— talvez você precise de mim! ✨ nishimura ni-ki.
avisos. dirty talk, meio que exibicionismo…?, anal, sexo protegido, relacionamento estabelecido. um presente pra minha lobinha que briga cmg e me manda figurinha do jay fazendo cara de mal, mas que sei que me ama, ❤️✨
Era recorrente. As janelas de vidro tremiam, o chão balançava no ritmo da música, e a vizinhança - principalmente sua mãe, ia a loucura. O responsável por estremecer a rua inteira era o rapaz tatuado da rua de baixo. Nishimura Ni-ki, filho de imigrantes japoneses, mecânico na oficina do tio, e dono de um Golf rebaixado com a mala repleta de caixas de som. Só Deus sabia como aquele carro não explodia.
O barulho do som em conjunto com o ronco ensurdecedor do escapamento modificado sempre anunciavam a chegada dele. Isso quando o carro não entalava em algum quebra-molas por conta da altura da suspensão.
Como você sabia tantos detalhes? Simples; ele era seu namorado.
Sua mãe havia tentado inúmeras vezes te fazer ‘desgostar’ do rapaz. Te apresentado ao filhinho de papai, sobrinho do colega de trabalho dela. Te deixar de castigo.. Enxotar o Nishimura da casa de vocês mais do que deveria… Até que a coitada desistiu. Nada funcionava. O garoto de lábios grossos e riso frouxo parecia ter feito algum tipo de feitiço de amarração.
Era comum — mais do que deveria, que ele aparecesse à noite, com pizza, ou comida japonesa, ou um dogão da esquina. Sempre trazendo o sabor preferido de sua mãe para tentar agradá-la. Conseguia um minimo sorriso dela, desfeito no segundo seguinte; no momento em que ele se jogava no sofá, mudando da novela para o jogo do Corinthians, gritando como um louco.
“Aqui tem um bando de louco! Louco por ti Corinthians!”
“Manda esse garoto tirar esse pé sujo de cima da mesa de centro!”, sua mãe sussurrava à você, entredentes.
Nos dias de chuva, como estes que narro agora, ela conseguia um descanso. O carro era baixo demais para chegar até sua casa em dias de tempestade como estes.
“Ah, com essa chuva ele não vem não.”, ela sussurrava para ela mesma.
Ledo engano.
Porque nos minutos seguintes, a luz do farol de led do Golf rebaixado iluminava a rua. O som alto, o escapamento escandaloso: lá estava ele. Alto e loiro, atrapalhado, correndo para o seu portão carregando uma mochila enorme, com um boné virado para trás na cabeça, calças largas.
Até deixa a mochila cair na entrada de seu portão, no piso escorregadio. Aliás, ele quase cai. Mas lá estava ele. Apertando a campainha, encharcado, com o nariz vermelhinho.
“Não é possível.”, sua mãe o vê pela câmera. O cenho franzido, até mesmo meio confusa. “Até de baixo desse toró esse garoto tá aqui.”
“Mãe?”, sua voz ecoa. Veste um pijama de frio, munida de um balde de pipoca, e biscoitos recheados. Vem do seu quarto, onde assistia um filme. “Parece que eu escutei o barulho do carro do Ni-ki…”
“Ah. Claro que escutou. Ele tá aí no portão igual um rato molhado. Olha, esse menino não vai dormir aqui hoje de novo não, hein?”, diz em tom de aviso.
“Poxa, mãe! E você não abriu pra ele?”, você corre para destrancar o portão, e abrir a porta de entrada. Logo ele está lá, ensopado, com a blusa colando no peitoral definido, os fios loirinhos que escapavam do boné pingando frio.
Ele dá um espirro. E seu coração aperta. E sua mãe? Revira os olhos, porque já sabe onde aquilo vai terminar.
“Mô? Que isso? Por que não avisou que vinha? ‘Cê vai pegar um resfriado.”, diz o ajudando com a mochila que tinha nas mãos. Ele a abre, pegando uma toalha pra secar o rosto.
“E aí, gatinha.”, ele beija sua testa com um selinho carinhoso, e vira o corpo para sua mãe, com um sorriso grande nos lábios. “E aí, tia? Cê é louco, mó chuva. ‘Tava indo pra casa do Jake, mas o carro deu ruim aqui perto da sua rua. Achei melhor parar por aqui… E aí… Se puder, eu colo aqui durante a noite e amanhã cedo eu já desço com o carro lá pra oficina do tio..”
“Sério? Que perigo. Imagina ficar a pé no meio do caminho nessa chuva? Fez bem em parar aqui. Né, mãe?”
“Ah, claro.”, revira os olhos novamente, cruzando os braços. “Já vi que pode ter até tsunami, que esse garoto vai vir dormir aqui.”
