, ao que a proximidade determina o reconhecimento das feições, e lhe instala sentimentos conflituosos. não se tratava de uma dançarina qualquer, mas sim uma afiliada à gangue rival a quem conhecia apenas como violet. devia ser razão o suficiente para manter sua distância, mas não é o caso. deseja estar cada vez mais perto, até que saiba que atraiu a atenção da mulher da mesma maneira que atraíra a dela. desejando para que aquela apresentação nunca tenha fim, que possa se deliciar nela eternamente, mas ao mesmo tempo deseja que acabe, para que possa falar e tocar; tornar aquele fascínio algo tangivel.
.♡⋰. Eram raros os momentos em que a jovem sentia alguma satisfação ao fazer aquele trabalho. Não era algo que necessariamente incômodo, mas há muito tempo já havia se tornado automático. Naquele momento, no entanto, ela sentiu um estranho interesse. O olhar de Sade era diferente do dirigido pelos homens (e até por algumas mulheres) na suíte. Existia alguma coisa ali, uma curiosidade, um magnetismo, um encantamento. Receber aquele tipo de atenção a fez querer se superar.
Violet não tinha o costume de focar em uma pessoa específica, mas daquela vez ela o fez. A música continuou, lenta e sensual, assim como a coreografia. Todos os movimentos eram precisamente calculados e ela se sentia como se só houvessem as duas mulheres no recinto. Estranhamente aquilo tornou a dança deliciosamente divertida. A obrigação de se portar como uma mulher fatal pareceu lhe sair dos ombros e ela só relaxou, deixando-se levar pela sensação de seduzir e ser seduzida. Num dado momento a jovem diminuiu os movimentos, fazendo sinal para que um dos garçons lhe trouxesse uma cadeira. O homem acatou a ordem, meio confuso e ela prosseguiu, não mais seguindo a coreografia.
Costumava ser muito fiel às suas rotinas, mesmo quando dançava sozinha, mas se surpreendeu fazendo algo totalmente diferente, movendo-se suavemente e brincando com as peças de roupa que ainda usava. A plateia pareceu perceber a mudança de atitude, respondendo com entusiasmo. Parte de seu acordo é que nunca recebia as gorjetas diretamente dos clientes, eles apenas deixavam deixavam o dinheiro ou presentes em seu camarim ou com a organização da festa. Com pouco tempo naquele meio ela tinha aprendido que em um mundo de pessoas que poderiam ter muitas mulheres (algumas até mesmo mais bonitas e sedutoras do que ela), o que a diferenciava era se colocar num pedestal.
A canção se aproximou de seu fim e a jovem buscou novamente o olhar de Sade entre os presentes, lhe direcionando um sorriso genuíno. Sabia que ela, Jaehee, se arrependeria amargamente depois. Mas naquele palco era Violet e podia fazer o que quisesse.
Quando as notas finalmente findaram, ela agradeceu brevemente e seguiu novamente para o camarim, sem olhar para trás. Agora era hora de se vestir para a festa e cumprimentar os presentes. Normalmente aquela era a parte mais entediante do trabalho, mas hoje havia alguém que a interessava.
Vestiu-se com o vestido de grife que fora presente do anfitrião. Ela nunca recusava esses mimos, muito pelo contrário. Desfilava pelas festas com modelos Dior, Chanel, Calvin Klein, da marca que fosse. Aquelas eram as únicas ocasiões em que podia usá-los sem levantar suspeitas, então aproveitava. Se era para fazer aquele trabalho, estaria vestida como uma verdadeira dama. Prendeu o cabelo em um coque propositalmente bagunçado, ajeitou a maquiagem e trocou os sapatos.
