FIRST TASK || DURMSTRANG || Lutz x Sugar
Sugar não achava que a sua ideia fosse realmente dar certo, mas ao ver o chacoalhar de um dos coqueiros que havia no local e um brilho prateado vindo em sua direção, surpreendeu-se com aquilo, e ainda mais quando nada aconteceu depois que a chave chegou. "Tudo bem. Essa foi fácil." Comentou enquanto entregava a chave para Ludwig guardar junto as outras. Sorriu dando de ombros ao ver a piscadela do rapaz, percebendo que estavam fazendo um bom trabalho em equipe. No final, trabalhar em equipe não era algo tão difícil de conseguir lidar como a morena achou que seria.
Ainda que tivessem conseguido uma chave, de acordo com a teoria que estavam seguindo, deveria haver uma segunda na área da praia, mas o accio não funcionou para ela, e a morena duvidava que fosse funcionar. Olhou ao redor, procurando algum lugar que a chave pudesse estar escondida, mas a praia era ampla demais, e tinha pouquíssimos esconderijos. Provavelmente estava na areia, ou camuflada em algum lugar. Sugar não ouviu o início das coisas que Ludwig falava, por estar distraída em seus pensamentos, mas voltou sua atenção as palavras dele a tempo suficiente de ouvir alguma coisa sobre estar incrustada em algum lugar, e ao vê-lo indicar a extremidade da arena ela entendeu. "Eu não sei se compartilhei a minha opinião com você logo quando chegamos, mas talvez ela não esteja incrustada, e sim camuflada. Um feitiço simples que a deixe invisível. Pode estar presa e camuflada ao paredão, assim como pode estar presa e camuflada a um desses coqueiros. Pode até ser um desses coqueiros. A segunda chave estava transfigurada para parecer uma corrente, lembra? Podemos tentar o revelium." Completou a sua frase olhando ao redor. Não seria tão fácil. Haviam muitos coqueiros, pedras pequenas, pedras grandes, conchas. Não teriam tempo para tudo, mas ela tentaria em alguma coisa.
"Bom, vamos testar a minha teoria e a sua juntas. Vamos até o paredão, damos uma olhada, e se não acharmos nada de cara eu uso o revelium pra ver se acontece alguma coisa. Não é um ótimo plano, mas por ora, é o que temos." Ela deu dois tapinhas em um dos ombros do rapaz e começou a correr em direção ao paredão. Não ficava muito longe, já que a faixa de areia da praia era estreita, mas ainda assim foi uma boa corrida até chegar lá. o lugar parecia não haver nada, como era de se imaginar. Uma estrutura totalmente grosseira. A chave poderia realmente estar incrustada como Ludwig havia dito. Mas também poderia estar camuflada. Seja lá como fosse, talvez o feitiço fosse ajudá-los. Ela olhou para o rapaz na esperança de que ele houvesse encontrado algo, mas pareciam estar no zero a zero. Sem ter mais paciência para perder tempo procurando por algo que nem tinham certeza que estava ali, Sugar tirou a varinha das vestes mais uma vez e apontando para a enorme parede de pedra, conjurou o feitiço. “Revelium.”
Ela prendeu a respiração por algum tempo, sem saber exatamente o porquê. Uma tensão repentina começava a tomar conta da morena, mas ela não se permitiria ficar tensa ou nervosa, não quando eles começavam a achar as chaves. Uma pontada de insegurança a atingiu por algum motivo que a mesma não saberia explicar. Talvez porque suas ideias estivessem começando a evaporar. Mas se recusava a admitir aquilo para si mesma. Ela não deixaria aquele sentimento permanecer e tomar conta dela, não poderia. Estavam indo bem, bastava manter-se relaxada e deixar o cérebro funcionar. Não seja idiota, Starkweather. Disse internamente, afastando da cabeça aqueles pensamentos que começavam deixá-la apreensiva e se concentrou no feitiço que havia acabado de fazer. É só se concentrar no seu objetivo. Você vai conseguir. Disse para si mesma por fim, soltando o ar e voltando sua atenção para o muro de pedra, esperando que alguma coisa acontecesse.
Seguindo Sugar até o paredão de pedra e torcendo pra dar certo, Lutz sentia seu tênis afundar na areia e não deixou de fazer uma analogia com suas esperanças se aquilo desse errado. Sabia da capacidade dos competidores, e precisavam adiantar para andar mais rápido. Quando se aproximaram do local, e a garota por algum motivo hesitou a fazer o feitiço, Lutz soube que havia algo errado. A mesma ardência nas costas que havia sentido quando bateu as costas no tronco estava lá, assim como a sensação de estar sendo observado. Foi quando começou a ouvir um barulho que fez os pelos da sua nuca se arrepiarem, e se virou para frente subitamente, alerta a alguma possível peça da arena. O que ele não esperava era receber, repentinamente, uma flechada no braço. Apertou os dentes um contra o outro, ignorando o objeto alojado ali e a dor, e lançou um feitiço de escudo para os dois. Com a varinha ainda em punhos, tirou a flecha do braço. Era pequena e não tinha ido muito fundo. Foi quando ele ouviu novamente o som, e muito mais claramente. Os coqueiros se transformaram em uns bichinhos esquisitos e o garoto franziu a sobrancelha. Já havia visto alguns deles anos atrás, com o pai, mas não lembrava o que eram. Seu primeiro instinto foi lançar um feitiço imobilizante neles. “Petrificus Totalus!” Gritou, mirando no que estava mais perto deles. Mas eram quatro, e o seu feitiço escudo estava começando a fraquejar. Ele esperava conseguir acertar o feitiço corretamente em todos, mas não deu certo e o feitiço escuro se desfez. Acabaram tendo que se desviar de algumas flechas, como num jogo de baleado. Foi quando uma ideia melhor surgiu em sua mente. Era muito melhor desestabilizar o solo onde eles estavam primeiro, para depois derrotá-los. Por isso, repassou mentalmente alguns feitiços que seriam úteis. Poderia endurecer toda aquela região do solo com Duro, o feitiço para endurecer superfícies e torná-las polidas como mármore, para depois fazer uma cratera ali e todos caírem dentro. Quando estivessem ali, levitaria com Wingardium Leviosa os arcos e levaria para longe deles.
“Duro!” murmurou, fazendo toda a areia ao redor das criaturinhas se tornarem duras e lisas como um mármore encerado. Logo depois balançou a varinha, fazendo um grande buraco aparecer na frente deles e engolir todas as criaturas. “Wingardium Leviosa!”, murmurou, fazendo os arcos virem até eles. Afinal, eles poderiam estar transfigurados como a corrente.















