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Preciso dar um tempo daqui....
"Suspeitosamente
específico"?
(Malyna de Sonserina)
É claro que os personagens e seus nomes são pura criação de minha cabeça, o Berús foi criado a partir de uma pessoa que fez parte da minha vida, talves tudo esteja previsível no conto em questão, talvez não esteja tão específico assim como minha intuição esteja me alarmando, mas não me é vergonhoso admitir (mesmo entre poucas linhas, ou um parágrafo cuja a história é fictícia) o que passei na mão de minha mãe, ou no que eu poderia denominar "mãe", tirando o fato que eu acho que alguns certos "leitores-anônimos" tenham reparado de que a Malyna esta de fato vinculada á mim, a pessoa por de trás do tumblr. Não custa nada eu vir aqui reforçar, e... Qual o problema, não é? Do que me envergonhar afinal? Não devo nada á ninguém.
Infelizmente eu já não sou uma jovem no auge de seus 16, 17 anos, já estou na casa dos 30 anos, poderia focar a personagem 100% nos ocorridos que sofri desde pequena, desde minha adoção (pois é, esta parte também possuí veracidade), mas usar esses fatos apenas como base para a construção da Malyna, seu caráter e personalidade me pareceu mais abrangente, afinal de contas é uma fanfic e não vai deixar de ser.
Ser uma pessoa de poucos amigos íntimos, faz com que minha rotina se torne tortuosa, quero dizer, não era tão diferente antes da quarentena, ou na minha infância, não poder colocar pra fora certas lamentações, ou possuir amigas que me escutem, só resulta em sentimentos exaustivos e depressivos em meu peito ao que se refere família e passado se aglomerando mais e mais. Eu não posso culpar as pessoas de não quererem se tornar amigas minhas, afinal, já estou velha (Millenium que diz né?), e se eu for desabafar certos sentimentos iriam me ver como de fato olham para a Malyna, com estranhesa.
Mas o Tumblr vem sido meu melhor amigo em relação á isso, em lidar com certos sentimentos que se voltam para o tópico de amizade, descarrego de emoções através de posts e fics, afinal, por que não fazer isso de forma criativa? Depositar ali uma mágoa? Descrever ali uma dor verídica, sem que possam me julgar? Eu sei que só 1% dos seguidores vão ler isso rsrs... Assim como 1% acompanha a fic, e isso, me basta, obrigada. ❤
Nota: 🚨 Os capítulos em diante podem causar gatilhos emocionais em pessoas vítimas de narcisismo materno, paterno e/ou famíliar. 🚨
─━━━「⊱✠⊰」━━━─
Cap: III
Gestação vs. Adoção
A audacia de amar profundamente e a bravura de deturpar uma mente inocente
A notícia da gravidez de Margot só havia deixado Letti ainda mais...desgostosa, seria a palavra? Talvez quem sabe "pressionada"? "Impressionada"? Bom, feliz Letti não estava, quão inadmissível seria saber que enquanto esta tentava engravidar de seu enfeitiçado marido, sua "rival" já havia o conseguido? Embora essa não fosse a única razão de querer logo ter um filho, assim que soube de Margot, Letti havia entrado em estado de confusão mental, esta parecia enxergar Margot como uma afronta, desde o primeiro ano, embora Margot apenas cuidasse de sí mesma, embora não houvesse explicações ou razões sólidas para tal.
Visto como algum tipo de "corrida", Letti tomou providências para adotar logo um menino, sim, esta havia em mente um menino recém nascido, de um mero orfanato de trouxas! Já havia passado por centenas de orfanatos, mas foi aí que avistou uma menininha. O herdeiro dos Carnelian já havia nascido, Letti tivera seus imprevistos por falta dos ingredientes que mantinham Ney ao seu lado, mas contornara tal situação, viu algo naquela pequena criança que ali engatinhava pelo chão, não uma filha mas um bode expiatório em questão, afinal, Letti queria apenas ultrapassar os status de Margot, era tudo uma questão de status para esta mãe.
Albus Dumbledore, por via do ministério da mágia, a muito tempo já visava aquela pequena mestiça, desde o ventre em que a pouco havia habitado, pois sem que Letti soubesse a pequena já havia desenvolvido magia! Sim, a genitora daquela criança tentara tantas vezes a matar, que mesmo ali dentro daquela bolsa d'água esta tivera que se defender, logo, tão prematuramente tivera seu registro no livro de matrícula de Hogwarts.
Dumbledore possuía o certo hábito dele mesmo ir ao encontro de crianças cuja a magia se densenvolvia tão cedo, mas no caso daquela, deixara que o ministério da magia o fizesse por ele, o diretor foi imediatamente contactado quando os Roberts e os Wright haviam adotado a garota, ele achou interessante, contudo 9 agentes do ministério da magia ainda teriam que ficar de olho na pequena até seus 11 anos.
É engraçado salientar que, a pena mágica a qual fazia o registro de bruxos e bruxas no livro também mágico, havia ficado totalmente confusa, pois a criança ainda não nascida não possuía um nome certo, e por conta dessa situação a própria pena teria ido de encontro á Minerva para solicitar a ajuda de Albus Dumbledore, o registro trouxa da criança, mais tarde que havia sido posta em adoção contava com um nome originalmente Brasileiro, Cristina Evangelista Santos, e só depois de poucos meses a pena pudera anotar seu nome no espaço que havia deixado páginas atrás na época em que a jovem ainda estava no ventre de sua genitora, manifestando sua magia pela primeira vez.
Não, caso se perguntem, após a adoção o livro não mudou seu nome outrora escrito, era ela de qualquer forma e sua entrada na escola já estava garantida.
Sem saber que o ministério da magia sondava-lhe a vida, Letti com o passar dos anos vinha se mostrando bastante duvidosa do que poderia se chamar de "mãe", a menina adotada havia recebido o nome de Malyna, e Ney era um pai totalmente ausente e indiferente ao que se referia á amor paterno. Letti conforme vía sua filha crescer, lembrava-se da própria juventude e junto disso semeava um ódio cada vez mais contrastante contra a própria filha. Ela havia explicado para a menina sobre o mundo Bruxo e de tudo que havia no mesmo, todavia, após a adoção a pequenina não havia demonstrado mais indícios de magia, então, por bel prazer, Letti fazia a pequena crer o quão insignificante ela era, e a jovem crescia acreditando nas palavras de sua mãe, obviamente.