Na festa caminhou entre os convidados, cumprimentando docemente à todos. De longe avistou a morena, então sorriu, pegou duas taças de champanhe e seguiu até ela. Quando estava próxima o suficiente para conversar com ela, foi parada por um senhor de terno que a conhecia de outras festas semelhantes. — Estava deliciosamente inspirada hoje, Violet. — o homem murmurou, lançando-lhe um olhar lascivo. Maldito velho que toda vez vinha lhe encher o saco. — Algumas pessoas tem a capacidade de nos deixar inspirados, não é mesmo sr. Wang? — sorriu, lançando de soslaio uma piscadela para Sade. O homem, talvez notando que estava sobrando, lhe respondeu com uma risada exagerada e saiu. Ele sempre vinha atrás, mas era inofensivo, ela já sabia. — Não esperava encontrar você por aqui. — a garota continuou, oferecendo a taça à outra.
Tropico (2013)
♡Do you mind if I take off my dress?
with @python-sade ♡
Violet olhou-se no espelho, minuciosamente estudando o vestidinho curtíssimo de renda branca, a maquiagem rosada do rosto e o vermelho vivo com o qual havia pintado os lábios. Parecia uma bonequinha, embora não houvesse nada de inocente ou infantil no que estava prestes a fazer. Nada além daquela estética que ela havia criado para si e que a tornara famosa no meio.
Ela não era uma stripper comum. Só se apresentava quando era convidada para algum evento muito especial, ou quando recebia um chamado de clientes importantes da Lucky Star. Naquela noite, era esse o caso. Um empresário, sabe-se lá do quê, ela nem tinha prestado atenção, inventara uma festinha particular em uma suíte do Hotel Orion com pessoas da alta sociedade e membros das outras gangues com quem tinha contato.
A jovem saiu do camarim e seguiu para o palco, os saltos finos dos sapatos vermelhos fazendo um barulho oco contra o piso. A música começou e com ela o show que a jovem já estava acostumada a fazer. Não costumava dirigir o olhar à platéia, se concentrando completamente na coreografia enquanto tirava o vestido, expondo a lingerie vermelha e o revólver americano calibre 22 preso à coxa, que era uma exigência que ela tinha para sua própria segurança, ainda que soubesse que muitas pessoas se excitavam com o objeto. Era irônico que uma garota de aparência tão inocente fosse ao mesmo tempo tão obviamente perigosa.
Porém, a presença de uma pessoa em especial lhe fez desviar a atenção. Sade, uma das assassinas da Pythons. Jaehee conhecia os nomes de todos os membros daquela gangue, apenas para se certificar de manter a distância. Mas o olhar lascivo que a garota lhe lançava fez surgir um sentimento diferente do que estava acostumada a ter quando ouvia qualquer menção aos cobras, um sentimento que ela sinceramente gostaria muito de poder ignorar.
with @night-katekim
.♡⋰. Apesar de não parecer, por causa de seus 1,60m de altura e da carinha de moça delicada, Jeong Jaehee não era o tipo de garota com quem se deveria mexer. Ela nunca tinha sido uma garota indefesa, mas depois daquele ano cumprindo dois ofícios nos quais era frequentemente desrespeitada por homens que se achavam superiores à ela, a jovem tinha aprendido a se defender com uma maestria de dar inveja.
Naquela noite em especial, ela estava furiosa. Tinha tido um dia daqueles de merda, que já começara com uma prova na faculdade e “terminara” com um velho abusado querendo meter a mão onde não devia. Tinha lhe dado uma pequena lição, é claro, mas aquilo não havia sido suficiente para descontar a raiva que sentia.
Então ela se enfiou em um bar aleatório e pediu um copo de refrigerante com gelo e limão (porque nada a irritava mais do que estar frustrada e bêbada) e se sentou no balcão, apenas observando o movimento e esperando a cabeça esfriar um pouco para poder chegar em casa sem distribuir respostas ofensivas, e que poderiam entregar o que diabos ela fazia na rua até tão tarde da noite, para o irmão e o amigo.
