Eu não sei, essa calmaria meio que me assusta.
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@nikolaevitch
Eu não sei, essa calmaria meio que me assusta.
[SUPERFLASHBACK] Change Your Mind {Laith}
Lutz sentiu suas extremidades gelarem, e uma sensação de frustração tomou conta dele. Seus lábios estavam secos com o estresse, e ele não conseguia parar de morder o lábio inferior. Era uma mania péssima que havia adquirido com o tempo, assim como estalar os nós dos dedos quando estava distraído. Encrispou seus lábios, externando a frustração, e tentou manter o rosto sem expressão para melhor condução da situação. O que ele mais temia que acontecesse no momento, o que ele estava tentando evitar, acontecia naquele exato momento.
"Faith." Cumprimentou-a com um aceno de cabeça, sem a ironia usual ou o carinho do Baile. Cumprimentou-a como havia conversado com ela na Floresta aquele dia. Ele não queria demonstrar nenhum tipo de sentimento muito apurado ou parcial. Não sabia o que estava sentindo, e queria entender o que estava acontecendo dentro de si mesmo.
Não era ela, em si. Ele entendia isso. Era o que ela simbolizava. A mudança brusca do comportamento das pessoas perante a ele. Era estranho ser tratado bem, e parecia uma piada de péssimo gosto. O tipo de piada que ele estava acostumado a pregar. Não sabendo muito o que falar, ou fazer, encostou seu corpo cansado de noites mal dormidas na parede de pedra da Torre para deixar seus colegas passarem. Do contrário, seria levado pela turma de Astronomia sem dó.
Estava ao lado da janela, e a lua quarto-minguante brilhava no céu fracamente, pelo seu diminuto tamanho. Olhou para a floresta, como se esperasse que ela fornecesse a ele algum tipo de energia vital, e focou sua atenção na loira, até então evitada com o olhar. Ela parecia cansada, mas sua áurea estava pacífica. Seu semblante ostentava expectativa, e ele não soube muito o que fazer, além de dar um sorriso amarelo.
E ouvir um "Faith" pronunciado numa frieza anormal foi um pouco assustador. Mais que isso, irritante. Ele achava divertido confundir tanto sua cabeça? Não entendia nada do moreno. Literalmente nada. Não entendia o porquê de suas alterações de humor, a forma como a tratava, e não tinha nem um conceito do que seria para ele. Seria mais uma garota? Talvez mais uma veela idiota. Não, se recusava a aceitar aquilo. Puxou o ar, cruzando os braços, franzindo a sobrancelha momentaneamente, antes de notar tal gesto e o desfazer.
Cruzou os braços. -- Acho que eu deveria ir andando. Aparentemente, você não sabe onde ficam as torres. Ou não está interessado em falar comigo. -- suspirou, fitando o chão enquanto puxava as mangas do casaco para que cobrissem seus dedos pálidos, que provavelmente tremiam por conta da temperatura.
Ela ignorou o sorriso amarelo que ele a mostrara, que mesmo que tentasse soar tranquilizante, a irritara como nunca. E então, passou pelo lado dele, seu modo pacífico inicial desaparecendo apenas com aqueles segundos que passara o encarando.
BAD FUCKING BLOOD || LAITH
"Faith, você tem ideia do que eu já passei? Eu já te contei algumas coisas, dá pra você mensurar. Eu vou ficar assim agora, mas depois passa. Sou eu sendo eu. Eu sou meio durão sabe? Eu não vou surtar muito, prometo. Eu tive uma boa conversa com a Rose, e ela me deu uma ajuda. Não comente sobre o fato de eu estar aceitando ajuda de estranhos, acho que já é uma melhora. Significa que eu estou sendo um ser social, certo?" Ele comentou, pensativo. Parte daquilo, grande parte, era graças às tentativas de Faith de dissuadi-lo para que ele fosse mais sociável com as pessoas, e menos brutamontes. “Eu não tenho três anos, Faith. Eu sei lidar com problemas, e não vou sair daqui enlouquecido. Eu só estou te pedindo, por favor, que me conte. Qual é, eu pedi por favor.” Finalizou com uma brincadeira, dando um peteleco na testa dela.
