Talvez aqui ninguém me veja. Talvez aqui ninguém saiba. Ninguém descubra os meus pensamentos, assim eu espero. Este vai ser um diário de bordo para esses momentos de ondas, quando o sentimento vem muito forte, como um tsunami. Tem dias em que ele vem e só molha os pés, mas tem dias em que engole, sai engolindo casas, prédios, cidades inteiras.
E é difícil sentir saudade de uma pessoa que me machucou tanto. Já dizia Fresno: começa pela cura, mas termina com a dor. E agora eu tô aqui, procurando remédio para dormir, procurando remédio para me acalmar, procurando alguma forma de não pensar em você o tempo todo. Apesar de tudo, apesar de tantas feridas, apesar de tantas marcas que vão ficar para a vida toda, eu ainda tô aqui.