Letti possuía traços de personalidade narcisista, segunda a explicação psicológica dos trouxas, e descontava sua fúria, descontentamento e incapacidade na jovem que havia adotado, em suma, era culpa de Malyna sua mãe não conseguir engravidar, era culpa de Malyna sua mãe envelhecer tão mal, era culpa de Malyna a mãe não ser feliz como deveria, simultaneamente o ministério mantinha Albus Dumbledore á par de como a jovem estaria crescendo e de que forma estaria sendo tratada.
Após a pequena completar 10 anos de idade, Letti começara a torturar a jovem fisicamente, alegando que esta nem herdeira de seu sangue era, que não passava de um mero aborto e de que forma alguma teria amigos perante sua vida toda. Sim eu sei...uma mãe seria capaz de adotar uma criança apenas por status social? Em vista de que, uma das ordens de Letti era ser chamada de mãe apenas em público? Letti batia tanto na cabeça da pequena Malyna que a mesma havia desenvolvido convulsões e tornado-se epilética!
Não ser sangue do sangue da mulher que havia lhe adotado chegara fazer Malyna sentir-se a pior criatura do mundo, saber que jamais iria para a escola de magia e bruxaria, como Letti lhe dizia, e saber que nem aquela que lhe gerou numa barriga a quis por conta de tamanha insignificância destacada por sua então agora mãe, a fazia se sentir mais inferior ainda. As torturas psicológicas e físicas de Letti contra a menina já haviam chegado em Dumbledore claramente, por via de seus informantes. Por consequência das apreensões e maltratos desnecessários, a pequena vinha reprimindo seus poderes e isso alarmou um pouco Dumbledore.
Um detalhe que não se pode deixar passar nesta história é de que, todas as mulheres da família Wright herdavam esse traço narcisista patológico, todas! Sem excessão! Eram como ou piores que Letti, todas possuíam um prazer oculto em manipulação, possuíam coragem e determinação o suficiente para viverem de mentiras, e qualquer figura mais jovem, forte, bonita com um futuro pela frente, fosse esta da família ou não, essas tinham disposição para marcarem ou perseguir como seus alvos em vida, gerando um tipo de "obsessão" em acabar com as mesmas, fossem estas crianças ou não, Dumbledore sabia disso, ele sabia que a pequena Malyna beirava a se tornar uma possível Obscurial, devido aos ataques diários de sua própria mãe, devido a repreensão desta para com a sua própria magia.
Ainda aos 10 de idade da jovem, antes que sua mãe pudesse lhe cortar os cabelos na faca, Letti havia torturado a menina com a maldição cruciatos, visando a cabeça da mesma, aonde as convulsões desta se desencadeavam, fazendo com que a região sangrasse também após bater a cabeça da jovem inúmeras vezes contra a maçaneta da porta de seu próprio quarto, tais castigos, segundo sua mãe, era para que esta não lhe contasse mais mentiras, pois naquele dia enquanto a menina estava em seu quarto, conseguira levitar alguns de seus brinquedos com a mente sozinha, e na esperança de que sua mãe sentisse algum orgulho dela ou algum sentimento positivo, havia ido lhe contar empolgada, porém fora aquilo que recebera em troca, uma surra.
Alimentação irregular, marcas de hematomas pelo corpo todo, cabelo cortado á faca, foi assim que a jovem havia crescido, com medo, e vendo-se incapaz de qualquer coisa, seu aniversário de 11 anos se aproximava, e suas esperanças? Malyna não sabia o que era isso, infelizmente, além de que não possuía a mínima vontade de saber quem havia lhe posto para a adoção ou ir para lugares diferentes, saber quem era ou oque poderia se tornar, a mágoa e raiva haviam se apossado de seu pequeno coração.
Seu silêncio e modo disperso apenas demonstravam a desistência empreguinada em sua alma, pouco saía de casa, e tão pouco sabia transitar pela própria cidade, o básico da vida haviam lhe restringido, e todas as semanas sua mãe se divertia, lhe aplicando a maldição cruciatos levianamente, para que a jovem se contorcesse de dor ou fosse parar no hospital, devida a crise de epilepsia que a maldição ajudava a desencadear.
É claro que depois do uso da maldição cruciatus o ministério da magia havia batido á porta de Letti, mas como haviam Wright juntos, especificamente naquele dia, nada que não pudesse ser contornado, inclusive por conta disso, de haver Wright juntos, algumas informações que chegavam até Albus Dumbledore eram até distorcidas, porém este não deixava de suspeitar de tal possibilidade, e hora ou outra, ele mesmo ia observar as atrocidades de Letti, ia além da compreensão do próprio Albus Dumbledore uma mãe tratar sua cria de tal maneira.
Os Carnelian, por outro lado tiveram o pequeno Bérus Orú Carnelian, o pai havia sugerido "Cerberus" para nomear seu filho, mas mesmo Margot não aprovando muito tal nome, deixara a abreviação do mesmo como registro oficial, Bérus crescera em excelente ambiente familiar se comparado á filha dos Roberts, e seus primeiros indícios de magia se mostraram aos cinco anos de idade, legelimênte como o pai, sabia muito bem da índole do mesmo com outras mulheres enquanto exercia seu cargo como capitão da marinha no mundo trouxa, mas nada dizia, sua mente madura sabia que aquilo não traria bons frutos á família.
Para a surpresa de Margot, descobrir que seu marido se aventurava com outras mulheres por aí, mesmo que seu filho não tivesse lhe contado, havia sido razão o suficiente para que esta pedisse o divórcio, embora não o tivesse feito, isto é, não tardou para que seu marido tivesse falecido...em vista que seu coração ainda pertência aquele professor, Margot demonstrava-se ser um pouco presa ao passado, todavia, sabia muito bem como ser independente sem um homem ao seu lado. Desgostosa para aonde seu destino a levou, e tomada pela impulsividade e ausência do que outrora denominava amor, fora a primeira de sua linhagem a se envolver com um trouxa por mera casualidade, resultando assim em um irmão mais novo para Bérus, o mesmo havia sido nomeado de Tibérius e também seria a razão futura para que Bérus detestasse sangues-ruins e abortos mais tarde.
