Ela entendia o desconforto. Sun também estava ridiculamente desconfortável e ainda sentia o olhar do homem recaindo sobre a garota; agora sobre as duas. Por um momento considerou sobre como a loira havia sido azarada por ser logo uma garota passando por ali, porque homens não respeitam mulheres, muito menos casais como elas supostamente seriam. Provavelmente era um show para ele. Mas o pensamento logo mudou, quando ela ignorou as palavras da garota e se virou para ele, arqueando as sobrancelhas e colocando as mãos na cintura. Não deixaria ser assim. — Vai continuar encarando, velhote? Eu vou arrancar suas bolas, eu tenho um canivete, a não ser que você saia de perto da gente em cinco segundos, juro. Ou chamo os seguranças, você que sabe. — Primeiramente, não, ela não tinha um canivete. Em segundo lugar, as mãos estavam tremendo e ela esperava com todo o coração que não desse pra notar. E, por fim, ela só voltou a respirar quando ele realmente pegou seu copo e se afastou para a outra extremidade do balcão. — Por deus. — Murmurou, se virando para a outra. — Mas é um prazer, namorada, meu nome é Sun.
Por mais que trabalhasse com o mercado do sexo e por conta das coisas que alguns clientes pediam, raramente a loira se sentia desconfortável com alguma coisa, mas naquele momento ela estava, o homem falava sobre assuntos completamente nojentos, o assunto principal dele era sobre o seu pênis e quanto era grande, o que provavelmente era uma mentira, Lykke fez careta ao se lembrar. A loira adorou a atitude da asiática, a garota parecia ter caído do céu para ajudar Lykke naquele momento. --- Ela é faixa preta em jiu-jitsu, já ganhou vária medalhas, weirdo. --- Incrementou o “talentos” da garota, mesmo não sabendo nada sobre a vida da outra, mas tudo era valido para aquele homem sair de perto das duas. Quando ele saiu, Lykke deu uma respiração aliviada. --- Obrigada. --- Sorriu docemente para a outra. --- Prazer namorada, Eu sou a Lykke.
















