"senhoras e senhores da escola de magia e bruxaria de hogwarts, preparem-se para a grande revelação do nosso mais novo membro da casa de grifinória! apresento-lhes, diretamente do salão comunal mais badalado do castelo, a nossa belíssima lucy weasley, a prodígio no quadribol e no xadrez bruxo!"
nome completo: lucinda grace weasley.
apelidos: lucy, lulu.
idade: dezenove anos.
clubes extracurriculares: quadribol (apanhadora) & clube de xadrez bruxo.
status de relacionamento: apaixonada por uma trouxa que conheceu em uma cafeteria (ou seja, em sofrimento).
likes: corridas matinais, literatura juvenil, vídeos de bichinhos, boybands, fanfictions, cozinhar, cachorrinhos, pinterest, one direction, museus, enganar seus primos, roubar comida de madrugada, partidas longas de quadribol, aprender coreografias do tiktok, tagarelices.
dislikes: regras sem lógica, quando a chamam de lucinda, indecisões, chuva em final de tarde, chá gelado, gale hawthorne, música eletrônica, livros digitais, apanhadores melhores que ela, comidas gordurosas, skin care, praias, esportes aquáticos, perder partidas de xadrez bruxo.
BIOGRAFIA,
embora fosse a filha do weasley mais responsável da família, lucy mostrava-se tão adepta ao caos quantos seus tios george e fred, desafiando o rigor pelas regras e o senso de dever tão preciso ao seu pai, percy. no fundo, é uma mistura equilibrada de diversos dos seus familiares.
claro, como nenhum fruto cai tão distante do seu pé, a garota demonstrava uma cautela quase impressionante naquilo que, por óbvio, considerasse relevante o suficiente para merecer a sua atenção. é naturalmente curiosa e desde cedo gostou de gastar horas do seu dia com a cara enfiada em livros, aprendendo as regras e, o que era ainda mais importante, as suas brechas, para que saísse impune das suas artimanhas.
em hogwarts, a escolha do chapéu seletor ao colocá-la na grifinória não causou surpresa em ninguém, embora o seu desejo fosse, na verdade, ser selecionada para qualquer outra casa, apenas pelo prazer de contrariar as expectativas.
logo deixou que seu treinamento familiar em quadribol a colocasse no time de sua casa, enquanto conciliava também com as competições de xadrez bruxo, que tinha aprendido com seu tio.
nas disciplinas do colégio, destaca-se no estudo de poções, pretendendo alcançar um cargo como curandeira no futuro. o quadribol, nesse aspecto, não passa de um lazer, mesmo que costume levar muito a sério e que cada derrota seja uma facada em seu ego. lucy também considera passar um ano viajando pelo mundo trouxa até se estabelecer profissionalmente.
é uma fã declarada do seu avô paterno, sempre surgindo com novas curiosidades a respeito das tecnologias trouxas e também dedicando parte de suas férias para ter a experiência de vida sem magia sempre que possível.
sua linguagem do amor são atos culinários, tendo aprendido receitas roubando os cadernos de receita da sua avó. não é algo que costuma expor, mas é excelente na cozinha e encara quase como uma terapia.
lucy estava evitando até mesmo passar perto de qualquer aluno da lufa-lufa, muito motivada por seu terrível histórico romântico que sempre envolvia um deles. talvez fosse o seu castigo divino, afinal, e era por isso que não deveria estar ali, rondando a cozinha do castelo atrás de lanchinhos especiais; poderia ter implorado de joelhos pela ajuda de qualquer um de seus primos, enquanto ficava escondida em outro corredor. e se a fome vinha em um horário impróprio, pior foi visualizar o ex-namorado, @lorcscmndr, enquanto deixava a cozinha com os braços carregados de bolinhos. lucinda se permitiu soltar um murmúrio frustrado, mas logo pôs um sorriso sutil em seus lábios ao encarar o rapaz. não nutria o sentimento de ódio pelo rapaz, também não guardava mais mágoas, mas era capaz de admitir que ainda carregava os traumas do término. se antes já não era a pessoa mais confiante do castelo, agora, após todos os términos que tinha passado (e quase sempre pelo mesmo motivo), estava prestes a se tornar a grinch do amor. o fato de todos terem sido lufanos também aumentava o seu pesadelo, mas em relação ao scamander, lucy ainda conseguia encarar com um certo bom humor o fato de nem ela, nem a irmã, terem funcionado com os irmãos scamander. ⸻ e aí, lorcan ⸻ ela o cumprimentou, apegada demais na ideia de que tinha crescido próximos o bastante para que romper o laço completamente parecesse algo absurdo. claro, lucy já não era tão receptiva e empolgada ao tratar com o rapaz, mas tudo ainda soava muito aceitável, considerando os detalhes.