Embora o trouxa quisesse assumir o filho que havia feito com Margot, esta tivera a audácia e ousadia o suficiente para recusar o auxílio do mesmo, Margot agora assumia seus dois filhos ela mesma, sem deixar Bérus á deriva e sem lhe deixar faltar cuidados necessários, visto que Tibérius poderia ser um possível aborto o amou da mesma maneira que fazia com seu filho mais velho, mas pudera sentir na pele mais tarde o ódio do aborto contra seu irmão mais velho e ela mesma, mesmo sendo sua mãe.
Bérus estava para completar 11 anos agora, mas ver sua a mãe sofrendo por conta de um aborto, imaginar que aquilo tudo fora culpa de um trouxa, havia mechido com a cabeça de Bérus, ciente de que receberia uma carta aos seus 11 anos de idade para uma escola de magia e bruxaria, estava decidido a reerguer a reputação de sua família e tirar sua mãe de todo aquele sofrimento que de pouco em pouco apenas crescia, diferente de sua mãe, esse não apresentava um pingo de amor pelo meio-irmão que, cujo o caráter se formava, pioras apresentava.
E como se já não fosse o suficiente ver sua mãe triste diante aquilo tudo, Bérus havia descoberto, ainda no leito de morte de seu pai que, a muito, este havia deixado a herança para um caso de seu passado, a qual ele havia engravidado, deixara todo o dinheiro para as filhas abortos da trouxa que se envolvera na juventude, ainda no Brasil. Aquilo havia mechido com Bérus, duas abortos!? Uma trouxa? Quanto atrevimento! Como não odiar essa raça?! Inferiores como ratos pestilentos no mundo, Bérus estava cego de ódio naquele momento.
O jovem Carnelian, por ser mais velho, recebera a sua carta antes e fora designado para a Grifinória, pois o mesmo era dois anos mais velho que a jovem maltratada Malyna, sim, apenas dois anos de diferença, embora a mãe da jovem amedrontada apresentara relutância de seis meses para que deixasse sua filha ir para Hogwarts, mesmo após esta receber a carta, tendo que haver uma introversão da professora Minerva pessoalmente até sua residência, a indiferença de Malyna entre ir ou não ir para Hogwarts chegara a preocupar Minerva, mas notava-se que a jovem Malyna sabia muito bem fingir um sorriso ou naturalidade se possível, para evitar atritos com a mãe.
Minerva, visto as vestes surradas e masculinas de Malyna, e seus fios de cabelo maltratados e quebrados por cortes de facões de cozinha, sem falar pelo roxo enorme que via em seu olho direito, compadeceu-se da mesma, após discutir com Letti a respeito da jovem, mandou que a mesma fizesse as malas e pegasse apenas o essencial, já havia seis meses que Malyna havia recebido a carta para Hogwarts e por conta de sua mãe esta não se apresentou na época correta de seleção ás casas, ao retirar Malyna de seu recinto confinativo, ergueu-lhe a varinha e num breve feitiço proferiu-lhe as seguintes palavras:
"capillum-reparus"
Dando á jovem Malyna um corte novo de cabelo, curto e rente ao seu pescoço, como um corte masculino para que futuramente seus cabelos crescessem por iguais, destacando apenas um pouco de sua franja. Minerva fora a primeira pessoa que sorrira gentilmente para a jovem de forma genuína na vida, embora a jovem mantivesse o contato visual com a professora quase nulo.
Minerva acompanhara Malyna para a compra de seus materiais e sua varinha, neste meio tempo tentava salientar as coisas boas que esta aprenderia em Hogwarts. Já que a jovem não pudera participar da seleção de casas em cerimônia coletiva, como de costume, esta tivera que esperar o anoitecer, ali se fez presente Albus Dumbledore, Minerva, e o restante dos professores de seu período, com alguns alunos diversos que iam dormir mais tarde após o jantar, a jovem havia sido designada para a Sonserina, de forma breve e nada chamativa, Bérus estava ali, a observando com imponência, julgando sua forma indefesa, o rapaz pensou consigo mesmo: "Sonserina!? Esse chapéu deve estar louco... "
Atenção: O texto á seguir é descrito pela personagem fictícia do blog, Malyna, que faz parte deste universo mágico de HP criado á parte por mim, ou seja, a descrição á baixo não passa do ponto de vista da personagem inserida na trama por mim, não é tiração de sarro com a crença aqui dissertada, muito pelo contrário, o tumblr não é apenas para a fic, mas também para posts informativos, é só uma maneira divertida de explicar tal conteúdo, e nada impede um potterhead de praticar tal crença também, por favor, sem hate.
Observação: O item descrito abaixo é muito comum na crença Wicca, pode ser utilizado como diário, caderno de anotações e para os seguidores da religião em questão pode ser até mesmo um livro de registros voltados á rituais de purificação, banhos de proteção e ervas, ou conhecimento geral do que se diz respeito ás práticas inclusas na Wicca.
Este post é informativo e não depreciativo.
Grimórios e livros das
sombras
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O Grimório informativo e o Livro das Sombras informativo são aqueles que já se vendem com atribuições escritas para determinados assuntos voltados á crença, podendo descrever origem do assunto em questão que ali se vende, ou diversos do meio, em suma, já é um livro pronto que possuí as informações básicas para quem quer adquirir conhecimento sobre ou apenas sanar suas curiosidades.
Todavia, assim como há estes prontos para serem lidos, á aqueles que servem para se fazer registros e anotações primordiais, muitos confundem as funções de um Grimório para com um Livro das Sombras, basicamente ambos são destinados á anotações, há similaridades, porém, se tratando de um Grimório as anotações feitas neste devem ser voltadas para instrução, já no Livro das Sombras esta destinado a serem registrados os momentos pessoais e experiências adquiridas para com a jornada espiritual que o dono vivência, além disso, neste também pode ser registrados: Sonhos, revelações, inspirações, sabedorias, poemas, desenhos, fotografias, observações e invocações.