De longe viu a garota, claramente mais jovem que ela, bebendo um drink muito mais forte. Ela conhecia Kate Kim. Nunca tinham convivido, mas já tinha ouvido David falar dela e, bem, a garota não era discreta. E apesar de serem de gangues rivais, a mais velha sempre achara que a jovem tinha um jeito interessante de levar as coisas. Parecia o tipo de pessoa que caça brigas com caras aleatórios em bares só porque pode fazê-lo.
Sem pensar muito Jaehee se aproximou da menina, sem saber ao certo o que iria dizer. Só estava cansada de ficar sozinha e aborrecida olhando para as paredes. Além do mais, não tinha nada a perder. — Hey. — cumprimentou — Meio cheio aqui hoje, não é? — perguntou, só para puxar assunto.
— Um alien me disse que isso aconteceria — falou sem mais nem menos para a pessoa ao lado dele na fila da cafeteria, então apontou para a televisão do estabelecimento, onde um noticiário retratava os acontecimentos das últimas noites. — Enquanto eu estava na Tailândia, um alienígena falou comigo. Ele me disse que eu não deveria voltar para a Coreia porque coisas muito bizarras iriam acontecer — explicou-se enquanto mexia no bolso da calça atrás da carteira. — Aish. Acho que deixei minha carteira no consultório — murmurou com desânimo. Estivera louco por um café decente a manhã toda, afinal, o servido no hospital era horrível para o seu gosto e ele não era fã de café de máquina.
.♡⋰. — O quê? — Jaehee perguntou, obviamente confusa. Não tinha tido tempo de tomar seu café antes da primeira aula e ainda estava ridiculamente sonolenta. Riu baixinho quando ele continuou falando, porque a explicação só fez a frase parecer mais doida ainda. Não fazia sentido dizer aquilo na frente de uma completa estranha, ainda mais sem contexto algum. — Esse alien devia ter de dito pra checar os bolsos antes de sair. — deu de ombros, só então percebendo que a frase saíra um tanto grosseira. — Me desculpe, eu sou uma chata antes de tomar meu café. — sorriu, sem graça. — Pode pedir, eu pago. Eles tem um negócio de fidelidade que depois de dez pedidos te dão um de graça, então... Nem vai fazer diferença. — deu de ombros. Ela já era uma figura tão carimbada naquela cafeteria que já tinha completado o cartão bem umas três vezes. — Se você não se importar, é claro.
jaehee !
.♡⋰. — Você não faz ideia do quanto. — respondeu, girando os olhos exageradamente. Já estava se sentindo vulnerável no meio da multidão, tanto pela situação toda com a Lucky, quanto por estar com seu “disfarce” de universitária comum. Andar com a tatuagem coberta durante o dia era uma coisa, à noite era outra completamente diferente. Encontrar justo Hakkun não estava ajudando-a a se sentir melhor. Não que tivesse algo contra o garoto em si. Era só a velha rivalidade entre as gangues somada a um leve incômodo com a ironia que ele sempre parecia carregar na voz. Mas não podia transparecer aquele desconforto, então apenas deu um sorriso falsamente doce. — Não pense que eles perderiam a oportunidade de rasgar a sua cara também.
“não acho que seriam capazes de estragar meu rosto, eu sou bem bonito”, ele fala, com razão despontando de sua língua, antes de sorrir um pouco para tentar dar graça à situação. “brincadeira. se fosse por beleza, você estaria sã e salva.” ele lambe os lábios e olha para os lados. ele quer porque quer ficar irritado, e dar sentido à inimizade entre as gangues, mas a verdade é apenas que falta simpatia entre hakkun e os membros da lucky star, criminosos que conseguem luxo às custas de vidas alheias miseráveis. “você não acha melhor sair da rua hoje à noite? quero dizer, não parece estar muito confiante de sua segurança aqui fora.”