as fofocas chegaram aos seus ouvidos tão rápido quanto de costume, considerando que a envolvida da vez era a sua irmã mais velha; lucinda já tinha vivido tempo mais que o suficiente para saber que não era possível esconder nada sobre um potter-weasley. foi por isso que se colocou de prontidão na porta da sala comunal da corvinal, aguardando o horário exato em que encontraria a irmã passando por aquela porta — um privilégio de quem havia decorado a grade horária de quase todos os parentes. quando finalmente visualizou a irmã mais velha, lucy correu para entrelaçar o braço no dela, puxando para o outro lado do corredor com uma pressa incomum. a dor latente do seu joelho era quase inexistente, diante da urgência em que se encontrava. ⸻ as fofocas dizem que você viu o james potter original!⸻ falou em um murmúrio apressado, o seu tom escancaradamente curioso. ⸻ e como você não tem nenhuma inclinação para médium, as teorias da conspiração sobre o espaço e o tempo parecem estar corretíssimas... ⸻
James estreitou os olhos no instante em que percebeu Lucy mancando. O sorriso dela podia enganar metade do castelo, mas definitivamente não enganava ele. Crescer cercado de Weasleys significava desenvolver um talento para identificar quando alguém estava escondendo merda atrás de piada e teatralidade exagerada. “Ok, primeiro, você tá andando igual um veterano de guerra de cento e dois anos, então claramente aconteceu alguma coisa”, comentou já diminuindo o passo pra acompanhar ela. O olhar dele desceu rapidamente pra perna machucada antes de voltar pro rosto da prima, desconfiado. “Segundo, pintar o cabelo de roxo honestamente não seria nem de longe a pior decisão estética dessa família. Você já viu as fotos da mamãe na adolescência?” perguntou com absoluta seriedade falsa antes de sorrir de canto. James enfiou as mãos no bolso das vestes enquanto continuava andando ao lado dela pelos corredores. “E não, hoje eu vim em missão pacífica. Sem teoria conspiratória, sem apostas... porque se o tio Neville me pegar apostando de novo nos corredores, acho que me serve de comida pra barreira e seja lá o que tem lá fora”, brincou, porque percebia o semblante mal humorado da prima e odiava ver as pessoas da sua família sofrendo. Podia esconder, mas ela estava de fato. O olhar dele voltou rapidamente pra forma estranha como Lucy evitava apoiar o peso na perna e a sobrancelha ergueu de novo. “Agora desembucha. O que você fez?”
quando percebeu o olhar do primo, teve a certeza de que seu sorriso ensaiado não seria o suficiente para convencê-lo; e àquela altura, era melhor desistir de soar como alguém não lesionado e irritadiço. um suspiro derrotado lhe escapou, abandonando a tentativa de se mostrar alegre e sorridente. sequer sentiu-se ofendida com a comparação feita, já que reconhecia como deveria estar esquisita, se esforçando para não machucar mais a perna. ⸻ sua mãe era descoladassa, cara! já viu o meu pai quando adolescente? ⸻ devolveu a pergunta, sem precisar forçar um bom humor em suas palavras, que já era inerente sempre que comentava da versão mais nova de percy. ⸻ duvido que o tio neville chegasse tão longe, mas por favor, tenha piedade e me espere estar em condições para apostar e teorizar... ⸻ começava a assumir o seu estado lastimável, nutrindo esperanças de melhorar rápido o suficiente para retornar suas atividades em paz. ⸻ fiquei entediada, então improvisei uma esteira mágica e não controlei bem a velocidade da coisa... como não tinha um botão de emergência, o meu joelho levou a pior! ⸻
frank arregalou os olhos imediatamente diante da sugestão dela, como se lucy tivesse acabado de propor algo completamente absurdo. "merlin, não," respondeu rápido, soltando uma risada pelo nariz logo em seguida. "era uma reclamação afetiva. tem diferença." ele pegou a pena outra vez só para girá-la entre os dedos, sem realmente voltar a estudar. porque, honestamente, já tinha aceitado que aquele bloco de revisão tinha ido embora fazia tempo, e parte dele nem se importava tanto assim. o sorriso enviesado voltou quando lucy começou a falar sem freio outra vez, como se nem percebesse que estava fazendo exatamente o que ele tinha acabado de acusá-la de fazer. "ah, então isso nem é sua forma final?" frank apoiou o queixo na mão, fingindo preocupação. "dez da noite e você desbloqueia uma habilidade passiva de tagarelice infinita?" ele balançou a cabeça lentamente, teatral. "assustador. mas, bem, se você sair daqui agora, eu vou acabar encarando esse capítulo de poções sozinho." fez uma careta dramática para o livro aberto, completamente falsa. "eu prefiro sofrer acompanhado."
