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don't make her look stupid for loving you
— Simone de Beauvoir, from a letter to Nelson Algren c. November 1949
Querido
Gostaria de guardar essas palavras para você,
De um eu que talvez já não seja o que você conhece,
Mas que anseia em te encontrar,
Como se você já estivesse sobre a terra,
Regido para mim,
Chamando-me sem saber o meu nome,
E eu posso escutar o universo orquestrando o nosso encontro,
Talvez avassalador como todas as coisas devidamente em seu lugar,
Daquele tipo que nos faz suspirar e desejar uma xícara relaxante de chá,
Porque tudo estar como deveria ser
E não há preocupações a causar inquietação,
Só há paz e certeza
De uma estrada na qual o propósito é combustível
E o amor o caminho.
Amar você é como ter encontrado a minha redenção,
Mesmo que eu sinta medo que você ou eu erre,
Prefiro me entregar ao imediatismo breve.
Decorar as nossas risadas em teias de memórias,
Enquanto eu gozo do prazer de te ter só para mim
Eu reverencio ao universo por ter me feito esperar
Que me fez orar para te encontrar entre outros bilhões
Pois assim, eu me renovei para um amor que só encaixa em mim agora, por causa da estrada.
"Amor Visceral"
(Verso 1) Teu toque queima a pele, arranca o meu chão É como fogo que consome sem perdão Cada palavra tua é um corte profundo Que me prende entre o desejo e o absurdo
(Pré-refrão) É a sede de quem se afoga no mar Querendo tudo, sem saber parar O que é teu me atravessa o peito E eu te quero mais, sem jeito, sem freio
(Refrão) Esse amor é visceral, é carne e alma É dor e prazer, é grito e calma Me toma, me rasga, me deixa ao vento Teu nome é minha febre, meu tormento
(Verso 2) Nos teus braços, eu perco a razão Teu olhar me devora sem compaixão Cada beijo teu é sangue e suor O teu amor é a guerra que eu imploro
(Ponte) E quando a noite cai, quem pode fugir? A chama que queima não quer resistir O teu corpo é o veneno que me alimenta O meu coração é o que tua loucura sustenta
(Refrão) Esse amor é visceral, me arranca do chão É ferida aberta, é explosão Me devora, me queima, me faz voar Teu nome é a febre que não vai passar
(Final) Amor visceral, amor sem fim Que consome, que invade tudo em mim Seja o meu caos, seja o meu inferno Porque te amar é o meu vício eterno
Ah como eu queria
Te dá adeus de vez
Que eu acorde sem querer saber
Por onde anda você
Querido, não sei o que vc fez
Mas eu estou tão obcecada
Do outro lado da sala,
nossos olhares se encontram,
somos estranhos.
Quanto tempo se passou até agora?
Vi a sua mãe e quis abraçá-la,
A dor persiste, camuflada por sorrisos que escondem a verdade.
Pra falar de você, usei meias palavras
Fiz a moda antiga
Recortei revista e postais
No meio dessa multidão
Do outro lado da sala,
Meus olhos no seus olhos
Sua voz ressoa, preenchendo o vazio,
enquanto silencio a sala inteira.
Eu pensava que estava preparada,
mas sorrio para esconder a realidade
Toda noite,
Não estou rezando para que você volte;
estou implorando por coragem para deixar você ir. Ela te beija com lábios doces, e eu padeço pela falta de sorte,
nesta mesma cozinha onde juntos cozinhávamos. Suas mãos, que um dia me envolveram, agora seguram outra.
Ela e vc viajando para os mesmos lugares
me fazendo lembrar,
espero que ela saiba te amar,
E escute cada história que vc tem a contar.
Que experimentem novos pratos,
explorem novos lugares e desfrutem juntos do carnaval.
Que seus filhos te chamem de amor, como sempre imaginou.