.♡⋰. A primeira reação que ela teve com aquela resposta foi soltar uma risada. Não admitiria isso em voz alta, mas o achou verdadeiramente engraçado. Também não intencionava concordar com ele (ao menos não em voz alta) sobre sua aparência, mas o comentário seguinte do garoto a pegou de surpresa. — Eu gostaria de poder discordar, mas realmente o seu rosto não é nada mau e eu não gosto de mentiras. — sorriu, ainda um pouco ácida. — E muito obrigada. eu ficaria muito aliviada se minha aparência pudesse ser de alguma ajuda nesse momento. — arqueou as sobrancelhas, só para não deixar o elogio passar um branco. Se não fosse Hakkun falando, ela até tomaria aquilo como um galanteio, mas sabia que ele não tinha muita simpatia pelos membros da Lucky. — Sinceramente eu acho que hoje não estarei segura em lugar nenhum, mas quero manter um olho nessa baderna. Se alguém precisar de mim, não quero estar trancada no quarto mais alto da torre mais alta. — brincou.
🌹 ❝ 𝓥er todas essas pessoas reclamando da polícia me dá uma tremenda dor de cabeça mesmo viu… Era só o que me faltava, se isso continuar assim não vai demorar muito pra esses idiotas fardados irem atrapalhar meus negócios no Lotus. Espero que o pessoal da Lucky descubra quem é esse assassino logo e acabem com ele pra minha paz de espírito voltar. ❞
.♡⋰. — Eu também espero, unnie. — Jaehee respondeu, preocupada. — Nós estamos tentando resolver isso, mas é complicado. Tem muita gente querendo nossa cabeça e tentando atrapalhar. — desabafou, girando os olhos exageradamente. — Mas vai ficar tudo bem. E enquanto isso podemos nos ocupar com outras coisas, o que acha?
lucky-jaehee:
.♡⋰. Violet olhou ao redor, subitamente um pouco nervosa. Muitas coisas poderiam dar errado naquela noite, ela sabia. Ali no meio daquela multidão haviam milhares de pessoas que queriam a cabeça dos membros da Lucky numa bandeja, alguns poucos que acreditavam na inocência deles e muitas pessoas conhecidas. Ela estava vestida como uma civil normal, com um moletom, uma calça jeans e o tênis converse surrado que usava na faculdade. Não era assim que ela costumava sair nas ruas durante a noite, mas o risco de encontrar alguém que não sabia de sua vida dupla era muito grande e ela não podia arriscar. Outro dia tinha presenciado um debate acalorado na turma de economia sobre o assassinato de Kim Dongjun. Ela achava até engraçada a imagem que as pessoas tinham dos gangsters e seus hábitos porque eles não sabiam de nada. E se soubessem… Ah, se soubessem! Ela riu baixinho com aquele pensamento, antes de enfiar as mãos no bolso do casaco e continuar seu caminho. Estava à procura de seus amigos, mas no meio do percurso acabou encontrando outra pessoa. — Hey. — cumprimentou, ainda sem saber se achava aquele encontro uma coincidência boa ou ruim.
Ser chefe de segurança em um momento como aquele era um caos. A segurança dos membros da sua gangue devia ser redobrada, ela tinha que estar em contato com sua líder o tempo inteiro, e ainda haviam os boatos e cochichos. Ela tinha que ser olhos e ouvidos de todo local, mas a lotação do lugar não deixava isso muito possível. Era muita gente, em um lugar pequeno, o que dava brecha para mais coisas ruins acontecerem. Soyon conseguia pensar que estava bem e que conseguiria proteger os seus, mas ao mesmo tempo queria continuar de olho para que mais ninguém se machucasse, sendo gangues rivais ou não, afinal, sempre que acabava em sangue todos pagavam o pato, pois não era só em uma gangue que os policiais olhavam e ninguém ali tinha mãos limpas. Por estar na parte de segurança ela reconhecia muita gente, mas na maior parte do tempo era mais de vista outras por ela se permitir conversar para distrair a cabeça, entretanto quando a garota apareceu na sua frente, Soyon ainda ficou em alerta. “Um pouco caótico, certo?” Tentou de uma forma neutra. Não era como se a mulher fosse sorrisos, mas não havia o porquê de tratar mal, pelo menos, não sem uma boa explicação.