um certo alívio tomou conta da garota que, embora não ficasse ofendida quando a sua energia era pouco apreciada para a ocasião, teria detestado passar as próximas horas sozinhas, encarando um livro de poções e os seus próprios desvaneios. ⸻ ah, é que a minha experiência estudando com pessoas da corvinal quase sempre terminou com alguém querendo passar uma fita na minha boca! ⸻ deixou que uma risada lhe escapasse, nitidamente achando divertido que tivesse conseguido perturbar tantas pessoas daquela forma ao longo dos anos. ⸻ claro que não é o meu máximo! ⸻ confirmou, em um tom que soava quase orgulhoso. o seu fôlego era o pesadelo de percy weasley, mas uma marca de grande satisfação para lucinda. ⸻ e você tem razão, é horrível estudar poções sem companhia... mas sei lá, acho que o professor malfoy torna nossa vida menos miserável, né? que meu tio ronald me perdoe, não tenho culpa que o homem seja tão bom.⸻
A transição absurdamente rápida de uma careta de dor para aquele sorriso largo e comercial não passou despercebida pelo radar de Lysander. Como alguém que passava a maior parte da vida mascarando os próprios colapsos internos com doses cavalares de deboche, ele reconhecia uma tentativa de camuflagem a quilômetros de distância. Ele diminuiu o espaço entre eles com passos longos, os olhos azuis elétricos caindo brevemente para a perna esquerda que a mais nova tentava poupar com sutileza, antes de voltar para o rosto dela com o seu clássico sorriso torto e folgado. "Pode ficar tranquila, Lucy, tenho tanta vontade de falar disso quanto tenho de recitar uma receita de poções", ele rebateu, a voz arrastada e banhada no sarcasmo habitual enquanto parava ao lado dela. Sem fazer nenhum alarde ou cerimônia, o goleiro simplesmente passou o braço esquerdo por trás das costas dela, oferecendo o próprio ombro e a lateral do corpo largo como apoio físico para que ela tirasse o peso da perna machucada, agindo com a naturalidade de quem oferece uma xícara de chá. "E eu super apoio a ideia do cabelo roxo. A Grace Dursley apareceu com umas mechas rosa-choque outro dia e, honestamente, sou a favor de qualquer tipo de distração para o que vem rolando." Ele ajustou a postura para começar a caminhar exatamente no ritmo mais lento dela, o olhar caindo de soslaio para a perna afetada com um foco avaliativo de quem colecionava lesões de Quadribol. "Mas antes disso, eu aposto a minha vassoura que esse seu trajeto manco tem a enfermaria como destino final. O que foi que você tentou fazer dessa vez, diabinha?"
a voz do companheiro era quase um alívio, exceto se considerasse a possibilidade um sermão sobre a sua irresponsabilidade com sua integridade física, quando eles ainda não sabiam se o campeonato de quadribol seria cancelado. ⸻ não ofenda os estudiosos de poções, eles podem tentar envenenar você! ⸻ lucy murmurou, esforçando-se para manter o bom humor em suas palavras; o rapaz nada tinha a ver com a sua inconsequência e o joelho dolorido, afinal, e era bom ter alguma companhia para encarar aquela dor chatinha. e como um presente por todo aquele seu esforço em ser alegre diante do amigo, a oferta de apoio foi muito bem-vinda. os lábios curvaram-se em um sorriso sutil, mas sincero e genuinamente grato, enquanto aceitava a ajuda oferecida. ⸻ pena que a grace foi mais ligeira que eu nessa, né? mas acho que ficarei um charme de cabelo colorido, voando em toda velocidade quando pudermos pisotear aqueles sonserinos dos infernos ⸻ a lesão no joelho naquele instante parecia inexistente, como se não fosse um detalhe determinante em seus próximos jogos – se é que voltariam a fazer qualquer coisa útil também! foi por isso que riu quando a sua forma de andar foi finalmente mencionada, percebendo que não existiria a gentileza de fingirem ignorar a verdade. ⸻ o meu plano era implorar uma poção ao frank, mas fiquei preocupada de me testarem e sair uma imagem minha no jornal da escola em uma acusação de doping... ⸻ compartilhou seus delírios. não tinha conhecimento de nada parecido já ter ocorrido na história da escola, mas não queria ser a primeira. ⸻ eu improvisei uma academia no meu quarto e esqueci de pedir ajuda aos meus primos! algum deles teria pensado no controle de velocidade, mas cá estou eu! ⸻
"ai garota você sempre tenta cortar meu barato, já percebeu?" reclamou enquanto pendia a cabeça pro lado e observava a prima "só porque eu ia começar a falar de goblins e trolls se juntando pra tomar o sistema bancário dos duendes" então os olhos escuros baixaram pra perna da prima e roxy parou na frente dela, encarando aquilo como se fosse um tipo de ofensa pessoal direcionada a ela propria. odiava quando os primos se machucavam e ela não. "que merda você fez com sua perna, lucci?" chamou pelo apelido "não vai me dizer que andou pulando de coisas altas por aí, já conversamos sobre isso. sem pular de lugares altos sem mim!" então a ideia da prima veio, e como toda a ideia maluca era uma opção na vida de roxy ela assentiu positivamente com a cabeça "you should! posso até ajudar nisso e pintar também, é claro! qualquer você sugere pra mim?"
