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# BIOS TEXTUAIS AOPD
𝐂𝐎𝐇𝐄𝐍:: in mourning we move on so that in the future we can sing victory with the voice of those who stayed in the past — (PRONOMES)
⠀⠀⠀ꗃ ⌗ por 𝙫𝙤𝙡𝙠𝙤𝙢𝙚𝙣𝙣 · ela me bateu, tomei um tiro no pé foi um bagulho muito foda, foi... muito foda. 🎴 (PRONOMES)
₊ em memória a 𝑬𝒍𝒊𝒛𝒂𝒃𝒆𝒕𝒉 𝑾𝒆𝒃𝒃𝒆𝒓 — vocês são minha esperança, sempre vão ser. メ (PRONOMES)
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Créditos (via tt): @htxmellado • @marsealnz • Arte Oficial
ᝰ 𝘰 𝘧𝘪𝘮 𝘥𝘦 𝘌𝘭𝘪𝘻𝘢𝘣𝘦𝘵𝘩 𝘞𝘦𝘣𝘣𝘦𝘳
E ao sentir a espada em meu peito, eu afundei junto. O que aconteceu com o meu corpo eu não sei. Mas senti minha mente despedaçar. Eu apenas me deixei ir, no escuro, no vazio, na solidão… Quanto mais eu me afundava mais leve eu me sentia… Eu era vazia.. Eu não era nada. Eu não morri salvando meus companheiros, meus amigos, minha família, meu filho. Eu apenas morri. Deixei que muitos morressem por mim e aquele tinha sido meu fim. Diferente do Chris que se sacrificou em amor ao seu filho, eu só trouxe sofrimento. E me afundando cada vez mais eu apenas sentia o frio. Enquanto eu vagava pela infinidade, sem nenhuma concepção de céu, inferno, purgatório, submundo, elísio ou reencarnação… Apenas o que antes teriam sido meus pensamentos vagando no eterno.
“Elizabeth.” Chamou uma voz, vindo do nada. Quem era essa? Eu não me lembrava de mais nada… O mundo de onde eu vim? Um breu completo, apenas uma mancha de cor e luz no tempo que estive na escuridão. “Elizabeth” Aquela voz chamou de novo e eu comecei a compreender. Aquele era o meu nome. Fui em direção ao que me chamava mesmo não sabendo o que era. Uma luz parecia me aquecer cada vez mais. Me aproximei e pude sentir aquele calor reconfortante novamente. “Levante.” E eu me estendi em sua direção. E mais uma vez me vi olhando para um rosto que eu já havia esquecido: o meu próprio.
Como eu poderia me perdoar por perder tanto tempo. Por perder tantas vidas. Mas ali de cara comigo mesma percebi. Eu nunca tive uma saída, mas aqueles que deixei para trás ainda tem. “Me siga.” Disse a mulher, com a minha voz e o meu rosto. Olhei para baixo e vi o meu corpo novamente, não havia ninguém na minha frente. Eu comecei a correr, sozinha, mas não consegui parar. Até que olhei para frente e silhuetas tão familiares esperavam por mim. Sorrindo, Daniel, Alex, Gonzalez e Guto me abraçaram. Chorei e pedi perdão. Eles não disseram uma palavra. Limparam minha lágrimas, passaram a mão em meu cabelo e percebi que ele estava preto novamente. Eu era jovem novamente. Antes que eu dissesse mais alguma coisa me vi de frente com outro sorriso tão familiar. Braços enormes me abraçaram com força. E novamente eu chorei e pedi perdão pela forma como tratei Christopher, contei sobre os garotos. Suas mãos pesadas passaram por meu rosto limpando minhas lágrimas, e senti uma mão em meu ombro. A mão pesada de Brúlio me apertou em sinal de compreensão e sorrindo eles sumiram, novamente sem dizerem uma palavra. Eles sabiam. Eles sempre estiveram ali, rogando pelos filhos, e ainda estariam ali por eles. Diferente de meus amigos, eles permaneceram ali, mesmo que não para mim. Eu podia sentir.
“Opa minha querida.” Virei minha cabeça com lágrimas nos olhos. “ Não vai nem me comprimentar?” Ele estava velho, e eu também, sua barba longa e branca fez cócegas quando a abracei. Quando me afastei vi o mesmo Thiago que conheci, o mesmo que se tornou meu porto seguro. Eu e ele com as roupas de nossa primeira missão. Estávamos com a juventude de nossa primeira missão. Antes de qualquer coisa ele me interrompeu. “Liz eu sei. Não tem que pedir desculpas… Agora vem comigo, ela quer te ver.” E me carregando pela mão, nós andamos. Ele me conhecia.