Em ambos feitiços podem ser anotados, e esta é a sua similaridade, por conta das poucas diferenças entre estes, a nomenclatura de um e a função de outro acabaram se tornando uma só, deixando o portador á vontade para denominar o item da forma que quiser ou direciona-lo da forma que bem entender. O Grimório se tornou um dos itens primordiais para as práticas disponíveis dentro da crença á serem aprendidas, neste o portador irá anotar tudo que no decorrer vem aprendendo, podendo futuramente criar novos rituais, feitiços e junto disso registrando suas experiências como bruxo ou bruxa.
Não se trata apenas de um item com bela estética rústica para dizer que possuí um, o verdadeiro ímpeto deste livro, diário ou caderno é o tempo e energia que o mesmo acumula estando em suas mãos, você que ira depositar tudo o que precisa nele, e para isso pode começar pelo primordial:
Simbologia e seus significados.
Utilidade e finalidade de incensos. (para fins ritualísticos futuros)
Velas e suas cores correspondentes. (durabilidade de suas chamas e tamanhos também contam)
Experiências vivenciadas com elementais, egrégoras, servidores e divindades. (anotando suas informações básicas e correspondentes também)
Informações tabeladas sobre ervas benevolentes ou perigosas.
Função ritualística para cristais.
Fases lunares correspondentes para rituais ou purificações específicas. (Incluindo banhos ou feitiços)
Cânticos mágicos.
Em suma, o denominado Livro das Sombras é muito comparado á um diário, pessoas mais tradicionalistas no meio pregam arduamente que o Grimório deve ser exclusivamente instrutivo, com suas práticas aplicadas e informações exatas, todavia, para com um Livro das Sombras não se possuí um critério oficial restritivo, logo a liberdade para escrever neste permite ao seu portador decidir o que é mais adequado e viável ao seu ponto de vista e propósitos futuros.
Os registros voltados á magia que você executa, itens, ferramentas e ingredientes que são utilizados em prol á seus resultados devem ser aplicados ao Grimório, este lembra mais um livro de receitas, e o Livro das Sombras é mais voltado para o lado ritualístico da coisa, informações sobre a crença num geral, é conhecimento secreto e pessoal. Fugir da regra habitual não é crime, você pode anotar tudo em apenas um livro também, afinal de contas a magia por si só é livre, intuitiva e sem limites, desprovida de obrigatoriedades.
Como você está?
Querendo matar geral.
Cap: 11
Um professor, uma aluna...
e um destino imprevisível.
É necessário destacar que, enquanto Letti e Ney anunciavam seu "apaixonado" noivado, ainda que houvessem muitos anos de estudo pela frente á seguir, simultaneamente, o professor atual de defesa contra as artes das trevas havia sido substituído momentaneamente pelo...chamativo professor Ethan Lewis Maxwell, o mesmo costumava lecionar na escola de magia e bruxaria de Ilvermorny, cituada em Nova Iorque, por ter estudado em Hogwarts em sua juventude, ás vezes prestava favores para a instituição escocesa em suas folgas de Ilvermorny, quanta dedicação, não?
Enquanto Letti precisava garantir-se com amortentia quase que diariamente, em contra partida, Margot Bahiti Orú chamava a atenção até dos...mais velhos, além da beleza natural oriunda de seus descendentes egípcios, ciganos e ingleses, os Orú possuíam reconhecimento por sua maestria com magia cigana pura, Margot fora designada para a Sonserina, e além da boa reputação, sua família também era conhecida por ser uma das raras famílias de Bruxos Sagrados, por mais que evitassem tal rótulo, a qual por toda a geração só haviam sangue-puros! Eu acho que eu não preciso salientar que, mesmo que Margot não soubesse da existência da raiva silenciosa de Letti por ela, esta pouco se importava.
Era notável que, após o professor Ethan assumir seu posto como substítuto nas aulas de defesa contra as artes das trevas, muitas de suas alunas, inclusive Margot, demonstraram certo êxtase pela força de presença deste, apesar de não ser tão velho quanto os demais professores, o mesmo carregava consigo um charme maduro muito encantador e levianamente sedutor, seria preocupante se ele correspondesse uma de suas alunas, certo? Pois bem, a troca de olhares entre Margot e o professor era bem mais do que recíproca.
A independência, orgulho, ambição e racionalidade bruta de todas as ancestrais da família Orú havia marcado história presencial em Hogwarts, ironicamente esta família não possuía regras árduas em relação á sangue-puros ou sangue-ruins, na verdade a naturalidade das mulheres desta família ao se socializarem era ampla, limpa e despretensiosa, todavia, em compensação, a relação entre mães e filhas era a única coisa que possuía algum atrito e desconforto, no geral, as mulheres da família Orú tinham entre si um nível de competitividade quase que automática, mesmo entre possíveis irmãs ou mães e filhas.
Os Orú, no geral eram chamados pelos que admiravam e ambicionavam a pureza de sangue de: "Abençoados por Merlim" ou " Protegidos de Salazar", isso sem falar pela ausência de regras tradicionalistas na família em questão, regras essas que porém haviam em outras famílias que focavam descendentes puros na época, como os Black e os Malfoy por exemplo, famílias essas que até foram a favor da guerra para a prevalência e exclusividade de Bruxos sangue-puros mais tarde. A geração milenar dos Orú conquistaram menção honrosa de forma livre e clara, sem atritos com terceiros de fora, exceto, claro, como já mencionado, apenas entre os seus próprios.
Era espantoso ver, se comparados á outras famílias que seguiam á linha de raciocínio preconceituosa, como os Orú, talvez pelo destino empregado aos mesmos eram uma das poucas famílias Bruxas que nunca foram contra o estatuto internacional de sigilo em magia, e isso de certa forma era polêmico, mais polêmico que isso era os Orú negarem sua presença entre os Sagrados 28.
Admirados pela maioria, e repudiados pelos tradicionalistas que faziam questão de inventarem rumores que futuramente caíriam por terra, os Orú mesmo sendo considerados Bruxos Sagrados sabiam muito bem como lidar com trouxas e Bruxos sem descriminação alguma, mesmo em épocas tensas voltadas ao tema, afinal, considerar-se sangue-puro não passava de um status político e social, e não biológico, mas infelizmente muitos não compreendiam isso, mas para os Orú, tal pureza talvez fora uma consequência do destino.
