O que fiz ao longo dos meus 18 anos, praticamente tudo que vivi não me traz arrependimento, porque o que fiz que me fez ser o que eu sou hoje. Tudo que sou que sinto, que faço é conseqüência dos meus atos, das minhas escolhas de algum tempo atrás.
Eu me arrependo do que não fiz, daquilo que tive muita vontade ou até uma curiosidade de fazer, mas por medo, pirraça, raiva, insegurança, não fiz, não me arrisquei. É basicamente isso, medo de arriscar, medo das conseqüências que me impedem muitas vezes de fazer.
Arrependo-me dos abraços que não dei, dos momentos que não compartilhei, das viagens que não fui, das pessoas que não me aproximei e daquelas que deixei sair da minha vida. Dos beijos que não dei, dos “sim’s” e nãos, que o queria era dizer ao contrário. Dos programas que não assisti, os livro que não li, dos passeios que não dei. Das risadas que não transmiti, dos sorrisos que não dei, das lágrimas que não derramei.
Mais ainda daquela amiga que deixei ir, das risadas, momentos, carinho que com sua ida perdi. Quando uma amizade acaba, vem sim o arrependimento, das coisas que eu devia ter dito mas muitas vezes a vergonha não permitiu, das confusões e brigas que a causadora fui eu. Das vezes que tive a oportunidade de abraçar e dizer: eu te amo amiga, mas o orgulho não permitiu.
A única coisa que fiz e me arrependo até hoje e o resto de minha vida, foi fazer uma pessoa que ama chorar, chorar de decepção... De mágoa, ainda hoje de lembrar, anos depois, ainda dói. Mas todos os arrependimentos fazem parte da vida, sem eles seríamos incompletos, afinal a vida não é apenas flores.