Welcome home! || @Olivia & @Madelane {Flashback}
Por mais que houvesse desfrutado de seu verão no acampamento, tinha de admitir que, quando vira as luzes de sua querida Nova Iorque reluzirem pela janela do carro, percebeu o quanto havia sentido falta daquele lugar. O barulho infernal, a inquietação de seus moradores, a correria em que a cidade parecia estar constantemente. O campo era bom e divertido, mas nada se comparava a estar em casa. Tudo aquilo era estranhamente aconchegante para ela, o que poderia ser considerado curioso, já que muitos reclamavam da agitação do lugar. Porém, se tinha uma coisa que fazia seu coração palpitar de alegria, era a exata agitação que viera-lhe em chamas ao voltar à cidade.
Não parava de tagarelar com a irmã e Madelane durante o caminho para casa. Após algum tempo, chegaram ao local, finalizando a provável tortura que as outras duas deviam estar passando. O taxista as ajudou a levar a bagagem até dentro, o que foi agradecido com uma gorjeta, além do dinheiro que deviam ao rapaz. Por fim, ao abrir a porta e colocar o pé na sala de estar, deu um pulo assustado, quando várias vozes berraram “surpresa!” em uníssono e as luzes foram acesas.
“Ai, meu Deus!” Exclamou, espantada, embora também estivesse rindo. Sua família quase inteira estava lá! Não apenas os pais, mas também seus tios, pais de Madelane, que moravam em Nova Iorque como eles. Um cartaz de boas-vindas estava pendurado no teto, exageradamente colorido, porém, a primeira coisa que lhe chamara atenção foi o belo jantar posto à mesa. Correu para abraçar a mãe e o pai, e logo em seguida os tios, para então todos organizarem-se ao redor da mesa.
A voz de Anne era a única cosia que impedia Madelane de cair completamente em prantos. Conversar com as primas permitia que a garota distraísse seus pensamentos, ao menos por um tempo. Talvez não tivesse aproveitado o verão como deveria, estava sempre se preparando para seu futuro, mas isso não significava que sua estadia no lugar não tivesse lhe marcado. Podiam ser as simples brincadeiras, as risadas, os jogos de verdade ou desafio, e até mesmo o momento aterrorizante do “fim do mundo”. Havia sido memorável. E tudo que é memorável faz falta quando chega ao fim.
Vez ou outra enxugava uma lágrima teimosa, mas estava determinada a não se emocionar demais. Contudo, todos os seus planos foram para o espaço no momento em que colocara os pés na sala de estar da casa de suas primas. Quando se dera conta, havia soltado um grito agudo e estava com as mãos sobre a boca. Não estava esperando aquilo. A primeira coisa que fizera fora correr em direção a seus pais. Primeiro, abraçara fortemente sua mãe enquanto seu pai só sorria para elas. Assim que libertara a mãe de seu aperto, jogara-se nos braços do pai, pendurando-se em seu pescoço. Jonathan já estava acostumado com as peripécias da filha então não se assustara com toda a demonstração de carinho. Revirando os olhos, ele resmungara algo do tipo “Nem adianta dizer pra você segurar as lágrimas não é?”, o que fizera com que sua esposa gargalhasse ao seu lado. Logo depois, Lane fora em direção aos tios dando um forte abraço em cada um. Finalmente, após todos os cumprimentos, reuniram-se ao redor da mesa onde estava servido o jantar. Vez ou outra, um pequena gota ainda escorria dos olhos da morena porém, ela não se importava. Havia deixado o acampamento para trás, mas agora estava com sua família. E era isso que realmente importava.