“Que isso, sogra, foi o carro que d-“
“Hoje foi o carro, ontem foi operação perto da sua casa, antes de ontem foi porque você topou o dedo no asfalto jogando bola com as crianças.”
“Ah… Acontece.”, ele diz meio sem graça. Mas você o conhece. Conhece aquele tom meio risonho.
“Mãe! Deixa ele. Vem amor, toma um banho quentinho e tira essa roupa molhada. Eu tava vendo filme, e comendo pipoca, foi..?”, sua voz foi se distanciando à medida em que você sumia pelo corredor, com o Nishimura a tira colo.
E sua mãe surpreendentemente… Sorri. Sorri porque, por mais que goste de implicar com o rapaz, e goste que ele tenha medo dela, ela se sente feliz por ver a filha feliz. Sabe que sua menina está amando, e sendo amada.
“Esse teu shampoo é cheirosão.”, ele sai do banheiro do jeitinho que você gosta. Calça de moletom larga, t-shirt de algum personagem de anime, e o cabelo loirinho bagunçado.
“Tá quentinho?”, você pergunta meio boba, meio apaixonada.
“Ainda não.”, ele se deita em sua cama de solteiro ao seu lado, se enroscando na coberta, e em ti, te abraçando pela cintura e enfiando o rostinho gelado em seu pescoço. Você dá um gritinho abafado, mas se enrola ainda mais no corpo dele. “Agora tô.”
“Que frio…”, você murmura.
Em seguida, Ni-ki te posiciona na frente dele, abraçando sua cintura com firmeza, encaixando sua bunda no quadril dele, e colocando um braço em baixo de seu pescoço. Uma posição quentinha, e confortável.
“Cê tava assistindo o que?”, pergunta, a voz rouca em seu ouvido te arrepia de leve. Você se remexe no quadril dele, sem ao menos entender qual era sua intenção.
“A princesa e o sapo. Quer trocar? A gente assiste outro.”
“Não, não.. Tá bom esse aí.”, diz.
O ambiente é relaxante. O quarto escuro, iluminado apenas pelo brilho da televisão, as cobertas quentes e cheirosas, o cheirinho de sabonete vindo dele. Tudo compactuando para que seu sono viesse devagar. Se… Não fosse o incômodo de Ni-ki.
Ele se remexia pra frente. Pra trás. Suspirava. Sussurrava alguns “ai”, contidos, até que você resolvesse virar para ele, para ver o que estava acontecendo.
“Que foi?”, pergunta sonolenta. Ele beija seus lábios num selinho molhado, negando com a cabeça.
“Nada não, princesa.”, você semi cerra os olhos, fazendo ele sorrir fraco. Fofa. “Quer saber mesmo?”
“Claro, né.”
A conversa flui em um tom baixo de sussurros comedidos.
“Acontece que você ‘tava com essa bunda gostosa e quentinha pressionando no meu pau, e agora eu tô duro.”, diz. Desta vez não há resquício de brincadeiras.
“Amor…”, você sopra nos lábios dele, quando ele avança em um beijo gostoso. A língua quentinha em sua boca, o gostinho da pasta de dentes ali presente.
“Escuta, princesa. Preciso que você colabore, ok? Vou te comer bem gostoso, prometo, mas você não pode gemer alto, tá?”, diz, a boca ainda colada na sua.
“Tá…”, diz perdidinha, a coxa do Nishimura já entre suas pernas, esfregando de leve sua área quentinha.
“Promete?”, esfrega com mais pressão, te fazendo engolir um gritinho.
“Prometo.”
“Perfeito. Vira de costas pra mim de novo, huh? Quero te comer por trás.”
Se ele soubesse como suas palavras tem efeitos em você… Você o obedece de imediato, e o sente abaixar sua calça de pijama, junto com a calcinha, de uma vez só. Pela movimentação, imagina que ele tenha abaixado a própria calça também.
Em seguida sente o comprimento gordinho passando entre suas coxas fartas, roçando na sua fenda já babada, em um vai e vem torturante. O pau dele já suficientemente babado para fazer com que volta e meia a cabecinha inchada escorregasse para dentro.
“Nini…”, geme baixinho, entregue aos braços dele, que parece não ter pressa nenhuma.
“Oi, princesa… Fala…”, dissimulado, é o que diz, baixinho em seu ouvido com a voz grossa.
“E-eu..”, sua voz sai quebrada. Ao menos sabe o que pedir, tontinha de tesão.
“Pede, bebê… Eu tô aqui… Quer que eu meta? Ou quer tentar de novo?”, a voz baixa em seu ouvido deixava seu corpo molenga.