A maestria dos mesmos para lidar politicamente, interagir com trouxas e ainda terem pureza milenar ancestral de forma tão pacifista os tornavam quase invulneráveis, isso tanto incomodava bruxos de mente pequena quanto os tornavam admiráveis sob a vista de bruxos importantes. Os Orú também possuíam seus meios de conhecimento adquiridos pelos trouxas e conseguiam fazer isso sem alarmar o estatuto internacional de sigilo em magia, como? Simples.
A ambição familiar dos Orú vinha por meio de sede de conhecimento diversos, incluíndo status de respeito entre os trouxas também, então meus caros, os Orú eram igualmente respeitados no mundo trouxa também. A interação destes com trouxas vinha durante as férias das aulas de magia e bruxaria, visando assim estudos e aulas particulares em suas casas, tal como engenharia, advocacia e outros preparos para cargos importantes no mundo trouxa, e não era diferente com Margot, em suas férias de Hogwarts esta estudava direito em sua residência, eram até comparados com os Malfoy pela simpatização com trouxas da alta sociedade, mas diferente destes não negavam tal interação para manter a reputação sangue-puro, que por si só já era inabalável.
Algumas famílias eram liberais, outras possuíam regras esmagadoras e até desnecessárias para manter a reputação voltada á pureza milenar, poucas conseguiam a proeza dos Orú, fato, mas para outras era bem mais fácil mudar-se ou pedir transferência! Afinal de contas, quem precisa saber? Não é mesmo? Calebe Conan Carnelian não possuía escrúpulos ao ver um rabo de saia, fosse esta trouxa, mestiça, aborto ou Bruxa! Os Carnelian possuíam suas razões para andarem de cabeça erguida, pois nesta família honradas eram aquelas que pudessem dar um herdeiro homem ao seu marido puro-sangue!
A restrição familiar dos Carnelian para relacionamentos era tão abrupta e abusiva que em alguns casos os casamentos eram até arranjados, mas o jovem Brasileiro Calebe possuía um péssimo hábito em andar sob a corda bamba...
Um fator muito em comum que os Carnelian possuíam com os Orú era interagir com trouxas, mas não com os da alta sociedade, embora também fossem influentes por algumas gerações, todos os homens desta família possuíam aptidão política ou eram conhecidos por seus legados na marinha, ou como soldados ou capitães, e embora negassem tal compartilhamento temiam a queda da reputação da família no mundo bruxo, e entre alto e baixos, nada que pudesse dar errado, certo? Errado...
Calebe costumava estudar na escola de magia e bruxaria Castelobruxo, e a reputação de sua família no Brasil não era das piores e nem das melhores, embora houvessem regras rígidas, estes sabiam ter o respeito de seus semelhantes dentro e fora do universo Bruxo. Os pais de Calebe escolheram se antecipar em relação ao futuro do rapaz, e ao jovem completar 8 anos de idade já haviam prometido a mão do rapaz em casamento para uma jovem bruxa espanhola, de mesma idade, que vinha de uma família que, apesar de um mestiço ali ou aqui também tinham sua dignidade tacta e opinião formada sobre pureza de sangue, e aliás, a jovem em questão era a quinta sangue-puro de sua geração.
Calculista, por vezes frio, arrogante, carnalista, ganancioso, irônico, simpático e atencioso com quem lhe convinha, e isto raramente, independente de regras que lhe eram impostas, o rapaz não passava despercebido entre os olhares femininos, e é óbvio que aquilo lhe fazia bem ao ego. Nem um pouco preocupado com os dizeres familiares, o jovem Carnelian aventurava-se carnalmente com diversos tipos de moças, não importando-se com quem estas fossem, sem pensar que de uma dessas aventuras acarretaria em uma enorme consequência futura.
O mesmo conseguira, ainda jovem e já veterano em Castelobruxo, engravidar uma moça na cidade próxima em suas férias, conhecida por ser aborto de uma família com reputação bamba entre os bruxos brasileiros. Calebe, contraditório e desafiador como havia sempre de ser, não pretendia deixar suas duas futuras filhas á deriva, embora o idealismo machista da família prevalecesse, de quebra, suas filhas também não eram mágicas, e mesmo no ventre da jovem os Carnelian já haviam feito uma previsão para isso e anos depois...dito e feito, duas abortos, mas antes que estas pudessem nascer a família do rapaz já havia pedido a transferência de Calebe para Hogwarts e mudado-se para a Inglaterra naquela época.
A indiferença deste para com a gravidez da jovem era espantosa, embora se importasse com suas filhas não mágicas, talvez este havia o feito de propósito, por mera rebeldia e protesto contra seus familiares, afinal de contas, Calebe era legelimênte desde os 8 anos de idade, e sabia muito bem os planejamentos de seus familiares em relação ao seu futuro, não era o tipo de seguir ideologias que por sua própria opinião não lhe agregaria em nada.
A mãe do marmanjo galanteador havia sentido-se incapaz de reter a rebeldia do mesmo, mas tinha discernimento das regras mais estruturadas de Hogwarts, sem falar que residindo na Inglaterra esta poderia ter melhor noção do cotidiano de seu filho, a reputação de sua geração andava sob uma linha tênue agora, seu filho havia desequilibrado as coisas, logo, seria o mesmo capaz de reergue-los. Talvez tivessem sido a primeira família bruxa á fugir literalmente do "problema", mas era isso que ele queria, talvez.
Enquanto este se transferia para a escola de magia e bruxaria de Hogwarts, Margot relutava as investidas do professor Ethan! Ciente do quão errado e desconexo aquilo poderia ser, sim, Ethan de fato parecia gostar de garotas mais novas, mas Margot... Aaah.... Margot possuía um destaque, um brilho, um "algo á mais".
Sua relutância não estivera presente durante os cinco primeiros encontros ás escondidas com Ethan, embora todas as noites a culpa lhe montasse ás costas ao final dos encontros, um misto de orgulho e racionalidade degladiavam junto com o peso em sua consciência, com o passar do tempo a jovem tentara evitar seu professor que, aparentemente, demonstrava-se de fato apaixonado pela jovem, mas imaginar-se expulsa da instituição parecia lhe trazer á razão, e orgulho á parte, Margot acreditava que se tratasse mal seu professor este talvez não á procurasse mais, embora o máximo de carícias de ambos se resumissem em ardentes beijos profundos antes da madrugada ser alcançada.