.♡⋰. — Eu diria muito caótico, na verdade. — respondeu, olhando ao redor. Conhecia Soyon de vista e sabia que ela era da Night Stalkers, mas não fazia ideia da função da mesma na gangue. Aquela garota tinha uma austeridade tão obvia no jeito de se falar e se portar que deixava Jaehee apreensiva. era quase como se ela representasse uma figura de autoridade. — Essas pessoas parecem completamente perdidas. — franziu as sobrancelhas. — Não que eu possa julgá-las, pois eu mesma não estou conseguindo me situar muito bem hoje. — deu de ombros, fingindo desinteresse.
lucky-jaehee:
.♡⋰. Violet olhou ao redor, subitamente um pouco nervosa. Muitas coisas poderiam dar errado naquela noite, ela sabia. Ali no meio daquela multidão haviam milhares de pessoas que queriam a cabeça dos membros da Lucky numa bandeja, alguns poucos que acreditavam na inocência deles e muitas pessoas conhecidas. Ela estava vestida como uma civil normal, com um moletom, uma calça jeans e o tênis converse surrado que usava na faculdade. Não era assim que ela costumava sair nas ruas durante a noite, mas o risco de encontrar alguém que não sabia de sua vida dupla era muito grande e ela não podia arriscar. Outro dia tinha presenciado um debate acalorado na turma de economia sobre o assassinato de Kim Dongjun. Ela achava até engraçada a imagem que as pessoas tinham dos gangsters e seus hábitos porque eles não sabiam de nada. E se soubessem… Ah, se soubessem! Ela riu baixinho com aquele pensamento, antes de enfiar as mãos no bolso do casaco e continuar seu caminho. Estava à procura de seus amigos, mas no meio do percurso acabou encontrando outra pessoa. — Hey. — cumprimentou, ainda sem saber se achava aquele encontro uma coincidência boa ou ruim.
Jungwoo não sabia qual era a verdadeira opinião dele sobre aquele ocorrido. Talvez a Lucky tivesse mesmo cometido o crime ou talvez não, ele pouco se importava. Ele estava ali, apenas na intenção de coletar dados e analisar até que ponto tudo poderia ir. Ele achava até cômica a tal situação, porque se o nome da Pythonfs tivesse no meio, com toda certeza o cenário seria totalmente diferente. Jungwoo caminhava no meio da multidão tão livremente e tão à vontade que ele levou um susto quando escutou um cumprimento na sua direção. Ele encarou a garota por alguns segundos, seu rosto era familiar, mas não sabia ao certo. Apenas respondeu educadamente – Hey!
.♡⋰. Ela encarou o garoto, um pouco encabulada pelo olhar ligeiramente confuso que ele sustentava. O tempo que passava olhando o mundo através da mira das armas a tornara uma pessoa extremamente detalhista, capaz de memorizar rostos em questão de minutos. às vezes se esquecia que a maioria das pessoas não costumava ser assim tão atenta às feições alheias. — Eu acho que você não se lembra de mim. — sorriu — Só nos conhecemos de vista, mas você é da Pythons, certo? — continuou, só para quebrar o gelo. Tentou recordar-se do nome dele, mas ao contrário de fisionomias, nomes não entravam facilmente em sua memória. — Violet, atiradora da amada Lucky star. — estendeu a mão para um cumprimento, certificando-se de carregar a voz com o máximo de ironia que pôde. Debochar da situação atual de sua gangue era o único jeito que encontrara de lidar com aquilo tudo.
lucky-jaehee.