Ele ouviu atentamente o que ela dizia, sem tirar os olhos dela e internalizando cada palavra. Começou a bolar uma nova estratégia de ação para quando estivesse com ela. Algo que ajudaria a todos e que faria com que ela se achasse menos uma princesa. Ele pararia de tratá-la tão delicadamente como tendia a fazer, como se ela realmente fosse algo a ser protegido. Lutz tendia a fazer isso. Bastante por sinal. Talvez, se ele a tratasse como se ela fosse uma guerreira e aumentasse as expectativas pra cima dela, as coisas melhorassem.
"Eu não vou te prometer que eu vou estar ao seu lado e que comigo você jamais vai precisar ter medo. Eu não sou a merda de um príncipe encantado, você sabe disso." Ele revirou os olhos, balançando a mão. "Mais do que isso. Estou te propondo que você comece a se sentir capaz de defender a si mesma. Treina comigo pro Torneio. Pare de se sentir uma princesa. É a chance que você está tendo de fazer as coisas mudarem, Nikolaevitch. Prove que você é uma guerreira."
-- Um pouco, e eu sei como você sendo você pode ser algo prejudicial para si mesmo. Desculpe, eu só tenho medo de que você acabe se machucando sério. Sim, significa. --ela não conteve outra risada baixa com a pergunta dele, depois balançando a cabeça. Era quase fofo o modo como ele era alheio aquele tipo de coisa, e não conseguia deixar de rir ou sorrir sempre que ele chegava com uma daquelas perguntas, imerso em pensamentos. Ficava feliz com as tentativas dele de ser mas sociável. Era mais saudável para o garoto. -- Eu sei... Eu acho. -- segurou a mão dele, para impedir que ele desse outros petelecos, franzindo o cenho antes de sorrir brevemente.
Ouvir o que ele falara fez com que ela voltasse a lacrimejar, embora não concordasse com todas as partes. Não se sentia como uma guerreira. Não sabia se era realmente uma, principalmente depois do acontecido. Mas mesmo assim, o modo como ele falava a fazia acreditar. Ou querer acreditar, e de certa forma, o sentimento se manifestara tanto quanto os outros. Apertou a mão dele, enxugando as lágrimas que escorriam pelo seu rosto com a mão livre, depois votando a fitá-lo.
Havia apenas uma coisa boa naquela cadeia de acontecimentos. Ela tivera a certeza de uma coisa. Não era apenas gostar dele. Era um pouco mais que isso. Ela o amava. Com todos seus pequenos defeitos, e com tudo que o tornava Lutz. E então puxou o ar, buscando nele a coragem necessária para terminar de admitir. -- Eu te amo. --
E eu não serei, impotência não é comigo. Bom, então vou te manter informada de tudo que souber. Os outros estão preocupados. Fique sabendo que eu e Amy estamos montando um exército. - ela riu fraco, tentando distrair a loira.- E todos estão loucos para te ver. Mas e você, Faith? Você tem certeza que está bem? Você sabe que pode desmoronar se quiser, eu estou aqui para você.
Outch. Preocupados comigo ou com a possibilidade de morrer? Duvido muito, não tenho tantos amigos. Eu estou ótima, sério.
BAD FUCKING BLOOD || LAITH
A exclamação da garota fez uma risada natural e meio irônica surgir da garganta dele. Pelas duas falas dela. Bem? Claro. Certo.
"Não sei porque você está surpresa, eu só tive que parar porque eles falaram que eu não ia te ver se continuasse. Isso não sou eu sendo fofo, sou eu com raiva. Talvez você ainda encontre manchas de sangue e pedaços de pele na parede de pedra do corredor." Ele ironizou, balançando a cabeça de forma jocosa. Suspirou fundo, tentando agir normalmente com ela e não surtar.