lucinda precisou conter a vontade de revirar os olho diante do pseudo drama da prima, já que definitivamente era a última pessoa do mundo que cortaria o barato de qualquer um dos seus familiares e amigos. por outro lado, era aquele tipo de loucura que queria evitar; roxy a lembrava muito de sua tia angelina e sabia que dali as ideias mais insanas poderiam ser fermentadas. ⸻ sua teoria precisa estar errada, porque o mundo bruxo não precisa de um problema dessa magnitude! imagine, não tem trinta anos que vivemos uma guerra! ⸻ ainda se deu ao trabalho de responder, mas o seu tom era leve, beirava a diversão, muito porque era incapaz de agir de outra forma com a prima. ⸻ quê? claro que não pulei de canto nenhum, roxy! de onde eu conseguiria pular? qualquer opção que pensei seria meio que querer virar fantasma! ⸻ não conteve a risada, incrédula com a preocupação alheia. ⸻ improvisei um academia no dormitório, mas falhei no controle de velocidade e machuquei o joelho ⸻ tratou logo de se explicar, antes que roxy pudesse elaborar o sentimento de traição diante de alguém se aventurando sozinho. ⸻ acho que poderia ser roxo também, aí ficaríamos iguais! ⸻
olivia viu lucy se arrastando pelo corredor e murmurando impropérios e achou graça. fazia dias que queria conversar com a amiga, mas tanta coisa tinha acontecido... uma infinidade de maluquices dentro de uma realidade já bizarra o suficiente. não hesitou em gritar para a amiga, soltando uma boa de uma risada diante da sua resposta. ❝ — o que rolou com você, luce? tá tudo bem?❞ — franziu o cenho, analisando a amiga dos pés a cabeça. claramente ela não estava nas faculdades físicas perfeitas, porque a viu mancando. normalmente olivia acharia normal — os treinos deles eram intensos, para dizer o mínimo —, mas não conseguia imaginar como a amiga teria se machucado fisicamente nas condições limitadas de circulação... por isso a curiosidade. a expressão abrandou quando ela mencionou a mudança da cor de cabelo. ❝ — eu adoraria ver você de cabelo roxo, mas talvez eu tenha uma ou outra coisa pra te contar... que pode te distrair o suficiente.❞ — fez mistério com um sorriso críptico para a amiga, as sobrancelhas arqueadas. tinha de fato dois tópicos, e nenhum dos dois ela estava particularmente muito animada para sair contando por aí... mas lucy era uma das suas melhores amigas e sentia que seria quase como um crime que ela não soubesse o que estava acontecendo... tudo que estava acontecendo.
uma dose de alegria tomou conta de lucinda ao reconhecer voz de sua melhor amiga, feliz em não ter esbarrado com alguém desagradável uma hora daquelas. andava impaciente, principalmente com as novas notícias sobre a situação em que se encontravam; e ter a irmã envolvida dessa vez, mesmo que sem danos, tinha piorado consideravelmente o seu humor. ⸻ estou bem, ⸻ respondeu rapidamente, como ela geralmente fazia ao esconder seus machucados durante seus treinos de quadribol. uma risada baixa lhe escapou, porém, ao lembrar que não precisava pensar no bom andamento do seu time ou no campeonato. ⸻ usei magia para fazer uma esteira ⸻ encolheu os ombros, quase em constrangimento, porque sabia que tinha sido uma decisão burra. ⸻ mas falhei no ajuste de velocidade e esqueci que não tínhamos aqueles botões de academia... ⸻ confidenciou. se seu pai pudesse vê-la, provavelmente sentiria vergonha de tamanha estupidez e falta de preparo. mas logo o seu pensamento autodepreciativo se dissipou, atenta à possibilidade de ouvir algo que, de fato, fosse capaz de distrair a sua mente. parecia impossível até então, mas confiava bastante nas palavras da amiga. ⸻ me surpreenda, gatinha! ⸻ seu tom era zombeteiro. ⸻ se você me distrair, eu pinto cabelo; e se eu não me distrair, eu pinto de qualquer forma! ⸻
lucy arrastava levemente sua perna esquerda, em uma tentativa de evitar colocar o peso do corpo sobre o membro, enquanto murmurava maldições ao longo do seu caminho até a enfermaria. se tivesse sorte, pensaria em uma solução para aquele seu problema sem medicações; o mundo trouxa certamente oferecia alternativas sem gosto de gororoba! por outro lado, também seria difícil explicar como tinha se machucado, principalmente agora que não poderia colocar a culpa no quadribol. quando ouviu alguém chamar seu nome, a expressão sofrida rapidamente cedeu espaço para um sorriso largo, absolutamente sincero para qualquer um que não a conhecesse bem. ⸻ se for me contar teorias da conspiração, por favor, pare por aí! ⸻ seu tom era divertido, mas as palavras eram sinceras; não queria aumentar o estado de ansiedade que a perturbava nas últimas semanas, tampouco pretendia se propor a solucionar o mundo. ⸻ mas para qualquer outra coisa, sou toda ouvidos! estou entediada para caralho nesse castelo, já cogitei até pintar o cabelo de roxo ⸻
ou digite qualquer emoji para um starter fechado aleatório (up to 2).