Margot se viu de fato amando o maduro professor, todavia jamais admitiria isso á si mesma, isso era um problema, e se fossem pegos? E aliás, por quanto tempo Ethan substituiria o professor que outrora lecionava defesa contra as artes das trevas? Não, Margot não era o tipo que arriscaria sua reputação por sentimentos, será? O que ela podia fazer agora? Se viu pela primeira vez, preocupada de verdade.
Garotas, pela maioria das vezes, são emocionalmente impulsivas, mas as próximas férias estavam se aproximando, talvez agora Margot pudesse respirar um pouco pela primeira vez em muito tempo. Letti era de fato desocupada da vida, culmimava rivalidade contra Margot de forma vã e inadequada, tanto observava essa que, por sorte, não havia descoberto o envolvimento da mesma com o professor Ethan, a jovem Grifinória focava mais nos trejeitos da silênciosa Sonserina, como expressões, gestos e olhares para depois reproduzi-los, pois para Letti, qualquer figura feminina bem sucedida esta estudava os modos, num ato auto-comparativo.
Com tudo, a chegada do jovem Calebe, após ás férias, fizera com que a atenção das jovens do terceiro e quarto ano se voltassem totalmente para ele, o sorriso recheado de cinismo do mesmo era esboçado de minuto em minuto, o rapaz havia sido posto na casa de Salazar Sonserina, ganhara destaque como apanhador de sua casa, perdendo apenas para Thiago Potter em comparação. Calebe, obviamente, não deixara passar despercebida a presença chamativa de Margot, chamativa e naquele segundo distraída, enquanto lia as cartas do professor Ethan, tal qual já havia deixado seu posto de substituto em Hogwarts.
O semblante da jovem tornou-se levianamente entristecido a cada parágrafo que lia, ali no salão principal, Margot havia se dado conta de que os sentimentos do até então substituto eram recíprocos, mas seu rosto também tomava-se de preocupação, pois este lhe escreveria sempre pelo visto, como poderia esquece-lo assim?
"Não! Errado! Pare Margot!" pensou a jovem.
Calebe, apesar de Brasileiro, já havia tomado conhecimento das famílias que estudavam ali, pelo menos os de sua casa em comum, e possuía um péssimo hábito de ler mentes alheias, principalmente de quem lhe despertava interesse, visto que a jovem estava em negação, utilizara o momento como ponta solta para aproximar-se na tentativa de criar algum vínculo com a mesma, questionando-lhe estar bem ou não.
Embora pouco receptiva ao recém chegado que já havia ganho destaque em poucos dias em Hogwarts, tirando as cartas da visão do mesmo rapidamente, o encarava diretamente com um sorriso trivial e breve aos lábios, afirmando estar tudo sob controle. Eu pude notar pelos tempos que se passaram que o astuto rapaz aos poucos conquistara a confiança da fechada Margot, mas...e se ela soubesse de seu paradeiro? Algo mudaria? Era irrefutável que o coração desta pertência ao professor que agora lecionava em Ilvermorny, e este ainda lhe escrevia contínuamente.
Eu deduzo que o jovem Calebe deve ter descoberto algo sobre os sentimentos da jovem Margot, talvez em um de seus pensamentos e devaneios distraídos ou descontraídos sobre o agora distante professor Ethan, um exímio Legelimênte não o deixaria passar, visto agora que este havia se agrupado com Margot desde aquele dia no salão principal, embora ainda assim este não desse paz ao restante das outras garotas, nem deixasse seus velhos hábitos para trás, viu em Margot apenas a chance de limpar a reputação de sua família, que outrora por culpa dele vivia apenas de mentiras para manter as aparências.
Calebe, entretanto ainda pensava em suas filhas não mágicas, as abortos, com o único resquício de empatia que ainda lhe restava, com a dedução do ano letivo, o jovem audacioso conseguira alcançar seu objetivo para com Margot, pedi-la em casamento, a família da jovem formada não vira tal união com bons olhos presumindo-se á maus presságios, mas não impediriam, Margot não possuía um relacionamento muito florido com sua mãe, e assim que a jovem acabará de engravidar, o apaixonado professor havia parado de lhe escrever. E vinha á caminho um menino, do jeito que o tradicionalismo dos Carnelian aprovava.
Atenção: O texto á seguir é descrito pela personagem fictícia do blog, Malyna, que faz parte do universo mágico de HP, ou seja, a descrição á baixo não passa do ponto de vista da personagem que em breve será inserida na trama.
Observação: Os itens descritos abaixo existem e oferecem sim risco á saúde de qualquer ser vivo, segundo á prática da Wicca, então esse tópico pode ser levado em consideração em relação á prática nele mencionada.
Herbologia proibida
A denominada "Wicca" pelos trouxas, que envolve bruxaria natural e equilíbrio próspero com a natureza adverte que certas ervas são naturalmente perigosas para nós seres humanos, a prática em sí oferece também várias camadas de conhecimento sobre o mundo espiritual, rituais de proteção e afins que a muito me intrigam, esses por muitas vezes podem ser até eficazes, assim como as técnicas utilizadas no mundo medicinal dos trouxas, a qual ás vezes utilizamos.
Algumas das práticas levam horas, dias ou semanas para que sejam realizadas, diferente dos nossos feitiços práticos ou poções de efeito imediato, muitos trouxas precisam usar o poder da fé, como eles mesmos dizem, e ainda precisam tomar cuidado com o que chamam de lei tríplice, que segundo estes, tudo o que você faz ou deseja retorna três vezes mais forte para você, mas vamos ao que interessa, aqui está uma lista das ervas mais perigosas segundo a prática da wicca-trouxa.
Plantas venenosas
(para tortura ou morte)
Beladona (Atropa belladonna):
Venenosa e letal, suas causas são visão embaçada, cambaleio, perca de balanço, boca e garganta secas, dor de cabeça, erupção cutânea, constipação, confusão, alucinações e convulsões, a mesma pode ser absorvida trivialmente pela pele.
Physostigma venenosum:
Extremamente tóxica essa pode causar sudorese e salivação extrema, redução da pupila, náuseas, vômitos, diarréia, batimentos cardíacos irregulares, mudança de pressão sanguínea, confusão mental, convulsão, induzir ao coma, trazer fraqueza muscular, paralisia, problemas para respirar e morte certa.