"Faith, não precisa fingir que você está bem comigo. Nós temos uma relação esquisita, que apesar de tudo, se baseia na confiança. Você diz o que está sentindo, eu te abraço e ouço tudo com calma. Sem surtos. Se você não disser pra mim o que está acontecendo, eu vou ser forçado a te perguntar enquanto você está dormindo. Você fala dormindo, sabia? Isso é perigoso." Finalizou com uma brincadeira.
Ele sabia que ela estava escondendo o jogo, e que estava se sentindo quebrada por dentro. Esconder seria pior, e a única coisa que ele queria é que ela contasse a ele o que sentia. E se a pessoa voltasse? De qualquer forma, Faith não podia estar tão frágil agora. Ela precisava dizer pra ele o que sentia, desabafar. Precisava saber que não estava sozinha naquilo, mas Lutz não sabia como dizer.
Ela olhou em tom de reprovação com o relato dele, apertando a mão do garoto. Ergueu as sobrancelhas ao fim da fala, com os grandes e tristes olhos verdes ainda encarando-o.
-- E é exatamente por isso que não posso contar como me sinto. Não porque não confio em você, mas porque as coisas que acontecem comigo parecem te afetar mais que me afetam, e não preciso de você se culpando por aí. Ou distribuindo raiva pelo castelo. Fora que você tem muitas preocupações além de mim. -- ela mordeu o lábio, lembrando-se do torneio. Sempre se esquecia que Lutz fazia parte. E então se lembrou da taça enfeitiçada do último torneio, a preocupação com o moreno a tomando com mais intensidade. Agora era mais que o torneio. Era o torneio e o tal bruxo que tinha a enfeitiçado. Não poderia ficar pior.
-- Eu não estou bem. Estou perdida. E com medo. Não tem noção do quanto me sinto fraca nesse exato momento, porque eu me senti como nada. Me senti exatamente como me descrevem. Uma princesa mimada e indefesa. Fora que a sensação foi assustadora. Meus dedos ainda estão tremendo e... Eu estou feliz que esteja aqui. -- falou, contrariando o que tinha falado antes de descrever como se sentia.
Esticou-se para dar um beijo na testa dele, lendo a preocupação em seus olhos. Estava com medo de que ele acabasse fazendo alguma proeza por conta daquilo, e doía-lhe o coração por contar tudo aquilo, mas também não adiantaria não contar.
Vou tomar cuidado, isso eu prometo. Não vou me enfiar na floresta ou em qualquer lugar perigoso. Bom, às vezes quando sofremos um trauma grande, não queremos saber nada a respeito, só esquecer. E se você preferir assim, eu não conto nada que descobrir, e eu farei até o impossível para que você esqueça tudo. Senão, pode contar com meu apoio.
Ótimo. Não preciso de você sendo mais que uma visitante da enfermaria. Esquecer? Eu não quero esquecer. Eu... Mas e como vão os outros?
BAD FUCKING BLOOD || LAITH
Ele não esperou por repreensões, por alguém que estivesse tentando segurá-lo ou qualquer coisa do gênero. Lutz tinha plena consciência de que depois ia sofrer sérias consequências, mas nada disso importava agora. Quando ele avistou a loira frágil e pálida na cama, sua ação imediata foi abraçá-la. Sentou-se na cadeira ao lado da maca e deu um longo suspiro. Os fios loiros e um pouco bagunçados foram trançados nas mãos dele, e a pele macia atritava confortavelmente contra a dele.
"Eu estava louco lá fora. Eu quase arrombei a porta da enfermaria algumas vezes, eles não queriam que eu te visse. Como você está?" Ele falou, tentando não parecer muito ansioso ou incompreensivelmente.