.♡⋰. Violet olhou ao redor, subitamente um pouco nervosa. Muitas coisas poderiam dar errado naquela noite, ela sabia. Ali no meio daquela multidão haviam milhares de pessoas que queriam a cabeça dos membros da Lucky numa bandeja, alguns poucos que acreditavam na inocência deles e muitas pessoas conhecidas. Ela estava vestida como uma civil normal, com um moletom, uma calça jeans e o tênis converse surrado que usava na faculdade. Não era assim que ela costumava sair nas ruas durante a noite, mas o risco de encontrar alguém que não sabia de sua vida dupla era muito grande e ela não podia arriscar. Outro dia tinha presenciado um debate acalorado na turma de economia sobre o assassinato de Kim Dongjun. Ela achava até engraçada a imagem que as pessoas tinham dos gangsters e seus hábitos porque eles não sabiam de nada. E se soubessem… Ah, se soubessem! Ela riu baixinho com aquele pensamento, antes de enfiar as mãos no bolso do casaco e continuar seu caminho. Estava à procura de seus amigos, mas no meio do percurso acabou encontrando outra pessoa. — Hey. — cumprimentou, ainda sem saber se achava aquele encontro uma coincidência boa ou ruim.
—— ༉ ‧ ₊ ♡ jongin murmurou ao redor do cigarro, estreitando os olhos. arrancou o obstáculo dos lábios para poder direcioná-la um sorriso de canto, baixando o pé de onde o mesmo se encontrava, assim como o restante do corpo, apoiado em uma parede úmida. “well, hello there. ia perguntar como você ‘tá, mas considerando o motivo desse evento todo eu acho que posso adivinhar a resposta. ao menos o clima ‘tá agradável, hm?” havia uma dose generosa do cinismo usual em suas palavras, mas não era mesmo nada pessoal. portava-se daquele jeito e tinha pouco filtro, mas não tinha a real intenção de antagonizá-la… se qualquer coisa, considerava a própria resposta uma provocação bem-humorada.
.♡⋰. — As pessoas deviam aprender com você a não fazer perguntas idiotas. — ela deu um sorrisinho, carregando a voz com o mesmo cinismo que ele usara para falar com ela. — É, um dia difícil. — deu de ombros, olhando para o lado com um semblante preocupado. Por mais que tentasse relaxar, não conseguia sair do estado de alerta. — O clima está bom mesmo, mas não sei se consigo aproveitá-lo com toda essa gente louca ao meu redor. — ainda mais sabendo que a maioria está louca para me matar, completou mentalmente. — Não reclamaria de fazer alguma coisa pra esquecer essa loucura toda, na verdade.
lucky-jaehee :
.♡⋰. Violet olhou ao redor, subitamente um pouco nervosa. Muitas coisas poderiam dar errado naquela noite, ela sabia. Ali no meio daquela multidão haviam milhares de pessoas que queriam a cabeça dos membros da Lucky numa bandeja, alguns poucos que acreditavam na inocência deles e muitas pessoas conhecidas. Ela estava vestida como uma civil normal, com um moletom, uma calça jeans e o tênis converse surrado que usava na faculdade. Não era assim que ela costumava sair nas ruas durante a noite, mas o risco de encontrar alguém que não sabia de sua vida dupla era muito grande e ela não podia arriscar. Outro dia tinha presenciado um debate acalorado na turma de economia sobre o assassinato de Kim Dongjun. Ela achava até engraçada a imagem que as pessoas tinham dos gangsters e seus hábitos porque eles não sabiam de nada. E se soubessem… Ah, se soubessem! Ela riu baixinho com aquele pensamento, antes de enfiar as mãos no bolso do casaco e continuar seu caminho. Estava à procura de seus amigos, mas no meio do percurso acabou encontrando outra pessoa. — Hey. — cumprimentou, ainda sem saber se achava aquele encontro uma coincidência boa ou ruim.