Mamona (Ricinus communis):
Também venenosa e pode causar queimação na boca e na garganta tirando também dor abdominal, diarréia com sangue e nos próximos dias, desidratação, perca de pressão sanguínea e diminuição na urina. Possuí tratamento, mas se não for feito imediatamente a vítima poderá morrer entre 3 á 5 dias.
Heléboro negro (Helleborus niger):
Causa queimações na boca, olhos e garganta, gastroenterite, úlcera oral e vômito com sangue.
Plantas para desencadear convulsões
Cicuta virosa:
Venenosa, ataca o sistema nervoso central, oque desencadeia convulsão na vítima.
Meimendro (Hyoscyamus niger):
As pupilas da vítima se dilatam lhe causando em seguida alucinações, batimentos cardíacos rápidos, convulsões, hipertensão e por fim ataxia.
Figueira-do-Diabo (Datura stramonium):
Nunca a inale ou consuma, causa muitos sintomas como boca seca, sede extrema, problemas na visão, náuseas, vômitos, constipação, taquicardia, alucinações, febre alta, convulsão, confusão mental, perda de consciência gradual, problemas para respirar e por fim, a morte.
Laburnum:
Esta pode causar inicialmente insônia extrema, vômitos, excitação junto da perca de equilíbrio físico, movimentos convulsivos (ou que lembre um ataque do mesmo) junto com o espumar pela via oral, as pupilas dilatam-se de formas desiguais, causando por fim possível coma e no final provável morte do indivíduo.
Louro (Laurus nobilis):
O mesmo causa anorexia e excesso de saliva na boca do azarado, fazendo o mesmo vir a sentir depressão, descoordenação, vômito, epífora, dificuldade para respirar, fraqueza e anomalias cardíacas. A convulsão se antecipa antes que o mesmo entre em coma e eventualmente morra.
Vinca:
Não deve ser ingerida, suas principais causas são, náuseas, vômitos, perca de cabelo, perca da audição, tontura frequente, sangramento vía oral ou nasal, problemas nervosos, convulsões obviamente, danificamento do fígado e hipoglicemia isso tudo até que a morte lhe seja causada.
Uva-de-Urso (Arctostaphylos uva-ursi):
Qualquer tipo de contato pode causar, descolaração de pele, possível dor de cabeça, zumbidos ouvidos ao fundo da cabeça, tontura, cãibras e tremores involuntários seguidos de convulsão, náuseas, vômitoa, irritação da pele e olhos.
Coração de Maria (Lamprocapnos spectabilis):
Pode ser venenoso apenas em grandes quantidades, o que pode causar convulsões e outros sintomas no sistema nervoso de forma natural e pouco evidencial.
Gelsemium:
Extremamente venenosa! Mesmo em poucas quantidades ela ainda pode causar enormes dores de cabeça, problemas de visão, dificuldade para engolir, tontura, problemas nos músculos, convulsões, problemas para respirar e pressão baixa.
Helleborus:
Provavelmente perigoso se ingerido ou aplicado na pele, causa irritação na boca e garganta junto de pressão baixa. Em grandes quantidades podem causar vômito, diarréia, dificuldade para ingerir, problemas nervosos, cegueira, convulsão, paralisia até dificuldades para respirar induzindo então o sujeito á morte.
Plantas mortais
Teixo (Taxus baccata):
Simples e nem um pouco sintomática, a morte vem sem aviso prévio, agindo de forma imediata e prática.
Briônia (Bryony):
Embora todas as ervas aqui citadas peçam uma luva protetora para que sejam colhidas ou tocadas, qualquer mínimo contato com esta pode trazer ao indivíduo desavisado a morte certa, afinal, estamos falando de plantas mortais.
Daphne:
Venenosas, pois podem causar queimaduras na boca e lábios, e isso tudo junto com o trato digestivo, induzindo imediatamente ao coma do indivíduo, e logo após causando a sua morte também.
Cap: 1
O Chapéu seletor
Nunca se engana?
Há quem diga que o chapéu seletor nunca se engana, o mesmo determina para que casa o futuro bruxo ou bruxa vai, apesar de que...após a primeira guerra bruxa e todos aqueles acontecimentos, houveram rumores de que o mesmo abria "excessões" para alguns alunos, mas este não é o ponto crucial de nossa história, pois mesmo após a primeira guerra bruxa, desde sempre, acreditava-se que nem todo Grifinório possuía coragem e lealdade, e nem todo Sonserino possuía apenas ambição em seus corações, mas como eu disse anteriormente, este não é o ponto crucial, eu sei...chato né? Sonserina... Grifinória, se tornou quase um clichê atualmente.
Antes da primeira guerra bruxa acontecer, o convívio entre ambas as casas não era tão rotulado assim, embora houvessem famílias contra e a favor do que se denominava sangue-puro e sangue-ruim, demorou um pouco para que tudo retornasse a sua rotina natural após a guerra, mesmo com magia acreditem, houveram algumas mudanças e medidas mais preventivas por meio do ministerio da magia que não havia antes, afinal de contas, foram muitas perdas, todavia, em contra partida, houveram muitas uniões também, algumas até inesperadas, eu diria, quero dizer...sobre aqueles dois pontos clichês sobre sangues puros ou não, mas o foco não é depois da primeira guerra Bruxa.
Apesar de bruxos e bruxas é importante salientar que a cima de tudo, ainda somos humanos, não é mesmo?
Lembro-me de que o ocorrido apenas destacou e distorceu ainda mais o que já era clichê por sí só á décadas apenas, e eu concordo com o que Dumbledore já nos dizia naquele tempo, que a nossa maior fonte de magia inesgotável, estaria nas palavras, acho que era algo assim.
O fato de muitas famílias focarem manter seus herdeiros de sangue-puro de geração á geração, já caia por terra a algum tempo, porém para a época isso já era um divisor de águas, já a muito isso dividia opiniões, todo Sonserino era conhecido por poder pender a se tornar um futuro comensal da morte, e todo Grifinório destacava-se por honra, bravura e outras...centenas de qualidades, manteve um certo "equilíbrio", mas antes de bruxos e bruxas, somos seres humanos, como eu já havia mencionado. As coisas começaram a ficar estranhas, lembro-me de um casal de destaque, ambos Grifinórios, Letticya Nandes Wright e Neyil Person Roberts.
