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@malcmcgonagall
no more
NEVER more
ain’t enough time in a day, but I need a minute. i know I shouldn’t really run away, but I need a minute. i’m guessin’ with the tears in my face that I need a minute. don’t you ever have those days when you need a minute? . - parson james, need a minute
‘ Sério? E como foi? ‘ Ele logo perguntou, quando ela anunciou ser o primeiro beijo. Por dentro, claro, ele estava sentindo-se privilegiado. Emma era uma garota preciosa que merecia de tudo ‘ Ótimo ouvir isso ‘ Ele riu baixo, devolvendo o carinho na mão dela. Devagar, ele deitou o corpo na grama, embaixo daquela árvore, onde fazia sombra, e trouxe Emma junto, mantendo-a na posição que estavam antes, mas agora deitados. ‘ É meu último ano aqui. Vai sobreviver sem mim ano que vem? ‘
Era uma sensação boa ter Emma ao seu lado na calmaria que era os jardins de Hogwarts. Ele não se lembrava de sentir essa paz em mais nenhum lugar do mundo, senão ali. Os olhos azuis desceram rápido na mão que ela entrelaçava com a sua, e deixou escapar um sorrisinho ao ver aquilo. Malcolm nunca havia se sentido assim com ninguém antes. Nunca havia tido essa urgencia para saber se alguém estava bem, ou querer proteger, ficar perto. Suspirou, momentos antes de Emma colar os lábios com os dele. Mal já havia dado alguns beijos por Hogwarts, mas nenhum fez seu coração pular tanto. Ele segurou o rosto dela com a mão livre e retribuiu o beijo, com uma calma e delicadeza que nunca havia usado antes.
Malcolm sorriu, assentindo, depois negou com a última frase dela ‘ Emmalinda Lozzano ‘ Ele errou o nome dela de propósito ‘ Seria uma honra morar com você e desafiar o seu pai, desde que esteja comigo em todo o processo, e que seja boa com feitiços de proteção anti-pais ‘ Ele brincou, puxando-a sem esperar uma resposta, e abraçou-a com ternura. Minerva iria ter um ataque. Seus pais nem se fala, então... Mas Malcolm já havia aprontado tantas coisas. Morar com Emma não era nem de longe a pior delas.
‘ Seu pai te deu um chalé enfeitiçado? ‘ Malcolm perguntou, animado com ela ‘ Isso é muito legal. Acho que o máximo que meu pai já me deu foi uma bíblia ‘ Revirou os olhos, revoltado com a situação. Quando Emma fez o pedido, porém, Malcolm ficou sério. A boca se abriu e fechou algumas vezes, pensando no que dizer. ‘ Uau ‘ Ele soltou finalmente. Ele sorriu consigo mesmo. Ele era a primeira coisa que havia passado pela cabeça dela? Aquilo era uma das coisas mais lindas que alguém já havia o dito. ‘ Seu pai vai me matar se eu concordar com isso? ‘
Emma tinha passado um bom tempo pensando naquela possibilidade, realmente, ela não tinha muitos argumentos que a convencessem a não chamar Malcolm para morar consigo. Qual é, eles eram apenas amigos… não é mesmo? Por isso, ela respirou fundo antes de se aproximar dele nos jardins de Hogwarts com um sorrisinho nervoso nos lábios. - Malc… eu posso falar com você? - mordeu o lábio inferior antes de acrescentar rapidamente. - Não é nada ruim! Eu acho… bem, eu só preciso conversar com você.
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Malcolm havia voltado a Hogwarts. Ao menos por mais um semestre. Ele estaria muito mais seguro ali, sem o medo de ser atacado enquanto dorme, se estivesse em casa. O fato de Emma ainda estar em Hogwarts, também, o deixava um pouco mais calmo. Quando ouviu a voz dela perto de si, seus olhos azuis voltaram-se aos dela, batendo no espaço ao seu lado, no chão onde estava sentado ‘ Claro ‘ Respondeu, simplório. Ele não era uma pessoa ansiosa com ele tipo de coisa, apesar de estar um tanto curioso com o assunto da conversa. ‘ Espero que não tenha vindo dizer o quanto está orgulhosa por eu ter voltado a escola. Não sei se é definitivo ‘
‘ Já chega. Já disse que vou ficar, tudo bem... ‘ Ele estava extremamente nervoso com a situação, e fazia questão de sua mão constantemente tocar a de Emma, para se certificar que ela estava ali perto dele, que estava de pé. Com a pergunta da garota, ele assentiu, devagar. ‘ De famílias ‘ Malcolm disse baixinho, e aquela verdade o atingiu em cheio. Não eram só monstros ali. Eram monstros que traziam filhos, irmãos, pais para lutar uma guerra sanguinária. Era assim que se multiplicavam.