talvez fosse hora de ir embora, o seo pensou. conforme o álcool transformava lentamente as pessoas que se encontravam no local, era certo que demonstrações de raiva começavam a ser mais frequentes. tinha noção que os perigos para si eram quase nulos, sabia se disfarçar bem entre a multidão e tampar bem as estrelas que enfeitavam a tez de seu pescoço desde que entrou para a lucky star. porém, ele não precisava se arriscar tanto apenas por mais um copo de soju, além disto, sentia-se cansado após o trabalho de meio período na oficina de um dos tios mas assim que estava pronto para ir ouviu a voz tão conhecida. o sorriso se formou logo em seus lábios ao passo que se virava para ver jaehee, a irmã daquele que considerava seu melhor amigo; o carinho pela menina era puramente fraternal, apesar de possuírem a mesma idade sentia certa responsabilidade em relação a menor. ❝ ——hey jae, pensei que não iria participar da festa mas vejo que veio com seu disfarce de estudante universitária.❞
.♡⋰. Jaehee sorriu com aquela resposta. Por um instante pensou que Taehyung fosse fazer algum comentário negativo sobre sua presença ali, mas como sempre ele estava sendo gentil com ela. — Oppa! — cumprimentou, um pouco mais animada. — Eu não podia arriscar, tenho certeza de que pelo menos metade da minha turma está por aqui em algum lugar. — deu de ombros. — E você? Achei que fosse querer descansar depois do trabalho. — continuou. A presença dele sempre a deixava mais calma. Quando o conheceu, quase um ano antes, ela só se lembrava de pensar um “uau” e achar que teria uma dificuldade imensa para morar com um garoto tão bonito. Mas agora ele era quase como um irmão mais velho, embora a diferença de idade entre os dois fosse nula. Além disso, o garoto praticamente a educara como atiradora, o que a fazia sentir certa segurança quando ele estava por perto. Era bom saber que não estava mais sozinha no meio da multidão enraivecida.
jaehee !
.♡⋰. Violet olhou ao redor, subitamente um pouco nervosa. Muitas coisas poderiam dar errado naquela noite, ela sabia. Ali no meio daquela multidão haviam milhares de pessoas que queriam a cabeça dos membros da Lucky numa bandeja, alguns poucos que acreditavam na inocência deles e muitas pessoas conhecidas. Ela estava vestida como uma civil normal, com um moletom, uma calça jeans e o tênis converse surrado que usava na faculdade. Não era assim que ela costumava sair nas ruas durante a noite, mas o risco de encontrar alguém que não sabia de sua vida dupla era muito grande e ela não podia arriscar. Outro dia tinha presenciado um debate acalorado na turma de economia sobre o assassinato de Kim Dongjun. Ela achava até engraçada a imagem que as pessoas tinham dos gangsters e seus hábitos porque eles não sabiam de nada. E se soubessem… Ah, se soubessem! Ela riu baixinho com aquele pensamento, antes de enfiar as mãos no bolso do casaco e continuar seu caminho. Estava à procura de seus amigos, mas no meio do percurso acabou encontrando outra pessoa. — Hey. — cumprimentou, ainda sem saber se achava aquele encontro uma coincidência boa ou ruim.
ele puxa um pirulito de uma das inúmeras jaquetas pretas que possui enquanto abre caminho entre a população exaltada. o sabor de framboesa invade sua língua e ele se lembra porque gosta tanto de doces, eles o fazem lembrar da infância; do tempo em que não precisava se “esconder” na multidão, em que não via importância alguma em roupas pretas ou em se certificar de que tinha cortado a garganta da pessoa certa. seus olhos seguem pra frente e o canto de sua boca sorri com as boas memórias, quando ele dá de cara com uma membro da lucky star. o sorriso se desfaz automaticamente. hakkun suspira, desapontado com quem encontra. felizmente, ele está de bom humor. “oi violet. se divertindo muito com essa galera enfurecida que quer rasgar sua cara?”