O olhar de Faith era triste, e ele engoliu em seco com isso. Olhou no fundo dos olhos dela e conseguiu detectar culpa, e até raiva de si mesma. Aquilo frustrou o garoto e fez um nó surgir na sua garganta. Aquela hora, ele não ligou a mínima para a porra do céu estrelado que ainda estava na parede dele. Ele não deu a mínima para o bastardo que fez a doação do esperma pra o nascimento dele, ou qualquer outra coisa. Seu corpo estava ardendo em chamas, a temperatura se elevou muito com a raiva, e então um balde de gelo pareceu ter sido jogado em sua cabeça.
Rose e Georgine estavam certas, ele precisava estar com ela aquela hora. Ele poderia deixar para jogar sua raiva mais tarde, quando não estivesse com ela. Poderia ter uma sessão de treino em alguma sala vazia. Agora, ele estava completamente focado na loira ao lado dele.
"Eu sinto muito." Sussurrou, por fim, com as sobrancelhas franzidas.
Abraçar Lutz fez a veela soluçar. Vê-lo depois de tudo aquilo era como se finalmente tivesse uma peça que fazia sentido no meio de tantas outras confusas. Como se parte de suas preocupações fossem tiradas, e o medo completamente erradicado de sua mente. Enxugou as lágrimas que se acumulavam no canto de seus olhos e ouviu ele falar, o tom de voz completamente diferente do que ela estava acostumada a ouvir. Segurou a mão do namorado, entrelaçando os dedos. Demorou-se a falar alguma coisa porque simplesmente não sabia como estava. Ou melhor, até sabia.
Confusa. Triste. Terrivelmente assustada. Nervosa. -- Bem. -- ela mentiu, desviando o olhar do dele, com um suspiro. Era óbvia a mentira. Ninguém estaria bem depois de algo como aquilo. Mas se tinha algo que ela tinha noção, era de que uma vez que admitisse que não estava bem, não poderia conter as lágrimas nem nada. E já se sentia suficientemente impotente. Fitou os nós dos dedos do moreno, uma exclamação escapando de seus lábios. -- Você esmurrou a porta?! -- a voz que era para ser a comum histérica que ela estava rouca, não dando o efeito esperado.
E naquele momento ela se preocupou mais do que nunca com o moreno. O conhecia. Sabia que tudo que passava o afetaria de forma pior, e Lutz tendia a ser impulsivo. Imaginou o quanto ele deveria se culpar, e engoliu em seco. -- Lutz... -- ela chamou, balançando a cabeça em reprovação. Não poderia expor o quanto se sentia quebrada naquele momento, porque o afetaria mais que qualquer um, e não queria que ele tomasse a culpa por algo que nem sequer era culpa dele. -- Você sabe que não é sua culpa, não sabe?
Ok, só não vou prometer isso. Você sabe como eu sou, é difícil demais simplesmente ficar parada e esperar que os outros resolvam. Enviei uma carta ao papai esta manhã, acho que amanhã ele terá algumas informações. Mas não tenho certeza se você vai gostar de saber sobre elas.
Você sabe como vou me sentir se você se machucar, então, por favor, tome cuidado, certo? O que quer dizer com isso?
Quer que eu te traga bolachas?
Eu odeio bolachas, desculpe.
Eu pareço tão mal quanto me sinto?
BAD FUCKING BLOOD || LAITH
Lutz havia se visto tão furioso assim poucas vezes na sua vida. Ele não presenciou a cena de Faith com o sangue na parede, mas conseguiu chegar a tempo de vê-la ser levada até a enfermaria. Ele perseguiu Minerva e a escolta de Faith, gritando como louco. A loira estava com a expressão terrivelmente confusa, e ele precisou ser segurado por três ou quatro caras. Quando conseguiu se livrar deles, foi até a enfermaria, onde uma pequena multidão estava lá. Muitas pessoas de Beauxbatons, incluindo uma ruiva e uma morena escandalosas. Mas ele não ligava para nenhum deles, a única coisa que ele pensava é em Faith sendo possuída por um bastardo filho da puta. Ele chutou a porta da enfermaria várias vezes, até ganhar um mês de detenção e ver que aquilo não o faria entrar. Depois, se mudou para um cantinho entre a porta de madeira da enfermaria e a parede de pedra. Ele era um cara grande, e muito barulhento. Não sairia dali até ver Faith. Ele estava insanamente irritado, queria quebrar tudo o que via pela frente.