sentence: ❝ Why are you always like this? ❞
with: @lucywcasley
Por incrível que parecesse ele estava tendo um dia quase normal. Se não fosse pelos colegas terem vivido experiências horríveis, e ter dois castelos pela janela, ele poderia quase dizer que era uma semana tranquila. Decidiu, em seu maior pensamento de boêmia, apenas aceitar as situações e deixar que tudo tomasse seu rumo, sem precisar se preocupar. Na hora certa tudo seria explicado e se encaixaria na normalidade.
Não funcionou muito, pois nem mesmo o café da manhã conseguiu comer em paz quando viu, Lucy Weasley, já havia arrancado o bagel de sua mão. "Por que você é sempre assim? Tem comida na mesa, para todo mundo? Por que pegar a da minha mão?"
quando a sua mente ficava agitada demais e a paciência entrava em declínio, lucy tinha o hábito de mudar de ares. durante os meses de aula, precisava fazer adaptações; mas os portões trancados, impedindo os treinos de quadribol, tornavam as coisas ainda mais complicadas. era por isso que naquele dia, passava pela mesa de café da manhã da lufa-lufa, atenta em quem poderia encontrar para perturbar e também focada em não esbarrar no ex-namorado lufano. na hora que avistou benedict, com um delicioso e fresquinho bagel na mão, a reação veio como um impulso: tomou o pãozinha da mão alheia, mordendo logo em seguida com uma diversão escancarada. tinha encontrado o alvo do dia, afinal. ⸻ oras, ben! todo mundo sabe que comida roubada é mais gostosa, você não acha? ⸻ respondeu entre mordidas, com um tom divertido, tão amigável quanto era possível depois de roubar comida da mão dele. ⸻ a comida da lufa-lufa é melhor que a nossa, sorry ⸻ encolheu os ombros, com um inocência fingida, então sentou-se ao lado dele, sem se importar com o fato de que deveria sentar-se com a grifinória.
frank já tinha perdido completamente a concentração no pergaminho à sua frente. o problema de estudar com lucy era exatamente esse: começava normal. sinceramente normal. os dois revisando anotações, discutindo ingredientes, comparando métodos, até que então, sem perceber, ele passava mais tempo conversando do que realmente estudando. com um suspiro teatral, frank largou a pena sobre a mesa e se recostou na cadeira. "why do all my worst decisions involve you?" os dedos bateram de leve contra a margem do livro de poções enquanto ele a observava do outro lado da mesa, um sorriso enviesado surgindo apesar da reclamação. "eu tava indo tão bem antes de você aparecer." balançou a cabeça lentamente, como se estivesse genuinamente decepcionado consigo mesmo. "agora eu já nem lembro no que tava pensando há cinco minutos."
por um segundo, a ruiva teve a decência de parecer constrangida diante das palavras do amigo. sabia que era tagarela e distraída, o que era compensado pelo fato de conseguir aprender rápido quando finalmente se dedicava de forma mais séria. ⸻ quer que eu suma da sua frente? ⸻ indagou, genuinamente disposta a se retirar e dar continuidade aos estudos em outro lugar. não se chatearia, é claro; reconhecia os seus defeitos o suficiente para não se magoar com bobagens. ⸻ se te consola, não somos do mesmo ano, nem dividimos a sala comunal... é que sou bem pior perto das dez horas da noite, é meu pico de energia ⸻ voltou a tagarelar, quase que inconscientemente.
closed starter for @lucywcasley !
where: torre de astronomia.
Gostava da torre de astronomia apenas em dias assim, quando absolutamente nada estava acontecendo por lá e o observatório nada mais era que uma varanda glorificada. Dali, conseguia ver as outras duas torres de astronomia dos outros castelos, distantes, mas não queria refletir sobre eles mais uma vez. Só queria conversar com Lucy sobre assuntos triviais, irrelevantes, corriqueiros. “Ai, Lulu. Cê acha que eu sou maluca por querer estar sofrendo uma desilusão amorosa?” fez uma careta junto da pergunta, percebendo o quanto aquilo soava ridículo em voz alta. “Assim, fora as que eu já vivo diariamente, né. Queria estar vivendo algo intenso. Ter algo pra me preocupar além do fim do mundo pra... bom, me distrair do fim do mundo.” Se apoiou no parapeito, fechando os olhos para focar na sensação do vento em seu rosto. “Me conta algo idiota que você pensou ou ouviu falar esses dias? Te conto uma minha em troca.” sugeriu, virando o olhar para a prima com expectativa.