E num silêncio confortável vi e relembrei de toda a minha vida, de todos os meus erros, todas as vontades, todos os sonhos que não realizei. Porém vi todas as minhas risadas, alegrias, e mesmo que pequenas, eram tão importantes. Logo Thiago também desapareceu. Estava caminhando sozinha, e caminhei assim por muito tempo, revendo toda a minha vida. Novamente senti o calor de uma mão. Olhando para cima vi aquele rosto tão familiar. Com seus olhos cheios de amor, minha mãe me pegou no colo. Sorri, e Lucille sorriu de volta. Nos abraçamos e disse como senti falta dela. Disse tudo o que tinha se passado na minha vida. E ela entendeu todas as minhas decisões. Ficamos assim não sei por quanto tempo. Já não tinha noção dessas coisas. Num último abraço ela segurou meu rosto já velho. E observando o fundo dos meus olhos ela disse “Vamos, minha estrelinha, vamos ver como eles estão se saindo.” Apenas senti todo o amor e carinho que eu senti por aqueles que estavam comigo, e o amor daqueles que morreram e viveram por mim.
Eu tinha realizado a minha parte.
E novamente, eu afundei.
Kaiser: o que você ta fazendo?
Erin: Regando as plantas pra elas crescerem.
Kaiser: Legal.
~~~ mais tarde ~~~
Joui: Kaiser o que tu ta fazendo?!
Kaiser: Regando o Arthur pra ele crescer...
Joui: Não é assim que funciona!
Arthur: Não é?
O espreitador
Antes de começarmos essa história, você tem certeza que não está sendo observado? Você verificou se fechou a porta? Você sabe mesmo o que a escuridão esconde? Eu recomendaria trancar tudo com atenção, afinal, nós não queremos nenhuma fresta de possibilidade que algo dê errado, não é mesmo?
Novamente, acordando com esse maldito gotejar. O mesmo som que a tem acordado toda madrugada, nas últimas duas semanas.
Furiosa, ela levanta mais uma vez buscando a origem do problema, já imaginando que não teria sucesso. Ele a observa checar todas as torneiras, que estavam devidamente fechadas. Também não chove há semanas e até mesmo o encanador a quem chamou duas vezes afirmou não ter nada de errado na instalação da casa.
Afinal, desde quando o seu sono ficou tão sensível? Quando ainda era criança, nem mesmo os gritos de socorro vindos da casa ao lado a acordavam. Dormia como um anjo, abraçada à sua boneca preferida.
O relógio marca as duas e onze da manhã, como sempre. Ela não aguenta mais. O problema era tão recorrente que Jorginho já havia adaptado seu relógio biológico para receber sua ração, miando e se esfregando em suas pernas.
Ela sorri, como um gatinho que foi tão maltratado antes de ser resgatado das ruas pôde ficar tão mimado? Esses olhinhos amarelos pidões conquistam qualquer um.
Ele a observa arrastar o banquinho para alcançar um novo pacote de ração na partição mais alta do armário, enquanto segura seu gatinho ronronando em um dos braços. Seu rosto já demonstra a falta de sanidade de uma mente observada.
O gotejamento fica cada vez mais alta a cada noite. Não importa o cômodo que ela esteja, o som não parece vir de um lugar específico, mas parece sempre estar se aproximando. Ele observa enquanto ela apaga as luzes e volta para a cama, puxando o edredom para cobrir seus pés. Não porque estava com frio, mas por um instinto inexplicável.
Sem conseguir pegar no sono, só resta olhar para o armário ao lado da cama, que parece nunca fechar direito. Afinal, por que todos os armários tem o mesmo problema? Sempre precisa ter uma maldita fresta, não?
É claro que ela sabe que não tem anda lá dentro, então… de onde vem esse sentimento constante de estar sendo observada? Ele a observa abraçar seu gato, um daqueles que ele escolheu acompanhar. Ela força os olhos fechados para dormir, tentando mentir para si mesma que não sabe que ele está ali.
Ele chora mais uma lágrima. Ela é tão linda. As luzes estão apagadas… Ela não vai perceber se ele aproximar um pouquinho, vai? Não é como se a porta fosse se fechar antes de voltar para sua fresta…
Ela é tão linda assim de perto.
# PACKS DESCONJURAÇÃO (OSNF)
fanart por: @/LarryAiz @/menucc @/kkmye
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