Me ensinou, o avô que não conheci,
a palavra argêntea. que há tantas formas de se conhecer alguém. a palavra prateada, ele me ensinou sem falar nada, quando revisei seus poemas, no silêncio de ouro do encontro entre almas. meu avô paraense virou estrela-do-mar antes de eu nascer e antes de meu pai se casar. deixou um livro compassivo no leito de um rio vivo, do rio se janeiro pra onde, quase menino, pra onde, quase sozinho,…