desde o seu primeiro ano, a torre de astronomia era uma espécie de refúgio, ainda que precisasse disputar o espaço com algumas pessoas indesejadas eventualmente; mas na presença da prima, sentia-se completamente em paz, desinibida. por isso, uma risada baixa escapou da ruiva assim que a escutou comentar sobre desilusões amorosas. não tinha nada a esconder da prima-amiga, afinal. ⸻ como alguém que tem sido rejeitada, ignorada, apaixonada por pessoas que estão fora do meu alcance... sim, domi, eu acho que você está sendo maluca! ⸻ não poupou as palavras, mas seu tom era divertido e suave, demonstrando que não pretendia ofender genuinamente. ⸻ acho que se eu tivesse uma desilusão aqui dentro do castelo, tentaria me desviver com uma vassourada ⸻ diante da seriedade da hipótese, lucy tinha um tom mais melancólico e um semblante mais reflexivo; tal postura não perdurou muito, porém, porque ela logo sacudiu a cabeça como se bastasse para afastar tais pensamentos. ⸻ bom, eu estive na biblioteca há alguns dias, procurando livros de história ⸻ começou com sua tagarelice, encarando a prima com uma atenção exagerada. sabia que suas próximas palavras poderiam causar um choque, afinal, e precisava se mostrar lúcida. de toda forma, cumpriria o papel de distrair de qualquer pensamento negativo. ⸻ fiquei obcecada durante todo o dia, então quando finalmente peguei no sono... bom, eu sonhei que meu namorado era a versão jovem, de vinte anos, do alastor moody... ⸻ falou de supetão, as mãos imediatamente cobrindo o rosto como se estivesse realmente envergonhada.
" eu só queria que ela se divertisse e relaxasse um pouco. " suspirou frustrada, pensando agora estando sóbria realmente parecia uma ideia idiota ter proposto algo assim para Molly, mas na empolgação da noite, ela só queria que a prima tivesse uma companhia. " eu sei, pensando agora sem álcool na cabeça foi realmente uma decisão estúpida. " suspirou, reconhecia seu erro e a impulsividade sempre fora um problema para Lily, ela fazia as coisas sem considerar nada, só se jogava e depois dava um jeito de lidar com as consequências, o que nem sempre dava certo, visto o que aconteceu com a prima, só esperava não ter estragado permanentemente a relação das duas. " e com todo respeito Lucy, ou talvez pouco respeito... seu pai precisa se medicar ou fazer uma terapia, sei lá. " disse frustrada, ela sabia que cada um dos Weasley tinha uma dinâmica familiar diferente, mas cada vez que ouvia do jeito que Percy parecia exigir de seu filhos, só ficava cada vez mais irritada. " você acha que eu sou maluca? é claro que não foi o Scorpius. " disse quase como se estivesse ofendida que Lucy considerou aquilo. " eu tenho outros planos para o Scorp. " assentiu com um sorriso surgindo no canto de seus lábios pela primeira vez naquela manha. " gostaria de deixar claro que foi um jogador que me perguntou sobre a Molly primeiro, eu só aproveitei a oportunidade. e ele parecia bem interessado. " deu de ombros, bem, agora também não importava mais. " eu não cheguei em você.. a briga aconteceu e meio que minou qualquer nova tentativa. mas eu tinha alguém em mente."
❝ — não se culpe tanto por isso, tá? peça desculpas, tenho certeza que ela vai entender ❞ o seu tom era bastante confiante, mesmo que não devesse falar a respeito da irmã com toda aquela convicção. acreditava nas boas intenções da prima, no fim das contas, e tinha esperanças de que a irmã também entenderia quando todo aquele álcool sumisse do seu organismo. a ruiva deixou uma risada escapar quando a ouviu falar do seu pai, concordando com as palavras alheias com um leve menear de cabeça. ❝ — ele é bem intencionado, mas pode ser difícil de lidar e, bom, a molly não teve a melhor das experiências no sentido romance ❞ ainda lembrava das palavras duras do pai e a opinião forte dele em relação aos namoros, tudo em razão da grande expectativa que depositava no futuro das filhas. ❝ — achei que o scorpius estivesse bem na sua concepção, já que ele é o agarradinho do albus e tudo mais, né? tenho medo de descobrir que ele se fundiu, tipo um bebê canguru ❞ debochou, mas suas palavras escondiam um certo ciúmes do primo, que parecia gostar tanto da amizade com o loiro; lucy queria que fosse tão querida quanto o rapaz, afinal. ❝ — e eu acredito em você! claro que esse frouxo tentou usar você para chegar na molly, eu faria a mesma coisa! esqueça isso, tá? da próxima vez, arrume alguém para mim e talvez para o hugo, quem sabe? ele não ligaria! e eu adoraria ouvir os seus planos interrompidos. ❞
frank soltou um riso baixo, quase descrente, balançando levemente a cabeça. "minha reputação não sobreviveria cinco minutos," retrucou, com um leve arquear de sobrancelha. "imagina a repercussão: lucy weasley desmascara monitor exemplar e o pega fumando escondido na torre de astronomia. seria o meu fim." o canto dos lábios curvou-se em um meio sorriso antes que ele levasse o cigarro de volta aos lábios, tragando com mais intenção dessa vez, como se estivesse justamente fazendo o que tinha dito. "mas pode ficar tranquila," adicionou, soltando a fumaça devagar. "não é um hábito. não um muito frequente, pelo menos. só… precisava descontar em alguma coisa, por hoje." poderia ser uma poção, mas frank ainda não tinha testado os seus efeitos em contato com bebidas alcóolicas e preferiu deixar para lá. "às vezes fica mais fácil lidar com tudo quando você finge, por alguns minutos, que não tem nada pra resolver," ele disse, o olhar se perdendo brevemente no horizonte antes de voltar para ela. "a festa funciona mais ou menos assim, eu acho. desde que você consiga deixar os problemas do lado de fora." frank apertou os lábios, retomando um tom mais leve: "o que, considerando que você veio parar aqui… imagino que não esteja sendo exatamente o caso."