.♡⋰. — Você não faz ideia do quanto. — respondeu, girando os olhos exageradamente. Já estava se sentindo vulnerável no meio da multidão, tanto pela situação toda com a Lucky, quanto por estar com seu “disfarce” de universitária comum. Andar com a tatuagem coberta durante o dia era uma coisa, à noite era outra completamente diferente. Encontrar justo Hakkun não estava ajudando-a a se sentir melhor. Não que tivesse algo contra o garoto em si. Era só a velha rivalidade entre as gangues somada a um leve incômodo com a ironia que ele sempre parecia carregar na voz. Mas não podia transparecer aquele desconforto, então apenas deu um sorriso falsamente doce. — Não pense que eles perderiam a oportunidade de rasgar a sua cara também.
.♡⋰. Violet olhou ao redor, subitamente um pouco nervosa. Muitas coisas poderiam dar errado naquela noite, ela sabia. Ali no meio daquela multidão haviam milhares de pessoas que queriam a cabeça dos membros da Lucky numa bandeja, alguns poucos que acreditavam na inocência deles e muitas pessoas conhecidas. Ela estava vestida como uma civil normal, com um moletom, uma calça jeans e o tênis converse surrado que usava na faculdade. Não era assim que ela costumava sair nas ruas durante a noite, mas o risco de encontrar alguém que não sabia de sua vida dupla era muito grande e ela não podia arriscar. Outro dia tinha presenciado um debate acalorado na turma de economia sobre o assassinato de Kim Dongjun. Ela achava até engraçada a imagem que as pessoas tinham dos gangsters e seus hábitos porque eles não sabiam de nada. E se soubessem… Ah, se soubessem! Ela riu baixinho com aquele pensamento, antes de enfiar as mãos no bolso do casaco e continuar seu caminho. Estava à procura de seus amigos, mas no meio do percurso acabou encontrando outra pessoa. — Hey. — cumprimentou, ainda sem saber se achava aquele encontro uma coincidência boa ou ruim.
.♡⋰ And the sky was all violet ⋱♡.
Jeong Jaehee foi para Seul com a intenção de fazer sua faculdade de administração, mas no meio do caminho decidiu ir atrás de seu irmão mais velho que foi embora de casa anos antes. Ela só queria levá-lo de volta, mas acabou se metendo com a gangue na qual ele participava e, num golpe que ela ainda não sabe dizer se foi de sorte ou azar, se descobriu uma exímia atiradora ao ser armada pelo irmão e defendê-lo num acerto de contas que saiu errado. Depois disso, ela entrou oficialmente para a Lucky Star e se apaixonou pela vida do crime. Durante o dia frequenta suas aulas normalmente, mora em um apartamento simples com seu irmão e um amigo e se porta como uma jovem totalmente comum e até mesmo sem graça. Mas à noite ela se descobre. Com uma arma em mãos ela assume o codinome de Violet, participa de todos os esquemas e faz bicos como stripper de luxo para deputados e empresários. Mas nunca deixa que a toquem. O objetivo real dela continua sendo manter um olho em seu irmão mais velho e cultivar as amizades reais que fez dentro da Lucky. Mas junto à isso ela tem outros planos, outros sonhos, muito menos dignos do que os que ela tinha quando saiu da casa de seu pai para estudar.
.♡⋰ Headcanons ⋱♡.
♡ Antes de entrar para a Lucky Star ela trabalhava como técnica de som em um bar de rock em Seul.
♡ Seu grande sonho era ser uma produtora musical.
♡ Ela é apaixonada por bandas de rock dos anos 90 e escolheu seu codinome em homenagem à música Violet, da banda Hole.
♡ Costumava ser muito tímida. Na verdade, quando não está assumindo sua personalidade de Violet, ela ainda é.
♡ Tem medo de agulhas e sofreu para fazer a tatuagem da Lucky. Ela considera isso como uma vitória pessoal e um símbolo da mudança que a gangue fez em sua vida.
♡ Seu irmão é bastante ciumento e não faz ideia da carreira de stripper da garota. É algo que ela não faz com muita frequência, então prefere não contar porque sabe que ele não gostaria nada dessa ideia.