Seu maior instinto era ser um animal, e descarregar a raiva e frustração em tudo o que via pela frente. Mas, ele sabia que aquilo poderia acarretar sua saída da porta da enfermaria. Ele azararia qualquer um de Beauxbatons que o impedisse de ir vê-la primeiro. Isso o frustrava, porque significava que ela havia ganhado um espaço maior do que ele temia no coração dele. Entretanto, o novo acontecimento mudara as coisas, e ele ficou apavorado com a ideia de perdê-la. Ele não sabia o que o deixava mais transtornado:
Não poder vê-la, ela ter sido vítima de algum filho da puta doentio e ter sido forçada a fazer algo desprezível, ele ser completamente inútil na resolução desse problema, não poder vê-la, ou não ter podido protegê-la dele.
Quando ele havia dado mais um soco na parede de pedra - já havia dado muitos deles e sua mão estava muito vermelha, a porta da enfermaria se abriu vagarosamente e ele disparou para dentro, procurando a maca da namorada o mais ágil que podia.
A loira se sentia principalmente desorientada. Não conseguia compreender o que acontecia, ou entender a sequência de fatos que a levaram até a cena da parede grafada com o sangue da veela. Como tinha feito algo como aquilo? Se sentia mal, mesmo sabendo que não tinha sido sua obra. O estômago se revirava só de olhar para parede, e as mãos dela tremiam. Não podia ter feito aquilo. Não fazia sentido. Por que ela? Não, não. Esses pensamentos só a tinham invadido pouco depois que Minerva retirara o colar de Faith. O colar que ela mal tinha notado, e que nem se lembrava de sequer ter o colocado, pendurado em seu pescoço. Se lembrou de então tentar cobrir a boca e encontrar os pulsos ensanguentados. Era horrível. Ela soluçou, assustada. E então cambaleou, tentando se afastar da multidão. Mas não era tão fácil. Alguém a segurou, ela estava prestes a cair. Faith se lembrara apenas de procurar um par de olhos na multidão antes de desmaiar.
Quando acordara pouco depois, na enfermaria, sentiu tudo aquilo a invadir por completo outra vez. A frustração, o medo, um pouco de dor e até o sentimento de fraqueza. Principalmente fraqueza. Era a única culpada por aquilo. Ela se sentou na maca, os olhos verdes vagando pelas cortinas que a separavam dos demais da enfermaria, e puxou o ar, reprovando a sensação de estar sozinha. Não conseguia dizer qual dos acontecimentos tinha sido pior. Escrever com sangue num muro? Ser acertada por um provável bruxo das trevas? Não ter conseguido se defender? Ser o exato dia da morte de seus avós quando tudo aquilo acontecera? Não, parecia inacreditável como o destino não gostava de ser desafiado com um "o que é que me falta acontecer".
E então o barulho de alguém entrando na enfermaria a fez pular com um susto. Onde estava sua varinha? E se não fosse um visitante? A loira cerrou os punhos.
Você tem certeza? Faith… Ah, eu estava tão preocupada. - a garota puxou a loira para abraçá-la.
Juro, vou descobrir o responsável por isso. Não vou deixar mais ninguém fazer mal a você! E nem a mais ninguém.
Gigi, não precisa de tudo isso. Não quero que saia para o procurar e acabe se machucando por isso. O ministério providenciará algo, não precisa se preocupar.
Okay então…
Papoula já disse quando vai me liberar?
Eu sei, eu queria só ter certeza.
Quer companhia?
Obrigada, Rose. Sim, por favor. A enfermaria não é um lugar lá muito animado.
Tem certeza?
Não... Sim. Um pouco.
Eu estou bem. Já disse isso.
Lutz e Faith.
Foto tirada por uma câmera enfeitiçada.
Marie e Faith.
Foto tirada por Bael.