um sorriso surgiu nos lábios da jovem, divertida com a ideia de desmascarar seu colega, ainda que não tivesse nenhuma vocação para espalhar fofocas daquela natureza. ficava contente, no entanto, de poder distrair a mente com coisas tão simples. ❝ — acho que talvez pensassem que eu te influenciei a fumar, mesmo que eu nunca tenha colocado um cigarro na boca! ❞ zombou, mesmo que duvidasse de suas palavras também. seu pai certamente acreditaria no seu pior, mas esperava escapar do restante das pessoas. ❝ — e eu entendo, claro. não é fácil esquecer do que está acontecendo, né? todos nós precisamos de uma ajudinha de vez em quando ❞ suas palavras foram acompanhadas de um leve dar de ombros, porque não se importava verdadeiramente se o rapaz fumava habitualmente ou não; e até que o conceito fazia sentido, considerando a aura misteriosa que ele carregava. quando ele fez menção à sua presença fora da festa, no entanto, a garota sentiu as maçãs de seu rosto esquentar levemente. apesar disso, ela manteve o olhar em direção a ele. ❝ — alguém me deu um fora lá na festa e eu decidi sair para poupar o resto que me sobrou de dignidade ❞ contou como se não fosse nada - e na verdade, não era -, deixando que uma risada baixa lhe escapasse. ❝ — mas seja lá quem organizou, está de parabéns! eu estava me divertindo muito até agora, acho que em alguns minutos consigo voltar e aproveitar mais. ❞
Conversar assim com Lucy a fazia lembrar de quando eram menores. Puxando cabelo uma da outra, mas no fim do dia dormindo no colo uma da outra. Era algo que sempre faziam, pois até poderiam brigar, mas no fim do dia o amor que sentiam uma pela outra era maior do que qualquer outra coisa. Olhou em volta não querendo que ninguém a reconhecesse, mas ao mesmo tempo sabendo que todos sabiam quem eram os Weasley, já que seus traços eram bem marcantes. Aceitou a dica da irmã, e mesmo ela preferendo livros mais científicos e de Astronomia deixou a sugestão anotada em sua mente para ler depois já que gostaria de criar mais conexões com sua irmã. "Não falamos da palavra amor nessa casa ou ambiente, mas você não precisa se privar pelas minhas decisões. Aposto que você se sairia muito melhor em relacionamentos do que eu. Você tem hábitos mais saudáveis do que eu." E é mais social e consegue interagir muito melhor, mas guardou aqueles pensamentos tristes para si.
"Bom, se você não recomenda o que quer fazer? Acho que eu tenho uma boa mira, acertei algumas vezes esse tipo de coisa. Não nesse jogo, nunca joguei, mas em testes de precisão. Se quiser arriscar podemos ser uma dupla incrível, mas se quiser fazer outra coisa, eu também topo." O importante é estarmos juntas, quis complementar, mas achou que seria um pouco brega, mas não podia evitar que estava rindo para si mesma por estar compartilhando aquele momento com a irmã mais nova.