Com tentar de novo, você sabia muito bem ao que ele se referia.
“Quero…” diz amuadinha, mas ansiosa. Sabe que ele vai fazer com carinho.
“As coisas estão aqui…?”
“Uhum, na gaveta.”
Ele se estica para pegar uma camisinha, e o gelzinho lubrificante. Você não demora a sentir sua entradinha menor ser melada com o líquido viçoso e geladinho. Contrai um pouco quando sente, mas logo Nishimura te tranquiliza.
“Calma, princesa. A gente só vai até onde der, ok?”
Você confirma em um aceno, sentindo em seguida a ponta do polegar dele ali, rodeando a entrada de seu cuzinho com delicadeza, brincando de colocar e tirar. Você morde a fronha de seu travesseiro, o rosto queimando de vergonha e tesão, mexendo quase imperceptível o quadril de encontro à mão de seu namorado.
“Cê é louco… Caralho, princesa… Que bundinha apertada… Imagina meu pau aqui dentro…”
Você escuta a voz dele, mas mal consegue assimilar as palavras. Não quando o polegar esfrega sua entrada de trás, e o dedo do meio entra em sua bucetinha carente, formando um gancho, afim de chegar naquele pontinho que sabe que você gosta.
“Posso meter? Posso botar, amor?”, diz apressado, quase esbaforido, pensa no quanto ele quer aquilo, e passa a querer tanto quanto.
Quer enlouquecer seu Nishimura, quer dar a ele uma experiência gostosa, prazerosa, porque dar prazer a ele te dá prazer.
Ele engole a seco quando passa o pau já protegido pelo buraquinho. A mão grande vai até seu grelinho, massageando em círculos com leveza, mas precisão. A respiração dele já está entrecortada, o pescoço começando a suar, e o calor da coberta não lhe parece mais tão convidativo. Se sente quente demais.
“Nini..”, murmura baixinho, um desespero no fundo da voz rouquinha.
“Calma, bebê, calma… Primeiro só vou passar a cabecinha, tá? Só…”, a frase se perde em um gemido manhoso quando ele sente o músculo apertá-lo como se quisesse expulsá-lo. “Só mais um pouco, linda. Só mais um pouco…”
Centímetro por centímetro ele estava dentro de você. O cenho franzido, perdidinho com a sensação nova desejada há tanto tempo. Porra…
“Só vou me mexer quando… Você falar… Que pode…”, a voz entrecortada recheada de suspiros dengosos faziam com que você se arrepiasse.
Engole em um engasgo quando sente você, por si só, dar uma rebolada, afim de se ajeitar. Tão sufocante, apertada.
A sensação era ainda melhor quando ele pensava o quão sujo, e proibido aquilo parecia. Sua mãe no quarto ao lado, dormindo, ou assistindo televisão, e ele ali, completamente enterrado em você, te tendo rebolando na porra do pau dele. Comendo seu cuzinho devagar, com todo carinho que a princesa dele merecia.
Nunca havia feito anal, assim como você. Era uma experiência nova mútua, um nível a mais de intimidade na relação.
Entrega.
Sem ao menos pedir, você ditava os movimentos, rebolando no seu Nishimura, de olhinhos fechados, agraciada.
Ele acompanhava seus movimentos com leveza, tentando ao máximo se controlar pra não se deixar levar, e acabar gozando rápido.
Não parava nem por um segundo de massagear seu grelo inchadinho, tentava puxar você para mais perto de seu corpo como se fosse possível.
“Caralho…”
“Ni..”
“Shh, shh… Que cuzinho gostoso, princesa, porra… Vai me deixar gozar nele, huh? Fala, fala pra mim.. Me deixa te ouvir..”
“E-eu v-vou…”, seus olhos transbordavam lágrimas doces, o corpo ameaçava tremelicar.
A chuva lá fora aumentava, os trovões incessantes, mas ali dentro do quarto, era só vocês dois.
Com a mão livre, Ni-ki insere o dedo do meio em sua boca carnudinha, fazendo você chupar desastradamente. Ele feche os olhos gemendo, uma mistura de desespero e alívio.
Até.
Até..
Sua mãe bater na porta te chamando.
Te chamando e perguntando o que vocês estavam fazendo. Agora cabia a Ni-ki ter força o suficiente pra sair de dentro de você, e agir com normalidade.
Quando você o agarra pelo quadril, mesmo virada de costas para ele, o impedindo de sair.
“Vendo filme, mãe!”, você responde alto, a voz sem tremer.
Ni-ki parece confuso, mas não se move.
“Demorou tanto tempo pra conseguirmos, não é agora que vamos parar. Continua, me fode, Nini.”
Ah, e ele te obedeceria.