Letti, como era chamada pelos mais íntimos, ignorava quaisquer pretendentes, diria centenas, que não fossem de sua casa correspondente, já o jovem Ney, tal qual não vejo correspondência alguma com a casa a qual lhe foi selecionada, possuía apenas a inocência...e diga-se de passagem, burrice, de ser alvo de alunos mais maliciosos e experientes, contudo, a família de Ney possuía uma grande fortuna a ser herdada um dia pelo mesmo, e apesar de ser uma escola enorme, o assunto percorria seus corredores rapidamente.
Com o passar dos anos, Ney ganhou destaque como goleiro de quadribol de sua casa, e Letti...bem, Letti... ... ...eu tenho certeza que suas excelentes notas podiam vir de trapaças mágicas, embora não houvessem provas, além disso, quem olhasse para Letti não diria que esta residia com pais fazendeiros, em suma, a mesma recebia destaque por sua beleza e..."inteligência."
Uma das especialidades de Letti era poções, embora optasse pelas mais acessíveis e realizáveis de se fazer, bastou o jovem Ney se destacar como goleiro da Grifinória para que a garota puxasse suas informações pessoais, ela não dava ouvido á fofocas, prefiria tirar á limpo por sí mesma para ter certeza, mas talvez ela não soubesse lidar muito bem com rejeições, aliás, como podia alguém não reparar em sua beleza? Notava-se que Ney, apesar de desprovido do que Letti considerava bonito em um rapaz, tinha o que ela buscava e seus ancestrais cobiçavam em sociedade bruxa, em contraste, além do que eu já disse sobre o mesmo, Ney não ligava muito para o que de fato poderia lhe agregar de verdade na vida, tudo para ele se resumia á um "tanto faz."
Não tardou, da noite para o dia ambos percorriam os corredores de Hogwarts de mãos dadas. Letti, visto que o jovem não lhe sedia tão pouco carnalmente, decidira então ganhar o mesmo pela poção do amor Amortentia, usara dose específica para que o rapaz não se comportasse de forma tão abrupta ou perceptível á olhos alheios, em outras palavras, o suficiente para que os sentimentos de Ney parecessem naturais, afinal, Letti não era nem honesta consigo mesma, quem dirá com seus colegas ou professores.
Foram uns dos primeiros casais á anunciar sua união definitiva com casamento no último ano em Hogwarts, com direito á festa e tudo mais, mas a infertilidade de Letti, mesmo após depois de formados, caiu na boca do povo, ao que se dizia esta estava desesperada para ter um filho de Ney, o quanto antes, melhor, enquanto isso a primeira guerra bruxa se aproximava vagarosamente.
Era cômico ver que algumas pessoas ainda possuíam esse tipo de mentalidade, embora ela dependesse apenas de uma poção para manter Ney ao seu lado, a ignorância de Letti só transpareceu ainda mais ao que se referia á suas atitudes. A família de Letti possuía uma hierarquia muito aficcionada á sangues puros, todos de sua linhagem foram designados para Grifinória, sim, eu sei, essa história é um tanto familiar, não é?
Os Wright, desde tempos remotos acreditavam que poderiam revolucionar "pacificamente" o mundo bruxo, porém com umas das visões mais deturpadas do que da própria família Black em comparação, pois a família Black apenas deserdava os filhos que se casassem com sangues-ruins ou burlavam as regras da família em relação ao que chamavam de lealdade.
Os Wright, por serem de uma geração milenar de Grifinórios sangue-puros, de forma afixionada, até deturpavam as leis bruxas, chegando a matar seus próximos ou familiares, não se sabe como, mas por gerações estes saíam imunes a qualquer ato, dando os entes mortos como ou desaparecidos, ou acidentalmente mortos, há quem diga que mesmo no ministério da magia haviam Wrights para que se fosse o caso de julgamento de algum parente, primo ou etc estes pudessem "contornar" a situação, em suma, os Wright sempre conseguiam se desvencilhar de qualquer sujeira.
Torno a perguntar, será que o chapéu seletor nunca erra? Talvez esta família manteve-se pelo fato de possuírem coragem o suficiente para fazer o que faziam, essa seria a única justificativa, levando em consideração que o chapéu seletor fora criado pela magia dos próprios fundadores de suas casas, como poderia haver uma margem de erro? Não, isso é inadmissível.
Se eu for falar a respeito dos Roberts, bom...fica um tanto complicado, estes não ligavam muito ao que se referia a sangue-puro ou sangue-ruim, alguns eram sim extremistas, outros mais pacíficos e isso dividia as gerações, mas ao que se refere á bom senso também deixavam um pouco á desejar, Ney lembrava um pouco o tal Thiago Potter quando desprendia-se do ambiente, na época em que acabara de chegar á escola de magia e bruxaria de Hogwarts.
Seu jeito indiferente para as coisas não o tornava uma má pessoa, mas talvez tivesse sido mimado demais pelo seus pais, pois algumas de suas atitudes constratavam isso, mas o que o jovem possuía de inocência as vezes não se equiparava á sua burrice.
Os Roberts, dependendo da geração, não eram tão presos á regras rispidas, estes só não possuíam um ponto de equilíbrio formado, tudo em excesso não faz bem e até os trouxas sabem disso. A mãe de Ney achara suspeito a presa de sua nora para procriar logo, embora os Roberts não soubessem nada sobre os Wright, deveriam ter se atentado mais á isso, mesmo sendo uma mãe cautelosa para com Ney, costumava dar total liberdade ao mesmo, outrora havia lhe avisado para ter cuidado, mas como enfeitiçado este poderia lhe dar ouvidos? E mesmo se não estivesse, seria um padrão deste não dar ouvidos á sua mãe, aliás, nem de mãe este á chamava...e não sabia-se a razão.
Ney tinha suas próprias convicções em relação a formar uma família, mesmo sobre o efeito de amortentia, não se importava do filho não ser bruxo, para ele poderia ser até um aborto, tendo em vista isso e desesperadamente louca para prender Ney, Letti sugeriu uma adoção, a mãe de Ney relutou tal idéia, pois esta havia um lado em si que se importava sim com laços sanguíneos.
Mas Letti possuía outros planos em mente...