apesar da aparência de distraída em relação ao seu redor, a jovem conseguia perceber a forma como a irmã tentava passar despercebida; era impossível, óbvio, mas não tentou persuadir a outra de esquecer aquela ideia. ninguém se importaria, afinal, e até ficariam contentes em ver os monitores na festa também. preferiu manter o foco na conversa ali estabelecida, aproveitando aquele momento em que estavam juntas, e decidida a ser o mais sincera possível nas próximas horas. ❝ — acredite, eu não tenho nenhuma habilidade nessa área, molly ❞ uma risada baixa escapou diante daquela sua confissão. ❝ — mas não é culpa da sua história, tá? prefiro pensar que é o destino nos deixando para titias juntas ❞ zombou, mesmo que não acreditasse naquela possibilidade; o fato de ainda estarem estudando era um baita de um problema, mas acabaria em breve e sabia que a irmã encontraria alguém que fosse bom para o seu coração. ❝ — podemos beber e dançar... ❞ sugeriu, voltando seu olhar para a irmã, a fim de captar qual sugestão seria menos rejeitada por ela. ❝ — eu confio muito na sua pontaria, mas a minha é terrível e não sei se você quer mesmo terminar embriagada... ❞
❝ — eu não vou dizer que não gosto dos burrinhos, eles são divertidos, claro, mas eu cansei um pouco deles, porque depois de uns beijos já não servem pra mais nada. de burra já basta eu, quando ele é pior, me estressa ainda mais!❞ — respondeu rindo. não era uma autodepreciação, olivia sabia que não era burra, mas definitivamente não se encaixava no padrão de inteligência acadêmico, então gostava de manter as expectativas sobre ela mesma em dia, mesmo com lucy, que era uma de suas melhores e mais próximas amigas. ela riu diante da menção da namorada de benjamin, o corvino alto e gatão que fazia as meninas suspirarem. ❝ — muito bem lembrado. não que você tivesse pensando nisso, mas eu não mexeria com ela se fosse você, fiquei sabendo que a família dela é barra pesada, talvez aquela altura deliciosa toda seja realmente hipnotizante, mas não compensa se envolver!❞ — brincou, dividindo a fofoca que ouviu sobre a família da loira.
a expressão de olivia travou por longos segundos, os quais teve certeza de que ficou perceptível a sua reação. de todos os desafios possíveis, não imaginou aquele vindo logo da prima do envolvido. mesmo depois que ela afirmou ser brincadeira, olivia só conseguiu soltar um riso de nervoso. ela tinha percebido a mudança da dinâmica entre ela e james sirius na última semana, e definitivamente não podia dizer que ele não era absolutamente beijável, porque mesmo quando eles se odiavam ela já sabia muito bem disso (jogava quadribol com ele, afinal!). mas ela tinha aprendido que se envolver com pessoas do convívio era uma grande armadilha, ainda que tudo fosse feito de forma casual. james sirius potter era uma péssima, péssima ideia para ela, péssima! ❝ — engraçada pra caralho, lucinda. da próxima vez me pede pra beijar o professor binns ou algo do tipo.❞ — foi o que conseguiu responder, torcendo pra que estivesse menos branca como papel do que pensou que estava. ela aceitou o desafio "real" da amiga e fez o que lhe foi pedido com maestria, conseguindo inclusive gargalhar ao ver a reação de goyle ao ficar completamente encharcado de álcool. voltou o olhar para a weasley. ❝ — um desperdício de bebida, mas muito bem aproveitado. agora, onde estávamos?❞ — perguntou.
encarou toda a explicação da amiga sobre a inteligência masculina com um sorriso em seus lábios, ainda que a graça da história fosse saber que definitivamente a outra tinha mesmo se envolvido com muitos homens burros mesmo. não poderia culpá-la, claro, e divertia-se com tudo o que vivia por tabela, pela experiência alheia. ❝ — vou torcer para que o seu próximo homem tenha bons músculos e um bom cérebro! ❞ uma risada escapou da ruiva, que tratou de erguer o copo já esquecido ao seu lado, em um brinde mal feito. precisou voltar a beber quando terminou de escutar a história sobre a loira psicótica, dando um longo gole antes de voltar a falar. ❝ — a família dela ainda é envolvida com magia das trevas, sabia? o coitado não sabe a confusão em que se meteu! ❞ sacudiu a cabeça, o seu tom quase preocupado, embora o seu estômago levemente revirado devesse inspirar mais da sua preocupação que o relacionamento alheio.
em geral, lucinda gostava de fingir que era uma garota distraída, mas tinha certeza de que a sua farsa já não funcionava mais com a melhor amiga. um sorriso sutil surgiu em seus lábios ao perceber o choque de olivia diante da sua brincadeira, torcendo para que aquela informação ficasse bem armazenada em sua memória no dia seguinte, quando a bebedeira cobrasse o seu preço. ❝ — aposto que o binns tinha seu charme na época dele! ❞ manteve o tom brincalhão, optando por não insistir no assunto do seu primo. com muita sorte, teria tempo para encher a cabeça da amiga no futuro, mas sua paciência seria a melhor aliada naquele momento. deixou que sua atenção fosse para o sonserino que tomaria um belo banho de cachaça, soltando uma gargalhada ao vê-lo se irritar com o feito delas. se não podia brincar de cupido, pelo menos se divertiria com a desgraça das cobras. ❝ — desafio! e não facilite para mim, viu? ❞