Em sua visão periférica, ele viu um feitiço passar perto demais de seu corpo, quase no mesmo segundo em que ouviu Emma reclamar, claramente de dor, o que fez ele vacilar, olhando para trás ‘ Merda. Eu sou péssimo em feitiços de cura, Emma! ‘
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‘ Eu estou. Apavorado. Estou morrendo de medo de morrer, Emma. Mas não vou deixar você lutar sozinha ‘ Ele afirmou, a varinha apontada para frente, sem relaxar. A única pessoa que ele não podia encontrar era Greyback. Se o fizesse, sim, estaria morto. A não ser que provasse que estava ali ajudando a matar os antipuristas, o que não faria. Não quando a antipurista mais perto de si era Emma.
Suas costas colaram com a dela, e ele atirava os feitiços que aprendera na escola, tentando derrubar os comensais que pouco conhecia -ou nem conhecia. Onde diabos todos eles se escondiam? Nem metade Malcolm reconhecia, e isso era assustador.
Malcolm pensou em ir embora. É claro que pensou. Mas os lábios macios de Emma colando nos seus novamente, o fez perceber que não poderia ser covarde e deixá-la ali, lutando sozinha. Não importava se estavam atrás dele, ou se o matariam se tivessem oportunidade. Malcolm não daria uma oportunidade.
Poucos segundos depois de Emma sair de onde estavam escondidos, Malcolm também saiu, a varinha em punho. ‘ Emma ‘ Ele disse, alto. Um feitiço de cor roxa saiu de sua varinha, atingindo o Comensal que a ameaçava. ‘ Nós vamos lutar juntos, ok? ‘ Ele teve tempo de sorrir para ela e sua mão encontrou a da garota, entrelaçando os dedos por um minuto mais.
w. @malcmcgonagall
Malcolm foi tirado do seu torpor pelo brilho verde no céu. O seu coração palpitou. ‘ Ah ta... Já começou ‘ Ele claramente tinha o desespero em sua voz, enquanto os olhos azuis fitava em volta. O loiro fechou os olhos por um segundo, para mudar de forma e se esconder. Quando abriu, um cacho loiro teimoso ainda caía em seu olho. ‘ Não ‘ Malcolm tentou, tentou e tentou, mas nada o fazia mudar de forma. ‘ Não, não, não, não ‘ Minerva o mataria, se ele não morresse na mão de algum purista ‘ Droga. Eu não consigo mudar de volta, Emma ‘ Acontecia, quando estava nervoso. Perdia o controle sobre seus sentimentos, e assim também perdia o controle de sua mente e seu metamorfismo.
Malcolm assentiu, de longe, sobre a pergunta da Maldição. Ótimo. Duas Maldições Imperdoáveis já haviam sido lançadas contra Malcolm, e ele estremeceu ao pensar na última das três.
‘ Ele é... Um lobisomem. Um purista ‘ Respondeu, os olhos fitando o chão, sem coragem para olhar para Kamila. ‘ Ele queria que eu provasse lealdade. Não consegui. Então ele me controlou e me forçou a isso. Mas porque você e a minha irmã não entendem o que eu tento dizer? Não é um jogo. Não posso desistir e sair andando como se fossem me substituir. Aquilo é um ecossistema. Precisam de todos para funcionar. Se um sair, esse um é morto pelo resto do sistema. Não tem como desistir ‘
‘ Comer um doce parece ótimo ‘ Ele disse, soltando a irmã. Seria ótimo se pudessem passar aquele dia como duas pessoas normais, mas instintivamente, Malcolm estava varrendo o lugar com os olhos, nervoso, procurando Greyback, Riddle, ou qualquer um de seus outros seguidores. Se esconder deles parecia atualmente impossível.
Ele suspirou ‘ No começo não era assim. Eles não machucavam pessoas. Era só um clubinho idiota, de pessoas ricas ‘ Ele explicou. Era exatamente isso que ele pensava que era, antes de se tornar o que realmente é agora. Ele tinha quinze quando entrou, nunca lhe contavam tudo o que faziam. ‘ Eu prometo que sai ‘ Afirmou novamente. E então o rosto de Emma estava tão perto, que seus cílios loiros encostavam nela, e seus lábios ficaram selados por segundos. Emma não precisou nem pedir, porque antes mesmo disso, ele sorria.
Ele via a decepção nos olhos dela, assim como via em todos os olhos que o olhavam naqueles dias. Ele era quase ainda uma criança, e seus problemas estavam crescendo tanto, que estavam maiores do que si mesmo. Ele estava virando seus problemas, deixando que eles o engolissem vivo. ‘ Desculpe por te decepcionar, Emma ‘ Ele disse baixinho, e era sincero.
Malcolm colocou uma mão sobre a dela que estava em seu rosto, acariciando ele mesmo ali. ‘ Obrigado. Eu juro que vou arrumar as coisas. E eu prometo que saí de tudo aquilo. Aconteça o que acontecer ‘