Se ela te amar,
serei grata
Hora dourada
Amo tanto que nem sei
A sensação de ver o dia ir
O sol a colorir o céu
Na hora dourada
Garotas da pele bronzeada
As gaivotas a brincar com o mar
Sinto que o mundo é um bom lugar
Para quem luta
E vive com amor
Não sei a vida de cor
Mas seja como for
Eu vou, eu vou
Tão brasileira
Quanto mundial
Afinal a vida é curta
Quem vive bem sabe o que quer
Quando eu voltar a ser criança
Aí como é doce
A minha infância que acalenta
Sem me preparar para essa morte lenta
Crescer para ser
Esquecer a nobreza de crer
E perder por não ter riqueza metal
Eu lembro do amarelo do ipê
O gosto do rocambole
Você e eu, a rua e a vida toda para brincar
Até a hora de entrar
Ah eu lembro o doce das amoras
E a gente brincando de escola
Os almoços de domingo
Todos nós reunidos
A contar casos assombrados
Casa de vó, primos e um alvoroço
As doces uvas, sorvete de morango
Romeu e Julieta e vovô na loteria
A bagunça que a gente fazia
Ah tempo me leve daqui
Porque quando eu voltar a ser criança
Eu lembro como se vive de verdade
Ah tempo me leve daqui
Porque quando eu voltar a ser
Eu me dispo dessa vaidade arrogante
Ah tempo me leve daqui
Porque quando eu voltar a ser criança
Eu me disfarço desse orgulho
Dominada por você,
Eu te dei o controle,
Minha casa,
Você pode dizer o que quiser,
Pode fazer o que quiser,
Ser o que quiser, metamorfo
Meus amigos dispensar,
Telefonar para o trabalho,
Cancelar todos os compromissos
Afinal é disso que eu preciso,
Duas noites e dois dias com você
Sem levantar para nada,
Nem para esquecer
O vazio que insiste em crescer
Sem levantar para nada
Nem para comer
Continuar deitada
Tão escuro e frio
Aprecio a sensação
Dizem para não me doar tanto
Exagero, eles não sabem não (cômoda)
Lutar é como perder o espanto,
Espantosa guerra perdida,
Sombria e assustadora guerra perdida,
Uma bebida e dois comprimidos,
Transformam a química do meu cérebro,
Assumida, abrasiva explicação
Já não preciso ser tão depressiva não
Não, não
Sacana
Era só minha dor
Contra a vontade de magoar
Já chorei
Mas não vou mais chorar
Era criança
Agora tenho outros propósitos
Por sua culpa
Quis me abandonar
Pensei eu
Mas s verdade é que eu aceitei as projeções
Eu engulo minhas emoções
Como a química na minha mente
Tente me machucar agora
Que já morri pra minha gente
Eu tenho planos impossíveis
Que me levam pra frente
Estou tão lúcida e deprimente
Eu por isso que eu sorrio
Enquanto grito por dentro
Porque descobri que todos fingimos por um tempo
Enquanto brincamos de sociedade
A verdade é que estamos perdidos
Criamos e corremos perigo
Colapso sacana
Buraco de minhoca
Louca e sã
Maquiavel
Cascavel e Santa
Porra louca e planta
É que eu tinha medo,
De nunca sossegar,
De nunca ter descanso,
Em outro peito, em outro lugar
Eu vi tempo passar,
Vi as pessoas se encontrar,
Sofri vazia,
Pensei que não sabia amar,
Até você chegar
Bagunçar minha vida
De caduca
Para cabeça florida
Acolheu a minha ferida
Sofreu, lutou e morreu, venceu
Minhas lutas
Então escuta
Amanhã eu posso tá incerta
Mas eu sei que agora
Você é pessoa certa
Eu canto para ti
Para te dizer
Eu amo você
Meu nem
Tu vem aqui
Deita no meu colo
Que eu te decoro
De elogios
De alguém apaixonado
Atravesso o mares e Rio inteiro
Para te dizer ligeiro
Tu és minha continuação
Eu quero só um pouco da vida
Que você enxerga com os seus olhos
Quero a selvageria que você se permite
Quero ser livre como você,
Quero acreditar que o fim é um começo
De alguma coisa nova
Quero aprender a perder a corrida
E sentir o vento
Eu esqueço que sou frágil como pó
Vivo como posso
Entardeço as palavras, pra te mostrar com gestos
Forço o entendimento
De mais um dia lento
Me intitulo morna
E boto fogo na coisa toda
Voto do contra
Todos nossos amigos juntos,
Um tempo curto e infinito,
Todos mudos, nós olhando,
O céu nublando,
mas nós aquecidos,
Você disse que me ama,
Para metade deles,
Estamos parados,
Como quem não sabia,
Também Diria,
Se a voz saísse,
Se a razão dominasse,
Orei ao universo por isso,
Eu esperei por esse sorriso,
Corada como o pôr do sol,
Brilhante como um farol,
Forte e crescido,
Esperando um descuido,
Para dizer que eu também amo,
Descamo-me da dor que sufoca,
Pela loucura de me permitir,
Sorrir como alguém livre,
Livre de tudo o que prende,
E desfoca a gente,
Mas forte por mim,
Mas corajosa por ti,
Completa como uma volta,
Transbordando com você,
Forte e crescido,
Como um leão ferido,
Que levanta,
E afronta,
O amor é o mais forte,
Que toda a sorte e angústia
Na minha mente,
Você tinha liberdade,
Para ser de verdade,
Na minha mente,
Eu sabia te ouvir
Mas você teve que ir,
Porque a sua dor era maior,
Que o melhor "vai ficar tudo bem"
Ninguém sabe, a dor, a dor
Que você carregou,
Na verdade,
A metade dessa gente nunca se importou,
Na verdade,
Nada me faz acreditar,
Nada faz ir embora,
Esse vazio que me consome agora,
Como se eu fosse feito de areia,
Vou voando,
Nada clareia o meu dia,
Nem papo, nem trato,
Nem rádio, nem folia,
Você queria que eu ficasse bem,
Mas procuro em mil rostos,
E não acho meu lar em ninguém,
Você queria que eu ficasse bem,
Mas o resto de mim não sabe aonde ir,
Você escuta quando digo
Te amooo,
Você consegue sentir,
Quando chego
E deito
Chorando
No leito
Plena vida
Plena decepção,
A você entrego a minha oração.
when i say “i can’t talk right now, i’m doing hot girl shit.” what i really mean is “i can’t talk right now, i’m doing my bio hw while listening to classical music and pretending i’m a female scientist in the 1700s learning in secret using books i stole from the academy when they refused to let me in, i’m hiding away in the attic of the opera house (where i work) while the orchestra rehearses beneath me. they’ll never accept me in the world of academia, but i know i’m destined for greatness.”